quarta-feira, abril 04, 2007

ARS FACTA


Saem dos meus dedos
poemas de formas-sabores diversos
saem vivos,
saem brotos,
saem altos,
divos, santos, ou marotos,
saem e saem e saem.

O que entrou visto
sai dito,
o que entrou sofrido
sai reescrito, descrito
e é saindo esta linfa,
este ranho de choro e luz feito
que me faço
e ao que digo.

Largo a pele,
deixo-a ao inimigo
que ma leva fulo, esfolado,
levado em esta torrente,
meu dito feroz, fendente.

Sem comentários: