sexta-feira, setembro 30, 2011

UMA CATÁSTROFE A ANUNCIAR

O FRISO SAFADO E A ESPERTEZA DE ISALTINO

«1. Sobre a Madeira ou sobre qualquer outro assunto da governação ou problema da economia/finanças. Zorrinho, uma nulidade pescada à linha por Seguro no tanque-viveiro de águas turvas do PS, era um dos alarves do 'plano tecnológico' de sócrates; o friso safado de deputados ex-ministros (os das últimas filas) e a manutenção de malfeitores da 'maioria-sócrates' na AR é, só por si, razão de escândalo. E os jornalistas nunca questionaram os ditos senhores sobre isso. O PS é incompetente, é moralmente inexistente e devia ser pré-presidiário. Seguro é uma das maiores abéculas que a política portuguesa alguma vez viu, e arrisca-se a cativar alguns eleitores. É de cortar os pulsos... 2. Falando em delinquência: É patente que a detenção de Isaltino foi combinada com alguém amigo do arguído (ele próprio ex-delegado do MP...), de modo a produzir um problema processual; estavam recursos pendentes; é de palmatória! Isaltino - a quem só faltará comprir dois anos - será brevemente libertado ('liberado', no dizer do Expresso) e jamais cumprirá pena. A lei foi feita para que poderosos aldrabões explorem os seus numerosíssimos buracos. Há mais buraco que tecido; a isto se chama, em Portugal, "as apertadas malhas da lei".» Besta Imunda

DA SUBMERSÃO NA LAMA DE DUARTE LIMA

Que havemos de fazer, Duarte Lima está na ordem do dia. Lê-se na Sábado sobre a figura. Saber tudo sobre ele ajudará certamente a vender revistas, jornais e a passar folhetos e a história triste e heróico-trágica da sua vida fará as delícias dos argumentistas. Não nos interessa. O Cavaquismo finou-se e não pode ser redutível nem a Duarte Lima nem a Dias Loureiro nem a Oliveira e Costa. De Duarte Lima não serve de nada saber que foi órfão de pai aos 11 anos e ajudava a mãe a vender peixe em Miranda do Douro ou que aos 56 anos se tornou um homem fabulosamente rico. Para que nos servirá saber dos seus jantares impressionantes, dos seus convidados, Manuel Maria Carrilho, Ricardo Salgado, João Rendeiro, Horácio Roque, Adriano Moreira e José Sócrates?! O que ganharemos por sabermos da sua vida na Universidade Católica, da bolsa que o isentou das propinas?! Quantos e quantos como ele, foram ignorados pelos colegas por ser pobre, mal vestido e proveniente da província?! Importa para os factos escrutinados que o envolvem no crime 'brasileiro' saber que nos anos 1980-90 foi das poucas pessoas a quem Cavaco atendia o telefone a qualquer hora ou como a leucemia o afastou dos cargos políticos?! Enquanto principal suspeito do assassinato de Rosalina Ribeiro, Duarte Lima parece liquidado à partida, mas se há lama e esterqueira nas personagens pardas ou luzentes do PSD, epítomes de um tempo morto e falso, não cabe aos reles apaniguados do socratismo arrolar na mesma lama e no mesmo lixo em que se especializaram figuras da vida pública e activa, como Cavaco. Não se salva um percurso medonho, chico-esperto e abominável, como o de Sócrates, arrojando o inimigo/adversário político Cavaco num oceano de suspeições maliciosas apenas pelas más companhias de que se cercou. Ténias do bem comer e do bem viver, gordos e sórdidos, graças à generosidade socratista que os cevou, haveria um módico de contenção e pudor nessas vozes prodigiosas do fútil, da glória gastronómica ou do luxo estúpido e frouxo. Há limites para se rastejar entre o desumano e o pseudo-intelectualismo panasca.

O ÓDIO A SÓCRATES É UM FILÃO QUE ALASTRA

Enquanto Sócrates se internou na vida dândi de Paris, com as suas delícias e taras, o pessoalzinho de mão, assessores-servidores do diabo, que é quem lhes paga em géneros e em pó, afadiga-se por beatificá-lo e nisso manifesta-se incansável. A sua tarefa consiste em branquear o monturo de merda que sua excelência relegou cá à maralha. Tais assessores costumam apostrofar o suposto ódio infundado que a gente do PSD tem pela referida peça. Mas a verdade é outra. Não é preciso ser PSD para odiar Sócrates. O ódio a Sócrates, de que alguns, como eu, foram impotentes precursores porque não escutados por demasiado tempo, está bem fundo na opinião pública. Parte dela como reacção ao tempo que passou intoxicada e contaminada por toda a espécie maquilhagem enganosa. Esse ódio, fundo, visceral, não é também uma questão de desejo de vingança, mas de necessidade de Justiça, catarse de que temos falta, apenas vislumbrada e experimentada quando sucede alguma prisão mediática... logo a seguir anulada. Nem sempre é por não se produzir acusação que alguém expia os crimes que cometeu: nunca alguém foi tão protegido institucionalmente como o Primadonna. Mentir aos portugueses, combater os adversário mediante a humilhação parlamentar, caluniar os inimigos políticos com um sistema bem montado de espionagem e colecção de informação descontextualizada posta circular na rede, omitir o estado em que o PS socratista deixou as finanças públicas, com sucessivas fugas para a frente e para os lados, especialmente a pretexto da crise internacional com que se intensificou o amiguismo, o populismo pré-eleitoral, o eleitoralismo esbanjador, os gastos extraordinários com os ajustes directos que proliferaram antes de Setembro de 2009. A democracia sob Sócrates retrocedeu e retorceu-se. Um tipo de salazarismo negro, uma metodologia facínora de promoção da imagem levaram-no a gastos impensáveis com aparições e anúncios pífios. Nunca ninguém foi tão abominavelmente omnipresente nas TV e nos media até ao sumo nojo.

UMA CASTRAÇÃO ANUNCIADA

Às vezes temos esperança na força e veemência da Justiça: é quando os sinais da sua cegueira e imparcialidade se manifestam, como ontem com a enguia Isaltino, ainda que tais sinais sejam demasiado fugidios e frugais, conforme agora se vê, mantendo a célebre regra sem excepção. Logo regressamos à realidade habitual da sua disfunção e desproporção, se há Justiça ela mostra-se castrada com os fortes. Com os fracos, exibe os fartos colhões da coragem extrema. Não foi por acaso que em Portugal se legislou à pressa sob a aflição preventiva de salvar o coiro de quem pôde fazer o que quis, comer como quis enquanto quis. Que era praxis geral, hão-de gritar esses apanhados que se esgueiram sem tardança pela malha grossa do sistema. Pois. Mas esta é a altura certa de mudar radicalmente de praxis, saneando e punindo exemplarmente quem prevaricou, aproveitando o balanço para moralizar Portugal de alto a baixo. Claro que depois adejam manifestações de solidariedade disfuncional e deslocada, o que num País injusto e carcomido por causa das trampolinices socratistas-isaltinistas-felgueiristas-valentinistas, e não incluo Jardim no grupo, deu no que deu.

quinta-feira, setembro 29, 2011

ISALTINO, UM LEVE AROMA A JUSTIÇA

Justiça é justiça: actua, pune, persegue, corrige. Isaltino foi 'apreendido'. Outros se perfilam e julgam escapar entre delícias e descanso, sem cuidados ou padecimentos, tendo-nos posto em trabalhos tão crus. Que nem Ájax nem Paris, nem gruta nem montanha protejam os que largamente se abotoaram com o erário, com favores, engordando ilicitamente, com um brilhozinho lúbrico nos olhos. Venha o próximo!

SCP VS. LÁZIO: FRISSON E SOFRIMENTO


É muito bom ver o Sporting vencer. O sofrimento e a tremedeira, esses permanecem iguaizinhos, nem seria a mesma coisa assistir aos seus jogos sem ter de sofrer, mas também gozar do benefício dos deuses quando a bola vai à trave ou ronda impiedosamente a baliza verde e branca... e não entra. Ainda bem. 

BRASIL, SERTÃO PERNAMBUCANO XV

ESTRELA QUE EMBACIA


O povo portista manifesta impaciência e ansiedade com a liderança de Vítor Pereira ou a espessa ausência dela. Nula clarividência. O discernimento já não mora ali. Há muito tempo que não se viam onzes tão defensivos ou substituições tão ao lado. Há quem determine como limite para uma chicotada ou uma nova oportunidade o que possa suceder de errado, domingo, frente à Académica. Por alguma razão, o Vítor parece uma estrela que embacia. E embacia sem remédio.

