sexta-feira, fevereiro 29, 2008

GANÂNCIA E KARMA


De vez em quando, temos agenda para isto.
Por vezes, por vezes apenas, lembramo-nos de uma anacrónica Cuba,
de uma iníqua Birmânia Militar patrocinada pela Mão Gorila,
com perdão dos gorilas eles-mesmos!, da ambígua China,
apenas se aí, do Povo!, as vozes se reerguem do medo,
da humilhação, da oprimência.
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Mas não há nada a fazer.
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Sobrevindo o silenciamento, regressamos à desmemória.
E praticamos a conivência de esmorecer.
Mas quem manda afinal na Agenda do Sangue?
Quem promove afinal a Democracia?
Não são, com certeza, as Oligocracias Ganaciosas que nos regem!

EDUCAÇÃO: POSTAS EMOCIONAIS E MÁQUINA SALSICHEIRA


Não me será sonegado nem me sonegarei
um discurso emocional relativo à Educação:

I

Há anónimos e ex-professores cujos comentários
deveriam ser eleitos como as maiores homenagens à desinformação,
ao ódio cego, à ausência de fundamentação,
à insensibilidade social e profissional, numa palavra, à mais crassa estupidez.
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Mil professores a manifestarem-se ou cinquenta,
com ou sem autorização do Governo Civíl, é Zero
comparado com o que merece há muito a Grosseria e Malignidade
de este Governo e de esta Ministra da Educação.
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Os que não sabem deveriam saber que o que se tem feito,
tem-se feito de modo incompetente e lesivo dos interesses profundos dos Portugueses.
A Avaliação dos Docentes, tal como sobretudo unilateralmente se estipulou,
está ao serviço do branqueamento das péssimas estatísticas
de aproveitamento escolar português
e é uma arma de inflaccionar níveis apontada
às cabeças reféns dos professores.
çlk
Esta avaliação do desempenho não avalia o desempenho:
está contra a aquisição efectiva de todo o Saber Efectivo.
O Dispositivo de Avaliação, tal como está,
é uma Máquina de triturar pessoas:
de um lado entram Professores,
do outro saem Salsichas Obedientes e prontas a comer.
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A Violência e a Brutalidade expressas
com que este Governo tem tratado os Professores
e tem feito Propaganda contra eles, Propaganda Activa, Propaganda Continuada,
tem a ver com Orçamento, tem a ver com Números,
tem a ver estritamente com desígnios orçamentalísticos.
A Educação, ela mesma, em sentido Puro e Holístico,
é a menor das preocupações do Ministério da Educação
comparada com a obecessão pelo peso das remunerações no respectivo orçamento.
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A Educação num País decente tem de ser a coisa mais estável e serena
do Planeta e não o é desde há 34 anos
e é um Caos Sangrento com esta inóspita Maria de Lurdes Rodrigues.
Serenidade e estabilidade não é paralisia,
é tão somente a lógica do Jardineiro cuidando em Paz das suas plantas.
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Esta Reforma de este Governo não produz cidadãos Livres e Sábios.
Produz Cyborgues. Esta Reforma, este Ministério da Educação,
este Governo de tecnocratas unilaterais não têm Alma,
não têm Valores e por isso não respeitam as pessoas concretas dos Professores
e, se não as respeitam, é porque não têm qualquer respeito pelos demais cidadãos.
lkj
Por um Portugal de Autómatos, de Submetidos e de Timoratos Ignorantes,
não contem comigo.
Estarei numa Manif de Milhões de Portugueses Acordados
e não Acuados ou Acocorados contra a Sem-Vergonheira
de este Governo e de este Ministério da Educação
sob cuja tutela só deveria ensinar o Miguel Sousa Tavares,
outro altivo ajustador de contas com a docência.
Vai um País impróprio para Gente de Bem!

II

O que a Ministra punitiva ministrou foi isto: acréscimo punitivo de burocracia e uma burocracia que afasta os docentes das pessoas concretas dos seus alunos, que afasta os docentes da manipulação concreta das situações do dia-a-dia para uma Bizâncio Nova de papeladas complex.

Por exemplo, o Regime de Avaliação gizado punitivamente é um Elefante impossível, é uma Quimera que integra tudo: pernas de Sáurio e cauda de Baleia Azul. Tem tanta exequibilidade temporal como beber o Tejo por uma palhinha em três meses. É uma Sopa de Pedra, que leva a pedra e quantos ingredientes infinitos se queira.

No entanto, aí está, punitivamente, para mostrar serviço e inflexibilidade.

Da punitiva Ministra diz-se que é do melhor tecnicamente. Talvez seja. No plano estrito do que era necessário implementar na Escola Pública, a saber, Autoridade, Disciplina, Rigor, Contenção Imiscuinte Paternal, só se fodeu com a vida pedagógica tantas vezes penosa e cheia de baixios fora-da-lei discente.

Tudo se fez rumo a uma desmoralização estigmatizante e degradante que, quanto a mim, era, no fundo, a Primeiríssima Meta de esta Legislatura: sacudir da docência, a bem ou a mal, o excesso de macacos professorais na Árvore Enorme do Sistema.
Macacos Bons, Macacos Maus, não interessa.

O que importava era aligeirar a Árvore e cumprir o desígnio orçamentalístico que se impunha emagrecido. Em suma, não acredito nem vejo Razão ou Bondade em coisa nenhuma de este Ministériozeco da Educaçãozeco. Ter razão não chega.

É preciso não agir como uma Mafiosa Barata, adorar como adora a crispação, adorar como adora a conflitualidade, ainda para mais num domínio Sério, Complexo e problemático como o da Educação. Ser Mafiosa Barata é simplificar.

