quinta-feira, junho 30, 2011

TROMBETA OXIDADA DA SILVA

«O sr. carvalho da silva está histérico; o sr. carvalho da silva falava num palanque para trabalhadores ameaçados, com medo, legitimamente revoltados e injustiçados  mas sem que tenha feito por eles (e pelos ENVC) alguma coisa de bom em toda a sua vida instalada de sindicalista-que-já-nem-se-lembra-da-sua-profissão; enfim, uma trombeta oxidada do marxismo mais bafiento. O sr. carvalho da silva precisa de bodes-expiatórios, pois vê com preocupação o seu fértil 'meio'  onde num passado ainda recente floresciam as suas actividades com o viço de morangos  a secar. O sr. carvalho da silva devia, para se acalmar, ir fazer um clister opaco.» Besta Imunda

POBRES CULPADOS DA PRÓPRIA POBREZA?

«Muito se sabe por aqui do que é a Grécia actual, talvez até mais do que da Grécia Antiga! Imagino o que não falarão de Portugal por essa Europa fora até Constantinopola! A questão não está no facto da violência ter razão, utilidade ou eficácia, nem tão pouco se o sistema errado conduziu a um problema sem solução, a questão é que não se pode permitir que os pobres sejam culpados da sua própria pobreza! Que se lixem os "men-in-black", os académicos, os oficiais, a alta burguesia e a média e a baixa! Porra! Um Homem, como qualquer animal, tem pelo menos o direito de comer! Ó Joshua, reavivo o abraço contínuo! Devo ter medo de por aqui andar ou de pensar?! Certo ou errado, podem-nos roubar o direito de comer mas nunca nos conseguirão proibir de pensar!» Pata Negra

DÉCADAS A BRINCAR ÀS EUROPAS-PRÓSPERAS

«Não há como fugir à realidade: estava a economia grega no bom caminho? não; estavam as finanças controladas e as contas honestas? não; pagavam os gregos na sua maioria os seus impostos de forma regular? não; gastava o estado Grego apenas o que podia suportar? não; eram os empréstimos e a dívida algo que constituísse um investimento donde recolher proventos no futuro? não; era o 'cadastro de piscinas' (!!) e de propriedade particular verdadeiro e declarado para efeitos de IMI e IRS na Grécia? não; eram as dívidas dos particulares (lá como cá...) algo que estivesse controlado? não. Depois poder-se-ia continuar deste modo: abusavam os cidadãos Gregos de um Estado que (lá como cá...) era entendido como o eterno salva-vidas que alguém haveria de pagar um dia? sim; ganhavam os gregos 15 salários por ano? sim; era o salário mínimo na Grécia (uma economia tão pobre, tão estéril e tão débil como a nossa) de 750 Euros? sim; eram as reformas na Grécia a uma idade, de um modo geral, vergonhosa? sim; têm os cidadãos gregos  de um modo geral  o entendimento de um cigano-otomano-vigarista sobre os impostos e sobre a economia? sim. No fim: queriam os cidadãos e mesmo os políticos gregos cumprir REALMENTE o programa de ajuda que firmaram há mais de um ano? NÃO. Queriam apenas empurrar mais com a barriga, o que têm feito desde há duzentos anos. Salários cortados em 20 a 25% (na Polícia)!...sacrifícios horríveis...Eis o choque dos AJUSTAMENTOS, que acabam mesmo por ter de aparecer; lá como cá. Mas governos, comissão europeia, banco central, têm TODOS culpa também: durante anos andaram a fazer vista grossa e a brincar às Europas-prósperas e às 'uniões políticas' por caminhos ardilosos, ilegais, informais e fingidos. A esta 'Europa' do socialismo-de-estado-de-dinheiros-mal-geridos, dos cargos políticos e dos fingimentos atiremos a frase adequada à "justiça de Castela: merda para ti e merda para ela."» Besta Imunda

ABRAÇO À BEIRA-PRAIA

Mas que belo colóquio na minha praia, amigo João! Ao largo, marulhando
à flor da empatia que se nos impunha natural e refrescante, o mar, muito azul e muito verde, descobria a espaços os dentes níveos de espuma. Também queria sorrir-nos pela Vida, nosso prazer e nosso prémio.
João Carvalho e Joaquim Carlos [joshua]

quarta-feira, junho 29, 2011

RASTILHO? «A NOSSA PÓLVORA É SECA!»

«El grado de devastación en que se halla la capital griega incluye la aniquilación de todo el mobiliario urbano: adoquines, mamparas, jardineras, fuentes, marquesinas y semáforos arrancados de cuajo; quioscos de prensa carbonizados; lunas rotas y cierres metálicos arrugados como una bola de papel.» El País
«O rastilho nunca chegará aqui, a nossa pólvora é seca! Enquanto a Espanha se consumia numa guerra civil, enquanto a Europa desaguava numa guerra mundial, este país aguentou uma ditadura até o regime cair de podre. Este povo nem sequer teve a pequeníssima coragem de reconhecer a coragem daqueles que enfrentaram a ditadura com a prisão e o exílio - "meia dúzia de líricos que acabavam todos a fugir para o estrangeiro". Poderemos vir a sofrer tanto ou mais que a Grécia mas não contestaremos: vamos emigrar! Um abraço de malas aviadas.» Pata Negra

UM RASTILHO CHAMADO GRÉCIA

DE MANEIRA COMERCIAL E NECRÓFAGA

«...por outro lado, a estação de Queluz de Baixo fez 'permanentes' e desnecessários directos  sempre com um repórter de plantão e os juvenis emplastros em fundo  a partir da porta do Hospital; de maneira completamente comercial e necrófaga. Até na agonia e depois na morte o 'morango' era seu, obra sua, investimento a rentabilizar, gladiador ferido que ainda poderia render publicidade. Vergonha. Todos os dias ficam mutilados ou morrem nas estradas vários jovens (já para não falar nas crianças muito pequenas e em adultos de todas as idades, capazes ainda de trabalhar ou criar filhos) talvez não tão 'estéticos', mas é o Angélico a captar a atenção e a provocar recomendações de segurança aos espectadores  de forma dramática. Nem sei se vão surtir efeito. Depois de devidamente passada a histeria dos não-familiares, tudo voltará grunhamente ao mesmo  com o consumo criminoso de substâncias, condução ilegal, veículos em mau estado, etc.» Besta Imunda

ENTRE O AFECTO, A MORBIDEZ E A HISTERIA

Um dos reflexos mais terríveis da morte trágica de Angélico, tal como acontecera com a de Francisco Adam, para além das circunstâncias demasiado similares, diz respeito à exposição do que realmente move a sensibilidade das massas em Portugal. A beleza, a classe, a arte, o talento, move-nos. Mas é pouco e serve-nos de pouco. Uma mobilização emocional intensa das pessoas sucede a propósito da morte de um jovem artista sexy e esse acaba por ser um capital espiritual desperdiçado perante o bem que se poderia fazer todos os dias a tantos seres humanos realmente necessitados. Trata-se de algo preocupante que se viva demasiado no mundo dos concursos e no das novelas, no delíquio do Belo e do Bom tantas vezes nem bom nem belo nos planos moral e ético, ao ponto de que uns e outras absorvam mais energia psíquica, mais interesse e mais curiosidade mórbida que talvez o trabalho, a economia do País ou mesmo a política, a qual, conforme alguém ironizou «é demasiado importante para ser deixada aos políticos». Adam e Angélico, estrelas mediáticas nacionais, não se despistaram somente, pagando um alto preço por isso ao sacrificar a própria vida e a de outros. Não. Vieram expor a grande susceptibilidade de um grande número para o estranho despiste emocional em decurso. Por vezes histérico. Por vezes mórbido. Ora, contrastando com isso, por que motivo jazem represados tanto Amor e tanta capacidade e vontade de fazer Bem a quem precise?