CAVACO E O OCASO DO SEGURISMO

Aos 100 dias de Governo, Cavaco. O Cavaco que avisa. O Cavaco que explica e expõe economia euro-ocidental. O Cavaco que não sabia. O Cavaco sempre inocente e imaculado. É certo que houve um Governo sórdido que governou à vista, agudizando uma dívida viciosa. Mas havia igualmente uma Presidência que presidia sem presciência, aos apalpões, gerindo o ruído e a fonte de fractura numa prudência manhosa por reeleição. Como sempre, Judite de Sousa não perguntou a esse Cavaco atrasado e olímpico o que deveria. Não me saía da cabeça a grande questão do exemplo que neste Governo Passos Coelho amiúde vai saltando para as notícias e para o discurso il faut. Sendo a Presidência uma fonte de gastos muito mal justificados, por que motivo não veio Cavaco anunciar que doravante as despesas presidenciais seriam revistas e morigerados todos os serviços igualmente adstritos à Presidência?! Seria belo e profundamente simbólico. Teria sido eloquente tratando-se ele de uma entidade odiada como nenhum Soares nem Eanes pôde ser. Por quem? Pelos assessores socratistas deixados órfãos e por doentes e obcecados que chegaram atrasados ao banquete dos Orçamentos. Achei piada ao comentário institucionalizante do líder parlamentar Zorrinho. Outro que está a prazo, isolado e desfasado da sua bancada. Colapsou no colapso do socratismo, parto tirado a ferros. Colapsará no colapso do segurismo tanta a inconstância e o desnorte. 

BRASIL, PARAÍSO DO OBJECTO SEXUAL

Não se pode mudar nem uma cultura nem um Povo: o Brasil é sensualidade e é sexo, embora seja, graças a Deus, muito mais que sexo e bem mais que sensualidade. O facto de um Estado, sobrepondo-se a traços indeléveis culturais, se arrogar tecer leis contra o que seja "demasiado sexy" ou o que transcorra a estrema do que seja "mulher-objecto" só serve para explicitar e acentuar ainda mais a objectualização da mulher como traço de cultura contra o que nada há a fazer. Fica-se mal na fotografia. O ridículo da impotência desse Estado/Governo, em matéria de costumes, não poderia ser mais extenso. A objectualização da mulher e do homem é um dado para o mal e para o bem da espécie. Para o bem, uma vez que a mulher, tal como o homem, tem o direito a ser feliz sexualmente e a procurar o que a realiza numa relação e, aí, não se é somente pessoa, mas também coisa. Para o mal, porque enquanto mercadoria e espectáculo que move milhões, não há nada a fazer para sanear este desejo vivo as vinte e quatro horas do dia, os sete dias da semana. Especialmente no Brasil, onde o convite passa ainda mais ubíquo, intemporal e suculento.

quarta-feira, setembro 28, 2011

AMO-TE, DOPAMINA!

Pintura replicada daqui.
Temos de estar gratos aos ratos pelo quanto nos ajudam a conhecer e a compreender a nossa própria biologia, os seus problemas e o seu milagre. Falta o resto, isto é, investigar formas de corrigir «o sistema de produção de dopamina alterado» dos obesos, porque há demasiada gente infeliz sorrindo. E que seria de nós sem ela, essa fonte de prazer, a dopamina?!

BRASIL, SERTÃO PERNAMBUCANO XIV

O DIVO DOM DE ERRAR HUMANAMENTE

Enquanto a estupidez parlamentar socialista anda no ar, há um primeiro-ministro com a decência de se retractar, emendar a mão, corrigir o pé. Inova e abre uma decência em democracia nunca dantes navegada. A referida estupidez socialista, perpetrada inesperada e especialmente pelo suave Zorrinho embravecido, não está à altura nem do Parlamento, nem da hora, nem do Povo Português, nem do PS das bases nem de coisa nenhuma.

38 MIL MILHÕES DE JARDINS CONTINENTAIS

«As empresas na esfera do Estado devem um total de 38 mil milhões de euros. [...] João Salgueiro, que também teve a pasta das Finanças, criticou a criação nos últimos anos de “uma Administração Pública de luxo, com institutos que têm direito a carros e cartões de crédito”.» CM

O MUNDO RASCA DO GRANDE RASTANI


«O que o corretor da Bolsa de Londres Alessio Rastani disse na BBC e lhe granjeou notoriedade instantânea foi o que toda a gente sabia mas tinha medo de ouvir: os Estados pouco podem fazer quanto à presente crise porque "quem governa o Mundo é Goldman Sachs [banco que esteve, em 2007, na origem da crise financeira internacional] e o Goldman Sachs não está interessado no resgate do euro". E mais: euro e bolsas vão afundar-se e milhões de pessoas perder as suas poupanças para os bolsos concretos dos abstractos "mercados" e a crise e miséria de muitos constitui uma grande oportunidade de enriquecimento de uns poucos, como os venturosos "25 mais ricos de Portugal", cujas fortunas cresceram, com os despedimentos mais a desgraça generalizada do país, para 17,4 mil milhões.» MAP

VÍTOR FRÁGIL, FLÁCIDO, FATIGADO

Para além do jogo com o Zenit, começa a avolumar-se o que está a montante dele. Parece óbvio que a pressão que se abate sobre Vítor Pereira, o nosso emblema e as suas exigências, começa a pesar-lhe de mais. A cada dia que passa, a realidade, o medo de falhar, torna-se insuportável, isolando o mister da massa adepta e dos seus jogadores. Por vezes falha-se mais por desgaste próprio [psíquico, anímico] que por qualquer outro motivo exterior. Daí até ao descontrolo na gestão de homens, daí ao avolumar de incompatibilidades e retaliações de balneário ou à cristalização de cismas, vai um eito. Veja-se o tempo que o Vítor perde com Jesus e a trela que lhe dá a propósito de inanidades. Quem vê hoje o treinador do FC Porto vê um homem fatigado, mentalmente talvez no limite. Porquê? Não se percebe. Se assim é, até isso se cura. Suplementos, sais minerais, Fosfoglutina, qualquer coisa que lhe robusteça a energia psíquica, a autoridade, a voz de comando lúcida, esconjure o azar, e nos devolva o que o Vítor começou por ser e por evidenciar. Ainda há tempo, antes que se comece a falar demasiado em Pedro Emanuel, o nome mais ventilado por essas ruas e ruelas que percorro. Agora, um treinador flácido, hesitante, sem voz, derrotado por sistema, sempre que se apanha a vencer não é nem normal nem admissível, ó mister Vítor! 

NA MADEIRA TUDO É ABUSIVO

João Jardim, agressivo e ufano, habituou-se a abusar do poder de forma esmagadora e monocolor. Só agora sabemos que foi abusando e abusando também do erário. Fica o mau exemplo dado, ainda que escudado no muito amor à Madeira que não pode desculpar todos os impulsos, manias e excentricidades tiranescas. Não admira que outros se vejam obrigados a abusar dos seus direitos. Na ilha o caminho habitual parece ser esse: abusar.

NA EXTINÇÃO DOS MONOS IGAL, ACT E ERSE

Uma das coisas que mais dói aos socratistas remanescentes nas estruturas redundantes do Estado, o clélebre aparelho, diz respeito ao fim de estruturas e mecanismos absolutamente excrescentes do Estado-suposto-fiscalizador, desde as Inspecções-Gerais, muitas das quais já foram fundidas e outras eliminadas, como a inútil IGAL [Inspecção-Geral da Administração Local]. Se, por exemplo, esta fosse uma instituição indispensável para assegurar que os autarcas não poriam jamais o pé em ramo verde, para salvaguardar a legalidade urbanística ou para evitar a multiplicação daqueles casos que se arrastam nos tribunais, então, dados os exemplos de prevaricação grosseira e evidente que grassam de norte a sul beneficiando certamente do devido filtro politizado, a IGAL estava já morta e enterrada. O que não passe de mera figura de ornamento e ganha-pão de quem a chefie, deve acabar. Quando o respectivo Inspector-Geral ousou chamar a atenção para o suposto erro que esta decisão de eliminação comportaria, sendo imediatamente exonerado, estava somente a cantar o canto do seu próprio cisne, barafustando em causa própria por um lugar vitalício e uma função há muito disfuncional. Da mesma forma, a ACT [Autoridade para as Condições do Trabalho] não serve para absolutamente nada e vai acabar. Devemos desconfiar destas 'autoridades' e 'entidades'. Não têm qualquer relevância e nasceram por razões políticas e para se justificarem a si mesmas com a nulidade silenciosa que lhes assiste, rendosa para os seus, invisível todo o tempo. Finalmente, o fim do mono ERSE [Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos]: o que faremos com a suposta independência dos reguladores nomeados e politizados por quem os nomeia, conforme vimos e revimos durante o consulado negro socratista? Para que serve a ERSE no paraíso da cartelização? Festejarei aqui o fim de cada mono criado e mantido para ser inútil e politizado. Acabem-se os monos no Aparelho de Estado, já. Havendo um só socratista pançudo que se dói pelo fim de estas excrescências malignas, não poderia haver melhor sinal do bom caminho seguido pelo Governo Passos Coelho. É que o aparelho de Estado ainda é deles, concebido por eles, reservado para eles. Urge acabar com isto e já vai tarde.

