domingo, agosto 31, 2008

DESERÇÃO REAL E EFECTIVA PS


Infelizmente, não é por muito papaguear Augusto Santos Silva (ASS)
que o PS não tirou férias ou sequer desertou do debate político
que os eleitores, cidadãos e contribuintes, apagam a imagem cavada
de despronunciamento geral do Partido de Alberto Martins, de Vitalino Canas
e José Lello em relação a uma avalancha de matérias e inquietudes recentes.
lkj
Pelo contrário, a negativa do assuntoparlamentarino sublinha e infirma o que nega.
A agitação das palavras evita-se em dois casos: um é quando se têm ideias.
Outro é quando não há na sociedade civil forças capazes de contrapor factos puros
à realidade orquestrada, salvada e lavada a lixívia que os mecanismos
de maketing governamental põem a rolar.
A palavra fútil nos dois casos é letal.
lkj
Também ninguém esquecerá o desfasamento do shô-dótôr assuntoparlamentarino ASS
aquando da multidão docente insatisfeita com a hostilidade reformística do ME.
Debate, mas pouco, e sob uma proposição impositiva.

UMA RÚSSIA POPULISTA E CREDÍVEL


Eu compreendo os argumentos do presidente Medvedev e subscrevo
quaisquer teses pela multipolaridade do mundo. Nessa medida, as acções unilaterais
dos Estados Unidos nos últimos anos, pela natureza despreziva de outras sensibilidades, opiniões, contributos internacionais e participações alargadas,
entre as quais a russa, esteve sempre ferida de ilegitimidade
mormente no Iraque, um crime internacional
e uma sangria provavelmente inútil, incompreensível à luz dos conhecimentos actuais.
lkj
O problema é que, por sua vez, a Rússia não se constitui nenhum baluarte de valores
nos quais nos revejamos, sendo somente um país antagónico e rival dos Estados Unidos
e uma potência fornecedora de energia à Europa,
e pronta a brandir esse argumento, conforme fez à Ucrânia.
lkj
Para que as teses de Medvedev tivessem peso, fossem escutadas, soassem a credível,
a título planetário, era necessário que se visse, na Rússia,
um conjunto de sinais e de intervenções internacionais positivos e inequívocos:
condenação dos abusos chineses no Tibete, dos abusos militares na Birmânia,
procurar uma correcção de injustiças históricas contra os povos que no passado contundiu:
os crimes e repressões na antiga Checoslováquia, actual República Checa,
a usurpação territorial do Istmo da Carélia à Finlândia,
uma acção decidida e não ambígua em favor dos Direitos Humanos em sede da ONU,
onde habitualmente os seus pronunciamentos, vetos e votos, primam
por ostensivas formas de bloqueio sancionatório de Estados ou líderes párias,
ou bloqueios de outra natureza, em matérias bastante consensuais e urgentes.
lkj
O problema é também que a sociedade civil norte-americana
em todo o caso inspira-nos bem maior confiança do que a sociedade civil russa
na sua situação frágil entre a tenaz bicéfala dos poderes no activo
pouco ou nada transparentes, quanto mais fiáveis.
lkj
Portanto, o que Medvedev diz é música para os nossos ouvidos,
mas a prática tradicional russa basicamente
é um haltere pesado e duro atirado a famélicos.
Que não seja à custa da Geórgia que a Rússia populisticamente
contesta e contraria a unipolaridade dos Estados Unidos.

GUSTAVO GRAU KATRINA OU PIOR


Não é bom imaginar o efeito devastador de uma tempestade similar ao Katrina,
ou até superior, capaz de replicar, em perdas humanas e materiais,
o que aquele representou em especial para Nova Orleães.

EMPATITE CÁRDIO-CRÓNICA



O empate, que aliás previ aqui sem adendas nem corrigendas,
assenta perfeitamente bem ao jogo porque o domínio territorial no futebol moderno
não significa superioridade, que é no fundo aferível pela concretização
pelo que o quase não conta e não conta, mesmo muitas vezes quase.
Empatar será, de mais a mais, uma tendência natural
até que a auto-confiança de ambas as equipas se estruture
e o valor que nelas se acredita existir se evidencie.
kjh
Lamentável por todas as razões, mas em especial pelos prejuízos
que isso pode comportar para o Benfica, a invasão de um adepto benfiquista,
com mimos e momices para com um dos árbitros, gerando em todos nós
um frisson de insegurança pela espinha, no receio, já bem português,
de que fosse mais um assalto e o tipo estivesse armado
com uma calibre não-sei-quê. Afinal, era só mais um pinguço
armado com a canos-serrados de uma cerveja a mais e uma quinta-feira a menos.
ljj
Culpo a linguagem extra-desportiva incidindo sobre a venalidade da arbitragem,
sobre os seus erros eventualmente deliberados e determinantes e condenatórios,
linguagem praticada por dirigentes pouco escrupulosos com a saúde
da totalidade do Futebol nacional e que vêem no fim de tudo fragilizada
toda a estrutura que os inclui e portanto também os clubes a que presidem.
Nem o fala-barato do Platini, «ecutez» para aqui e «ecutez» para ali,
deveria falar à toa como fala, quanto mais o milionário Vieira ou outros.
Por causa de cavalgadas e cavalgaduras da moral, lixa-se o produto inteiro
e contamina-se de abuso adeptos adrenalinizados como o cromo invasivo.
lkj
Fica a ver o Benfica no sofá.