Por isso mesmo, em Portugal Ensino e Educação são coisas que rareiam: o que abunda é o Pró-Forma da Escola onde se entra por um lado Sem Saber e se sai pelo mesmo lado Ignorante, Piorado nas chamadas Competências, aversivo à própria Escola e sem qualquer Upgrade Humanístico.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

COMMERCIAL GUCCI by GUCCI - DAVID LYNCH

PEIXEIRANDO ANA MUITO GOMES


Ana Gomes é um bom e agudo espinho cravado no Absolutismo Socratino!
Ameaçada, relegada, maltratada, pressionada, resiste como ninguém
e ninguém lhe roubará o grande mérito de essa independência de espírito,
senão em todas, em muitas matérias de pura consciência cívica participativa,
de alargamento reflexivo democrático em águas tão pastosas e paúlicas nacionais.
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Independência de espírito tão urgente num Portugal acarneirado,
caninamente obediente ao Grande Líder Power-Pointesco
nas suas cavalgadas taxativas e ajustes de contas sócio-profissionais.
lk
Fala-se muito na Bicefalia de facto no PSD,
mas há que ver também essa perigosa
e asfixiante Macrocefalia socratina no PS.
Assim como notar que há muitos bloggers, por vezes e em certos dossiês,
simplesmente Acéfalos, por uma lealdade obediente ao Politburo Socialista,
por muito que o Executivo tergiverse e extrapole horrivelmente
(veja-se qualquer fala do abominável demagogo Augusto Santos Silva)
bloggers como algum Pitta, do Da Literatura,
algum Tomás Vasques, do Hoje Há Conquilhas,
alguma Cristina Ribeiro, do Contra Capa,
cujas postas não sintonizam ou sintonizam mal lá,
onde se agoniza de desespero, carência e sonegação de direitos sociais
em Portugal, ou lá, onde, nele,
se abusa de injustificadas regalias e obscenas prebendas.
Há ali corações que simplesmente não batem compassivos com estas coisas,
ao contrário de um Baptista-Bastos e muitos outros.
klj
Apesar de tudo, são conhecidos e frequentes também, em Ana Gomes,
certos trejeitos peixeiristas de 'gaja', como inova o João Gonçalves!
Ora, se o gajismo está em voga é das pouquinhas coisas
que não se encerram nem se cortam, desde o invisível Ministro da Agricultura
a quanto há de agentes políticos e comentadores à esquerda e à direita.
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O Verniz, que estalou há tanto tempo noutros países,
que estala todos os dias entre Hussein Obama e Clinton,
começa, só agora e tardiamente, a estalar a medo na nossa Praça Pública
e, nela, todos os dias surgem frases assassinas trabalhadas em casa,
como composições da Escola Primária, com a língua de fora manipulando o lápis inventivo,
à espera do devido microfone mediático amplificador das devidas contundências.
Tempo de Venenos. Tempo de Verdades!
A Bloga permite que nos engalfinhemos sem usar as unhas.
Sem arrancar cabelos. Que nos engalfinhemos sublimadamente.
Bendita bloga Maldita!
Isto promete!

APELO AZUL


Pontua,
pontifica, voga, meu filho,
e não pauses a mão firme ao volúvel leme.
Bebe o Azul. Embriaga-te dele.
Virão dizer-te coisas de ti que nada são.
Virão abominar-te as Palavras e a Existência
como se foras Peste e Cá-Sobejo.
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É típico!
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Ensaias pensar? Ensaias criar?
Ensaias afagar por tua mão-poema a Beleza, a Vida?
Prepara então o rosto para os escarros com que, em punhadas, te arranquem a barba.
Triunfar finalmente é começar por ser rejeitado e avertido.