DA SOFISTICAÇÃO DO SUBORNO POLÍTICO

O mérito é qualquer coisa que esteve arredio do consulado socratista, no qual falar dele e de lógicas de aviário correspondia ao mesmo exercício. Pode e deve-se falar da destruição do mérito, o que fica patente nas quotas classificativas reservadas aos  professores 'avaliados' e no sucesso, à partida e à chegada, para cada aluno. A presidir todas essas questões relativas a docentes esteve a racionalização de custos, o dinheiro, em suma. Ora, é precisamente nessa medida que desde o deslumbramento magalhanista, passando pelo luxo das escolas entregues à Parque Escolar, desproporcional à falência do País, até ao cheque de quinhentos euros para os melhores alunos no ensino secundário, tudo não passa de suborno político com a sofisticação do princípio "uma torradeira, um ou mais votos". Reconhecer pública e publicadamente o mérito é uma coisa. Agregar-lhe algo tão escasso e difícil como o dinheiro, cuja ausência se tornou bem no símbolo de um País humilhado e por terra, tal não passou de uma forma subtil e sofisticada de fazer campanha brincando com coisas sérias. Há ainda muita palhaçada com que será necessário acabar.

terça-feira, setembro 27, 2011

UM DEUS ENTRE OS POSTES

Bruno César e Witsel passeiam alguma classe, mas com o Benfica incapaz de marcar mais golos e humilhar um adversário nulo, é Artur quem o resgata de iminentes baldes de água fria. Sólido. Intransponível. Um deus entre os postes.

PLANETA TERRA PARA LÁ DO BELO

ELE, VASCO, GERAÇÃO DO GRANDE ASSALTO

«É estranho como VPV consegue separar "a geração dele" (no fundo ele e uns seus amigos decentes...) da geração que assaltou Portugal com babosa fúria e ignorância marxista, após 1974. Fala depois nos tecnocratas  esses desalmados. Mas faz tudo parte da mesma geração; 'ele' (ainda que por pouco tempo) também foi deputado; 'ele' também andou com Soares e relatou algumas das cómicas reuniões onde se decidia a parvoíce nacional - entre copos e insultos, submissões e compadrios. 'Ele' conhece bem as coisas e as pessoas, os protagonistas. A única coisa de que se pode ligitimamente queixar é da preguiça de toda a sua geração e da dele próprio. Mas VPV (e ainda bem) tem ordenado do Estado, algum protagonismo, gabinete e terá reforma - muito mais do que a vastíssima maioria das azêmolas-pagantes, que somos nós, alguma vez poderemos sonhar ter. Desabafos. Mas ele  VPV  que não se lamente tanto, assim perto dos 70: meu Pai, com 81 anos, viu mais arbítrio, mais injustiça, mais pobreza, mais Ultramar e mais Guerra, mais mortos e mais decepados, mais mortalidade infantil, mais tropelias na administração da saúde  antes e depois do 25 de Abril, mais esperanças deitadas ao lixo, mais cordeiros transformados em lobos, mais PIDE e mais COPCON/SUV que VPV alguma vez verá; e tudo para quê? VPV apenas privou mais com políticos; muito mais...» Besta Imunda

VIOLÊNCIA E GRUNHICE EM GERAL

Quando a vida não rola, mesmo que role ou role pouco, paga quem estiver pela frente... seja quem for.

ASSESSORES E PROFESSORES

Corresponde aos anos repletos de merda-Sócrates uma das acções mais cretinas na história de Portugal.  Foi descoberto um modo novo de actuar sobre a 'viciosa' classe docente pautado pela malícia, pelas generalizações abusivas, pela perseguição e a humilhação daqueles que sendo capazes de excelência e de mediocridade, como toda a gente de todas as demais classes, foram preferencialmente rebaixados pela bitola 'honesta' e 'recta' socratista. Na verdade, o plano maligno tinha uma contrapartida: se se tornou lícito e aplaudível a perseguição e humilhação dos professores, na sombra uma caterva de assessores de imagem e língua de pau dessa governação nunca foi tão bem paga na vida. Assim, enquanto se mobilizavam os media contra o suposto conservadorismo e decadência da chamada "corporação", a corporação dos políticos corruptos e corruptores e dos assessores corruptos passivos ganhava o jackpot com pagamentos e benefícios que o erário português alguma vez já viu. Cambada de judas. Em troca de lhes meterem milhares de euros pelo cu, foram capazes de eleger a única classe que possibilita todas as outras, suscitando excelência e sublimidade técnica e humanística. Não se tratava de uma luta simplista e maniqueísta aquela que se travou a luta contra o epítome de uma maldade inominável, Maria de Lurdes Rodrigues, e todas as formas de olhar a questão sob o prisma da vaca. Há, admitamos, professores medíocres, paternalistas, egocêntricos, provincianos, manhosos, excelentes pessoas, mortinhas pela reforma, pelas férias, pelo descanso. Há. Mas por que motivo reduzir uma classe a tais características estereótipo?! Por não haver qualquer sentido de proporção e de justiça foi necessário combater, sobretudo pelos movimentos de professores, por toda a oposição, uma abodagem insidiosa, desumana e absolutamente diabólica como se pudesse passar pela cabeça de um Governo declarar que todos os torneiros mecânicos são filhos da puta. Sócrates não presta. Nunca prestou. No seu projecto de poder pelo poder qualquer estupidez populista valia a pena. Nessa medida, algures na longa perfídia desencadeada contra uma classe na leprosaria, Lurdes Rodrigues pôde dizer, era a fórmula do poder pelo poder, ter perdido os professores mas ganho a opinião pública. Entretanto, os assessores enriqueceram em manobras diabólicas e ganhos obscenos e há os professores ou extenuados ou a roçar a indigência. Belo serviço.

O RESSURGIMENTO DA BRIOSA

E ninguém fala do campeonato sensação da Briosa? Acaba de esmagar o Feirense. 
A tal equipazita frente à qual o meu FC Porto claudicou 
e não havia necessidade.

segunda-feira, setembro 26, 2011

BESTIÁRIO BESTIAL

Porque a uma besta sucede um homem sério; porque a um energúmeno sucede um ser humano mais decente; porque a um pantomineiro sucede um indivíduo mais natural. Porque o dolo não pode durar eternamente nem a troça feita a um Povo uma vida inteira. Porque há jaulas à espera de alojar tamanha bestial ferocidade. É uma lei da natureza e da vida que as bestas revestidas de farrapos Armani dêem lugar a gente de carne e osso com fatos vulgares e emoções humanizadas. A decência veste mal e o comedimento não sabe o que calce.

«TIVESSEM ELES TANTO E NÃO SE CALAVAM»

«Joshua, não há nenhum tão valioso (em termos monetários, claro) em Mare Nostrum (que eu saiba), mas há um navio português (séc. XVI) "Flor do Mar" lá pelos mares da Indonésia. A carga pensa-se que poderá valer entre 4 a 65 mil milhões de euros (o mais valioso de todos os navios). Mesmo estando em águas estrangeiras é nosso. Ninguém sabe exactamente por onde para. Existe tanta coisa por esse mundo fora que "nós" fizemos. Da Terra Nova ao estreito de Magalhães. De Antuérpia ao Cabo da Boa Esperança. Da ilha de Moçambique, a Ormuz, Goa e Malaca. De Timor a Macau e ao Japão. Do Tibete à foz do Nilo e à Etiópia. Ou até na Indonésia, com o estranhíssimo "Taman Sari", um palácio do séc. XVIII concebido por um arquitecto português para um sultão local. Até na Austrália fomos os primeiros europeus. Somos muito maus a vender o nosso património. Tivessem os espanhóis tanto e não se calavam.» Miguel

A SAÚDE DO NEOCSARISMO RUSSO

Avalia-se por isto ou a velocidade supersónica de uma demissão. Tem um longo futuro e um promissor presente na divina alternância em que se está.

RACIONALIZAR.CORTAR. REDUZIR

Não gosto de notícias que colocam a decisão no futuro imperfeito. Reduzir em 35% os vereadores eleitos das câmaras municipais e em 31% o número daqueles que exercem o cargo a tempo inteiro, segundo o Documento Verde da Administração Local que hoje o primeiro-ministro apresenta, é para ontem, mas espera-se que o Governo não se esqueça do exemplo que prometeu dar. Morigeração, gente governativa! Morigeração.

VASCULHEMOS OS NOSSOS NAUFRÁGIOS

E nesse imenso mare nostrum não haverá nada assim que valha a pena resgatar? Quase de certeza haverá, mas nem para o que daria dinheiro há dinheiro. 