APÓS DELÍRIOS BURLÕES E PERDULÁRIOS

«Não só o Governo é mais pequeno como também é já conhecido o seu programa  devidamente e honestamente alicerçado no 'memorando' e nos 'eleitorais' dos dois partidos; sem contradições e incompatibilidades. T'ou-me borrifando para o desconhecimento, inexperiência ou independência dos Ministros ou SE's. O que eu quero é resultados. Todo o comentário ocioso e vidente  do tipo prof. Mambo  a que as TV's se dedicam serve apenas para pagar ordenados aos comentadores. E pouco mais. O escrutínio absurdo em que têm mantido o Governo, nestas duas magras semanas, contrasta violentamente com a cobardia acrítica e a cumplicidade mais sabuja que votaram ao anterior: tipos como Paulo Campos (!), Mário Lino, Pinho, Vieira da Silva, Mendonça, Canavilhas, mesmo Teixeira dos Santos e a sua trupe de secretários-de-estado (Tesouro, Orçamento, Impostos), que produziam tabelas erradas, falsificadas, com colunas não relacionáveis, não 'somáveis' e que atropelavam constantemente as regras; para maior glória do seu senhor-sócrates e dos seus delírios burlões e perdulários. Estão então, os astrólogos-tudólogos, agora ralados com os super-ministérios e com a origem dos governantes: se são do partido, é mau; se são independentes, é mau; se são jovens, é mau; se fossem velhos, seria mau. Na verdade, há talvez uma única coisa em que o Bloco tinha uma certa razão: "orçamentos de base 0"!; e depois, melhor seria também leis orgânicas 'de base 0'; e a maldita 'máquina' da administração varrida por uma saudável e urgentíssima revoada de novas leis e revogações que atirassem todos os vícios para o lixo, ou para a prisão: "...porque a administração é pesada" e "... porque obedece dificilmente e não cumpre" !! Num País normal, tudo isto daria direito a processo e irradiação. Se por exemplo o contribuinte faltoso (e até infelizmente o cumpridor...) leva na corneta por não cumprir ou por equívocos, porquê 'pactuar com' ou desculpar "chefes-de-secretaria" e funcionários preguiçosos e ardilosos? Ordem na casa!» Besta Imunda

terça-feira, junho 28, 2011

É UM GOVERNO MAIS PEQUENO, JUMENTOS!

«Ainda estou para ver alguém do meio jornalístico fazer esta simplicíssima comparação em vez de se perder em considerações subjectivas e quiçá mal intencionadas acerca das declarações de PPC ao dizer que ia ter um governo mais pequeno. Pelos vistos tem a menos vários ministros mas ainda consegue ter menos 4 secretários de Estado. O balanço final é, diria eu, um governo mais pequeno do que o anterior. Se querem confirmar vejam a constituição do XVIII Governo Constitucional aqui. Façamos as contas então: XVIII Governo - 17 Ministros + 37 Secretários de Estado = 54; XIX Governo - 11 Ministros + 33 Secretários de Estado = 44. É da minha vista ou é de facto menor? Sou só eu ou houve de facto uma redução na complexidade das estruturas ministeriais? A forma que a "oposição" jornalística está a usar para criticar tudo e mais alguma coisa é quase infantil. À falta de coisas realmente substanciais para criticar criticam aquilo que é muito difícil de criticar. A não ser que sejam a favor de um governo GRANDE. E a julgar pelas reacções a um governo mais pequeno, parece que é mesmo isso que queriam - um Governo maior.» Groink

UM PROGRAMA PARA O POVO

O Programa de Governo está aí. Há nele um esboço de revolução quanto a procedimentos pela transparência, a contenção e o corte na velha gordura acumulada para contentar clientelas partidárias. Entretanto, a Grécia palpita, crepita e estertora. Está mesmo ao pé e à mão dos portugueses, a não ser que por cá se avance para a privatização de um canal da RTP e da Lusa para diminuir o controlo estatal nos media, controlo obsessivo no Estado chulacional socialista-socratista. A Grécia seremos nós, caso a TAP e as participações na EDP e REN não sejam alienadas e os direitos especiais ou "golden shares" não sejam extintas e o controlo estatal sobre a economia não seja drasticamente reduzido. Os governos socialistas enterraram-nos. É preciso que nos desenterremos do Estado Social dos ricos, dos mesmos, dos dependentes dos Orçamentos ao mais alto nível. O Estado Social ou Paternalista era todo deles. Com eles nunca crescemos. Agora, podemos salvar-nos segundo a radical libertação das iniciativas, das energias e da ousadia de lutar cada qual por si e todos por todos. O programa do PSD/CDS-PP é um programa para o Povo. Para o Povo sofrer, claro. Mas o que arde também cura.

ADRENALINA E NEGLIGÊNCIA MATAM

Todos morreremos, mas é possível uma espécie de acordo tácito no mais íntimo de nós que retarde sensatamente o trânsito desta vida para Outra Coisa. Lições, essas retiram-se dos factos e dos actos que denotem aquela imprudência e aquela temeridade mortíferas, normalmente associadas ao vício da adrenalina pela sobreexposição  de si mesmo e dos demais  ao perigo. Perder-se e perder a outros, eis a única tragédia, sobretudo quando tudo parecia estar conquistado e havia, como se percebe, não pequeno talento no jovem Angélico. Descanse em paz.

