quarta-feira, fevereiro 06, 2013

O POBRE SENECTO FRANQUELIM

O pior que poderia acontecer ao pobre senecto Franquelim Alves era ter à perna os pirrónicos da Pseudo-Esquerda, era expor-se à 'extrema moralidade, à 'inatacável exigência ética' e à 'absoluta responsabilidade' desta gente, para não falar do extremoso exemplo da restante classe política até ao presente. O Parlamento não é aquele poço de virtudes que talvez pudesse ser, caso não tivesse sido capturado e apodrecido pelos partidos. Tem sido, sim, um refúgio para o refugo, a parte mais reles que ousou ser Poder e escapar para mais longe. Antes de apontar dedos ao infeliz recém-empossado, seria preciso ter higienizado a bancada de quem lá descansa indevidamente as nádegas, como Paulo Campos e toda a restante tralha malcheirosa estrategicamente lá depositada como recompensa, relíquia de um tempo que não pode regressar.

2 comentários:

floribundus disse...

a ar não passa dum circo ambulante onde a esquerda exibe os seus palhaços

José Domingos disse...

Um circo, de facto, mas pago por nós e bem. A partidocracia, que nos impingiram depois do 25a, resultou na perpectuação do sistema. Tudo aquilo é combinado. Dizia o saudoso Lucas Pires, que a ar era como os combates de boxe, no Parque Mayer, antes do combate, já se sabia o vencedor. Pelo menos, que algum "deputado", com o minimo de educação, e no intervalo, das comezainas, que o resto do povo não come, porque não tem dinheiro, para tanto luxo, eles pedissem desculpa ao povo, por terem levado Portugal á situação a que chegou.
Agradecia, que não peçam com a boca cheia.