RELIGIODESINTOX, À BLASTINGBLONDE


Viver em Comunidade foi uma fonte de júbilo,
mas também de enorme sofrimento para mim
desde o princípio, quando pelo meu próprio e voluntário pé nela entrei.
Entro facilmente em conflito com todo e qualquer discurso de exclusão
e odeio respeitos humanos e humanas subserviências.
klçj
Há, nesse particular, Padres Letais
e quando escrevi os meus posts (dois) Padre Miura I e Padre Miura II,
falei de de muitas de essas dores precisamente deles derivadas.
Eu tive uma experiência espiritual muito intensa
apenas com seis e depois com catorze anos de idade.
Encontrei ou passou-se comigo a Voz-Brisa de Deus
soando imparável no meu coração, sufocando-me de êxtases, de visões, de inspirações.
Eu, na altura, um obsecado com a Perfeição no Karaté,
um ginasta dedicadíssimo, ouvi um dia uma Voz Dulcíssima
e um Caminho se me abriu para, por e em Cristo.
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Sempre fui um solitário na infância, mas nunca um alterofobo.
Achava-me melhor e melhor comportado que os demais.
Auto-excluía-me da convivência com superfíciais e ignorantes.
À falta de amigos, tive livros, dezenas deles.
Revistas de cultura geral e enciclopédias, centenas delas,
lidas em manhãs, tardes, noites e madrugadas.
Li evidentemente todo o Evangelho ainda muito novo, com 10 anos,
na minha varanda sob um sol de um Junho Ardente que todo me desidratava.
Mas, com catorze anos, alguma coisa se passou comigo de muito Radioso e Intenso
aí pelo mês de Janeiro de esse ano de 1984,
no meu isolamento sossegado aquando de uma leitura muito especial.
klj
Apaixonei-me redobradamente pelo Cristo Vivo.
Daí até aos 36 anos, 'militei', fui 'activista-proselitista' na Igreja,
animei a juventude, fiz catequese, cantei, toquei viola, emocionei,
discursei, sofri, padeci, magoei-me do hetero-humano, conflituei,
conheci imensa gente que formei e vi crescer,
gente de quem me embebi todo na minha Comunidade com muita amizade
e ambiguidade afectiva, coisa oscilante e imprevisível.
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Romper temporariamente com essa dimensão foi,
e está a ser, manifestamente importantíssimo para mim.
Precisamente por esses momentos ronceiros de que dás conta
e pelo imponderável peso da mediocridade e limitação de vistas e horizontes
com que nos brindam os nossos irmãos mais piedosos e imaculados,
com o cercear da nossa voz e do nosso contributo desestabilizador
das grandes e pastosas pazes pachorrentas.
Sofrer por Paixão é tóxico.
Sofrer porque nos limitam é tóxico.
Sofrer porque nos não compreendem nem aceitam como somos é tóxico.
Uma Religião que, nos seus membro,
ministra sofrimento vigilante e perseguidor aos demais é tóxica.
Temos de nos desintoxicar disso e, por muito duro e penoso que seja, é bom!
klçjlkj
Ao contrário de Madre Teresa, nunca vivi uma Noite Escura prolongada,
só o pecado que me consinto e em que mergulho,
tornam imperfeita e baça a minha união undissolúvel com Cristo.
Mas conheço as fontes de renovação e refrescamento do meu coração
para que o Amor Divino todo me perpasse e jorre claramente para com os outros.
lkj
Os meus dias, porém, têm de ser de deserto, de aspereza,
de insatisfação, de provocação, de incoerência, de erro,
de violência, de conflito, de raiva, de fúria, de devoramento, de pecado.
Tenho a obrigação de Procurar, de desenterrar tudo
para que não me tente a alcandorar em Vinha Escolhida,
Eleito Eleito, escol, Nata dos Filhos de Deus,
devo ser capaz de compreender em qualquer momento qualquer ser humano
e sentir pulsar o apelo salvífico concreto de Cristo para cada um de nós,
que temos dentro continuamente a possibilidade da loucura exterminadora
e da violência deliciosa e execravelmente patentes, por exemplo,
a personagem de Javier Bardem (Anton Chigurh) em «Este País não é Para Velhos».
O Vaticano protesta contra a Bênção pela Academia de este Filme,
mas a própria Bíblia, enquanto Livro Máximo da Violência mais Cabal na Espécie Humana
é precisamente por isso um começo de denúncia e de exorcisação dela.
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Sempre fui um privilegiado da Plenitude Espiritual,
sempre fui beatífico de mais, graças a Deus,
porque vivo do silêncio e da contemplação gozoza de Deus
e essa disciplina é-me natural e facílima, corre com a minha natureza.
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Preciso, porém, de uma privação de esse meu Céu conhecido.
Careço de arder e armadilhar todos os Ninhos,
todos os Refúgios Seguros, quero mergulhar no que é a ruptura,
no vazio da não-fé a partir dos quais o meu coração se enterneça com os outros
no seu contexto porque a minha grande aquisição
a partir de um grande hieratismo inicial inflexível e ortodoxo
foi a descoberta do outro e do seu contexto
e de como o Encontro amoroso, fraterno,
delicado e respeitador é o grande milagre.
lkj
Cristo exemplificou-o com as suas mãos,
com o seu olhar, com o modo delicado e respeitador com que abordava os homens
como seres únicos e inigualáveis.
Esse estado de Proposta Irresistível e, sempre, delicadíssima
na Sua Pessoa e na Sua Palavra
são o Cerne de Mel do Evangelho
e é o que nos deve impregnar desde logo
porque o Caminho é Ele ou não existe de todo.
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A Igreja tritura-nos de tensão e de crivo,
de murmuração e de mediocridade
e infelizmente mais que uma Casa de Festa e de Alegria,
é frequentemente de mais uma Cave-Covil de Triste Abatimento e Deprimência.
Essa descaracterização é inaceitável.
Sei o que, nela, é Festa, Celebração Jubilosa,
sei o que, nela, é Silêncio e Interiorização Absoluta da Palavra
e sei Onde isso é cortável à Faca.
lçkj
Finalmente, eu sei que abominas o calão.
'Caralho' repugna-te. 'Foda-se' desagrada-te
e toda a parafrenália disponível de toda essa linguagem mal-educada
porque o que é feio feio é.
Houve um tempo em que também nenhuma palavra má saía da minha boca,
mas só a palavra boa e edificante e eu era bondoso e compassivo numa bondade
fatalista de acatar e suportar abusadores e que calava em vez de dizer «Não!».
Algo, porém, me diz que há coisas feias que devemos aprender a filtrar nos outros
só para flagrantear que o que neles é puro e autêntico
só para que tal não nos seja invisível e inacessível
porque esbarramos no preconceito da fealdade.
klj
Gostava de ser lido sem que sequer isso obstaculizasse o Yeshua que me quero,
que te quero apresentar, BlastingB, e aos demais que o mereçam!

DRAGÃO E PIRATA II


«Sibilino, o leitor, profere: «O mal desta merda também é os gajos que teem muita prosa mas passam o dia com o cu sentado no banquinho a falar mal de tudo e de todos». Há aqui algo de profundamente misterioso. Vou tentar, numa primeira etapa, traduzir;
e, numa segunda fase, decifrar. [...]
Também a expressão inaugural "o mal desta merda" me causa espécie.
Qual merda? O país não é, certamente.
Concederei que o governo é uma merda,
que as elites são uma merda,
que os partidos são uma merda,
que o regime é uma merda,
que a televisão é uma merda,
que a imprensa é uma merda,
que a cultura é uma merda,
que a universidade é uma merda,
que uma vastidão de abcessos institucionais
e super-gatunos privados são uma merda,
mas o país não é nem pode ser uma merda.
De modo nenhum!
E por uma razão muito óbvia e simples:
o país padece-a, à reles e fecal substância.
Sustenta-a e suporta-a.
Carrega com ela, estóica e abnegadamente, pela ladeira abaixo.
Mas por isso mesmo não a pode ser.
Fazem dele uma merda, põem-no - pior que no faz-de-conta -
no faz-de-merda, mas merda é que ele não é.
Merda é apenas quem o faz fazer figuras dessas.
Quem se faz passar pela merda que ele não é,
nem nunca foi, nem nunca será.
Porque ele é ou não é, país. Merda é que nunca.»
lkj

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

DA FÊMEA INVEJA


Talvez não creias que ela se extirpe, se sane,
e apontes uma linha-lâmina de Fel contaminada,
àquele que, nas relutâncias de te fazer querida,
perfuras só porque dela te envenena.
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Mas a ti mesma arpoas, se o intentas arpoar!
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Que a Inveja, depois da sua colecta de vítimas,
amarelecendo como verde trevo arrancado,
depois da sua seara de joios vicejando estéril,
vitimar-te-á a ti que a incubaras entre os dedos.