sábado, agosto 30, 2008

O EQUÍVOCO EUROPEU


Procura-se desesperadamente que quase toda a imigração
se torne cada vez mais qualificada, que acrescente valor.
As recentes tentativas de imitação de semelhantes medidas controlísticas
nos Estados Unidos têm não pequenos obstáculos de aplicação,
o primeiro dos quais geográfico, uma vez que o controlo da imigração
pela travessia Norte de África/Mediterrâneo/Sul da Europa,
pelo Atlântico-África Ocidental/Sudoeste Europeu-Espanha,
ou mesmo proveniente da Eurásia profunda por circuitos esconsos,
numa clandestinidade mafiosa, é uma tarefa gigantesca.
ljl
Afluem em contentores, em barcos precários, aos montes, de reboleta,
aos tombos, multidões e multidões incontroláveis,
só numa pequena percentagem repatriada, e que em imensos casos
vem permitir uma mão de obra tão barata e escrava
que autoriza a muitas empresas sombrias a chamada rentabilidade absoluta,
como a produção dos fortune-coockies, por exemplo,
graças à sua automação completa e absoluta
permite igualmente uma rentabilidade total.
lkj
O problema é enquadrar e integrar, na lei e na cidadania,
sem recurso a guetos religiosos ou étnicos,
toda esta nova pluralidade que na realidade faz falta à Europa.
lkj
No caso português, é de todo o interesse manter e aperfeiçoar
o fluxo migratório provindo do Brasil e que tende a intensificar-se:
entre os imigrantes temporários e os que se vão fixando, casando e procriando,
encontramos parte da receita que nos impedirá de, no espaço de cinquenta anos,
encolher, derretendo, como a perigosa Bruxa do Oeste, n'O Feiticeiro de Oz.
A economia portuguesa não é favorável às famílias, à procriação,
à sustentação e renovação demográficas, nem ao equilíbrio Interior/Litoral,
em face do problema do envelhecimento galopante que nos afecta,
salvando-se a recente, mas insuficiente, medida governativa de apoio pré-natal.
Pelo que se percebe, só uma política de imigração inteligente, articulada,
nos salvará a pouco e pouco da decrepitude e falência dos sistemas
que mantêm saudáveis, jovens e viáveis nações em tudo periféricas,
como a nossa.

ANGOLA ENGOLE PORTUGAL


não pode ter a mesma correspondência noutros casos, uma vez que pressupõs
uma acção militar tardia, agressiva, abusiva, injustificada,
diversa da presença constante ao longo de muitos séculos,
conforme foi o caso português em Angola e nas demais antigas possessões
ultramarinas portuguesas.
lkj
Passa-se, no entanto, que a Líbia
obteve compensações da Itália que parecem bastante promissoras
e integrais, vantajosas para ambas as partes. O caso angolano enquanto ex-colónia
com eventuais pretensões similares às da Líbia é bem mais simples:
está em condições de nem precisar de negociar compensações seja pelo que for
em longos quinhentos anos de diálogo colonial: compra-se Portugal,
o ex-colonizador, e não há mais conversa, palavra do governo angolano!
Admitamos que a História pode ter destas ironias!

PM, PASSERELLE-MAN


Repare-se como o PCP é muito mais comedido e responsável:
não exige demissões, mas denuncia que em matéria de segurança
o Passarelle-Man não se expõe, não tem uma palavra,
não parece viver no mesmo país onde se teme e se pena mais nesse domínio,
e não se expõe, dentro do normal evitamento das questões sujas
que não lhe permitam reluzir como vendedor.

QUEM TEM CU


Não faltam heróis mortos.
O movimento de guerrilha securitária
dados os problemas técnicos reiterados, 'alegadamente resolvidos',
no Airbus A330-200, com capacidade para 338 passageiros,
com que a companhia aérea Orbest (grupo Orizonia), ao que se sabe,
pretendia prosseguir o vôo, deveria ser uma regra.
lkj
Ou há segurança e normalidade à partida, ou ninguém voa.
Nós sabemos em que áreas é que as companhias
em situação crítica procuram solvência. Todos sabem.
Vale mais estar atento, jogar prudencialmente pelo seguro,
e assim prevenir quaisquer trágicos dissabores.

SULISTA, ELITISTA, LIBERAL, PERDEDORA


Não é compreensível que vitalidade resulta para o País
para nós ou nos interessa o «agora é que é!» do PSD de Manuela Ferreira Leite.
Isto porque o País não é uma entidade que faça férias ou tolere vazios taciturnos,
e porque essa ideia da silly season não colhe, não existe, já morreu.
lkj
Para efeitos de eleitorado e de povo propriamente, o PSD labora nas altas esferas
e nas altas ilusões, irreparavelmente distanciado das pessoas concretas.
Outra coisa e outra ideia não passam o inócuo Aguiar Branco
e a só-Aparição diáfana Manuela. Metam isto na cabeça:
o povo-povo parece e está excluído da alta política nacional.
Por este estado de coisas, um óscar para o melhor actor principal: José Sócrates.
Um óscar para o melhor enredo: a saga PSD.

