E A MENTIRA SE FEZ CARNE

No princípio era a Mentira e a Mentira estava com o diabo e a Mentira era o diabo. Todas as coisas feias, falsas e aleijadas foram feitas por intermédio d'ela e sem ela nada do que foi mal feito, falso e aleijado se fez. A Mentira estava na vertigem clientelar do Regime parido pelo 25 de Abril. A vertigem clientelar do Regime parido pelo 25 de Abril foi aperfeiçoada por intermédio d'ela e o País foi esmifrado, estourado e espatifado sem a reconhecer. Veio exclusivamente para os que eram seus e os seus cevaram-se, locupletaram-se e medraram com a miséria mansa, com a cerviz dobrada do bom povo português. E a Mentira se fez carne e habitou entre nós. Ninguém, naquele ano de 2011, dominava a tecnologia da manipulação de massas como a Mentira que se fez carne e habitou entre nós. Junta-se à manada, imbeciliza-te e vota no Primadonna!

Comments

Anonymous said…
1.Acabou-se, Portugal está à beira de perder qualquer margem de manobra para a condução da política económica.
2.Com a adesão ao Euro - celebrada jubilosamente, na infantil convicção de que garantiria, sem qualquer esforço, a nossa emancipação como economia desenvolvida e a prosperidade para todo o sempre - renunciamos definitivamente às políticas monetária e cambial , passando a ser exclusivo do BCE a primeira e quase intangível a segunda uma vez que as taxas de câmbio são em última análise ditadas pelos mercados.
3.Ainda ficamos com alguma margem de manobra para a política orçamental e para a política estrutural (esta envolvendo “grosso modo” as decisões (i) de investir em infra-estruturas necessárias para estimular a actividade económica, (ii) de melhorar a agilidade dos mercados de produtos e de factores e (ii) de gerir instrumentos fiscais, financeiros e outros para incentivar/orientar o investimento privado para actividades consideradas prioritárias face aos objectivos de produção e emprego).
4.Pois bem: esta margem de manobra está também esgotada, não em resultado de qualquer Tratado internacional mas apenas por irresponsabilidade e incompetência, pela mais espantosa incapacidade para entender as implicações que a adesão a uma zona monetária como a do Euro teria sobre a condução destas políticas.
5.Em pouco mais de uma década – e a ritmo alucinante nos últimos 6 anos - desbaratamos por completo a liberdade para gerir os nossos interesses económicos, tão desastrado foi o uso que dela fizemos, na convicção delirante de que o endividamento externo deixara de ser restrição numa zona monetária...
6. Agora chegamos ao fim: qualquer decisão relevante de política orçamental ou estrutural – não ainda o calcetamento das ruas ou das pracetas onde os municípios encontram motivo para dispêndios surpreendentes, mas por este andar lá chegaremos – vai passar a estar sujeita a rigoroso escrutínio pelas instâncias europeias ou pelos mercados, ou seja pelos credores, não podendo avançar sem o seu assentimento.
7.O actual Governo, por uma opção tão “estratégica” quanto insensata (para dizer o mínimo), ainda tenta fazer de conta que somos autónomos, que não precisamos de um resgate financeiro, passando os dias, aflitivamente, a contrair dívidas atrás de dívidas, com prazos de vencimento curtíssimos...
8....Deixando um terreno minado de tal forma que, ao Governo que se seguir não restará alternativa que não seja de ir a correr, de “calças na mão”, pedir esse resgate para não ficarmos totalmente sufocados pelo serviço dessas dívidas.
9.Mas é apenas uma questão de poucas semanas...vamos perceber, finalmente, que a política económica em Portugal acabou, tudo passa a ser decidido no exterior, em função das opções dos credores externos.
10.É esse o honroso estatuto que estas iluminadas mentes, infelizmente ainda em exercício, nos vão deixar. Qualquer ilusão a este respeito será paga por alto preço.
Anonymous said…
Ao ouvir a entrevista de ontem de José Sócrates veio-me à memória a descrição de Enrique Rojas do Homem pós-moderno. O homem-light, assim o designa Rojas, substitui a ideologia pelo pragmatismo (vai mais uma parceria impúdico-privada?), a ética pela estatística (ah, a difícil escolha entre a utilização de séries curtas ou de séries longas!), a moral pela neutralidade e subjectividade (responsável, ele?), o compromisso pela alteração permanente de circunstâncias ("o mundo mudou"), os valores orientadores da conduta pelo hábito social e pela moda (tens feito jogging, José?). Para além do consumismo e do hedonismo (TGV, sempre e em qualquer circunstância!), Rojas identifica a permissividade e o relativismo como traços característicos do homem-light. O relativismo impõe a substituição da verdade pela utilidade face aos propósitos do mensageiro (ajuda externa, jamé!). O discurso tem o valor dos interesses de quem o profere o que, se bem virmos, é uma forma do mais puro absolutismo. Na verdade (termo que uso intencionalmente), não existe nada mais absoluto do que a afirmação de que tudo é relativo. A permissividade é o seu par indissociável. No momento em que tudo se torna relativo, tudo passa a ser permitido (os equívocos não se corrigem, negoceiam-se; a mentira converte-se em alteração metodológica; Teixeira dos Santos passa a ser a marca registada de um capacho complacente). Sócrates, protótipo do homem-light, juntou à sua insustentável leveza a circunstância do poder. E isso converteu-o num very-light. Um foguete que sinaliza um percurso feito na contramão da realidade, indiferente à noção de limite. Infelizmente, foi precisamente no limite que, na realidade, a sua herança nos deixou.
floribundus said…
o gajo ri-se de quem paga impostos

o Evanglho de São João
está aberto no cap.I
no altar das lojas de rito escocês
Anonymous said…
Mentiroso compulsivo e patológico e exemplo de mau carácter (o gajo da foto, claro!)

Popular Posts