Acho maravilhosamente fecundo que se extingam entidades que, destinadas a fiscalizar, não parecem fiscalizar coisa nenhuma e talvez merecessem ser elas mesmas fiscalizadas por não fiscalizarem o que deveriam. A criatividade aparelhística disseminou muito lixo e redundância ao longo dos anos. É o caso da Inspecção Geral das Autarquias Locais (IGAL) de que nós, simples mortais, nunca ouvimos falar, coitadas, tão notório e consequente trabalho têm produzido. Não deveria bastar a palavra do Tribunal de Contas? Para quê mais um pentelho redundante a pesar na máquina rançosa do Estado? Aflito com a extinção do seu posto à frente da excelentíssima IGAL, o até aqui responsável da coisa, juiz desembargador, resolveu recordar que existia e publicou uma carta aos portugueses no site da instituição. Nós que há muito vemos o triunfo da corrupção nos ajustes directos mais obscenos em tempo de eleições, tivemos que levar com o pobre do homem desesperado a avisar-nos de que, graças à extinção do seu IGAL, repito, de que nunca ouvíramos falar, “a corrupção ganhou” atribuindo responsabilidades pelo fim a “uma poderosa associação de autarcas”. Relvas, e bem, cortou-lhe o pio. Maravilhosa higiene. Não faltam pesos mortos, gente desalinhada da grande causa de aliviar o Estado da gordura e ineficiência, gente cuja finalidade de vida está na própria injustificada existência institucional.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
quinta-feira, setembro 22, 2011
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