HECATOMBE E QUEDA
O 4 de Agosto de 1578 deveria ser feriado e ter monumento de visita obrigatória para nos recordar, como os Judeus recordam a sua, a nossa Queda: para tanto bastou uma espécie de TGV militar com novo aeroporto da tragédia, a batalha de Alcácer-Quibir. Miserável hecatombe! Foi o dia que engelhou Portugal até chegarmos à tragédia presente, presididos pelo narcisismo mais cego e pantomineiro, pelo império do falsário e incompetente, pelo domínio de uma deriva absolutista e tóxica, plástica, repleta de conceitos mortos na sofreguidão por Poder. Flana ela a bandeira da “coragem” e compra o Figo para a campanha. Chuta ela o conceito de “confiança” e afunda-nos o País no descrédito da Justiça, na mancha negra do desemprego, na desactivação cega do essencial, enquanto os tachos e os gastos e os luxos e o preço altíssimo das consciências e das opiniões favoráveis ao Putrescente Poder "Socialista" permanece intacto e a Despesa aumenta. Fala ela em “determinação” mas é a determinação de fugir às próprias responsabilidades e de asfixiar o quanto possível a verdade e o verdadeiro pluralismo. Este nosso tempo é o tempo de um clone louco de D. Sebastião. Sintomático. Há a temer o pior.

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