BRASIL, NOSSO ÊXODO PELO ÊXITO

«Embora não estejam no topo do ranking de vistos, os portugueses ocupam o terceiro lugar entre os imigrantes que mais investem no Brasil, atrás apenas dos italianos e dos espanhóis. No primeiro trimestre, os cidadãos portugueses que querem residir no Brasil investiram 4,4 milhões de reais (1,9 milhão de euros) no país, valor 9,8 por cento maior do que o registrado no mesmo período de 2010.» i

A RESPOSTA QUE CONVÉM DAR

Acabar com luxos, mordomias, benesses, toda a forma de gastos supérfluos na estrutura do Estado, típicos do deslumbramento rasteiro ou infantil do Poder como lustro do ego, das negociatas, do contentamento dos 'nossos'. O socialismo que se locupletava e de cevava à custa do erário deverá dar lugar à eficiência, à morigeração, à tal frugalidade nos uso dos recursos. Serviço aos portugueses, exemplo e um rumo sóbrio, eis tudo. Custa-me dizer isto, pois estou esperançoso, mas só espero que esta nuvem de secretários de estado ande de vespa [mesmo que vá de vespa e volte de BMW] ou partilhe imaginativamente as necessidades de locomoção automóvel. Não se espera outra coisa senão um tipo de resposta governamental que passe pela transparência e pelo respeito do erário, cêntimo por cêntimo.

segunda-feira, junho 27, 2011

ADD OU OS SINAIS QUE TARDAM

«Agora… nada como aguardar as primeiras medidas… e, para o bem e o mal, todos nos recordamos das promessas deixadas no final da anterior legislatura pelo que se espera um par de sinais para os próximos dias sobre, a saber, reforma do Ensino Básico e ADD.» Paulo Guinote

FACTOR ROBERTO SEM ROBERTO

Há jogadores que estão nos clubes e nos balneários como o cimento entre tijolos. Unem. Lideram. Cimentam camaradagem. E fazem-no durante anos. Com o seu carisma e experiência, criam um espírito de corpo, arrastam o grupo para cima, para que a coesão básica ali não tenha de ser inventado época após época pois se trata de matéria delicada. Se beliscado esse cimento, tudo redunda depois em desmoronamento fragoroso: a evacuação de Quim, na época passada, foi uma opção pela ingratidão e pelo experimentalismo Roberto. A responsabilidade foi jorge-jesusiana. Saiu cara. Aliás caríssima com os desempenhos avícolas de Roberto, o melhor guarda-redes do mundo, mas apenas para a mamacita dele. De igual modo, a saída de Nuno Gomes arrisca-se a ter custos igualmente vexatórios ou pelos golos que marque [ao próprio Benfica] ou pela utilidade no relvado que afinal evidencie. Recorde-se o caso de Raúl González, no Schalke 04. Isto é fatal como o destino. É só esperar. 

DIFICULDADE EM METABOLIZAR O REAL

Que mais uma criança de três anos morra depois de ter estado sujeita a altas temperaturas durante um tempo indeterminado dentro de um automóvel é algo que não pode ser devidamente percebido por um espécimen normal, mesmo que calejado. Custa de mais e não se pode ficar impassível. Ainda não lemos notícia que nos embotasse, desgraça que nos vacinasse. Nunca se está preparado para reedições do abominável. De resto, tipicamente, não se perde da vista por tempo indeterminado criança que seja criança. Será o anormal que se normaliza graças à bruteza dos humanos? 

FAREJAR SELINS E LONGAS SERPENTES NEGRAS

«Sei, meu caro Joaquim, que não lhe é indiferente a intensa beleza, a perfeição da linda cabeça da matadora... Mas, por falar em eventos e festividades, as manifestações deste fim-de-semana, em Lisboa, são bem sintomáticas da estultice que contamina a leitura de “democracia” e “liberdade” por parte dos ditos manifestantes. Não é que ‘alguém’ tenha uma patente ou direitos de autor acerca daquilo que “democracia” é ou deva ser; mas trata-se, sim, de um mínimo de bom-senso e até, por que não dizê-lo?, de bom gosto. Enumeremos pois: 1- o festival “pride”, ou gay-pride, ou arraial gay (ou lgbt, ou o que se lhe quiser chamar) sabujamente apoiado pelo reluzente-costa; 2- o desfile nu em bicicleta; 3- a manifestação das “Galdérias contra a moral machista” (!!!) 4- uma ‘coisa’ a que chamaram “dia internacional de Buda” (???? Será verdade, e até possível?) que, pacífica, zen, simpática, levou algumas escassíssimas dezenas de amigos a contemplar – embevecidos  a imobilidade marmórea de tipos parcamente vestidos com panos. 5- outra manifestação na Ponte Vasco da Gama, ainda de ciclistas (estes devidamente vestidos e equipados). Neste mundo, outrora vasto mas agora transformado numa pequena pocilga pelas passagens baratas e pela internet, já não existem novidades ou diversidades; ou se existem, perdem esse caracter em poucas horas. Todas as actividades e manifestações deste fim-de-semana foram importadas, são estilos de vida ou ‘opiniões’ que nos são um corpo estranho, são um “franchising” da vontade de exibir carnes ou hábitos pessoais. Tudo, porém, nos é candidamente impingido pelas progressivas TV como “manifestações”, mesmo que tenham já perdido toda a razão de ser. Eça tinha – pela boca sardónica de João da Ega – uma excelente difinição de todos estes ‘incrementos civilizacionais’: “…chegam-nos lá de fora pelo caminho de ferro, em caixotes; não foram feitos para nós, ficam-nos largos nas mangas…” E a resposta amodorrada e ociosa do povo a toda esta colecção de modernices não podia ser mais eloquente: questionadas, as gentes diziam sem qualquer indignação ou convicção o rotineiro “t’á mal” ou “acho bem…”. Os gays-lésbicos-trans-bis, mesmo com plumas salientes dos glúteos e esborratados de dourado, não perturbaram as velhinhas do Príncipe Real ou da Praça do Comércio. As “Galdérias”, estultas como são, não entenderam que só vale a pena a sua indignação-manifestação enquanto existirem muitos machistas e, principalmente, se existirem cada vez mais e mais – coisa que ‘elas’ dizem querer combater: uma contradição idiota. Bem sei que elas pretendem exibir um decote maroto, daqueles que vai do capuz do clitóris até às glândulas salivares, sem serem importunadas em público (pessoalmente, não tenho nada contra…); mas se porventura ninguém lhes passar cartucho, se ninguém lhes ligar pevide, se o rapaz das obras permanecer frio como granito, se ‘o pintas’ fixar a mente em Lurdes Pintassilgo ou Gomes, se TODOS – homens e mulheres  ficarem indiferentes, serão as Galdérias verdadeiramente felizes e livres? Depois, os ciclistas nus (por oposição aos ‘gendarmes’ fardados), terão o direito de mostrar as suas patéticas partes ao mundo que passava bem sem as ver? E se, de entre alguns deles, se destacar – diante de crianças  um grupo de guineenses com as suas longas serpentes negras, teremos atingido um estádio civilizacional superior? A meu ver, este desfile dos ciclistas nus só terá tido a vantagem de permitir à Pitta e ao Câncio irem farejar selins durante toda a pausa do almoço.» Besta Imunda

SANGRAR A SÓS, COMO CONCHI RÍOS

«La novillera murciana Conchi Ríos, de 20 años, ha sufrido una cogida en el festejo celebrado en la localidad francesa de Rieumes (al sur del país).» El Mundo