FC PORTO VERDE VERDE BENFICA



e fora do habitual registo medíocre e duvidoso de épocas anteriores.
Pela primeira vez em duas décadas,
o Benfica parece ter o perfume do charme e da excelência.
Duas décadas a desmantelar plantéis, época após época,
plantéis verdes e inexperientes, medíocres também, e a partir sempre do zero,
terão de ter servido para a aprendizagem de alguma coisa,
além dos sucessivos golpes nas finanças do clube.
lkj
Este ano, com Rui Costa, tudo parece diverso.
Em cada recomeço, parece sempre diverso
até prevalecerem os lugares-comuns da impaciência, da desautorização, da crise interna,
com consequente redestruição das equipas de futebol, após uma época sem títulos.
lkj
Apesar de tudo isso de promissor, o certo é que o Benfica está verde e inseguro.
A mesma coisa se pode perceber no FCPorto: está verde e inseguro.
Duas equipas verdes e inseguras vão, portanto, alinhar no Estádio da Luz.
O empate é o mais certo. O desequilíbrio da qualidade não pode notar-se neste momento.

A VANESSA TRIATLETA DENTRO DE MIM


Não estive de corpo e alma em Perosinho, Gaia,
para homenagear a grande atleta Vanessa e o grande papel do seu pai,
o também grande Venceslau, importantíssimo mentor
de uma jovem calibrada só para a excelência e a auto-exigência.
Era perto. Vivo perto, a duas ou três freguesias na grande Gaia. Podia ter ido.
Estive de corpo e alma lá só pela RTP-N, que me fez o favorzinho de um directo.
lkj
A Vanessa dentro de mim exige-me milhões de postas acesas
no meu PALAVROSSAVRSV REX, e que, apaixonado, me agarre a esta réstia de paixão na vida.
Por isso, senti, logo após o curto directo,
(com a natural entrevista babada,
com o povo grato e orgulhoso que enchia o auditório,
com a presença cúmplice e risonha do popular Menezes
e de um verador benfiquista do PP, Sílvio Cervan),
que eu haveria de estar aqui a escrever umas palavras mais,
dentre tantas que tantos vão escrevendo, sobre o espírito da Vanessa.
lkj
O espírito de Vanessa é de alta exigência, a exigência consigo mesma
que podemos e devemos ter também connosco mesmos na vida.
E ontem reparei que, para todos os efeitos, eu tinha uma Vanessa dentro de mim.
Não ganho medalhas nem sequer tenho qualquer remuneração
ou compensação ao fim do mês para tanto empenho e trabalho nisto
de que tanto gosto e por que tanto me entrego apaixonado,
mas é indiscutivemente a Vanessa sacrificada e superadora de adversidades
e de adversários, vencedora, quem eu tenho metida dentro de mim.
lkj
O meu coração, as minhas energias e as minhas esperanças,
enquanto homem português entre tantos outros homens portugueses semelhantes
com quase quarenta anos sobrequalificados, bastante exóticos porque bastante cultos,
tem uma Vanessa dentro a empalá-los. Nós não desejaríamos ser a Vanessa.
A Vanessa é que está em nós numa faceta qualquer extraordinária autossuperadora,
invisível ou desconsiderada por muitos, pelo próprio País, mas que está lá.
E a Vanessa dentro de mim faz-me escrever de graça, porém apaixonado,
motivadíssimo, como se ganhasse milhões em cada texto. O meu paradoxo.
O meu pódio. O topo do meu pódio dia após dia!

BATER NO CEGUINHO, O SHOW


serve para nos sentirmos justificados e para sinalizar alguma força
quando, no decurso dos factos sucessivos do crime armado
e recorrente sobre Bancos e Ourivesarias, à luz do dia e impunemente,
é a imagem oposta a veiculada. O Norte, o Centro e o Sul sentiram o pulso à polícia.
lkj
Tenho é compaixão pelos desempregados, subvencionados ou não pelo Estado
com rendimentos de inserção, de repente perturbados no recôndito
da sua preguiça rendosa ou triste ou simplesmente impotente,
rejeitada, sucessivamente rejeitada.
A violência de o trabalho escassear é muito portuense e de muitos portuenses.
Ontem, em Perosinho, Gaia, o povo armou uma festa à heroína da terra,
Vanessa Fernandes: não despontar uma Vanessa Fernandes dentro de nós!

sexta-feira, agosto 29, 2008

PALPAÇÃO OPOSITIVA PSD


Intervir agora e sob os argumentos com que intervém,
para azar de esta derradeira tentativa de existência do PSD, também não resulta.
O PSD está no ponto caramelo do impasse: se se mexer, perde. Se ficar parado, perde.
Nós desejaríamos que sim, que até houvesse aí consistência e impacto,
mas não é o caso. Aguiar Branco não é um Jaguar Branco nem nos olha nos olhos.
E ao ser um triste porta-voz sozinho na bancada, ele, o microfone,
e o texto que teve de ler, o que impessoaliza tudo e inautentica tudo,
deita a perder mesmo as migalhas do capital da atenção que nos poderia merecer.
Mais uma declaração que veio agravar o clima desalentador
que perpassa a vida opositiva nacional.
lkj
Rui Pereira, que não prima pela simpatia nem pela imagem de duro e de convicto,
nada terá a temer dos ratinhos que alguém resolve propor como porta-vozes do PSD.
Aliás pontualíssimos. Imprevistos num quase part-time alheado da Política.
Os porta-vozes são figuras decorativas particularmente detestáveis, coitados,
por isso mesmo Paulo Portas os dispensa,
fazendo ele retoricamente um bom trabalho dramatizador da própria convicção:
pense-se no risonho e maneirento Vitalino sempre triunfoso.
Quem é que simpatiza com ele ou o ouve de modo a fazer fé? Impossível.
Quem é que leva a sério Alberto Martins, no seu papel reduzido à bajulação parlamentar?!
Do mesmo modo, as figuras que serviram de mó mediática e de empecilho taralhoco
ao célebre Menezes de Gaia, o homem do povo, com o povo e para o povo
no circuito do churrasco e da broa de milho,
não concitam a nossa simpatia. São barões fantasmagóricos.
lkj
Queremos que a palavra pertença a quem domine os dossiês e tenha incisividade
e não comece logo pelas demagogias das exigências de demissão.
Quem se tem demitido de crescer e de aparecer não tem moral para exigir demissões.
Os erros de casting pagam-se caro. Até ao momento tem sido o País a pagar.
E, com razão, serão o BE e o PCP, e bem!, a agradecer
a mumificação da palavra pertinente e atempada do tal partido sagitado
e a sua transformação em qualquer coisa nem carne nem peixe,
nem cavalo nem burro. Na Zebra colorida que não há.
kjh
A insegurança e a criminalidade violenta, essas são cada vez maiores,
provando que efectivamente, sem alarmismos, mas com sentido de Estado,
as palavras de atenção, preocupação e desejo de acção primaram pelo atraso
e pelo ver até aonde a coisa iria parar. Não parou. Hoje foi igual a ontem.
Amanhã as magníficas estatísticas governamentais
continuarão a ser borradas ou pelo sangue ou pelos destroços, lamentavelmente.

