RAREFACÇÃO DA INTELIGÊNCIA ELEITORAL
«Sócrates demonstrou ser um incapaz, um mentiroso compulsivo, um irresponsável praticante, um impertinente anti-democrata e um narciso insuportável! É isto um Primeiro-Ministro? Tenham juízo, senhores eleitores! Não estou com isto a conduzir o vosso voto para A ou para B. A mim tanto se me dá desde que não votem em quem eu tenho a certeza que enquanto não der cabo de todos nós e das gerações futuras, pelos vistos, não descansará.» Jorge Cabral
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Na Madeira, Passos Coelho lembra que a outra opção é escolher o PS “se quiser ter a certeza que a ruína será certa”, um partido e um Governo que vai “de desastre em desastre até à ruína total”.
O presidente “laranja” diz a todos que o partido está “pronto para o Governo porque não podemos deixar o nosso país cair mais, como fizeram os socialistas”.
“Isto tem que mudar e vai mudar mesmo”, acrescenta Passos Coelho que repete que “não precisamos de 16 ministros, 10 - ou menos - ministros chegam, com coligações ou sem coligações”.
No discurso de encerramento do PSD-Madeira, Passos Coelho lembra que “nós vivemos como se tivéssemos dinheiro para tudo, o país está quase na bancarrota. Não podemos gastar o que não temos”.
“Não pode faltar o básico e o essencial à vida das pessoas. Aqueles que podem trabalhar e aprender têm que fazer pela vida, é importante que ajudem a comunidade, mas para quem não tem outra possibilidade temos que estar cá”, refere.
A solução – lembra - é fazer a economia crescer e cortar onde é possível porque quem não tem vícios não gasta”.
Passos Coelho continua a criticar o actual Executivo: “Este Governo já não existe, o primeiro-ministro desdiz os ministros”. “Com quem está José Sócrates disposto a trabalhar? Não se iludam, com ninguém” e é, por isso, que “um novo Governo dá mais garantias de cumprir o acordo com a UE e o FMI que o actual”.
“Não confundimos os socialistas com o Governo nem os militantes do PS com a liderança. A liderança socialista é que está tão esgotada que já não conta com ninguém”, refere.
Sobre a alegada pressa de ir para o Governo, o líder social-democrata pergunta: “Alguém no seu perfeito juízo pensa que o PSD tem pressa de poder, com o Estado falido?”
No entanto, para o futuro Governo liderado por Passos Coelho fica já a certeza: “o que conta é a competência e a capacidade de mobilizar o país. Procuraremos no Parlamento e a sociedade a convergência necessária”.
E digo que seria “praticamente indiferente” votar num dos três partidos do arco democrático representados no parlamento porque a economia portuguesa já não é controlada pelo povo através do seu voto. Quando Manuela Ferreira Leite disse um dia, que pelo caminho em que Portugal ia, provavelmente seria preciso “suspender a democracia” — aí temos a suspensão da nossa democracia; até nisso ela foi profética.
Em termos práticos, o regime político vigente em Portugal já não é democrático, não só porque perdemos o controlo da nossa política monetária com a entrada no Euro em 1999, mas também e ainda pior agora, porque não temos sequer a legitimidade democrática para estabelecer uma política de impostos e de definição de uma estratégia económica autónoma, porque a União Europeia — a do BCE controlado pela Alemanha — irá impôr os seus critérios ao nosso povo.
Portugal, assim como a Irlanda, a Grécia, e brevemente a Espanha, transformaram-se em espécie de repúblicas soviéticas em um outro formato. Ainda temos a liberdade de expressão, mas os dias de liberdade, neste contexto, estão contados.
Ficou demonstrado que a denominada e famigerada “cedência mútua de soberania”, defendida pela nossa classe política quando assinou o Tratado de Lisboa, significa literalmente “perda de direitos democráticos” — no sentido da democracia representativa. Um verdadeiro democrata tem que estar contra o Tratado de Lisboa e contra a construção deste leviatão europeu. E por isso é que mentes doentes e totalitárias, como a de José Sócrates, apoiaram de forma entusiástica, e com o “porreiro, pá!”, a assinatura do Tratado de Lisboa.
O preço da “salvação” da União Europeia, conforme já se fala nos bastidores da política nacional europeísta, será a perda total da nossa liberdade — e já não falo só de perda de soberania: já entramos em um processo de perda das liberdades mais elementares. Esta perda de liberdade traduz-se em um “salto em frente” no processo de “unificação da Europa”, que significa, de facto, um novo tipo de sovietização da Europa sob a batuta da Alemanha.