BAPTISTA-BASTOS: DA FOME E DA POUCA-VERGONHA


OS MIÚDOS COM FOME
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«Relatórios internacionais dizem que temos fartura de tudo:
de miséria, de desespero, de desemprego, de resignação, de mentiras;
e falta do que confere a uma pátria a fisionomia moral, cultural, cívica, social e política.
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O retrato perturba. Perturba quem? As camadas da população mais sovadas:
eu, tu, nós. Eles, vós, os outros, pertencem à lista que reivindica uma outra forma de viver:
na abastança obscena, causadora da mais excruciante das desigualdades.
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Ainda há horas, recebi, mensagem electrónica,
o rol de alguns privilegiados, cujos ordenados, mordomias, pensões,
subsídios, indemnizações pertencem à etimologia da pouca-vergonha.
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E o DN de anteontem adicionou, ao infortúnio do viver português,
a desgraça de que um quinto dos nossos miúdos está em risco de pobreza.
A saber: a miséria nunca toca duas vezes.
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O desemprego: origem de todos os males. E o emprego está sempre em risco.
Mesmo trabalhando, milhares de pessoas sobrevivem na faixa da pobreza.
O eterno divórcio entre política e moral,
e entre História e ética não justifica a reprodução, multiplicada, dos privilégios.
çlk
Estes valores dominantes, sustentados por partidos ditos de "esquerda",
estão a criar o favorecimento da sua própria relegação.
Quando a Sedes, sempre com atrasos históricos consideráveis,
alerta para os perigos de uma grave cisão social,
com eventuais convulsões de rua, reabilita, toscamente,
o que Ortega y Gasset chamou "a rebelião das massas".
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O pensamento sistemático da "globalização" não conseguiu sistematizar o mundo;
e o monotema do "socialismo moderno",
com Tony Blair na batuta e Guterres e Sócrates na flauta,
foi a metáfora de um capitalismo desprovido (como, aliás, lhe compete)
de emoção humana.
çlk
O capitalismo nunca anunciou a felicidade na Terra,
enquanto o "socialismo moderno", e seus habilidosos e loquazes tribunos,
prometeram tudo e mais alguma coisa.
lkj
As duas páginas que o DN consagrou à pobreza atingem-nos como uma afronta.
Mas é importante que jornais importantes persistam em falar na importância da infâmia.
A denúncia da atroz realidade não constitui um ressentimento
sem motivo nem um ódio monográfico aos grandes privilégios,
embora Balzac tivesse escrito que todas as fortunas assentam num crime
- e quem sou eu para desdizer Balzac?
çlk
As convulsões sociais que se pressagiam vão carecer de mediadores
capazes de compreender o que está em jogo.
Assim como de reavaliar os conceitos de "exploração" e de "alienação",
que permitem explicar, de uma outra maneira "política", o País onde vivemos.
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Este país, dirigido por uma gente improvisada e insensível,
a tal ponto, que empurra dois milhões de miúdos para a faixa da pobreza.
Eufemismo que quer dizer: têm fome.»
lkj
Baptista-Bastos, in DN, 27 de Fevereiro, 2008

FAMALICÃO: WEST COAST OF THE WEST COAST


Ó Coiso, tu já viste isto?
Lê-se também do facto aqui e padece-se de pena!
E não tiveste direito de veto?
E no Magalhães Lemos já terão dado pela fuga
de tal mente brilhante iluminada de breu?

A MINISTRA BOLCHEVIQUE


Estes não chegavam para atirar à Bolchevique Chalada Ministra de Serviço,
(bolchevique em russo grafa-se Большевик), cujas tácticas torcionárias,
compulsórias, unilatreralistas, impositivistas e, precisamente por tudo isto,
atrevidamente humilhantes da vida dos professores
foram já há muito tempo longe de mais, sendo que o principal problema
é ser este um povo bovinamente sereno.
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Estes não chegavam e teriam, aliás, de se deixar estragar convenientemente primeiro,
antes de usar! A propósito, lembro que este é um blogue unipessoal livre,
que privilegia revestir de Expressividade Poética
toda a Realidade Nua, toda a Causa Justa,
toda a Dor e Amargura, toda a Alegria,
tudo o que é, afinal, Mais Humano e menos Desumano-Técnico,
pelo que atirar ovos podres a uma Política Podre
não é um programa de acção,
não é um subversivo incitamento,
mas somente uma suave e inócua hipérbole,
não vá uma polícia virtualística qualquer
intimidar-me a mim também com solicitação do BI
por esta minha manif permanente chamada PALAVROSSAVRVS REX.
lkj
Em conformidade, destaco uma posta
de um blogue meu favorito Sem Quórum, entre imensas
que sobre esta matéria tem escrito, e muito bem!
As vozes juntam-se, as manifestações desencadeiam-se, o protesto converge
contra a Sinistra Procissão Funérea Bruto-Legislativa em decurso na Educação:
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lkj
«Se a concentração, há cerca de uma semana,
de um punhado de professores descontentes à porta da sede nacional
do Partido de Sócrates, pode ser considerada
como ilegítima perturbação de direito de reunião,
já as concentrações que se têm multiplicado nos últimos dias
decorrem do exercício de um direito cívico,
mesmo que em consequência de convocatórias informais
e características da era tecnológica em que vivemos (mail, sms, blogues).
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Face ao crime legislativo que os irresponsáveis do Ministério da Educação
pretendem impor - seja na avaliação do desempenho docente,
seja no estatuto do aluno, seja no modelo de gestão escolar -,
os professores podem e devem recorrer ao direito à indignação
e manifestar a sua repulsa por tantos atentados simultâneos
à dignidade da sua profissão.
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Depois dos protestos na área de Saúde,
os protestos de professores a que temos assistido
são a prova inequívoca do desespero em que o Governo
está a lançar uma classe profissional de relevante importância nacional,
como se a culpa do apodrecimento da qualidade de ensino
fosse dos docentes e não dos carrascos que sentam comodamente o rabo
nos gabinetes da 5 de Outubro ou do palácio de São Bento.
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De facto, Lurdes Rodrigues tem um conhecimento prático da vida escolar
tão ajustado à realidade como ajustada é a capacidade que um analfabeto
tem de interpretar um texto, mormente se de pedagogia se tratar...
lkj
Fazer depender a avaliação dos professores de itens como o abandono escolar
e as classificações atribuídas aos alunos é apenas um singelo exemplo da má fé,
ignorância e inqualificável chantagem, apenas possível em pessoas patologicamente obcecadas em resultado de um qualquer recalcamento recôndito e obscuro.
lkj
Este fenómeno de intervenção popular tem a virtude de se constituir
como uma forma de luta social complementar e autónoma
em relação aos sindicatos e organizações afins, logo, menos politizadas.
E a urgente demissão da ministra da Educação e dos seus secretários de Estado
faria neste momento mais pelo futuro de Portugal
do que a redução de todos os défices.
lkj
E, já agora, porque não obrigá-los a restituir todo o dinheiro
que auferiram enquanto parasitaram no Ministério?
Que bom seria se a força dos argumentos derrotasse os argumentos da força...
Justo seria se, em vez de se congelarem aumentos de salários e progressões na carreira,
se congelasse a estupidez e a incompetência!»