GUILHOTINA DAY


Porque o Governo e as chefias do Estado
também não deveriam ser o Centro de Emprego dos Partidos do Poder
e vergonhosamente são-no!,
sendo que a vasta e despudorada babugem sai bem cara
aos cofres estatais e aos bolsos de todos nós.
lkj
Dia de colocações. Dia de desemprego. Dia em que muitos suspirarão
que mais valia não ter sonhado alguma vez em ser professor
para depois mergulhar ou no nada ou no Mar dos Papéis e do Faz de Conta que Ensinas!
Dia de sentir o gume frio da Torquemada Manipuleira Medusa Petrificante,
e de todas as sobrecargas desumanas,
e de todos os conflitos artificiais interdocentes,
e de todas as estatísticas favoráveis no torno mecânico
contorcionista das verdades incontestáveis que só ela controla e só ela define.
Mao Tsé-Tung, maldito sejas por teres nascido e maldita quem te foi devotada discípula.
A Revolução Cultural foi o bordel modelar da violência futura.

E AGORA, DEMOCRACIA?


Para sossegar os desconfiados das alíneas mais polémicas
de esta nova Lei da Segurança Interna há pouco promulgada,
não da Função, mas do mérito e currículo daquele que será o primeiro
e próximo detentor da função e figura
de Secretário Geral do Sistema de Segurança Interna, Mário Mendes.
ljj
O problema será quando o tardio desfibrilador da Democracia,
a opinião livre, independente, crítica dos Media, a intervenção espontânea da cidadania,
por muito que seja accionado, não mais ressuscite o cadáver recente
da independência e interdependência dos Poderes.
Ficou um buraco: a dependência política dos Poderes.
E agora, Democracia Portuguesa?!

