COMIDO DE BICHO
Tácticas de coacção e formas de contornar os focos delicados do Free Porc têm sido demasiado notórios para podermos agora alimentar qualquer espécie de fé numa nota assinada pelos três magistrados do Ministério Público responsáveis pelo processo. Pode a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, e os procuradores Vítor Magalhães e Paes Faria vir agora com notas, repudiar as notícias que vieram a público nos últimos dias: o seu trabalho está comido de bicho porque foi viciado na fonte, uma vez que se viram coarctados na sua liberdade de movimentos. A divisão na equipa só pode ser total e completa e ficou demonstrado porquê. Este Procurador-Geral e a Procuradora Cândida Almeida merecem uma total desconfiança insuperável com notas e com declarações avulsas, com as quais se enterram ainda mais. A desconfiança vigente somente será superada com novos nomes frescos e limpos, longe da bicheza dos partidos ou do estigma de protecções tão obsessivas ao Primeiro-Ministro como à Rainha de Inglaterra.
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