terça-feira, fevereiro 26, 2008

ESTUDOS E ESTATÍSTICAS = PAPÃO


A moda dos estudos está aí e, sabemos,
cumpre muitas vezes objectivos mercantilistas e alarmistas claros,
apontando Papões por todo o lado: o fumo, o álcool, o jogo, as drogas, a Internet, a Bloga.
Este, que a seguir relato, é mais um que alarma de Papão os que se apaixonam
de mais pelo uso do prazer da Web, 'provando' que a espécie humana
não exercita a vontade, «dizendo não, quando é não / dizendo sim, quando é sim»,
não escolhe o que lhe convém melhor, deixando-se levar sem resistir lá,
onde a correnteza é mais forte,
relaxando, enfim, numa escravidão embriagada habituada e habitual qualquer
com a maior das facilidades:
lkj
Num estudo recentemente publicado no paranóico Journal of Affective Disorders,
foram examinados os hábitos de vinte pessoas que passaram mais que trinta horas
de lazer ou improdutivas por semana online nos últimos três anos.
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Os participantes relataram aspectos como o não ceder ao sono,
ignorar as responsabilidades familiares,
chegar tarde e a más horas ao trabalho só para satisfazer o seu desejo
de visitar salas de chat e surfar na Web à vontadinha.
lkj
Porém, as consequências foram sérias:
muitos padeceram de problemas conjugais,
falharam na escola ou perderam um emprego
e acumularam dívidas.
lkj
Portanto, perante o perigo de adicção, se for casado, nada de Web.
Se tiver um emprego, nada de Web.
Se for um estudante das Novas Oportunidades com Web
ou do Choque Tecnológico com Web, nada de Web!
Se tiver dinheiro, nada de Web.
A Web vicia. O vício sufoca. O sofoco destrói tudo em volta.
çlk
Se tiver problemas, ainda assim, contacte os Webaólicos Anónimos
e terá um ombro amigo onde encostar as mágoas.

SANTINHOS


Deveriam ser re-impressos aos milhões e distribuídos nos cadernos do Expresso,
do Jornal de Notícias e demais imprensa, por serem históricos e serem belos.
Sim, os Santinhos! Que mal te podem fazer,
ó Laicento Lazarento da Pluralidade!
Por terem catequese e oração dentro?
Ora, não sejas pudibundo e paneleiro, mais uma vez, ó Laico!
Se lá, nesses cadernos, por mais um ou dois euros,
constam DVD's,
posters de futebolistas, plásticos infinitos, infinitas inutilidades,
brinquedos de montar e deitar fora,
cartas de jogar,
carros de montar e amontoar em casa,
CD's que não cabem mais em prateleira nenhuma,
ferramentas de coleccionar,
cartas de Tarot,
puzzles, moedas de fingir,
notas de brincar,
livros cheios de gralhas,
mesmo de Cervantes Don Quijote's,
mesmo de Nabokov Lolita's,
e de Eça Os Maias,
por que não haveriam de reimprimir os Santinhos?!
Seriam muito mais sublimes e úteis, no meio de tanta palha oca!
Por que não haveriam de imprimi-los?!
lkj
Eu sei porquê: é a puta da laicidade discriminatóra
dos lugares conceptuais e objectos da Fé.
Cultura? Sim, mas desde que desinfecta dos objectos
e conceptuais lugares 'simplórios' da Fé.
lkj
Valha-os São Voltaire que ao menos satirizava a torto e a direito
e não andava a enfastiar a não ser aos Tiranos e às Tiranias
quaisquer que fossem soft!