OTELUL GALATI É COMO SE FOSSE O IUNAITE

«Quando se tá numa champiónes»... Sim, Jesus, para ti é igual jogar contra o Iunaite ou contra qualquer outro. Mas, depois da experiência da época passada, eis o teste por excelência que conviria ao novo Benfica superar: ganhar fora pela primeira vez na Liga dos Campeões, desde a edição 2010/2011. Portugal agradecerá.

BRASIL, SERTÃO PERNAMBUCANO XIII

VASCO, COISA LINDA


Ser líder é ser líder: «O Vasco derrotou na tarde deste domingo (25/09) a equipe do Cruzeiro pelo placar de 3 x 0. A partida aconteceu em Sete Lagoas, Minas Gerais, e foi válida pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols cruzmaltinos foram marcados por Diego Souza (3). O Gigante da Colina volta aos gramados no próximo domingo (02/10), em São Januário, para enfrentar o Corinthians.» 

domingo, setembro 25, 2011

ALL WE NEED IS RELVAS

De todos os especialistas em rir de nós e em fazer de eleições plebiscito à sua maliciosa conduta  Isaltino Morais, Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro  José Sócrates leva a palma, todo sorrisos, enquanto, larvar, por sua mão alguma coisa corroía o edifício da sustentabilidade nacional. O paralelismo entre tal forma sorna e sonsa de agir e a de João Jardim é legítimo e obrigatório, salvo na questão do aproveitamento pessoal que os separa como a água do azeite. Jardim não é um arrivista ambicioso e ávido, capaz de tudo para embolsar uns larguíssimos milhões pregando a lisura e os valores. Esgotado está todo o nosso capital de paciência com a loucura, com a excentricidade e que nos foi permitindo desculpar AJJ quando não parecia estar em causa o nosso dinheiro, só a sua grunhice. Por isso, Relvas / Passos, em quem confio a salvação parcial do pauis português, deveriam despachar-se, quer preparando o resgate da Madeira em tempo útil, quer sugerindo publicamente a Jardim não voltar a disputar eleições. Quem faz socratices e zomba grosseiramente de nós não deveria poder concorrer a elas, quanto mais ganhá-las, coisa cuja mera possibilidade é já o ultraje absoluto. Já foi tempo em que o diabo tentava os sujos, os desonestos, com a absolvição automática mediante a votação. O mal do diabo são as remessas estáveis de inferno a quem não tem culpa nenhuma. Em suma, in Relvas I trust. Declaro aqui, aliás, todo o meu 'amor' político e prosélito ao super-Relvas que funde, cinde e dissolve, todas as semanas, as mesmas sinecuras, tachos e prebendas com que os socialistas e os psdês engordaram décadas a fio sem cuidar no mal que nos faziam. Qual o problema, então, se a questão madeirense for tratada à bastonada, meu caro Relvas?! Vá, comprometa-se! O bastão pode ser de veludo, vá, mas comprometa-se! Para que servem os assessores sapientíssimos do meu herói Relvas se não indicam o fim do caminho à aventura venturosa do Fidel de Santa Luzia?! Logo agora que as vacas graciosenses sorriem para ele-pasto que viceja verdejante. 

PINDOBAÇU, BAHIA, E LUPITA, A MULHER-KETCHUP

A não perder.

ESTÁ TUDO PAGO PELO SENHOR DE PORTUGAL

«A história foi contada pelo secretário-geral da OCDE, o socialista mexicano Angel Gurría, durante a sua visita a Portugal na semana passada e tem como protagonista principal o ex-primeiro-ministro José Sócrates. Gurría ficou mais espantado do que os políticos portugueses que a ouviram, deliciados com todos os pormenores num jantar em Lisboa. O cenário tem lugar à hora de almoço em Paris, mais precisamente num dos mais caros restaurantes italianos da capital francesa. As massas ali nunca custam menos de 100 euros por pessoa. A propósito da presidência polaca da União Europeia, que se iniciou em Julho e termina em Dezembro, o embaixador de Varsóvia na Cidade Luz, Tomasz Orlowski, tem convidado vários grupos de representantes diplomáticos e políticos para almoços e jantares. Há algumas semanas, Angel Gurría foi o convidado de honra de um destes repastos de relações públicas. Sentavam-se à mesa do embaixador Orlowski cerca de dez enviados diplomáticos dos mais diversos países da Europa. Foi então que o secretário-geral da OCDE foi informado de que o ex-primeiro-ministro português José Sócrates também se encontrava no restaurante, acompanhado de um amigo. Gurría, que conhece bem Sócrates, foi cumprimentá-lo, apresentando também o embaixador polaco e outros comensais. Cumprimentos trocados, voltaram para as respectivas mesas. No final do repasto, já Sócrates tinha saído do restaurante, o embaixador Orlowski pediu a conta. Espanto geral, foram informados pelo empregado de que estava tudo pago pelo "senhor de Portugal". É caso para dizer que a crise não é para todos...» Anónimo

VIA LÁCTEA VISTA DE MANGAIA, ILHAS COOK

APOD, 24 de Setembro

HEMORRAGIA LIBERTÁRIA

Isto de o regime angolano, tal como consente prosseguir, pensar que pode estancar manifestações e reprimir revoluções só poderá descambar em hemorragias libertárias. Nesse ponto, Luanda  tal como Trípoli, o Cairo ou Tunes até há pouco entretidas a estancar coisas não entendíveis por tiranias preparadas para governar mil anos  é politicamente hemofílica.

ENTÃO O FIM ESTÁ PRÓXIMO

Se, como anunciou hoje o rei Abdullah, da Arábia Saudita, mulheres sauditas passarão a poder votar e a concorrer nas próximas eleições municipais, passando a integrar o Majlis al Shura, um conselho consultivo, e isto parte de uma religião que promove a extinção física do infiel como condição essencial de salvação, então o fim só pode estar próximo.

EQUINÓCIOS E SOLSTÍCIOS

BOAS RAZÕES PARA LER O CM

Recebo as newsletters do Correio da Manhã desde há anos e mantenho boas razões para continuar a ler e a respeitar esse jornal. Considero absolutamente corajoso que o Correio da Manhã aplique a Sócrates o que se poderia chamar exercício de memória, denúncia [e profilaxia!] de abusos, elementar autodefesa das pessoas contra a malícia de um poder exercido a martelo, combate à corrupção mais desbragada, deslavada e impune que a política nacional alguma vez pôde revestir, em seis anos de negrume ético, grosseira traição a Portugal. Contra os excessos dos media todos podemos o suficiente, em casos extremos de desvio deontológico. Não temos podido fazer absolutamente nada contra os excessos tiranos de cretinos, desonestos e ávidos chicos-espertos alcandorados ao Poder por vias que só o Diabo conhece. Eleitos que não servem, mas pressionam. Eleitos que não criam, mas gastam e condicionam. Eleitos que não libertam, mas manipulam e chantageiam, trucidam e traficam consciências, enganando os órgãos legítimos da democracia, enriquecendo à sua conta e à conta da mansidão confiada de multidões desprevenidas. Nada a dizer do CM. Se não for o CM, não serão jamais os tribunais. Depois vêm paletes de revisionistas desmemoriados com charme pífio.

ESTAVA TUDO BEM ATÉ ESTAR TUDO MAL

«O Bloco, a esquerda lunática, Oliveira, o PCP, a Inter são todos culpados. E muito, muito culpados. Não há proposta, não há política esquerdalha vertida em projecto-lei, exigência, reivindicação produzidas por estes campeões da moral e do "tudo para todos já" que não leve forçosamente ao descalabro financeiro e a dívida absurda. Sempre que no passado e no presente falaram/falam e esbracejam, é para aumentar o déficit. Nunca estas criaturas se preocuparam "em pagar"; nem sequer imaginavam que alguma vez isso teria de acontecer; jamais se interrogaram, ou interrogaram o(s) governo(s) acerca "da proveniência do dinheiro". Jamais perguntaram: "que condições, a que preço, para que serve, quem empresta, para INVESTIR AONDE, quando vence". Nunca; para eles estava tudo bem até estar tudo mal. E tiram o corpinho fora com moralidades falsas: estiveram décadas, anos no parlamento a assistir à contração de dívidas por parte do Estado. Será que apenas Oliveira é dotado de 'inteligência' e de capacidades de vidência extra-lúcida? e o Bloco não é sagaz? Acordaram hoje, foi?» Besta Imunda