RECLUSO SARAMAGO. CARCEREIRA PILAR

«Todo o filme transparecia falsidade. Desde a ideia de mostrar uma história de amor onde não existia (apenas simbiose e mesmo assim desequilibrada) até à glória de um homem mais odiado que amado, mais temido do que respeitado. E pelo meio os comentários daquela terrível mulher - alguns desculpados pela menopausa - pareciam imprecações, histerismos, loucuras numa espécie de anel de fogo que continha o escorpião. No final Saramago viaja, diz o realizador. E nós também, dando graças pelo fim.» Obliviário

domingo, junho 26, 2011

PORQUE PACHECO ADOROU DALE MARTIN

CONVERGIR NA DIVERGÊNCIA

Na pintura de Richard Westall, A Espada de Dâmocles, (1812) os belos rapazes da anedota de Cícero foram transformados em moças virgens para gosto do patrono neoclássico Thomas Hope.
É uma boa notícia que PSD e CDS, se avançarem para a revisão constitucional para alterar os sistemas de eleição do Parlamento e das câmaras, possam contar com o apoio do PS. Mas perfeito, perfeito, seria que ou Seguro ou Assis ousassem uma crítica retroactiva aos últimos seis anos, uma demarcação clara, qualquer coisa semelhante ao que fez Soares. Se Soares, que é Soares, consegue camaleonicamente inventar-se reinventar-se no discurso, no que vê, não vê e passa a ver, começando de fresco perante o refrescar das lideranças do seu partido, mesmo quando o lixo mais óbvio e a devastação mais obscena abundaram, por que diabo Assis e Seguro serão diferentes?! Mais a mais, agora que o País tem pendendo sobre si a espada de Dâmocles duplamente grega, convinha que tal retrospectiva lançasse suficiente luz e suficiente autocrítica: foi empurrando com a barriga e mentindo muito que o País manteve a sua marcha funérea e abissal rumo a esta espécie de duplicada fragilização. 

JUST THE WAY YOU ARE

SOARES BIPOLAR

Parece evidente que os líderes, mesmo quando maus e daninhos, criminosos e delinquentes, são levados ao colo por serem líderes, protegidos e elogiados no esplendor da sua bruteza. Covardemente, ninguém de peso lhes faz reparos ou sujeita a uma crítica correctiva a partir da própria barricada. Mentiram? Devastaram? Não importa que a lealdade de alcateia fala mais alto. No fim do ciclo, há rebates de consciência e atitudes de recomeço cínico do tipo «Agora é a sério!» Uma pena!

MEDINA SUPERSTAR

Ontem, no Eixo do Mal, programa em que por demasiadas incorro no delito de assistir dada a demência recorrente nalguns dos paineleiros, era possível observar um Pedro Marques Lopes completamente tresloucado no comentário: o modo como abordou a decisão de PPC no que respeita às viagens em económica roçou o vómito. Oco e nulo, parecia estar ali a artificializar-se discípulo da errática figura que é, hoje, o solipsista Pacheco Pereira, espírito de contradição e crítica pela glória diáfana da crítica. Enfim, para esquecer! O desvario que vai pelas TV, meu Deus. Para meu consolo, Medina Carreira continua fresco e lúcido e a dar entrevistas felizes. Consegue acrisolar no seu espírito um lado esperançoso e outro céptico ou prudente, como é preciso. Ignorado por tanto tempo, hoje pode ser dos mais escutados e respeitados graças à força bruta realidade que nos vai sendo imposta: «O principal traço que eu encontro como característica positiva deste governo é estar lá gente que não vive da política. É gente que não vai para lá fazer habilidades para sobreviver. São pessoas que já têm um estatuto social. Agora se isso significa alguma alteração não sei. [...] Os ministros das Finanças não fizeram contas, ou se fizeram, e não tomaram medidas, são idiotas. » Medina Carreira

sábado, junho 25, 2011

CHÁVEZ CONFIDENTIAL

O chão afasta-se dos pés de Ahmadinejad? Suaviza-se para Khadafy? Amansa sob Mugabe? Dá tréguas a Bashar Al-Assad? «...a filha e a mulher de Chávez já viajaram “de urgência” de Caracas para Cuba, a bordo de um avião da Força Aérea.» Público

TAP, BURLAS E BORLAS

Ora vejamos: as borlas da TAP abrangem o Governo e isso diminui o gesto exemplar do Executivo de Passos Coelho ao decidir viajar sempre em económica, na Europa? Mude-se a lei, se é que disso se trata e não de um daqueles hábitos inertes imutáveis que caem em uso, sem que se questionem. Acabem-se as borlas aos membros do Governo, já. Faça-se o que for necessário para que os fedelhos da bloga e os outros por todo o lado, no seu preconceito e má fé, não possam apontar um dedo à urgente virgindade de, neste Governo, se optar por um despojamento exemplar. Nada se possa apontar àqueles cujo principal desejo é romper com o passado, ser e fazer diferente do caminho obsceno trilhado até aqui. Por que não houve bolas para acabar com esse sistema?! Nem burlas nem borlas, por favor.

O MILAGRE

sexta-feira, junho 24, 2011

PETER FALK, «THE GRAVEL-VOICED ACTOR»

«Peter Falk, the gravel-voiced actor who became an enduring television icon portraying Lt. Columbo, the rumpled raincoat-wearing Los Angeles police homicide detective who always had "just one more thing" to ask a suspect, died Thursday. He was 83.» 
Dennis McLellan, Los Angeles Times

NO CASH OU «A POSSIBILIDADE DE FAZER OBRA»

«Para recordar. Boa frase! E é a admissão mais óbvia de que o que os governos mais têm feito é viadutos, auto-estradas (duplicadas e triplicadas), rotundas, fontanários, estádios, 'centros de estágio'. Principalmente desde 94-95, e com os resultados sabidos. Parece não terem saber ou vocação para mais nada. Sócrates, por outro lado, descobriu também o seu nicho de obrazinhas-fetiche e tecnologia deslumbratória: quadros electrónicos, telepontos, 'magalhães' e outros cagalhães. Eis as reformas. Outra boa frase era a tal "da benzina"; porque de facto todo o governo estava repleto de nódoas - como por exemplo Vieira da Silva (que Pacheco 'acha' mais avisado e experimentado que Santos Pereira...) ou Mendonça» Besta Imunda

APOLLO XI NO MAR DA TRANQUILIDADE

FIXOS AO IMPUDENTE CARGO 'INESTIMÁVEL'

«O "Governador" (o civil, para distinção do 'militar'); como outrora o "Regedor" (sempre tão mimoseado por Eça): de facto relíquias do tempo em que cavalgaduras e mulos eram o meio de transporte, em que se demorava 5 dias de Lisboa a Santarém; e mais recentemente, e ainda no séc. XIX, em que os telégrafos eram periclitantes, os postes caíam, o comboio emperrava algures na Azambuja e as 'tempestades' elameavam o País  atolando botas e cascos. Ainda no séc. XX, o telefone era incerto, as linhas cruzadas, e os rádios a válvulas (precisando de aquecer); depois o telex avariava e só com sinais de fumo se podia localizar 'o tipo' no restaurante local - bebendo vermutes. Incrível como de entre 18 honestos governadores, 14 têm cartão de militante do PS e são caninamente fiéis (uma espécie de samurais do compadrio-caciquista descentralizado); e nenhum deles  amodorrado na ociosidade poeirenta dos distritos, apenas emitindo o passaporte e cobrando a coima  acha bizarra a manutenção do inestimável cargo. E dizem-no em público, impudentemente.» Besta Imunda

FILIPA E OS SEUS DOIS ANÕES

DE 18, 6 JÁ FORAM. E OS OUTROS 12?