TOMÁS VASQUES DUMB E CRISTINA RIBEIRO DUMBER


Repare-se no que escreve Tomás Vasques que é muito dado a lavandarias,
como esta pérola:
oiu
«Numa destas madrugadas, choveu desalmadamente.
Dizem que numa hora a precipitação foi superior à do mês de Fevereiro em Paris.
As chuvas provocaram algumas inundações e, infelizmente,
3 pessoas perderam a vida, para além de dezenas de desalojados.
Sabem de quem é a culpa? Do engenheiro Sócrates!
lkj
[Mas que o jogging-man é insensível a estas malditas tragédias, isso é indisputável, digo eu, joshua!,
que recordo ouvir pela Rádio o Primeiro-Ministro seguir «com 'interesse'» a questão dos 13 mortos
acidentados de regresso a Castelo Branco e não se lhe descortinar o chamado 'pesar'.]
kjh
A CIA, há 5 ou 6 anos, transportou prisioneiros para a base cubana de Guantánamo.
Dizem que alguns voos fizeram escala em Portugal.
Sabem de quem é a culpa? Do engenheiro Sócrates!
kjh
[Mas que o tipo não tem, nesta matéria, a coragem e a independência de um Brown,
não tem, digo eu, joshua! E nossa é que a culpa não é.]
lkj
Portugal é um dos oito países europeus com maior nível de pobreza infantil.
Sabem de quem é a culpa? Do engenheiro Sócrates!
lkj
[Mas que as políticas do homem adoram o Capital e a demagogia educativa,
isso é indisputável!, digo eu, joshua!]
lkj
Há em Portugal «um mal estar difuso», dizem alguns. Sabem de quem é a culpa?
Do engenheiro Sócrates!
lkj
[Mas que Sua Incelência não dá ponto sem nó, domina esta merda da informação toda,
pressiona os Media que pode, intimida o pequeno entrevistador, demagogiza à força toda,
e recua tanto ou mais que Menezes em quantas matérias relevantes há-Aeroporto,
isso é indisputável!, digo eu, joshua!]
lkj
Esta «lucidez» na observação da realidade
- que, pela irracionalidade, só beneficia o engenheiro Sócrates
- faz lembrar aqueles tempos dos processos de Moscovo:
todos os fuzilados eram «agentes dos imperialismo».
Ou, hoje, todos os males do povo cubanos são devidos ao «embargo».
Normalmente, quando os desejos não correspondem à realidade, esta prega partidas…
ljk
(Adenda: dispenso-me, por razões de decoro, fazer links para cada uma desta «lúcidas» análises).
lkj
Em suma, o Tomás Vasques só pode ser um excelente caricaturista:
vê um engenheiro onde não há qualquer engenheiro;
é muito dado a distorções ópticas e simplificações;
esquece-se das casas de Castelo Branco e do respectivo mau gosto que é vómito,
não faz, como deveria, os respectivos e urgentes linques para não parecer improvisador,
e ainda por cima, acredita no que escreve, como se fôssemos nós a governar
e a esbanjar para os Privados parte do nosso Parque Natura, por exemplo!
lkj
Por outro lado, quanto nos pagam para sermos bajuladores de quem manda?
Pode haver que leve a leilão a própria consciência cívica e sentido de cidadania?
Pode tolerar-se o esvaziamento crítico em torno da figura salazarócratina?
Há Salazar e seca a Democracia! Há Sócrates e definha o contraditório
e nada se contesta cara a cara? Tudo encona e amocha?
lkj
Sim, há culpas nisto tudo e, entre outros, é de jornalistas e bloggers
desencarnados de Portugal e desencontrados da realidade portuguesa,
como o Tomás Vasques,
portador da fralda lasso-esfincteriana do Pseudo-Engenheiro Socrates.
Pior que ser cego é não querer ver e ainda adulterar desfiguradoramente o que se veja!
Mas também não sei quem, neste campeonato do Dumb e Dumber,
rebenta a escala do Crómio: se o Vasques, se a Cristina do Contra Capa.
lkj
Ou então, pior ainda, querem divertir-nos e fazer-nos rir!
Só se for dentro da dimensão amarela do sorriso-esgar!

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Evolucão do Retrato Romano

EXPRESSO E SEUS COMENTADORES


A propósito de esta notícia, o comentário que se segue [sic]:
lkj
ROTATIVISMO E NEO-LIBERALISMO = [ (MISÉRIA) X n] n
(
Andrade da Silva, 2 pontos, 16:40
Segunda-feira, 25 de Fev de 2008, in Expresso)
lkj
«Tanto agora, como há cem anos, a crise social tem a ver com a Governança em Portugal
do rotativismo entre o PS e o PSD, e os acordos subjacentes a este tipo de regime,
ou seja metade das TETAS DO ORÇAMENTO DE ESTADO para o PS,
e a outra metade para o PSD, independente de quem estiver no poder,
e depois completa liberdade para os senhores do dinheiro, das empresas,
do futebol e dos bancos fazerem o que quiserem,
transformando o trabalho em prestação de serviços sem direitos,
e os clientes das empresas, sobretudo dos bancos,
que actuam em redime de quasi-cartel,
em pescado miúdo para as redes dos bancos, corrupção, etc.
lkj
É necessário, em primeiro lugar, mudar este sistema doente e ruinoso do rotativismo,
para isso, é preciso que emirja uma elite cultural, moral e técnica do seio do povo
e não dos empresários, nem das magistraturas, nem dos dissidentes das nomenclaturas
dos partidos.
lkj
É preciso apoiar e dar força a quem é corajoso,
probo e não foge nem à luta, nem aos perigos,
como por exemplo o Bastonário da Ordem dos Advogados,
Dr. ANTÓNIO Marinho,
e fugir a sete pés dos dissedentes das nomenclaturas partidárias,
para que se proceda a uma distribuição mais equitativa da riqueza,
e como uma situação de emergência
se arranje trabalho para os 500 mil desempregados,
mais de duas vezes toda a população da Madeira,
cerca de 15 a 20 Exércitos Portugueses etc.»

HUSSEIN OBAMA


Se este MegaSSócrates for Presidente,
há-de vir a Portugal para Power-a-Pointar algumas ideias novas,
novos tiques de palanque, trejeitos de sucesso, coisas que o Povo idolatra,
porque as adora e nelas se revê, como muitíssimo bem se escreve aqui.

HILL


A coisa está periclitante. Não há muito por onde rir!