OBAMA É PORTUGUÊS


É claro que não há comparação. É claro que a capacidade de regeneração social,
produtiva, cívica, de animação das vidas das pessoas proporcionada pelas lideranças
é incomparável entre Estados Unidos e Portugal e, tal como Kennedy,
um concitar das multidões ao progresso, a metas ambientais e energéticas inovadoras,
a políticas concretas em benefício das pessoas, ao verdadeiro e visível avanço científico,
da firmeza diplomática e da verdadeira internacionalização afectiva
do contexto político interno da vida norte-americana.
lkj
É só por isso que Obama é já maior que o que dele pensemos ou desejemos.
É mais forte que ele e que quaisquer passes de marketing
que já seja uma espécie de reduto de esperança,
não apenas para milhões de norte-americanos,
mas também para milhões de cidadãos planetários de boa vontade.
lkj
Por contraste, os políticos portugueses vão num sentido inverso.
Detestam e desprezam tanto as pessoas concretas, simples e básicas de mais para eles,
para eles sempre psicologicamente com o nariz a escorrer muco,
para eles psicologicamente incapazes de discernir quem as come por lorpas
e as engana nas medidas que os preservam, a si Políticos, de respeitar os nossos bolsos
e de serem honestos e tementes da opinião pública;
pessoas para eles psicologicamente ancoradas ao Partido A ou B ou C e portanto domáveis;
portanto, detestam e desenham tanto as pessoas concretas que minimizam este aspecto fundamental: o da aclamação directa,
a adesão genuína e apaixonada das pessoas aos seus líderes
é algo de fundamental em Democracia, porque intuitivo e certeiro,
com deploráveis excepções bem documentadas.
As monarquias mais saudáveis actualizam permanentemente
essa característica humana e humanizante, corporizada e simbólica
como uma tatuagem ou uma pintura de guerra: a vox é a do populi.
lkj
Toda a gente destesta Sócrates: quando ele procura formatar-se,
colar-se à imagem do Barack Obama-YesWeCan, destesta-o ainda mais. Não funciona.
Como em todas as outras coisas, soa a falso, a um plágio deprimente.
A nossa última esperança estava no chamado populismo menezista-santanista
ultimamente tão verberado como um câncro, evitado como um nosferatum
visto como o pior dos defeitos lobotomizantes dos simplórios portugueses,
de acordo com a intelectualite inflada e a imprensa bem paga
para arrotar opinião e derribar inimigos: Menezes,
que para todos os efeitos portugueses e lisboetas era negro e era mulher,
porque impropriamente do Norte e outsider do sistema de tachos lisboeta,
começou por isso mesmo já náufrago e moribundo.
lkj
Mas a nossa última esperança estava toda no seu populismo barackobamiano.
Calhou-nos o Mutismo ferreira-leiteiro e abafa-se no PSD de inexistência e desagenda.
Foi importantíssimo o verdadeiro populismo aclamativo de Sá Carneiro.
Mesmo o populismo histérico, cego e apaixonado por Cunhal
que ao menos estimulava antagonismos acesos e doentes, foi importante.
Se el-Rei Mário Soares foi aclamado alguma vez foi um precipício e um achaque popular.
kçj
Agora temos bonecos hirtos e inexpressivos, o Presidente,
temos feirantes de microfone pendurado ao pescoço, o Primeiro-Ministro,
temos uma coisa hybrida, mitológica e assustadoramente distante das nossas psiques,
a Manuela Ferreira Leite. Quem é que afinal nos pode galvanizar?!
José Pacheco Pereira? Paulo Portas? De onde virá a lufada de ar fresco barackobamalina
das nossas energias e fé que merecemos? De Francisco Louçã?
Na verdade, está tudo inquinado em Portugal.
O Povo não é para cá chamado na hora de aclamar e se apaixonar pelas ideias de
e pela pessoa e carácter de um líder. O povo é o resíduo tolerável
das elites do Poder e do Dinheiro e daí resulta que votar cada vez mais também o seja,
assim mesmo: residual resíduo para enfraquecimento e desânimo da Ideia Portugal.
kjh
Tristemente, como se pode ver, a credibilidade era afinal um cadável de dias
e um detrito canino na calçada portuguesa de Lisboa. Requiescat in pace.
Nada resulta. Nada dá em nada. Não vale a pena ter o poder amarelo
do José Pacheco Pereira se em nada nos galvaniza.
Donde vimos? Para onde vamos?
lkj
E é por isso, somente por isso, que Obama é português.
Não porque o seja. Somente porque nos inspira um pouco mais lá,
onde esta terra ressequida não tem por onde nem tem por quem.
lkj
Um pouco de humor Edward Regan Murphy e de campanha anti-Obama, para desenfastiar:

QUARESMA, MAGICIAN GIPSY BOY


Replicada do Público
lkj
FCPorto / Quaresma / F.C. Internazionale Milano,
a frustração seria geral e em vão tantos litros de tinta consagrados ao assunto.
O irreverente rapaz talvez ainda mais agora, nas mãos astutas de Mourinho,
se defina ainda melhor numa equipa, ganhe consistência e estrutura
que continue a justificar o estuto de estrela-chave também do Inter,
como fora do FCPorto, e brilhe, enquanto seleccionável.

O HÁBITO DE PERDER


Começa com ensaísmos fora de horas como o do Sporting, quarta-feira, em Espanha.
A barragem psíquica que é preciso ultrapassar para acabarem os Basileias,
os intransponíveis Real Madrd e os imprevisíveis napolitanos
começa com a escolha dos melhores jogadores
à altura dos melhores e mais prestigiosos embates.
Boa sorte ao Benfica. Que seja um desfile até à glória internacional.
A glória nacional está bem entregue e prometida aos do costume.
lkj
(São inaceitáveis as bocas-Platini politicamente hostis contra o clube A ou B,
como as de ontem contra o FCPorto, e só mostram que o ex-jogador e ex-Juve é reles,
não está à altura do posto, venal como é, de assumir uma mega-estrutura como aquela.
O azar da honestidade é haver virgens pudicas mafiosas como ele.)

quinta-feira, agosto 28, 2008

ASFIXIA CONTROLEIRA DA VERDADE


Temos de concordar com quem denuncia o controlo
da informação e das agendas do País, artificializando a verdade
mediante processos sornas de omissão de factos, de escamoteamento de méritos,
de fabricação manipulada e injusta de incompetentes públicos, afinal com mérito,
e de homens visionários de mérito e de sucesso públicos, na verdade incompetentes.
lkj
O receituário solipsista do homem de Santa Comba Dão corre no sangue
dos actuais donos e controleiros do regime,
basta reverificar o tratamento da matéria relativa ao Chiado.
Nunca como agora o poder teve mais e melhor o Povo na mãozinha papuda,
de novo, e como sempre, convenientemente bovinizado.

UM PAIOL CHAMADO GEÓRGIA


Quando as hostilidades deflagrarem depois de a tensão ter crescido até aos seus limites
e os incidentes terem chegado aos extremos e desenlaces naturais, de foco em foco,
porque as divergências Leste-Oeste não podiam ser maiores nem a disputa
territorial mais clara, terá acabado o tempo de fingir
que este problema era só verbo.
lkj
A Ucrânia está a cooperar militarmente com a Geórgia.
A expansão da NATO e da União Europeia para Leste, nas faldas da Rússia Imperial,
como expansão da Lei Internacional, da Integridade Territorial dos Países
e do Progresso Material dos Povos, pára por aqui.
A corrida às posições estratégicas militares no território georgiano está ao rubro.
O equilíbrio ali, que era instável, está ainda mais instável e mais instável ficará.
Deflagrado o conflito pelas balas e pelos obuses, a Rússia terá a China consigo,
e terá consigo outros estados-capacho, como o Irão e outras nações-tenaz,
como a Venezuela e Cuba.
lkj
Os Estados Unidos, novamente, erodidos a todos os níveis no Iraque e no Afeganistão,
terão uma terceira e horrenda frente militar onde sacrificar homens e material.
Os países europeus mais fortes, eles mesmos com as suas Abkhásias
e Ossétias do Sul minúsculas e minimalistas terão de agir e reagir
com a repugnância natural pela guerra própria da decadência e da acomodação da Paz.
E de onde menos esperávamos, do Cáucaso, e com as consequências mais perigosas
de sempre para o Mundo, terá deflagrado efectivamente
uma Terceira Guerra Mundial. Agora Fria.
Se a Democracia não triunfar nesses Países com punho de ferro
por acção dos próprios povos, sem dúvida Incandescente e a Ferro e Fogo.

