ANA E A ROSA FEDORENTA

Ana Gomes, perdigotante e paradoxal, foi encostada à noitinha  era meia-noite!  e foi à noitinha que exercitou qualquer coisa impossível no PS de Sócrates: auto-crítica, auto-avaliação. Disse, naturalmente ensandecida, só pode!, que para continuar a merecer a confiança dos portugueses, o PS deve assumir que nem tudo foram rosas na governação e que nem sempre a rosa cheirou muito bem. Incrível. Esta mulher com o célebre olhar sedutor de uma coruja, acha que o PS pode redimir-se e regenerar-se da massiva avidez e do sentido grupal de rapina, da alegria do saque, do instinto elementar de pilhar Portugal. Seja como for, o malicioso senil Almeida, remeteu-a para o canto e não havia ninguém ali para a aplaudir nem sequer para a ouvir. Mas a Ana do nudismo no Meco disse mais. Disse que o PS também cometeu erros e assumi-los será meio caminho andado para os corrigir: não havia ali ninguém para ouvi-la, corrigir erros e mudar alguma coisa. Não havia ali ninguém para aplaudi-la. Este XVII Congresso do PS é um piquenique, um piquenicão, de fausto e glória, unidade em torno de terem fodido Portugal. Repare-se que é preciso ousar muito ou ser imensamente doido para denunciar o desvio e desperdício de dinheiros do Estado em consultadorias, o manhoso outsorcing e a manhosa corrupção em várias empresas públicas e sugerir transparência e justiça na distribuição dos sacrifícios. Fica-se a pensar, o que faz Ana Gomes nesse partido? Faz figura de urso e de palhaço.

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