CEM QUILOS


O meu patrão nocturno só pode querer que eu engorde!
Desde há uns dois ou três meses que a nossa amizade se estreitou.
Somos por assim dizer grandes companheiros e cúmplices ao longo daquelas longas madrugadas e, depois, no fim de elas, ainda mais,
quando vamos por esse Porto Sombrio a meter o dente nalgum petisco.
lkj
A verdade é que a sua brasileira, que tão bem lhe fizera,
dando-lhe firmeza inicial no negócio,
contava com a sua dependência dela, espírito organizador e de controlo apertado.
Contava com a permanente e aparente fragilidade do meu patrãozolas,
mas depois quando o notou firme no negócio, firme nas orientações todas do negócio,
firme nos dinheiros do negócio e cada vez mais impermeável a ela
e ao que quisesse e dissesse, excluindo-a mais e mais da sua gestão,
a pobre e esperta mulher, por sua vez, também foi perdendo o entusiasmo
por ambas as coisas, o negócio e o homem, afastando-se desanimada.
Ele queixa-se do espírito de imigrante dela contido em todas as coisas
e com o fito no regresso que afinal nunca mais se fará porque nenhum imigrante regressa,
crisálida híbrida entre uma identidade de partida, uma intermédia e nenhuma de chegada.
Ela queixava-se-me do quanto ele insolitamente a afastava de tudo.
lkj
Sobrou para mim porque agora tenho um homem só, que fica miseravelmente só,
de quem me apiedo e a quem acompanho ou invariavelmente sou recrutado a acompanhar
para refeições completas no final das maratonas do Pub.
Quisera muitas vezes vir por aí a dormir mais cedo e ainda blogar um pouco aqui.
Estaria em casa às cinco, juro! Assim, estou em casa às sete e afrontado,
arrotando abundâncias!
lkj
É simplesmente por isso que, pela primeira vez, a minha balança não descola dos 100 kg.
E o homem lá desabafa comigo, conta-me tudo, comentamos de tudo, rimos,
desabafa de tudo e de todos, mostra-se meu amigo,
fala-me da Noite que conhece a fundo e da qual lhe sobeja a tarimba!
As casas de alterne de que foi tão useiro e experimentalício
no jogo do «paga-me uma bebida que eu digo-te que és o maior.»
e as outras casas a cuja entrada se postam uns dois ou três gorilas, cabeças rapadas,
que, como lobos, nos olham ostensivamente quando passamos, não por mulheres,
mas por um Tropical Burger, Cão tricéfalo, bicéfalo Cérbero
à entrada de um outro Hades.
lkj
Se fosse agora, nunca me passaria defini-lo como lingrinhas. Não é! Aparenta ser.
Tem força braçal admirável, é-me bastante solícito e companheiro e um ser humano
que, como todos os que o são autênticos,
estou a gostar de conhecer e de compreender melhor.
Faz, na indeclinável maioria dos casos, questão de me convocar
para lautos pequenos-almoços
e eu vou. Misericordiosamente e obesígero, vou.
Enfim, serei obrigado a espetar comigo num Ginásio, é o que é.
kjh
E agora cem quilos! Um homem, como eu, com aqueles 95 kg de Lei,
preservados ao longo de uma década
a percorrer a Judeia e a Galileia da minha Gaia Litoral, num suor militar,
está agora, aí e nisso, na sua saúde e configuração, comprometido!
lkj
Bom, com este expressivo corpanzil, inédito na minha história pessoal,
bicharoco como estou, eu, que em fracções de segundo
por vezes sufoco a minha querida em descuidos de amor
e sou então lembrado disso chumbo em mim,
de esta consistência de aço temperado em mim,
estou é a ser engordado pelo meu Patrão,
só pode ser isso, e tudo para melhor atemorizar à porta do seu Pub.
lkj
A culpa é só dele, do bom do homenzinho, que me paga a horas,
que me engorda com suculentos Hamburgers e um par de Finos nectarinos
e me mata a fome infinita e espessa ao fim de mais uma interminável madrugada!

domingo, fevereiro 24, 2008

SIDACTION

Magnífico!

DRAGÃO E PIRATA


Há que admitir o prazer de ler isto.

COMBUSTÍVEL DO AMOR



Vieram dizer-me, como quem revela um segredo, meu amigo, que eras Gay.
Imagina a minha falta de choque perante essa suposta revelação
na minha caixa de comentários moderada. Zero!
Seres Gay é, para mim, como uma cor específica de olhos,
é ter mais ou menos pêlos púbicos, mais rapados, menos rapados e por acaso reparar nisso,
é um modo de vestir, um modo particular de ser como outro qualquer.
lkj
És Gay, pronto! Eu já sabia e virem dizer-mo
nunca poderia servir de arma de arremesso contra ti. És Gay, pronto!
Mas não és paneleiro como os que vêm tentar estigmatizar-te perante mim, malévolos,
de que és Gay. Paneleiros são todos os que funcionam com pouca humanidade
e conspiram muito contra aqueles que invejam.
çlk
Paneleiros são aqueles que nos olham de soslaio como se fôssemos homúnculos
e nos não perdoam opções opostas às suas e a sua intransigente defesa:
«Sim, sou católico, ó paneleiro laico!, porquê?! Tem vírus que o seja? Tem bicho?»,
apetece-me gritar a esses paneleiros terraplanadores desprezivos de gente com Fé!
lkj
Olha, meu amigo, sê Gay à tua vontade e não te obliteres.
Brindo a ti e a isso só teu e só tu: não permitas que te magoem,
escondendo-te em rebeliões contra seja o que for que és.
São impuros todos os que te olhem ostracizadores, em desconfortável asco.
Vou continuar a amar-te a partir da minha mais estrita heterossexualidade
porque é só nesse âmbito que amo todos os meus amigos e todas as minhas amigas
- é com a minha heterossexualidade que os abraço e lhes sinto os corpos
cujo coração ainda bata. Às vezes esfriam, como glaciações prolongadas,
e temos de seguir além porque não é pouco vulgar que mesmo os nossos amigos,
também eles, se transformem em vis paneleiros!
lkj
Assexuando-se, é que ninguém ama ninguém.
O meu combustível é o Amor e, nisto, as ideias, as opções sexuais estão à parte e aquém.
Gosto de ti, meu amigo Gay. Acredita no que te digo e funda-te nas minhas palavras:
já não há Judeu, Romano ou Grego, Homem Livre ou Escravo, Mulher ou Gay:
todos são UM, em Cristo. Todos são Gente e Filhos Amáveis de Deus,
que nunca foi um Estreito de Ideias, mas a Loucura por Amor em Pessoa.
lkj
O Pecado é outra coisa, outro coito,
esse, sórdido e amarelo, entre velhos Inspectores de Almas,
os infames «escrupulosos detritos», que verbera O'Neill.

sábado, fevereiro 23, 2008

Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull HD Teaser

Sou fã incondicional! Sou também, gaba-te cesta!, uma espécie de Indiana Jones da Bloga.

AI ISTO AGORA É ASSIM?


