FRENESIM TRITURADOR EM MATOSINHOS
Nunca se viu semelhante topete, um Partido de joelhos ao seu tirano descomunal, grosseiro e incompetente. Os factos da economia estão aí, envergonhando-nos todos os dias, notícia a notícia, o velho descalabro ético cavado zelosamente neste anos de máfia e obscenidade na Justiça e na Educação, os abusos de poder de toda a espécie, a soberba, o descaramento antidemocrático, e no entanto espectros-em-vez-de-homens, como António Vitorino, Augusto Santos Silva, Correia de Campos, Ferro Rodrigues, Manuel Alegre, Alberto Martins, Almeida Santos, Edmundo Pedro, António Costa, espojam-se todos em alarvidades patéticas, hiperbólicas, dengosas. Em Matosinhos. Alheados do Povo. Alheados das gentes. Este PS tornou-se cópia melhorada em péssimo do desígnio salazarista, da linguagem salazarenta redesenhada em modernês, no ímpeto exclusivista das tiranias desprezivo do outro, persecutório em matilha ao crítico, seja Carrilho, seja Neto, seja o cidadão comum, apertado, esbulhado, explorado, atirado aos cães. A língua de pau é servida à farta como defesa da casta. Admite-se a duplicidade que tem livre curso e é crime contumaz sempre recompensado. Os media falham. Não há qualquer desconstrução da Farsa Suprema socratista. Dependentes e adorabundos do dinheiro que os promiscua, os media caucionam a batota socialista: Passos, coitado, recém-chegado e atirado para dentro desta confusa e irracional baixaria socialista —, a grande puta trituradora no frenesim pela ameaça de perda ou pela infâmia dos negros resultados e onde toda a orgia é maciça falsificação e monstruosa malícia — Passos será abatido como todos os outros que o precederam. A Ditadura tem mais de seis anos e é para durar. Para o PS, tu és um asno impotente, leitor! Vota PS, leitor! Vota como o asno que és para o PS, leitor! Coisas insólitas e excêntricas como a ladroagem aclamada e a maldade apoiada estão bem para um País que se imbeciliza e vota sempre [por paixão ou por hábito] no Mal Total.
Comments
Que os portugueses tenham a presciência de manter Sócrates no poder.
É preciso levar isto ainda mais ao fundo e exterminar de vez estes embustes de desgoverno começado por Soares, Guterres e agora o artista dos saltos mortais sem rede.
Foram eles que aqui nos trouxeram pela palavra mágica socialismo.
Talentosos, na detecção do que querem os Portugueses: pouco trabalho, bom sol, bom vinho, belos portos/benfica, boas festas populares, boa conversa no adro, um espanto perante gajos que falam bem, vestem bem, uma raiva aos capitalistas, uma maravilha trabalhar para o estado com contrato eterno, uma coisa vigorosa esta de fechar e levantar o braço em saudação à PS.
Portugal deseja isto, adora viver assim, em fila nas paragens dos autocarros, a comer ao balcão uma de passarinhos fritos, uma mini-sagres e uma bica, adora o abono de família, a prestação para ir a torremolinos, a rodoviária para chegar à caparica, o passeio em fato de treino ao shopping, a travessia da ponte com o artista a suar.
Para os portugas isto é o máximo.
Tanto se lhes dá ter um cabrão como ter um estadista como PM.
Quero é cá o meu.
E por isso aqui chegámos.
Ser governados por lacões, mendonças, linos, pelos silvas, pelos teixeiras que nem contabilistas seriam num país a sério, é igual para os portugas.
São portugas e pronto.
De onde veio o artista dos saltos mortais, da sua indigência profissional, dos sarilhos em que andou metido, nos freeports nebulosos, nos aterros das covas da beira clarinhos como água, nos diplomas forjados, do seu retrato psicológico de extremos, da sua dependência do poder, dos amigos privados a quem abre a porta de negócios públicos, do seu pacovismo perante os banqueiros, da sua imagem que tresanda a artificio, a make-up de feira da ladra, dos seus truques ensaisticos pró parolo ver na tv, o portuga não quer saber.
Olha-se para Matosinhos e lá estão eles bem representados.
Uma amostra dos 40 000 mil que há dezasseis anos vivem do Estado, alguns que já estão acompanhados dos filhos e sobrinhos, também agradecidos ao artista, gente que ali está a louvar o seu deus, como louvava o salazar se voltasse.
Que os portugueses conservem o artista dos salto mortais mais um tempinho.
Pode ser que os antibióticos do FMI já não cheguem para manter o "socialismo" e que desapareça.
Mas pf, ainda não é a hora do gajo sair, um pouco mais de massacre para o portuga sentir melhor e mais fundo.
Cada congresso tem a sua própria identidade: o CDS junta betinhos de camisa às riscas - que nesse fim-de-semana podem prescindir da gravata, mas os trabalhos ou insultos seguem de maneira ordeira e recatada. O PCP - sem sobressaltos na sucessão - reúne velhos operários (ou tipos incaracterísticos que apenas aparentam pertencer ao operariado), e, nos comícios, pontuais jovens barbudos de gorra negra e estrela vermelha (elas, com deliberada ornamentação pilosa nos sovacos). O BE faz tudo na estética moderna e no 'design' esquerdalho de quem vive lunaticamente do Estado e não tem de fazer lógica. O PSD junta tipos e tipas de todos os lados; a elegância de senhoras-bem de Lisboa e a fralda-da-camisa de autarcas de lugares afamados como As Caldas ou Minde - entre arrotos e revoadas Chanel nº5, entre intervenções sensatas e comunicações ébrias de gravata-ao-lado. O Nacional-PS de ontem demonstrou uniformidade e a rigidez dos bem ensinados e dependentes. A 'electrizante' atmosfera (citação da Lacona-Criatura, Deus tenha piedade de nós...) cresceu molemente aos urros e murros do Kerido-Líder - que parlapatou mentiras e bolsou ameaças durante hora-e-meia. No fim, e atingindo o paroxismo mais patético "todos estavam como ele, mas mesmo todos". Na mesa, Costa, César e a Velha-edite sorriam das superiores graças lançadas pelo líder com inteligência aguda e finura de espírito. Almeida Santos - que devia movimentar-se num sarcófago volante de humidade controlada - não nos desiludiu com as suas prestações e as suas declarações. Enfim, um primor.
Ass.: Besta Imunda