C. RONALDO: JÁ SÓ FALTA O MUNDO


Depois de este reconhecimento, eleição e prémio de melhor jogador e avançado
na edição anterior da Liga dos Campeões, já só falta
a consagração mundial. Já faltou mais.
Na última época, em Inglaterra, rompeu alguns recordes antigos
e esteve bem perto de superar outras marcas, coisa de que ainda vai a tempo.
O rapaz é novo e, passe o paradoxo, foi afinal um breve e longo caminho até aqui.
khk
Enquanto mantiver a simplicidade e humildade
que as suas entrevistas deixam entrever,
só lhe pode acontecer à carreira o melhor e, quem sabe, o melhor de sempre.

HULK PRONTO A ARRASAR A EUROPA



As expectativas são as de todos os anos. Que tenham brio. Que tenham carácter e nos representem como na maioria das vezes: cheios de vitórias e belíssimas exibições. Prepara-te, Europa, Hulk vai mostrar-te os seus poderes especiais!

PSD E A SÍNDROME ASPERGER


também ele atónito com o mutismo inábil social-democrata.
Ainda não compreendeu que apostou no cavalo errado
para só agora lhe vir olhar o dente cerrado. Com tanto silêncio pastoso
e mal-cheirento no PSD, ocorre-me considerar
que porventura o silêncio de Manuela não é só por vazio íntimo
e pela expectativa do fruto maduro do poder cair-lhe no colo necessariamente.
Agora acredito que há uma Síndrome da Princesa Sonhadora
ou Síndrome de Asperger pelo meio.
ljlk
Macário, tem lá paciência e arranja outro.
Outro líder. A MFL-Cinderela está muito ocupada.

400 MORTES INDIGESTAS


O regime torcionário, mas sorridente e organizado, da China Bipolar,
Nós fingimos acreditar. Enquanto a China e a Rússia se entretêm
no seu projecto de Liberdade e Direitos Humanos bem algemados no cárcere da esperança,
associemo-nos ao mal-estar abdominal do Dalai Lama, já hospitalizado na Índia.
No seu lugar, sabendo o mesmo que ele,
talvez devêssemos estar há muito nos cuidados intensivos, em coma,
na situação crítica de estar prestes a largar vela.

UMA RESPOSTA-RESPOSTA


Não sei com que cracks e plombs e poings ao Orçamento
vai Pinto Monteiro operacionalizar efectivamente o seu plano,
mas pelo menos existe uma reacção digna de esse nome:
de algumas cidades.
lkj
Mas por que é que o MAI não avançou primeiro com uma destas ou semelhante?!
Por que não vimos o Dr. Vitalino Canas ontem
a ser porta-voz de uma coisa esperançosa e animadora para a sociedade
como esta?! Malandros, não querem o protagonismo todo para eles!
Por isso partilham-no, dão magnanimemente oportunidade a outros protagonismos.
Se queríamos uma resposta, temos uma resposta.
Mas a minha dúvida mantém-se: o hipergarantismo dos arguidos
que tem colidido e de que maneira com os direitos das vítimas,
sendo ele mais que humanístico, sociológico ou psicologizante,
um passe economicista de salvaguarda despesística,
como será possível operacionalizar este plano de Pinto Monteiro?!
Sim, quanto custará?!
kjh
que se segue à proposta de Pinto Monteiro.
O que lhes ata os pés e as mãos são as restrições orçamentais
e assim empurram com a barriga o problema.

VÍTIMAS DA MÁFIA UEFEIRA


Doeu ver ontem a habilidosa subtracção de um golo decisivo ao Vitória.
para denunciar a mentira desportiva assim praticada mais uma vez impudentemente
contra uma equipa portuguesa.
lkj
Sabemos que quem assim luta, como o Vitória, nas instâncias internacionais
corre imensos riscos, o risco de ser queimado pelo mafioso organismo de Platini,
agora dirigente, agora virgem pudica, outrora tão célebre pelos golos mijões,
e pelo favor pífio de tantas arbitragens e naturalmente pelas já mencionadas estruturas.
Mas é por isso que em alguma coisa há carácter em Portugal.
Já a aliança com o Benfica para excluir o FCPorto da Liga dos Campeões
pela secretaria, isso parece-me imperdoável por ser haraquiri desportivo.
lkj
Se as vozes desportivas nacionais, no exterior, não funcionarem unas e coesas,
a Europa desprezar-nos-á ainda mais e tolerará erros clamorosos e escandalosos
como o de ontem transformando um jogo e um resultado numa mentira desportiva completa.