O EMPREGO DE MERDA

«Mas, às vezes, ser treinador do FC Porto é um emprego de merda.» Jorge

PREPARADA PARA A CORRUPÇÃO E O ARBÍTRIO

«O que veio a seguir - Guterres, Barroso, Santana - não melhorou as coisas. Fora dos partidos não havia nada e ninguém aos 50 ou 60 anos se iria meter na guerra sectária em que eles se gastavam. A posição "decente", e quase unânime, estava em não se meter nessa trapalhada, fosse sob que pretexto fosse. Até porque, no intervalo, uma invasão de oportunistas, com mais força e muitíssimo mais zelo, tapava a boca e o caminho ao mínimo sinal de responsabilidade ou de inteligência. O regime de Sócrates não emergiu por acaso; emergiu desta terra já bem preparada para a corrupção e o arbítrio. Nessa altura, a minha geração só servia para propósitos decorativos. Via e lamentava o desastre que se ia preparando. Mas raramente lhe ocorreu que ela própria também era culpada.» Vasco Pulido Valente, Público

VOCÊS É QUE SÃO OS CULPADOS

«Não adianta enfiar o Alberto João na prisão, porque somos todos culpados. Aliás, vocês é que são, eu sempre disse que era um trafulha. Por isso agora não serve de nada andar com processos-crime, a não ser que ele tenha cometido um crime, e aí tem mesmo de ser. Mas entendam que se tiver cometido um crime, só o fez porque os madeirenses o puseram lá. Se não o tivessem feito, não podia. Logo, somos todos, digo, vocês, digo, os madeirenses são todos culpados de terem exercido a democracia com dolo, e o melhor é metê-los todos na prisão para não repetirem a graça. Nós no BE gostamos muito da democracia. Sabe a frango.» Daniel Oliveira

«VOCÊ É MUITO BOA»

Esta Priscila que, até prova em contrário, é uma suculenta anónima com um nick suculento, escreve umas coisas que os papas da bloga nacional, muitos deles ocupadíssimos e sem actualizações tão frequentes como era costume, vêm aplaudir. Eu também aplaudo, mas desconfio: «Durante décadas, Jardim gastou o que tinha e o que o Continente lhe deu. O resto pediu emprestado, escondeu e não contou a ninguém. Personifica todos os problemas do nosso Estado, elevados a um cubo que só foi tolerado precisamente devido ao facto de controlar uma região pequena. Não, não é o culpado de todos os nossos males. Mas se queremos mudar as coisas, não conheço melhor sítio para começar.» Priscila Rêgo

sábado, setembro 24, 2011

ALVALADE EM GRANDE NOITE DE EXORCISMO

Se resultados sólidos como o de esta noite, frente ao Vitória de Setúbal, forem habituais, não estarão os leões muito longe de criar um espírito de triunfo que alastre como um vírus e se faça ou refaça cultura. Wolfswinkel mostra-se irrequieto, sôfrego, remata, concretiza, jornada após jornada, e parece ter encontrado uma espécie de beatitude letal conforme era apanágio do seu treinador Domingos, cujo faro para o golo era simplesmente admirável. Com o velho orgulho e desempenhos de rival-igual-aos-demais-rivais ressuscitado, o Sporting estará realmente de regresso às grandes noites de competição, o que é óptimo e refrescante. Rivalidades futebolísticas à parte, basta olharmos para a Liga Portuguesa como um mercado de estrelas de segunda linha, aqui e ali, raro, um Falcao de primeiríssima, arena prodigiosa para quem procure os melhores dentre os piores, bons negócios, alguma excelência no desempenho gladiador em cada estádio, e nisto os principais clubes estando juntos, ganharão juntos. Esta noite foi uma noite de exorcismo em Alvalade. Regressa o Sporting com o seu quid de promissor. Ainda um pouco atrás do Braga e dos tais, mas já um prémio para Domingos e para quem nele apostou.

OS CANHÕES DA AUSTERIDADE

Parece que a ordem é marchar! Marchar!, cobaias de todos os experimentalismos a que a Troyka deite mão. Todos? Sim. Todos! Mesmo os improcedentes e condenados ao fracasso experimental? Sim. Mesmo esses. Nós somos Portugal. Para o bem e para o mal, nunca conhecemos impossíveis, mais ultimato menos ultimato. E somos muitos«Encaramos a crise como uma oportunidade para a adaptação do nosso modelo económico e para o fortalecimento da economia portuguesa [...] o Governo e o povo português estão a desenvolver esforços sem precedentes para cumprir o acordado com o Fundo Monetário Internacional e a UE.» PPC

O PASTO, AS VACAS, O PRESIDENTE

Não sou dos que reclamam do silêncio presidencial a respeito da dívida escandalosa madeirense. Sou, pelo contrário, dos que lhe pedem um tipo de silêncio solidário, ético. Fazer silêncio é sempre assisado. Sempre. Já mediatizar o enternecimento por vacas enternecidas diante do verdejar dos seus pastos, isso dispensava-se. A vida económica estiola-se. Começamos a invejar os bichos. Diante dos apertos, impondo-se não haver dinheiro para coisas elementares, qualquer coisa risonha e idílica é-nos ruído. Nuvens negras vão adejando e a Europa enfia-se caoticamente no seu colete de penas e preconceitos Norte-Sul, dramático dilema. Bem podemos invejar as vacas da Graciosa, no seu sorrir pastoril, ou suspirar pela sorte da anoneira algarvia podada pelo sr. Presidente da República: como animais para engorda fiscal que somos não há pasto que nos valha.

O BODE DA EXPIAÇÃO E O LAWYER RUFIÃO

E pronto, nada de novo sob o céu: por um lado, o pobre do funcionário da Optimus suspeito de ter passado a um agente dos serviços de informação a lista de chamadas de ex-jornalista do Público é que se vê constituído arguido pela Polícia Judiciária. Por outro lado, Marinho Pinto, espécie de pistoleiro do perdigoto e dos grandes passes de retórica seca, novamente camião TIR sem travões, na feliz definição de Manuel António Pina, afirmou hoje que vai tomar «acções judiciais contra o Estado» e que «não vai perdoar nem um centavo dos juros da dívida [cerca de 30 milhões de euros] que o Estado tem para com os advogados oficiosos». Mas que Estado quer ele dizer? O Estado-PS, que empurrou esta questão com a barriga? O Estado-MultiTachos Socialistas, Estado falido herdado pelo Governo Passos-Coelho?! Às vezes não se percebe aonde o leva esse pífio perfil de Zorro ou Homem-Aranha ou Capitão América do bastonário rufião

O LÍDER NÃO GOSTAVA DE MÁS NOTÍCIAS

«Pensemos também no Pretérito Mais-que-Perfeito aplicado 'a nós', estultos portugueses: 1- Portugal saíra da confusão revolucionária em 1976 e achara que tudo estava resolvido. 2- Portugal perdera as Colónias mas ganhara o úbere europeu em 1986. 3- Portugal cavaquista considerara inútil manter e modernizar indústrias e meios de tornar o País independente do exterior. 4- Portugal, com Guterres, fechara os olhos à corrupção, criando tachos à parva e inflacionando brutalmente o número de dependentes de esmolas estatais (sem que tal tenha alguma vez sido exigido...). 5- Portugal, com sócrates, atingira o mais delirante estado de despesismo e de corrida para o abismo das dívidas - tudo em prol da boa disposição do líder, que não gostava de más notícias.» Besta Imunda

ICH BIN ISIS BRANTLEY

Mas também ich bin ein 'aeroportuariense' e não se pode brincar: «A americana Isis Brantley, 53, ficou indignada ao ter seu cabelo afro revistado em um aeroporto na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos. [...] O penteado é uma marca registrada da cabeleireira, que não corta o cabelo desde os 12 anos de idade.» Folha de São Paulo

SMELLS LIKE NIRVANA


                                                         Nevermind, 20 anos.

O MENU DE PRESIDENCIÁVEIS

Dentro do menu de presidenciáveis, a minha preferência vai toda para António Barreto, sem qualquer espécie de dúvida. Na Presidência, um discurso ético. Na Presidência, um coração decentemente arrumado e um puro espírito de sabedoria, onde o essencial conte e se pratique. As suas ideias fazem a apologia da moralização do Estado, apelam ao bom exemplo, instigam ao desprendimento. Prefiro um apego a Portugal radicado na memória e bem fundamentado que aqueloutro assente num certo paternalismo oco e ineficaz. Depois da frescura representada por Assunção Esteves, após tantas e tão gritantes desilusões, faça-se luz, no momento certo.

