Não sou dos que reclamam do silêncio presidencial a respeito da dívida escandalosa madeirense. Sou, pelo contrário, dos que lhe pedem um tipo de silêncio solidário, ético. Fazer silêncio é sempre assisado. Sempre. Já mediatizar o enternecimento por vacas enternecidas diante do verdejar dos seus pastos, isso dispensava-se. A vida económica estiola-se. Começamos a invejar os bichos. Diante dos apertos, impondo-se não haver dinheiro para coisas elementares, qualquer coisa risonha e idílica é-nos ruído. Nuvens negras vão adejando e a Europa enfia-se caoticamente no seu colete de penas e preconceitos Norte-Sul, dramático dilema. Bem podemos invejar as vacas da Graciosa, no seu sorrir pastoril, ou suspirar pela sorte da anoneira algarvia podada pelo sr. Presidente da República: como animais para engorda fiscal que somos não há pasto que nos valha.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
sábado, setembro 24, 2011
O PASTO, AS VACAS, O PRESIDENTE
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