UMA TEOCRACIA SENSÍVEL


O paraíso das execuções de homossexuais e de supostas adúlteras,
onde espectáculo-espectáculo ali ainda é o futebol-dos-enforcamento dos primeiros
e da lapidação comunitária das segundas
não pode ser levado a sério em quaisquer das suas denúncias.
Danos colaterais sempre haverá. Não parece é que a teocracia blindada
do sr. Ahmadinejad se preocupe efectivamente com quaisquer vítimas da NATO ou outras.
Mais um país modelo a juntar-se, em Duchambe, Tajiquestão,
à Russia no novo Eixo Malígno. Só falta o Zimbabué e a Venezuela.
Quem patrocina os terrorismos mais brutais?!
Quem fomenta o sangue nos vizinhos?!
Quem vive e fomenta o caos alheio?!
Quem é mais xiita que humano aqui?!
O Irão de Ahmadinejad é efectivamente um país excepcional.

CONSPIRAÇÃO RUSSA EIXO MALÍGNO


Países cus-de-judas, desconhecidos e por isso mesmo impronunciáveis,
(Cazaquistão, Uzbequistão, Tajiquistão e Quirguízia)
entre os quais a China torcionária e controleira em tudo
garantem por escrito estar do lado da Rússia e do seu papel no Cáucaso.
Este Eixo não vai ficar por aqui. A Coligação do Mal terás outros contibutos.
O objectivo é des-superpotencializar os Estados Unidos
aproveitando o seu estar economicamente de rastos.
Porque a Secretária Rice fala, fala, mas fala em nome
de uma economia quase falida ou a caminho disso ou em riscos disso.
Mas esta assinatura e formalização de um Eixo Malígno é natural.
Nem seria de esperar outra coisa de governos conhecidos
pelo seu amor aos direitos humanos e à democracia provados e comprovados.
lkj
Bush deixou a economia norte-americana muito fragilizada e a crise geral é porventura
a oportunidade de ouro de estes Estados com líderes párias, maquiavélicos
atacarem lá, onde os calos mais nos doem para que estes aprendizes de feiticeiro
venham reclamar o seu quinhão hegemónico por cima das independências, integridade,
e das identidades de povos inteiros, entre os quais as da Geórgia.
O Tibete oprimido e reprimido soma e segue com os seus novos mortos
da olímpica intransigência chinesa. A Rússia declara a independência-anexação
da Abkhásia e da Ossétia do Sul, pelas mesmas razões e pelos mesmos métodos
com que a Alemanha Nazi anexou a Áustria e os territórios da Boémia e da Morávia,
onde viviam os alemães Sudetas. A Europa quer agir e reagir
mas tem demasiados problemas para que não o faça senão atabalhoadamente.
ljlkj
Lamento, mas os líderes actuais da Rússia e da China são irmãozinhos de escola
do velho Estaline e do velho Hitler, nenhuma paz às suas almas. Ámen.
Temos entre nós outros amiguinhos de escola do velho Hitler e do velho Estaline
que se pelam de ódio pelos Estados Unidos. Não se aprumem, não!

MARTIFER LOVES GOVERNO


Às vezes dá-nos para escrever coisas onde se emulsionam
uma inveja sincera, saudável e genuína e uma igualmente sincera congratulação.
As épocas de crise são épocas de oportunidades para quem triunfa das cinzas alheias.
O desemprego e o des-sucesso, o fracasso e o aquém de muitos,
têm sempre um bom reverso em muitos outros por esse mundo.
É o caso da Martifer, um caso de amor:
lkj
Portugal pode orgulhar-se da Martifer pelo sucesso internacional
pela visão global, pelas oportunidades que pura e simplesmente não sabe perder
crescendo e consolidando-se ainda mais em todas as partes do Mundo.
A Martifer começou a alavancar Portugal e a globalizar-se decididamente
sobretudo durante a presente legislatura.
É com um sorriso rasgado que o seu Presidente elogia a acção benéfica do Governo.
Estruturada e bem apoiada pelo Governo, amada e acarinhada pelo Governo,
pode dizer-se que nada de razoável ou de irrazoável impede a Martifer
de crescer e afirmar-se ainda mais no mundo e correr os seus riscos.
Martifer loves Governo. Governo loves her back and with chocolate on top.
lkj
Portugal pode orgulhar-se da Sonae pelo seu sucesso internacional,
apesar de alguns malogros também que fazem parte da vida,
e pode igualmente orgulhar-se pela visão global da Sonae,
pelas oportunidades que pura e simplesmente não sabe perder
crescendo e consolidando-se ainda mais no mundo,
graças fundamentalmente a si mesma, aos seus gestores e aos seus colaboradores.
A Sonae começou a alavancar menos Portugal
e a globalizar-se decididamente menos durante esta legislatura.
Estruturada em si mesma e no seu mérito,
mas em nada que se saiba directamente apoiada pelo Governo,
nem amada nem acarinhada pelo Governo, mas por ele contrariada na Opa à PT,
pode dizer-se que não poucos obstáculos internos têm impedido a Sonae
de crescer e afirmar-se ainda mais no mundo.
Sonae hates Governo. Governo hates her back.
There's no such thing as chocolate on top of whatever.