VÍTOR PROBLEMA PEREIRA

Vítor Pereira sabe o que quer quanto à filosofia de jogo, mas vem manifestando fraca clarividência nas substituições. Jesus já sente terreno firme, coragem e força para ousar espetar a faca da comparação entre si e o adversário. Não será demasiado cedo para isso? No despique acha que pode cantar de galo. Seja como for: «O problema que Vitor Pereira enfrenta é complicado e estes últimos dois jogos serviram para perder mais algum capital de confiança perante muitos sócios que ainda aqui há uns meses viram a equipa a jogar como raramente tinham visto nos últimos anos e só pensam: “Mas só saiu o Falcao e o Villas-boas, que mais pode ter mudado?”…e vão-lhe começar a apontar o dedo. É um selo difícil de tirar e as vitórias terão de começar a aparecer rapidamente, caso contrário a vida pode começar a ser muito difícil para o treinador do FC Porto.» Jorge

MAIS CALMA. MAIS CONFIANÇA

O meu caríssimo amigo Jorge do belíssimo e inteligentíssimo blogue Porta 19 tem razão, fino comentador dos jogos do nosso amado FC Porto. Mas também é sempre nos detalhes que se perde ou ganha e não tivesse o árbitro fechado os olhinhos num ou dois momentos muito mal ajuizados e a história natural do jogo seria a que por duas vezes começou por ser: «Não vale a pena reclamar com o árbitro, porque apesar de achar que houve algum exagero nos amarelos e dualidade pontual de critérios, a verdade é que o empate deve-se a mérito do Benfica como a demérito nosso e por muito que possa custar admitir, o jogo não devia ter acabado assim. Só faltou concentração, alguma inteligência emocional, mais alguma força nas pernas e acima de tudo calma e confiança, que parece estar em baixo» Jorge

GRANDE NÓDOA INSULAR

HenriCartoon
Sim, há dois países – a Madeira (a ténia) e o Continente (o burro lazarento) –, mas o fautor dessa diferença é a extrema demagogia maliciosa de Alberto João Jardim. O seu descrédito é total e estar calado conviria. Por que não se cansa de si mesmo e não vai descansar para Porto Santo?! Depois de se comportar em tudo o que são dinheiros públicos como um pequeno Sócrates, não destoando em nada da devastação socialista dos últimos seis anos, de que é que estão à espera para apear, limpar e evacuar tal nódoa insuportável?! Mais tarde poderemos ir a Paris harmonizar o sentido de proporção e justiça nesta questão de criminalizar os políticos danosos à coisa pública.

WHEN BOSTA RETURNS TO THE ASS

Parece oficial que a boca de debitar lugares-comuns e duplopensamento, Augusto Santos Silva, ASS, deixa o Parlamento para regressar à academia que passará a torturar o tenro e desprevenido povo com a sua vozinha aflautada e ciosa. Não havia na política portuguesa outra figura tão poderosamente unidimensional e amarela como este cínico malhador no vazio. Sócrates mergulhou na filosofia parisiense da lábia, no desaparecimento envergonhado e vergonhoso, tal a ignomínia causada a Portugal. ASS, esse regressa ao ponto de partida universitário, o que constitui mais um fenómeno sabe Deus até que ponto absurdo e hiperbólico: como pode o ASS robótico do socialismo mais fechado, mais clique, mais faccioso, ter um perfil universitário?! ASS é ass. Perante isto, fica-se nostálgico dos fenómenos do Entroncamento.

A RESPOSTA VIRÁ ALGEMADA DE PARIS

É uma vergonha. Uma vergonha que o grupo parlamentar do PS não tenha tido a mais vestigial coragem para votar conforme os demais partidos votaram pela criminalização do enriquecimento ilícito, refugiando-se em pressupostos para os quais está-se a cagar na maior parte do tempo, especialmente quando lhe dão uma oportunidade de saquear os recursos do Estado e é fartar vilanagem. O PS e o seu grupo para lamentar segue igual a si mesmo. Perante os muros e as dificuldades em criminalizar um tipo de prática eminentemente associada à política, o PS assume o tom patético na linguagem e perde-se no preciosismo da questão civilizacional, estando algo tão crucial em causa. Enquanto se entretém  a apodar de 'populista' a proposta votada e a lembrar-se do retrocesso civilizacional, condenando o facilitismo da proposta legislativa, o que tem a oferecer é Nada. Só o PS é que está bem. Já PSD/CDS e CDU e BE, que se uniram, e bem, não estão nem podem estar bem. Não admira que a propósito desta lei perpasse um extremo nervosismo nas hostes socialistas e as reservas sejam enormes. Como pode um célebre demagogo explicar os largos milhões que constituem a sua riqueza inesperada e absolutamente estranha, se sempre viveu da política e para a política e com a política, o que o perdeu politicamente, mas não o deixou pobre, bem pelo contrário? Talvez em breve Paris nos devolva a resposta devidamente algemada.

sexta-feira, setembro 23, 2011

VINAGRE PREVISÍVEL

Parece evidente que o Benfica estudou bem o meu FC Porto e o meu FC Porto rebentou cedo de mais, convencido de que poderia gerir um resultado cedo procurado e cedo construído. Saber sofrer soube o Benfica. Há mais ansiedade, menos força psíquica, menos robustez mental na estrutura portista e por isso a paciência esgota-se nos momentos errados, especialmente quando se viu os encarnados imitarem o Feirense, suportando o volume atacante do adversário, poupando energias e respondendo em explosão. Não se pode jogar contra o novo Benfica sem um ponta de lança fixo, letal, que segure ali jogo, devolva bolas a quem vem de trás, pronto a recebê-las desmarcado. Walter tardou a entrar. Hulk precisa de quem lhe abra espaços na frente. Não se pode tardar em substituir o que rebenta demasiado cedo, como Varela. Vítor Pereira tem de se soltar. Sim, terá de voltar a ler de modo rápido o que se passe em campo e decidir sem contemplações e muito menos com hesitações. A propósito, Artur vale mais de metade dos encarnados e não fosse por ele seria bem mais complexo recuperar de duas ou três bolas de vantagem feitas. Quem dos azuis falhou escandalosamente que reflicta. O sucesso passa por aí. 

PS E O ÓNUS DA CULPA GROSSA

O enriquecimento injustificado é o enriquecimento injustificado: um crime, uma traição, uma trapaça aos contribuintes e aos cidadãos. Não existe uma forma demagógica e um tratamento populista e demagógico da questão. Só existe vontade no devido combate ou falta dela. Durante os anos Sócrates, de negaça em negaça, simulou-se um combate que não poderia jamais ser feito tendo à cabeça do Estado um homem que é o que é graças a um sistema nojento de que soube tirar o máximo partido para si e para os seus, conforme relatam as mais idóneas notícias. Uma governação desonesta em que os seus engordaram, a dívida os locupletou e não ao Povo. Agora que o PSD, o BE e o PCP convergem na Assembleia da República, ganha o País e talvez comece a perder o PS dos ricos indevidos. Inverter a presunção de inocência e o ónus da prova é o único caminho. Não importa que o enriquecimento injustificado passe a ser um crime de corrupção presumido e nos venham com desculpas como o atropelo das normas constitucionais. Há um bem maior que as normas constitucionais num País de faz de conta e de obscena impunidade. O PS tem muito a perder com os seus ricos milagrosos. Por isso sempre fugiu, o crime sempre compensou e esteve ao serviço dos titulares de altos cargos que enriqueceram quanto quiseram. Está na hora de dizer chega e de tremerem. Já vem tarde.

CULPAR E DESCULPABILIZAR JARDIM

Sou daqueles que, como Medina Carreira, desculpabilizo parcialmente a bancarrota perpetrada por Alberto Jardim e de igual modo considero que todos os governantes da última década deveriam ser processados, especialmente José Sócrates pelo dolo, pelo esbanjamento criminoso de dinheiros públicos em imagem, marketing político, SIS de bolso, assessorias fúteis, línguas de pau, excesso de buffet por dá cá aquela palha inaugural e logo adiante falida. Mas eu iria ainda mais longe, recomendando criminalização a quantos levaram o País por duas vezes à bancarrota, em 1978 e 1983, e também quantos legislaram e tornaram possíveis aquele tipo de reformas principescas, orientadas para A e B a dedo, reformas obscenas, duplas, triplas, milionárias, enquanto temos gente com duzentos e tal vergonheuros para morrer na ignomínia e no charco de miséria. Se é para lá que caminhamos inexoravelmente, qual o escândalo em encarcerar Sócrates e um punhado de irresponsáveis que cavaram não apenas uma crise política, mas uma crise cívica, com garantida miséria e empobrecimento de massas. Pensem nisto que eu não duro sempre.

APROXIMAR-ME DA VIDA

Tento contrariar a lei do progressivo afastamento da vida, tal como a enunciava e praticava Proust a bem dos seus miolos, com uma intensa e extensa fadiga física, meu único vício que me faz percorrer mais de cinquenta quilómetros a pé, todas as semanas, para lá e para cá, rumo ao trabalho e ao descanso no lar familiar. Quero aproximar-me dela, da vida, como Cristo do Leproso, rompendo a convenção.