«Por que é que numa era em que a comunicação é imediata e um organismo num distrito qualquer pode receber do governo central uma qualquer comunicação à velocidade da luz ainda existem estruturas inúteis que pouco mais serviço prestam do que emitir passaportes e receber pedidos para fazer "manifs"? Se a única argumentação que têm para apresentar é esta, é caso para dizer que não só são inúteis como não são lá muito dotados intelectualmente. Esta é a argumentação de um simplório de bairro. Parecem completamente à rasca para justificar a sua própria existência. A pergunta pertinente é: Se forem extintos os governos Civis, o que é que os cidadãos do distrito vão notar? Na minha opinião nada. Eu nem sequer sabia quem era o Governador Civil de Lisboa nem faço ideia do que é que ele faz. Representa o Estado no distrito? Na cidade onde o governo tem sede? Fica aqui o meu apelo aos outros 12: Hei, pessoal, estão à espera de quê?» Groink

PASTELARIA

ESSA ESQUERDA DUPLIPENSANTE E DE MARFIM

«É muito feio silenciar alguns casos de ataques às liberdades e fazer parangonas de outros. Esta esquerda ou não é verdadeira ou defende, como os governos de Sócrates, mais liberdades para si do que para os outros.» Eduardo Cintra Torres, Público (via PdP)

AINDA BASÍLIO E OS NEOCHULOS PARTIDÁRIOS

«Basílio está demente. Basílio já era demente (doente, coitado...) quando o psicopata-mor o assediou para as funções da "promoção da economia". O psicopata, ele-próprio, já era há muito um psicopata  irremediavelmente perdido na sua própria contemplação, delirando e babando-se  quando foi reeleito pelo povo-dos-2.9%-de-aumento. O psicopata devia voltar, sim, mas para a cadeia; e cumprir com Basílio uma pena pesada no hospital-prisão de Rilhafoles: os dementes e os criminosos-dementes às celas acolchoadas, pois. Como dementes e delinquentes psicopatas, poderão errar nos corredores  de bata branca aberta nas costas, traficando remédios e analgésicos e cigarros; Santos Silva também por lá devia andar e, na hora da terapia de grupo, contaria piadas e 'estorinhas' de malhar e salivar  rematadas com um risinho estridente e perturbado; Almeida  o velho-almeida  a tudo assistirá também, por detrás da sua máscara de oxigénio e amarrado em silêncio à sua cadeirinha de rodas. Mas preparemo-nos para mais e mais demência: os seguros, os assizes, os candidatos, os "...das primárias para o cargo de primeiro-ministro", os amantes de governadores civis, os anti-revisão e os pró-albanismo-constitucional, os bloqueadores de soluções, os costas-reluzentes, os carvalhos-da-silva e os proenças, os roedores da manutenção à força do úbere estatal (só para eles), as pittas, os câncios, os gomes, as edites, as gabrielas (não confundir com 'i Gabrielli', Giovanni e Domenico), a vasta clique de neomarxistas e neochulos partidários da continuação da drenagem-pirata do erário público, os "dos institutos", etc., etc.: todos treinam ao espelho  e com amor  os seus melhores esgares.» Besta Imunda

quinta-feira, junho 23, 2011

FERNANDO RONHA PELA RONHA

«Isto é incrível!! O homem está apenas a cumprir o que já tinha dito que ia fazer! Só foi um "golpe de asa", como lhe chamou, se andou mais distraído durante a campanha. E, sinceramente, em que é que esta decisão é condenável? Já agora o Pedro Passos Coelho foi o único deputado que até hoje recusou receber a reforma vitalícia a que tinha direito! Isso também foi um golpe de asa? Já agora, também é condenável e puro populismo? E essa do "um por dia" por acaso está relacionada com a decisão de não nomear novos governadores civis? Só falta essa decisão também ser condenável! E, é verdade, para o caso de ter mesmo andado mais distraído, ele também já tinha anunciado que iria fazer precisamente isso. Se calhar temos mesmo alguém minimamente diferente a conduzir os destinos do país. E isso é mau porque...? Pela minha parte não tenho absolutamente nada contra a que ele apresente mais destes golpes de asa. A continuar assim ainda se arrisca a ser o 1.º Ministro com mais respeito pelos dinheiros públicos desde o Prof. Salazar. Já agora, o Paulo Rangel, ao lado do Passos Coelho, é um chouriço absolutamente insignificante mas com mania que vale muito. O Passos Coelho de certeza que tem muito trabalho pela frente para estar ocupado em atingi-lo de que maneira seja. Ah!...eu não votei no PSD. (só para não me confundir com um "passista")» Anónimo

BASILISCO RATO BASÍLIO

Este Basílio, além de Rato que zandinga umas coisas [ena, inventei um verbo novo!] e maluca outras, só pode ser uma criatura quimérica: «... "as coisas não vão correr bem, embora, como português, espero enganar-me". [...] Basílio Horta fala ainda sobre José Sócrates e o seu futuro: "Vamos ver qual será o futuro. Há muito água por correr debaixo destas pontes (...) um político como Sócrates nunca desaparece definitivamente".» Económico

MANIFESTO ANTI-PITTA GORDA E OVÓIDE

«Pitta é uma porteira despeitada e invejosa; daquelas que, de vassoura na mão e trajando de chita, linguareja vilanias acerca dos habitantes da rua. Com uma bolsa na frente da bata  que a faz mais gorda e ovóide. Usa por isso os termos 'da populaça', daqueles termos que também as kátias das TV's usam nas suas reportagens: diz então "... e o Falcon do governo? Foi para a sucata?". Para esclarecimento da pittosa criatura, o "governo" não tem Falcon; quem 'tem' é o Estado, e está a cargo da Força Aérea Portuguesa operar a dita aeronave. Na verdade não é um, mas três  com os números de cauda 17401, 17402 e 17403 (Falcon 50, fabricado por 'Avions Marcel Dassault, France'). As porteiras e as Kátias  que nada sabem  acham sempre que 'só há um'. Só fazendo as contas se poderá apurar se Passos  ao não usar "o" Falcon  de facto corta nos gastos. Também é preciso saber se estão operacionais e se têm combustível; também é preciso saber se o PR (ou alguma emergência verdadeiramente importante) não têm um desses aviões reservados, e em estado de voar. Uma coisa é certa: o PS deu um uso excessivo e ladrão aos pobres aviões da FAP nas últimas legislaturas, tendo o ex-ministro Mariano Gago usado 'o tal' Falcon para ir de férias (as férias do casal...) com a sua digníssima para a Grécia; e para outros lugares. O último governo usou a FAP como taxista mal-pago (ou mesmo não-pago) para seu próprio benefício pessoal, particular, familiar. Talvez por isso seja mesmo necessário comprar bilhetes à TAP. O Pitta é rasca; o Pitta 'é pobre'; o Pitta é bimbo; o Pitta usa largas cuecas e vastíssimos 'sutiãs' adquiridos em lojas do Bairro de Alvalade; o Pitta é parvo.» Besta Imunda