CHIP NA CHAPA CHIP NA CARNE


Apesar das reservas que esta medida faz pressupor,
Entre os desastres da legislatura não podemos incluir a tónica obcecada nas tecnologias
e esta é mais uma oportunidade de incentivo e investimento pelo Estado nesse sector.
Haverá, com este chip, mais uma empresa portuguesa que, paga pelo Estado,
abraçará o projecto, engordará graças a ele, e, por assim dizer,
magalhanize a inovação portuguesa e a exclusividade portuguesa
em parte de fachada, em parte, mas pequena, real.
ljj
De boas intenções está o inferno cheio e o Governo também.
A bondade de muitas medidas traz paralelamente derivas securitárias, controleiristas,
que cercarão o cidadão de não pequenas invasões da sua esfera privada.
lkj
Pense-se nos elementos biométricos a constar no novo BI,
e que um dia talvez recubram dados genéticos
e outras intimidades intransmissíveis, e agora a possibilidade
de, em tempo real, se poder monitorar movimentos pessoais com o Chip Automóvel,
nada disso pode ser olhado desportivisticamente.
Veremos. Mas o cerco bigbrotheriano está aí, em pleno, grão a grão,
hoje na chapa. Em breve na carne.
lkj
O minúsculo cidadão é em qualquer caso comido,
está em qualquer caso contido e controlado por múltiplos dados cruzados,
está delimitado pelos sistemas informaticodependentes, informaticodivinos,
informático-controleiros, viciadores omniscientes,
como o mega sistema informatizado do Departamento de Jogos
da Santa Casa da Misericórdia ou o ainda mais mega sistema informatizado
central do Euromilhões que garante a normalização e rentabilização de um jogo
hiperssaturado de apostadores loucos, atrevidos e engenhosos.
lkj
O controlo é geral, é apertado e é infalível. Chamem-me louco e um dia dar-me-ão razão.
Com um grande poder advém uma grande responsabilidade?
Não. Nos tempos modernos, com um grande poder advém somente
um incomensurável controlo que se opera com a simplicidade
de sistemas muito densos e avançados de alta tecnologia
ao serviço dos Estados. Ao serviço do Dinheiro.
Garantindo a nossa insciente e obediente bovinidade.

É O DÉFICIT, ESTÚPIDO!


Percebe-se bem por que motivo à boa vontade
secretário de Estado adjunto e da Administração Interna,
ontem nas TVs, se sucedem de imediato outras versões contraditadoras
de qualquer alteração pelo Ministério da Justiça: não estão previstas alterações
ou qualquer intervenção na Letra legal aperfeiçoando-a e eliminando os óbices
à coerência, determinação e preventividade criminal no seio dos Códigos,
porque afinal chegámos aonde chegámos
para que a Justiça fosse também mais barata, nem que fosse só um pouquinho.
E as preventivas são caras ao Estado. Oneram o Estado.
É fácil compreender. Está tudo transparente.
Ora, os primeiros a sentirem o lado laxo e brincalhão da Lei,
a sua nova vertente de simulacro e formalismo que-não-dá-em-nada,
são os criminosos, iniciantes ou tarimbados,
e também por isso a coisa vai como vai
e precisa de um pouco mais de incisividade e imaginação.
kjh
aliás incompatível com o exoesqueleto amolecido da Lei.
Para quem tivesse dúvidas, era ver o Dr. Vitalino Canas ontem,
sorridentíssimo e maneirento a soltar generalidades e inacções na SIC-N,
a propósito da Lei de Segurança completamente incosistente
com vir agora o Dr. Silva Pereira eleitorístico-humilde a fazer, finalmente,
um pronunciamento consonante com a realidade
e a anunciar as tais respostas, ainda evasivas e desconhecidas,
mas que há semanas que teríamos gostado de ouvir de imediato.
lkj
Poucos políticos ousaram interromper as férias aquando da crise georgiana.
Poucos ousaram interrompê-las e ter discurso, enquanto se assaltava,
matava e sequestrava em marcha acelerada.

quarta-feira, agosto 27, 2008

DARWINISMO GOVERNAMENTAL


Pode ser para O Jumento e para os serviços de contra-informação governamentais
o papão de sempre, o saco de pancada em que convirá bater e bater,
pode ser o velho entrave ao progresso de sempre; pode ser para eles convenientemente
o menino infiável na história do Menino e o Lobo, mas a verdade é que
a julgar pelos estudos actuais,
pelo estado actual da arte social, mas não só, há um mecanismo de causa e efeito
nesta fase da vida portuguesa onde, devido à crassa injustiça social,
às clivagens sociais praticadas, promulgadas, disfarçadas de reformismo,
a violência e a insegurança crescentes
se transformaram numa banalidade quase brasileira sem Brasil em Portugal.
lkj
Coisas que o reformismo de boca cheia do Governo não acautela nem prepara
é para a convivência com as baixas expectativas e baixas remunerações
de uma crescente maioria acrescido do mito das qualificações, a mentira que melhor vende:
a experiência de se ser descartável é terrível. Provavelmente, seguiremos em frente.
Mas a lei dos mais fortes não é à prova de bala nem os locais onde armazenam
o seu dinheiro de poderosos é inexpugnável. Darwin veio, pela mão do PS,
a fazer história nas relações laborais e nas lógicas novas de exploração impudente
das pessoas, dos trabalhadores, dos colaboradores, dos dependentes do Estado
com as suas subvenções para que não trabalhem, vegetem, se conformem ao nulo.
lkj
Mas está na lei evolutiva que entre ajustamentos e adaptações
muito sangue vá correr para que o sistema funcione. A violência existe? Acomodem-se.
É no que dá o chamado darwinismo social comprimido e estouvado
do Partido Socialista experimental segundo (o putativo Engenheiro) Sócrates.