DO SÁDICO INCOMENSURÁVEL E CÍNICO

Tão bárbaros e sanguinários como os que apedrejam adúlteras nos confins do Irão profundo, estes moluscos norte-americanos não param de surpreender. Assim, mais vale trocar a última refeição pela última foda, desde que seja gratis aos fundos estatais.

CAVACO E O LIXO SOCIALISTÓIDE

Um tipo, cordato e pacífico, começa a ler e a reler a bloga, tropeça no estropício da Jugular , dá de caras com o resto do lixo socialistóide duplipensante, cinzas do reles socratismo, e fica siderado: Cavaco Silva tem sempre as costas largas. E é Cavaco, Cavaco, Cavaco, Cavaco. Larguem o pobre do homem. E Soares, o que fez Soares? Que milagre ou que moralização transcendental impôs Soares aos seus meninos sanguessugas? Toda a gente, à falta de outro saco de pancada, dá ou quer dar em Cavaco Silva. Nunca se viu um PR tão passível de levar e levar e tornar a levar. Para ter a sua hora sibilina e original, já cá faltava António Meneses — o antigo secretário do governo regional de Mota Amaral, o casto, e actual presidente do conselho de jurisdição do PSD-Açores, para dizer que o actual Presidente da República permitiu tudo a Alberto João Jardim, não fazendo reparos, por exemplo, às suas ameaças de independência, à situação excepcional de não aplicação do regime de incompatibilidades e do fim das acumulações das reformas com vencimentos de cargos políticos. Mas que bosta de reparos poderia suster uma boca de inferno como a de Alberto João Jardim? Alguém susteve Chávez? Alguém higienizou Ahmadinejad? Não está Mugabe onde sempre esteve? Não foi sangrento comó caralho extirpar uma abominação semelhante a Kadhafi? Os imperadores e pequenos régulos são o que são. Ou os derrubam eleitoralmente ou nunca mais nos vemos livres de tanto luminoso providencialismo.

«A BOLA» ENQUANTO CIO



Certos jornalistas e certos treinadores não sabem mais o que escrever e dizer respectivamente. Nem sequer se trata de um bloqueio da paixão. Trata-se de irrisão. Quem, por exemplo, lê A Bola percebe por todo o lado e a cada momento um estado de cio benfiquista e um zelo exclusivo e ciumento que aquele jornal alimenta. E percebe que, para hoje, muito antes de o jogo se ter consumado, o FC Porto está mais fraco e já perdeu, assim como Vítor Pereira, o 'colaborador', também já perdeu e tem o mar para afogar as suas derrotas. Quantas palas e quanto ardor fanático!

DO INAUDITO IGAL À INAUDITA ERC

Nunca gostei nem compreendi a ERC. Há quem também não aceite nem compreenda o fim do colestrol no Estado Português e, portanto, a extinção urgente de tanto organismo inútil criado apenas por 'amizade favoritista', desprezo pelo erário, espírito de facção partidária. Ontem era o até aqui chefe da inaudita Inspecção Geral das Autarquias Locais, um juiz desembargador, bradava contra Relvas, protestando a imprescindibilidade dos seus obscuros e, repito, inauditos serviços. Desabafou num site obscuro e cortaram-lhe o pio, como se não houvesse um desígnio nacional bem maior que o seu umbigo. Não há-de ser o único perplexo com o fim da respectiva torre de marfim. O fim dos tachos e das redundâncias criativas no aparelho de Estado merece bem uma garrafa de champagne, mas note-se que o tempo urge. Cortar despesa, se passa por aí, vai tarde e a más horas. Outra entidade absolutamente imprescindível é a ERC e mais imprescindível ainda o que os seus papais intérpretes tenham a dizer: «Estrela Serrano, é ignorante politicamente, porque parece não saber o que é óbvio e todos sabem: os nomes da lista de conselheiros e do respectivo presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social são sempre negociados entre os líderes dos dois maiores partidos, como aliás aconteceu no tempo em que ela e Azeredo Lopes foram eleitos para os cargos que ainda ocupam. O ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, tem mandato para negociar esses mesmos nomes no parlamento em nome do líder do PSD, Pedro Passos Coelho, com o líder do PS, António José Seguro.» PPM

CARUNCHO JORNALEIRO. CARUNCHO POLÍTICO

«O Dr. Gonçalves e Luciano Amaral têm, de um modo geral, razão em colocar o caso da Madeira em perspectiva; os brados jornaleiros e políticos contra Jardim são parciais e "estão na moda". Esses brados deviam ser justamente/igualmente distribuídos por todos os incompetentes da governação com igual diligência; e não foram. Pessoalmente não tenho já qualquer simpatia pelo homem (em tempos muito recuados, quando nada disto se adivinhava tão gravemente no horizonte, A.J.Jardim era uma oposição desassombrada à esquerdalhice pedante e incompetente da República) e os 'pontos' que ele foi marcando também os foi perdendo mais recentemente. Passou, há muito, à má-criação e à grosseria  o que num governante (pelo tristíssimo exemplo) não é aceitável. O estilo sul-americano do Líder-da-Madeira passou a grotesco e não promoveu a melhoria pessoal, moral, cívica e intelectual das suas gentes. Patrocinou e patrocina  com dinheiros públicos — clubes de futebol... Inaugura obras como quem bebe copos de poncha; re-inaugura obras com charanga e foguetes; promove 'centros culturais' que ninguém usa (fazendo lembrar Canavilhas e os seus "agentes de cultura" que têm 10 actores e cinco espectadores); enfim, usou o mesmo esquema cigano da desorçamentação, do déficit e da contabilidade-sócrates: e aí parece de facto não se distinguir em nada da esquerda - que Alberto João zurze constantemente de maneira furiosa. Teve a mesma política (portuguesa) do "fartar vilanagem"; a questão da não existência de incompatibilidades e de Jaime Ramos e deputados poderem legislar sobre negócios em seu proveito é do mais puro africanismo-zuloismo-corruptismo. A reportagem (parcial e feita para impressionar...) apresentada ontem pela Sic foi, estranhamente, muito mais agressiva com Jardim do que teria sido com sócrates  o que é significativo: parece que sócrates apesar de ter feito o mesmo ou pior, de ter calado-capado alguns jornalistas e de também inaugurar à bruta, tinha  no entender dos media do Continente  os olhos mais bonitos e merecia mais tolerância. Estas misérias têm de ser banidas. Os partidos e os políticos portugueses não sabem quando parar e quando deixar o poder pois estão por interesse e negócio agarrados a ele; a decência morreu. Quando há umas semanas aqui referi que "a Providência teria de se encarregar de Jardim fazendo-o caír com alguma doença" fui acusado de desejar dores e AVC's ao presidente do governo regional: nunca desejei e não desejo tal coisa, apenas considerava/concluía que para certos actores da cena portuguesa parece ser a única saída  fabricada e afunilada por eles próprios, tão carunchosos como o pau regularmente usado para lhes bater.» Besta Imunda

UMA BRECHA NO TEMPO

«Foi disparado um feixe de neutrinos do acelerador de partículas situado perto de Genebra para um laboratório subterrâneo em Itália, a 730 quilómetros de distância. Resultado: o neutrino viajou 60 nanossegundos mais rápido que a velocidade da luz.» Gaspar Barreira

QUEM PERSEGUE SANTANA LOPES?

Ponto prévio: para mim, o menor dos problemas de Portugal é Santana Lopes. Vai-se a ver, o menor dos problemas sempre fora Santana Lopes comparado com o que chegou depois. Muito provavelmente, com ele, nunca teríamos mergulhado numa idade mais negra em largas décadas, com a Desonestidade e a Egolatria como primeiro-ministro. Nada poderia supor tamanha devastação, com todos os defeitos que possa ter. Quanto ao facto de estar à frente da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa — comparado com as manigâncias do TGV, o Aeroporto gorado de Beja, os milhões estorricados em tantos caprichos e tantas inutilidades socratistas, sementeira de falência de tantos domínios do Estado, mencionar sequer o assunto é ocioso, para não dizer cretino. Nunca Santana foi acusado do menor vestígio de falta de lisura. Não se pode dizer o mesmo de outros por anos e anos de política e respectivo proveito. Como é, 'criminalização do enriquecimento ilícito'? Comecem por aí e verão quem se atafulhou e agora jaz escondido entre esgares que nos insultam. Digo eu, no meio do meu empobrecimento ilícito.

quinta-feira, setembro 22, 2011

PASSOS OU A REVOLUÇÃO SILENCIOSA

Acredito na Europa, apesar da Grécia. Se esta compromete o projecto do Euro e a unidade do continente é do interesse de todos encontrar uma solução sábia que impeça o abismo que sorverá e derrubará, no seu provável colapso, não apenas a si mesma, mas boa parte da economia mundial. O Mundo já compreendeu que não poderá deixar cair a Europa sem se estatelar dolorosamente no processo. Não é do interesse da China nem do Brasil nem da Índia nem da Rússia o colapso provável, até iminente, da Europa. Entretanto, é bom termos um Governo cujo primeiro-ministro assume, honesto, a probabilidade de um segundo resgate, tem um pensamento realista acerca da TSU, enfrenta com sobriedade as dívidas da Madeira e das empresas de transportes falidas, ignora a falsidade oportunista do enésimo inquérito-crime do Procurador Pinto Monteiro, aproveitando a onda, à situação madeirense. É reconfortante um Governo que, pela mão do ministro Relvas, desmantela a quantidade colossal de tetinas inúteis e caras na Administração Local, por mais que estrebuchem os funcionarizados dependentes que o socialismo nutriu e cevou. Quanto à Europa e ao Mundo, dispensam bem o desespero ressabiado e o pessimismo anal. Busque-se o êxodo dos problemas e o êxito neles. A implosão do Euro não é uma fatalidade nem sequer uma opção. Há uma revolução silenciosa no emagrecimento de uma administração sebosa e na transformação cultural de uma lógica de dependência estatal para outra de trabalho pelo trabalho. Haja o que houver na Europa e no resto do planeta, essa revolução, que é nossa, far-se-á certamente.