Mas que é que se passa aqui?
Então agora o Pluralismo não interessa nada?
Então agora capitula-se assim sem mais nem porquê?
Ou faz-se alguém capitular?
Eu não quero nada que me capitulem!
Eu tenho muito medo que me capitulem todo!
Querem fazer o favor de nem sequer pensarem em capitular-me!
Ó António de Almeida, queres tu ver que um dia de estes nos vêm aí capitular a nós!
Eu não capitulo! Tu capitulas? Temos de nos unir contra as capitulações.

Bach - Matthaeus Passion - 39-40-41

E como não ficar pasmado com a beleza intensa disto?

Bach - Matthaeus Passion - 65-66

Adoro, simplesmente adoro este passo da Mathäeus Passion. Era isto que eu ouvia quando Passava o meu Avô. Uma bela versão audio no meu carro enquadrava tudo por que eu passava, o meu olhar e sentir o meu Avô na sua Hora, o que eu lia então de Pessoa, o Livro do Desassossego, o desajuste com uma Mulher Hirta e Fria a remeter-se ao Zero para mim, amor morrendo lento, mas a requerer-me a toda a hora, pau para toda a colher, tão taxista fui eu.

É, para mim, Março de 2003, em todas as minhas dores e na mais resoluta esperança no meu Cristo.

DESPARAZITAÇÃO


O problema, Blondie, é que quer Hitler quer Fidel
são, na verdade, um Colectivo bem alargado de pessoas
muito permeáveis ao auto-exclusivismo e ao monopólio das Mentes e dos Medos.
A hegemonia da Razão é perigosamente devastadora.
E a Técnica Apurada que exclui a Ética e a Reflexão Crítica é a nossa aniquilação
lkj
Não houve um contágio de Loucura aquando de Estaline e de Hitler.
Não houve um contágio da insularização comunista da Ilha
aquando da fortuita emergência em cena de Fidel: Estaline, Hitler e Fidel
eram simplesmente muita gente à sombra de Fidel, Estaline e Hitler.
E, por muito que nos custe, eles 'andem' aí prontos a eclodir,
ovos da mais putrefacta merda violenta e impura.
lkj
Portanto, o mal está entranhado em nós, é preciso dizê-lo.
Dele somos tão capazes como aqueles nomes malditos e in-inumáveis.
Dito isto, acresce afirmar que temos de matar todos os dias o Estaline, o Fidel e o Hitler
que nos habitem.
çlk
Temos de expurgar o filho da puta oprimente e convencidolas
que haja em nós: aquele que troça da Fé dos outros
e das suas convicções pessoais, tecido urdido a par da vida-mistério de cada qual
e a vida de cada qual não merece qualquer esgar desprezivo
como quem liquida e executa cá dentro os que tenham défice de Racionalite
e de corte epistemológico Ciência/Religião,
treta pedantolas e história mal contada, Totalidade mal integrada.
lkj
Sim, temos de matar em nós, todos os dias, aquele que chasqueia
e menoscaba a Igreja dos outros, os próprios outros por serem outros,
a Família dos outros, as opções livres dos outros.
lkj
Não te admires que eu, nestas coisas,
não subscreva o final definitivo da fase Hitler e da Fase Estaline e da Fase Fidel
e da Fase Pol Pot e da fase Sócrates. Está tudo em aberto ainda.
Têmo-los a todos como excrescências de carne e acção maléfica possível
dentro da nossa própria carne.
E é preciso muito mais que a negação de isto para vencer isto,
simplesmente porque isto começa no Coração, no Pensamento
e, em certos dias e anos como os que vivemos, cheios de tecnocratas insensíveis,
manipuladores de números e de estatísticas enganosas, o potencial de morte,
da insensibilidade e da mais crassa dureza de cerviz
está ainda muito mais ao rubro, ainda muito mais possibilitado.
lkj
Hitler e Fidel é muita coisa debaixo dos nossos narizes secando tudo em torno,
como as mijadelas cirúrgicas do meu falecido avô secavam as flores da minha avó.
É muito poderzinho absoluto que se zanga imenso com manifestações de Professores
e perguntas jornalísticas imperdoáveis numa suposta entrevista sem baixios ou espinhas.
Mentira e manipulação servem-se-nos em doses cruéis e tóxicas de mais.
É o que nos vendem porque o que vemos é o Sentido de Serviço
e do Benefício Geral na acção Política estar pervertido.
Se o Estado cede ao Poder Económico em toda a linha na expectativa de que,
por acréscimo, a generalidade dos cidadãos disso tire benefícios, está tudo pervertido.
Entre o Estado e os Poderes Globais só pode acontecer MegaParasitismo
e MegaSsimbiose à custa do empobrecimento geral, ainda pior num país desigual
e de tacão socialmente insensível, como é Portugal,
o mais injusto dos Países Europeus da UE, e a piorar, pelo andar da carruagem.
lkjlkj

Todos os monstros estão sempre por enterrar.
Está sempre na nossa mão que se reergam.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

POLÉMICA PÓLVORA-SECA E PAÍS INTOXICADO


Realmente, o MCB tem razão.
Isto está um país intoxicado de futebol, de Sócrates e de treta norte-americana,
assuntos dos quais é preciso afastamento pela emergência de outros debates.
Porém, logo se percebe que qualquer discussão séria levantada
e qualquer polémica provocatória, só pelo prazer de provocar, accionada
serão só o temporário paliativo e a insuficiente metadona,
que irão entediar de ressaca-coceira um país
que não quer senão intoxicar-se de Sócrates,
de futebol e de treta norte-americana.
lkj
«Em Portugal há só um homem
- que é sempre o mesmo ou sob a forma de dândi, ou de padre,
ou de amanuense, ou de capitão: é um homem indeciso, débil, sentimental,
bondoso, palrador, deixa-te ir: sem mola de carácter ou de inteligência,
que resista contra as circunstâncias. É o homem que eu pinto
- sob os seus costumes diversos, casaca ou batina.
E é o português verdadeiro.
É o português que tem feito este Portugal que vemos.»
kjh
Eça a Fialho, 8 de Agosto de 1888