O DESORGASMO PARTICULAR DE PITTA

E depois veio Pitta, sibilino, desmanchar o, nas suas palavras ressabiadas, «orgasmo colectivo dos media» por Passos e os seus quatro acompanhantes terem viajado ontem para Bruxelas em classe económica. Diz ele, lúcido como uma convenção de alcoólicos inveterados, que «tudo isto é uma pepineira. Em nome da austeridade, o PM obriga a companhia a mudar toda a logística de vôo, porventura a antecipar o overbook. Estranho mesmo é ninguém ter-se lembrado de perguntar: E o Falcon do governo? Foi para a sucata?» Cego, obstinado e nostálgico das grandes orgias de despesa funcional da era socratista, deveria ser gritado ao gastrónomo Pitta que a diferença, com Passos, está no uso sóbrio, moderado e exemplar seja do que for ao dispor de um primeiro-ministro finalmente sensível e finalmente humano. Que o exemplo é tudo. Para bestas empedernidas e solipsistas bastaram seis anos errados e erráticos ao ponto da ofensa e do crime mais torpe com recursos públicos. Mas enfim, quem quiser aprofundar o espécime pitosga, dever ler isto para ficar, salvo seja, por dentro de Pitta e do Pittismo: «Quando ele chega, uma glória fácil espalha a sua luz e converte tudo em luxo, degustação e volúpia. Ou, nas palavras do artista, “gossips and drinks”. Não fosse ele poeta, não fosse a sua exuberância de clown admirada pelos seus pares como um equivalente alegórico do acto poético e aplaudida como um feito da mais genial “bouffonnerie” (é ele que fala da “versão madeirense de ‘La grande bouffe’”) e ninguém lhe perdoaria a licenciosidade com que transforma um festival literário num piquenicão para “happy few” (utilizando uma expressão que lhe é cara).». Os bons restaurantes por que Pitta saliva, o luxo por que Pitta verte perorações e exclusividade de classe, o bom gosto à Pitta e a fartura à fartazana antiga à la Pitte, tudo isso veio e foi com uma forma de Poder rançoso que Pitta defendeu até que a voz lhe doesse, e onde ética, valores, exemplo, deixaram amplamente a desejar porque gastar obscenamente, ofender o interesse público, esbanjar, foram lei absoluta socratista.

APPLE, UMA MAÇÃ COMO AS OUTRAS


Apple - Beast File from Duncan Elms on Vimeo.

quarta-feira, junho 22, 2011

CANAVILHAS, UM RETRATO FÍSICO-MORAL

«Canavilhas teve, de facto, o atrevimento e a gireza petulantes próprios dos idiotas  coisa que ela é em larguíssima medida. Pode até querer 'parecer vamp'; concordo consigo. Mas ambos sabemos que 'ela' não é isso  a não ser para velhos súcias do Rato e para jovens deputados impúberes, fáceis de contentar. Por debaixo daquela 'túnica' justa que lhe desenhava lamentavelmente o glúteo gordo (vestimenta mais apropriada a ambientes de esplanada com Bolas-Nivia) está um corpo de mulher madura, já gasta e gravítica, muitos sinais, muita ruga, muita gelha, muita fenda, muito papo, muita cena encravada (pen-pin)  e tudo isto devastado por mil massagens revitalizadoras com lama, frutos, conchas, pedras, fumos, cremes; em vão. A boca de Canavilhas está sempre rebeldemente (tontamente) pintada (esborratada) de vermelho  um vermelho de extintor, de marco de correio, de tomates em conserva, de sinal de perigo  constante tentativa de um chamariz lascivo e bestial prometendo tudo. Mas tudo tem o seu devido lugar; pode ser que, com tanta sala lá para S. Bento, Gabriela (Gabrielle) encontre uma bem confortável onde hipnotizar rapazes e encantar senadores.» Besta Imunda

O PORTISMO DE ANDRÉ VILLAS-BOAS

Tudo medido e pesado, lido e comparado, não se pode duvidar do portismo visceral e apaixonado de AVB. Pura e simplesmente não se pode duvidar. Faça-se-lhe essa justiça. Por mim, a partir deste momento, juro que o não questiono. Se partiu, não foi por uma questão de dinheiro. Tratou-se de uma questão de oportunidade em Inglaterra. Se o dizem os amigos e os próximos que melhor o conhecem, não devemos duvidar. Pois então, boa sorte, André. Não há azia que sempre dure nem doçura que nunca acabe: «"Não esperem trabalho de apenas um homem. Esperem uma dinâmica de grupo que envolva os adeptos. Isso é o mais importante. Vamos reflectir sobre o que se passou nos últimos seis anos e sobre o que se irá passar nos próximos seis"» Público

EXÉQUIAS A UM PASSADO FUSCO

«A "Quadratura" já era. Efectivamente, com Pacheco embrenhado depressivamente no seu próprio umbigo político-intelectual e Costa reluzente e imbecil-de-corpo, apenas sobra o azougado Xavier. Bafio. Seguindo sabujamente a opinião do Dr. Gonçalves, também 'acho' que agora a "Prova dos Nove" é que é (até porque todas as semanas já antecipo com satisfação os gorjeios e os entupimentos da tremelicante Constança); e existem razões: Medeiros fala como um professor (com calma) e caracteriza com alguma graça as atitutes do friso-político; Lopes está desafogado, leve, e emite piadas  'calando-se' estrategicamente, e com a indisfarçável satisfação que morde o riso, quando "os outros dois" zurzem Cavaco. Resta Rosas, sempre agitado e sentencioso  agora cada vez mais. Ontem precisamente, Rosas embarcou no desfiar do desespero da esquerda  revelando ali os seus mais fundos receios acerca do neoliberalismo e o radicalismo de certos ministros. O homem ainda não percebeu que a esquerda perdeu as eleições; e que o PSD não teve de mentir (muito) para isso; e que o programa que foi sufragado foi 'o da troika'; e que as perigosas medidas anunciadas durante a campanha não meteram medo a ninguém; e que o povo  de um modo geral  se esteve cagando para o 'desmantelamento do estado-social' e do respectivo serviço de saúde. Etc., etc. Tomam agora (os rosas) consciência de que, por imposição e por escolha, o governo de direita vai governar à direita e que não vai (poder) apoiar-se mais na confortável muleta do socialismo preguiçoso, deixando tudo na mesma para conforto dos 'humanistas' da sociedade. O Céu e a Terra, o Norte e o Sul, o Sol e a Lua de Rosas e da esquerda moderna estão a desaparecer-lhes  deixando-os órfãos, desamparados, assustados. Até porque, mesmo que muito muito dificilmente(!), algumas das reformas e medidas neoliberais podem mesmo vir a dar resultado e a entrar na rotina do português médio - o grande terror dos eternos 'legítimos defensores do povo'. O ex-MRPP, o duro maoista, o Rosas do ataque e do saque à embaixada de Espanha, o Rosas apedrejador dos comícios sociais-fascistas do PCP (tenho fotografias de jornal da época...), o Rosas que tomou para si a posse-única e legítima da História da 1.ª República, o Rosas libertário e anarco-sindicalista dos anos 10 do século passado  tem agora 'receios' de avô e treme diante do radicalismo dos ministros: os ministros são "ultra-radicais"! Rosas e o Bloco passaram assim, em poucas semanas, de portadores dos estandartes revolucionários e rebeldes face aos credores (e a tudo), para serem agora a última rocha do bom-senso, o último reduto de moderação, fortaleza de diálogo, escrínio de mansidão, abrigo de tolerância, castelo da virtude, estojo das boas-práticas... Quem os viu e quem os vê! Habituem-se e sigam também em frente! E fiquem felizes se as 'reformas' não chegarem também às vossas cátedras (nas universidades que vos adoptaram generosamente como um pai tolerante e rico), do alto das quais dizem missa imperturbada há décadas.» Besta Imunda

GOOD NIGHT AND GOOD LUCK!