EM LOUVOR DA CONTINENTAL AIRLINES

Há uma casta de raivosos nostálgicos do tempo em que acompanhavam Sócrates, em santa camaradagem, nas infinitas viagens aéreas inúteis que fez por aqui e por ali. Com ele, gastava-se. Tinham-se caprichos-Xico Buarque e outros deslumbramentos provincianos como ir correr e peidar pelas avenidas estrangeiras. Com ele, luxava-se. Comia-se à grande. Seguia-se o célebre itinerário gourmet e cosmopolita do Pitta. Passos, pelo contrário, mostra a sobriedade de quem ama Portugal e não o próprio Ego. Agora que está em viagem rumo aos Estados Unidos, prossegue um esforço notório, explícito e moralizador do cidadão comum ao sinalizar lisura e ao prodigalizar exemplos de respeito pelo erário. Ir em “classe económica” é sumamente louvável, mesmo na TAP, rompendo com o dogma passível de abusos de que os governantes não pagam bilhete. Enviar à sociedade sinais claros de seriedade e de ruptura com o xuxismo ostensivo abusador socratista vai ao encontro do que se deseja. Ok. Suponhamos que a “classe económica” da TAP está esgotada? Não é o esforço por contenção aquilo que interessa? Não importa a companhia aérea alternativa onde se possa viajar em económica, pode ser a Continental Airlines, pode ser a Ryan Air. Que Passos voe com dignidade e mostre delicadeza, eis algo importantíssimo. Outra coisa boa é que o acompanhem seis assessores e não uma multidão matilha de ténias como aquelas se colavam ao supremo embusteiro. Pagar bilhete comporta mais dignidade do que ter voado, exagerado, luxado sem olhar a custos, sem olhar ao País. Sócrates amava mais o luxo que a verdade, o estômago que o Povo Português. Só a desonestidade mais obstinada agrava o défice e enche de inferno um Povo sábio como o nosso. Há uma prisão à espera de quem traiu e enganou Portugal. Mas há mesmo.

BRAVÍSSIMO!

«A deputada social-democrata Teresa Leal Coelho anunciou hoje à agência Lusa que o PSD vai votar contra o projeto do PS relativo a acréscimos patrimoniais injustificados e votará favoravelmente todos os projetos para criminalizar o enriquecimento ilícito.» i

PENAS DA MORTE

«A pena de morte é má porque não permite a reparação de um erro (na avaliação e na fiabilidade das testemunhas, na investigação, na produção de prova, no julgamento). Mas fora isto a sociedade, que muitos afirmam soberbamente "não ter o direito de tirar a vida a ninguém", faz justamente isso —  indirectamente  todos os dias; pelo menos cria boas condições para isso acontecer: dá licenças de porte de arma a criminosos ou a 'cidadãos' descuidados ou incapazes; dá cartas de condução a amblíopes, ou a pessoas com estranhas e raras doenças neurológicas, ou simplesmente a psicopatas; licencia produtos avariados como bons para consumo do público  por pressão de fabricantes e de laboratórios; arruína as pessoas, os povos com gestão danosa dos dinheiros públicos - tornando a vida dos cidadãos um inferno insuportável; desculpa crimes a minorias étnicas a pretexto de que são 'desfavorecidos'; premeia a vigarice e despenaliza a corrupção; paga tratamentos termais a funcionárias públicas aldrabonas e ajudas maternais a abortadoras — enquanto que ao mesmo tempo retira apoios a mães pobres e a famílias que ainda se atrevem a querer viver como famílias; enfim, ajuda também ao suicídio. Ninguém está livre de juízo e não há ponto de vista puro.» Besta Imunda

VISIONARISMO KAMIKAZE SOCIALISTA

Mais uma monumental jardinada continental que nasceu, cresceu e vai morrer falida, graças ao visionarismo kamikaze socialista. Mil jardins e duas mil madeiras não chegariam para tanta falta de zelo e de vergonha tão juntinho a nós, os palhaços do costume.

SINTETIZAR O QUE SEJA CANALHICE

Portanto, a social lesma duplipensante, quando se encarniça contra o jardinismo, deveria lavar a boca: «Faz parte das peculiaridades do país que quem se calou perante as PPP, o novo aeroporto de Lisboa ou de Beja, a corrupção desbragada, a terceira auto-estrada do norte e o TGV agora berre e vocifere contra as dívidas da Madeira Luís M. Jorge

EMBOSCADA AO DRAGÃO

Jorge Jesus esteve bem na conferência de imprensa. Aparentemente humilde. Aparentemente manso e contido. Aparentemente concedendo um favoritismo repartido. Nada de provocações. Nada de altivez. Mas a verdade é que o Benfica vai surgir com uma raiva letal no Dragão. Após o humilhante desnível de resultados da época passada, há todo um capital negativo de derrotas e de falta de títulos, que, pela calada, quererá inverter. Imagino a gula de triunfar contra a corrente do jogo, maximizando o erro, o lapso dos portistas. O contra-ataque e a expectativa do erro alheio, pois. A posse de bola faz do FC Porto vulnerável se se deixar vencer pela ansiedade. Conservar-se em cima do Benfica, como esteve em cima do Feirense, para nada? Para ganhar o jogo, o Porto precisa de atacar em absoluta serenidade, deverá usar e abusar da velocidade na construção atacante, assumir uma esmagadora posse de bola. Se o árbitro não interferir, se não se der por ele... 

DEZ ANOS DE DESGOVERNO

Medina Carreira disse-o e eu acho muito bem: sim, os governantes dos últimos 10 anos deviam ser julgados e condenados. Isso significa, cumulativamente, Guterres [cinco anos de prisão com pena suspensa], Durão Barroso [dez anos sem direito a fiança], Santana Lopes [três meses de prisão com pena suspensa] e José Sócrates [prisão perpétua com cúmulo jurídico de trezentos e sessenta e cinco anos], ainda para mais com o bónus de haver ratos e chover na cadeia, se fosse dar com os ossos no Montijo. Acho bem. Montem por aí a petição que se impõe para levar esta ideia de Medina avante. Cavaco, esse escapa fedendo. As insuficiências e imprevidências da sua governação já prescreveram.

RELVAS RAPA RANÇO

Acho maravilhosamente fecundo que se extingam entidades que, destinadas a fiscalizar, não parecem fiscalizar coisa nenhuma e talvez merecessem ser elas mesmas fiscalizadas por não fiscalizarem o que deveriam. A criatividade aparelhística disseminou muito lixo e redundância ao longo dos anos. É o caso da Inspecção Geral das Autarquias Locais (IGAL) de que nós, simples mortais, nunca ouvimos falar, coitadas, tão notório e consequente trabalho têm produzido. Não deveria bastar a palavra do Tribunal de Contas? Para quê mais um pentelho redundante a pesar na máquina rançosa do Estado? Aflito com a extinção do seu posto à frente da excelentíssima IGAL, o até aqui responsável da coisa, juiz desembargador, resolveu recordar que existia e publicou uma carta aos portugueses no site da instituição. Nós que há muito vemos o triunfo da corrupção nos ajustes directos mais obscenos em tempo de eleições, tivemos que levar com o pobre do homem desesperado a avisar-nos de que, graças à extinção do seu IGAL, repito, de que nunca ouvíramos falar, “a corrupção ganhou” atribuindo responsabilidades pelo fim a “uma poderosa associação de autarcas”. Relvas, e bem, cortou-lhe o pio. Maravilhosa higiene. Não faltam pesos mortos, gente desalinhada da grande causa de aliviar o Estado da gordura e ineficiência, gente cuja finalidade de vida está na própria injustificada existência institucional.