«Villas-Boas será o segundo treinador português da história do Chelsea, depois de José Mourinho ter conduzido os destinos da equipa londrina entre 2004 e 2007, com Villas-Boas como um dos seus adjuntos.» Público

terça-feira, junho 21, 2011

PARA MEU CONSOLO E PROVEITO

De alguma forma, derrotado com a derrota de Nobre, senti-me recompensado com a eleição de Assunção Esteves, sobretudo ao escutá-la, ao ver o seu humanismo, bom senso, ao intuir a sua probidade e sensibilidade, coisas de que não se está à espera na AR, observando as últimas décadas de errónea traição à promessa original da nossa democracia aprilina. Mas tocou-me de igual modo a consensualidade comovida, quase aclamativa, que observei no plenário. Havia ali como que qualquer coisa de espiritual, confesso. Milagrosa e misteriosamente dou por mim a reparar que Passos, Cavaco e Assunção falam, hoje, a minha linguagem para a vida pública: transparência, sobriedade, humildade, desprendimento, ligação às pessoas, lealdade para com elas. Em uníssono, todos eles colocam no cerne as questões essenciais de transformação do País. Bendita a bloga de que orgulhosamente faço parte ao insistir nesses pontos desde há tanto tempo.

FÉ TOTAL

Acredito que o meu FC Porto vai continuar a ganhar. Tal e qual.

A MINHA AZIA E A CADEIRA DE TRETA

Villas-Boas é bom de mais enquanto técnico de futebol. Concordo e subscrevo. Mas esta forma de sair do meu clube, a ser verdade, deixa-me completamente aparvalhado. Confesso, sem espinhas, a minha azia porque, de certa forma, é como perder uma espécie de campeonato psicológico. É mais uma derrota na minha nos homens, na sua palavra, nas suas declarações de indefectível lealdade seja ao que for, afinal meros passes publicitários, de consumo efémero, fachada. Bem sei que uma coisa nada tem a ver com a outra, mas se ontem tive uma derrota pessoal, na derrota/desistência de Fernando Nobre à presidência dessa casa 'exemplar' e 'impoluta', o Parlamento Português, e andei meio abalado com a oscilante cadeira da treta de AVB no meu FC Porto, hoje, graças a certos pormenores perfeitamente dispensáveis da mesma novela FC Porto/AVB e a outras questões que nem às paredes confesso, estou que nem posso! Com azia. Derrotado!

PETROZAVODSK

«De acordo com a Associação Internacional de Transportes Aéreos, a Rússia e algumas das antigas repúblicas soviéticas têm alguns dos piores historiais em termos de acidentes. Os peritos responsabilizam o fraco controlo estatal, a impreparação dos pilotos e a mentalidade de controlo de custos pelos acidentes. As aterragens de emergência na Rússia são de uma regularidade alarmante, indicam ainda os peritos, citados pela rede britânica de televisão Sky News.» Público

segunda-feira, junho 20, 2011

O LOBISMO LEVOU A MELHOR

Está visto que o velho lobismo dentro do Parlamento levou a melhor sobre Fernando Nobre. Estou desiludido com o PP e, naturalmente  mas isso não pode mudar sem que tal partido acabe ou mude de sexo , com o PS cabotino. A rejeição prévia do nome de Nobre afronta a velha praxe, em início de uma nova legislatura, de acatamento à 'propositura' do partido vencedor, mas não afronta as velhas negociatas, a lei de financiamento dos partidos e toda a velha corrupção. Hoje, derrota minha!, essa corrupção, esse directório dos mesmos para os mesmos, leva a melhor sobre um homem recto, ideal para a reforma dos vícios, costumes, luxos, sumptuosidades, abusos, desproporções e más habituações parlamentares. Cambada de cretinos! Ai de quem lhes ameace ou afronte os interesses. Outro ismo de mau cheiro: o lobismo da deputação. Não admira que, no Parlamento, não tenhamos deputados fora dos partidos e que os partidos não dêem satisfações a ninguém. Vamos lá continuar como dantes, isto é, sem qualquer esperança, porque o velho ranço parlamentar dura e dura e dura.

SINISTRA MEDUSA PREVARICADORA

Odiada por todas as razões graças às quais se pôde odiar qualquer forma de abuso do poder, de arbitrariedade, de generalização, de chavismo, qualquer abominação que foi ditadura ou fascismo ou comunismo ditatorial e persecutório, qualquer tirania, qualquer forma de torcionarismo mental, qualquer tipo de chantagem psicológica e rebaixamento profissional, eis uma notícia que não surpreende quem abominou a Medusa Sinistra e, sobretudo, quem fundadamente a combateu: «O Ministério Público acusou a ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues de prática do crime de prevaricação de titular de cargo público em co-autoria.» TSF

ROLLING IN THE DEEP

UMA LANÇA NA COUTADA PARLAMENTAR

Quando vejo as dificuldades de Nobre em ser eleito Presidente da AR, recordo o antro parlamentar, em trinta anos, especialmente como sede das negociatas e dos interesses enodoados que Paulo Morais recentemente denunciou e também o Bastonário Marinho e Pinto, honra lhe seja. Por outras palavras, os que hoje ostracizam Nobre sempre ostracizaram os cidadãos. Mas esse tempo tem de acabar tal como acabou o reinado parolo-deslumbrado do pernicioso Sócrates. Os cidadãos sem partido devem entrar, com Nobre, no Parlamento e de uma vez por todas. Houve quem apaixonadamente se revisse em Nobre e merdificou o seu coração, tresleu a esperança que ele representou nas últimas presidenciais. Não gosto dessa destruição automática de um carácter que toda a vida se deu incondicionalmente. Se Nobre, toda a vida livre e desinteressado, generoso e humano, não está à altura para esta deputação, quem estará?

SEM RESGATE DO RESGATE

«O Governo terá de, até ao final de Agosto, "realizar e publicar um levantamento completo dos pagamentos em atraso" do Estado aos fornecedores, que somam cerca de €2.300 milhões só na área da Saúde e da Construção. Segundo o acordo de resgate financeiro, o novo Executivo terá de "realizar e publicar um levantamento completo dos pagamentos em atraso abrangendo todas as categorias de despesa vencida e vincenda até ao fim de Junho", não só da Administração Pública tradicional, mas também de todas as empresas públicas, ou seja, aquelas "que não integram o perímetro de consolidação". Depois, no máximo até Setembro, terá de estar definido um "calendário ambicioso e vinculativo para liquidar todos os pagamentos em atraso".» Expresso

domingo, junho 19, 2011

JUST CAN'T GET ENOUGH

PACÍFICO POR ENQUANTO

Por enquanto, é de forma pacífica que dezenas de milhares de “indignados” – 40 mil segundo a polícia, mais de 50 mil de acordo com os organizadores – respondem à convocatória do movimento 15 de Maio (15M) e se manifestam hoje em Madrid contra as políticas governamentais de combate à crise. Mas o tempo da paz está a esgotar-se.

PARTIDARITE GRUNHA CONTRA NOBRE

A hipocrisia avulta nos partidos, especialmente na hora de, após se ter ido a votos, se ir a cargos. A julgar pelo nervosismo e transcendência cínica colocados na presidência da AR, parece que todos os monos da partidarite que antecederam ou poderão ter antecedido o cidadão Fernando Nobre na presidência da AR, incluindo Jaime Gama, eram, só poderiam ser!, extremosos especialistas no respectivo regimento. Nada mais grunho que a indicação ressentida de voto à bancada contra a candidatura de Fernando Nobre por parte do Secretariado do PS porque «se trata de um candidato que não reúne as condições para um bom desempenho das funções de presidente da Assembleia da República». A Assembleia da República não pertence aos partidos nem se esgota neles. É nossa. Antes que a decadência e o abismo produzam os seus derradeiros efeitos, conviria lhe presidisse um homem capaz de a olhar e conceber segundo o ponto de vista dos cidadãos. Não me desiludam, deputados. Elejam Fernando Nobre.

BOMBEIRO BILTRE

«Um bombeiro de 32 anos, que estava no ambulatório, propôs ajudá-la levando-a ao banheiro para lavar o rosto. No banheiro, porém, ele teria estuprado a garota que estaria semiconsciente.» Folha de S. Paulo 

HYPNOTIZED

UM GOVERNO NORMAL

Para que se realizem coisas extraordinárias e se salve o País dos efeitos nocivos do socratismo, um começo de conversa é a normalidade. Ora, até ter havido Governo, tudo o que Passos desencadeou foi normal. Normal foi a deslocação a casa de Vítor Bento, em esforços pela causa Portugal. Normais foram as dificuldades sentidas para seleccionar gente experiente e avalizada disposta ao risco extremo de dar o corpo ao manifesto para transformar em vitórias de Portugal, caminhos de esperança e cura, todas dificuldades monstruosas delegadas pelo pesadelo Sócrates. Portanto, mesmo que a concretização do Governo que Passos Coelho trazia na cabeça tivesse dado lugar a alterações isso é a coisa mais absolutamente normal do mundo. Recusas, anulações de convites e mudanças de pastas na praça pública são o reflexo da realidade da vida e de uma realidade normal. Anormal era o Governo ser Sócrates, os demais ministros serem Sócrates, a massa crítica do País e do Partido se esvaziarem para se encherem do flato Sócrates, essa extensa e insultuosa emanação de metano. Passos e Portas representam normalidade, inteligência e trabalho. Hão-de corrigir o que se distorceu e retorceu com absoluta desonestidade ao longo de seis anos. O País precisa de sobreviver aos cretinos corporativos anónimos que brincam, como sempre brincaram, à politiquice e à desinformação reles e rasteira. Eles, tal como o seu chefe, devasso e ávido, destruíram Portugal com a escória da mentira e com o lixo do seu criminoso autotelismo político, sem lugar a altruísmo nem espaço para espírito de serviço à comunidade. Continuarão a rir de nós até deixarem de lhes pagar. Até serem directamente responsabilizados pelo que nos fizeram.

sábado, junho 18, 2011

LAST FRIDAY NIGHT

SARAMAGO E A HARPIA DE LUNETAS

«Luiz Pacheco extraordinário, e caracterizando tudo! O Sr. Dr. lembrou-se da 'efeméride' (pudera! não houve noticiariozeco que não falasse na coisa como se de Fátima se tratasse...). O que me encanta especialmente são estas coisas amorosas da "colocação dos restos debaixo da oliveira" e "a cerimónia" e "os bicos" e "a fundaçãozinha" e o nosso "santinho", rónhónhó, rónhónhó. A harpia aparece sempre de lunetas encavalitadas no proboscis, querendo dar o ar das mulheres velhas e sábias, endurecidas mas maternais, e respeitáveis. Em vão. Também "Pilar & José" foi "o mais visto em Portugal"; uma ternura. Saramago  lá no Céu dos Comunistas  deve estar 'muito contente' (como dizia o estudante de filosofia): não há reportagem das TV, especialmente da SIC e TVI, que não seja acompanhada de um textinho artístico e cheio de moralidades, lavrado "à maneira do memorial", cheio de pequenos pedaços deliciosamente populares: "...e ala! que se faz tarde" e "...lá vão as mulheres (da limpeza) para mais uma jornada" etc., etc. Fez escola.» Besta Imunda

«OUVRIERS BLASPHÉMANT LA MÉCANIQUE»

«N’est-il pas raisonnable de penser que les gens qui ne boivent jamais de vin, naïfs ou systématiques, sont des imbéciles ou des hypocrites; des imbéciles, 
c’est-à-dire des hommes ne connaissant ni l’humanité ni la nature, 
des artistes repoussant les moyens traditionnels de l’art; 
ouvriers blasphémant la mécanique.» 
lkj
(Charles Baudelaire, Du vin et du haschisch, 1851)

PLATINI, LE IMBÉCILE SUBTIL

«Um século inteiro separa Mark Twain de Michel Platini. Cem anos que tornam ainda mais assombrosa a actualidade de uma citação do escritor americano que parece ter nascido a pensar no presidente da UEFA: "É melhor manter a boca calada e parecer idiota do que abri-la e remover qualquer dúvida". Ora, frequentemente, Platini não costuma resistir a abrir a boca para remover quaisquer dúvidas sobre aquilo que parece. Desta vez, lembrou-se de questionar a identidade do FC Porto, vencedor da Liga Europa, por causa do número de estrangeiros. Esqueceu-se que os portistas utilizaram em Dublin três jogadores portugueses, tantos como os ingleses usados pelo Manchester United em Londres, na final da Liga dos Campeões. E também se deve ter esquecido que o Inter de Milão venceu a Liga dos Campeões há um ano sem um único italiano no onze. De tal forma, que fica a sensação de que não é a proliferação dos estrangeiros nas equipas portuguesas que incomodam o presidente da UEFA, mas sim a proliferação das equipas portuguesas, ou do FC Porto em particular, no estrangeiro. De resto, se o melhor futebol do mundo se joga na Europa é pela capacidade que os clubes do Velho Continente têm para atrair os melhores jogadores do planeta. Os mesmos que fazem da UEFA uma organização multimilionária e da Liga dos Campeões a sua galinha dos ovos de ouro, curiosamente suportada pelo dinheiro de patrocinadores americanos e japoneses. Mas, lá está, esses estrangeiros não incomodam nada Platini. Afinal, são eles que lhe pagam o salário.» Jorge Maia