terça-feira, março 26, 2013

AS GUEIXAS DE SÓCRATES E O SEU MULO HÍBRIDO

Não posso dar descanso ao tema que a tantos irrita eu aborde, não só porque tenho alívio e consolo nele, mas sobretudo porque as gueixas de Sócrates não dão descanso ao assunto. Dizem as gueixas de Sócrates que há uma reacção da Direita Portuguesa à figura patranhesca e piranhesca de José Sócrates. É falso. Há uma reacção transversal e vertical de rejeição a Sócrates. A Esquerda Portuguesa, prefigurada pela Igreja PCP, odeia Sócrates pelas políticas de Direita, pelo rapadorismo infrene dessa governação, por ter, em suma, criado todas as condições para o Pacto de Agressão, hostilizando os comunistas gratuitamente; o BE, esvaziado de bandeiras pelo hibridismo oportunista e rançoso dos gays e abortistas socratistas, odeia Sócrates por ter sido humilhado bastas vezes na caricatura em que, com Sócrates, consistiam os debates pesporrentes na Assembleia da República. Sócrates gritava mais alto. Sócrates era o mais histérico. Vencia debates após debates à conta do campeonato de decibéis. Louçã era atirado ao pó e à humilhação. Em resumo: as gueixas de Sócrates deveriam saber que todo o espectro político nacional com dois palmos de testa e um mínimo de honestidade intelectual e política abomina Sócrates por causa de Sócrates, para quem todos os fins justificavam os meios.

As gueixas de Sócrates, esquecidas do casamento trígamo que uniu Ricciardi, Salgado e Sócrates, juram a pés juntos que a Direita Portuguesa tem como pasquim ideológico e moral o Correio da Manhã. Falso. Neste momento, o Diário de Notícias, quase todos os jornais regionais e locais, o Jornal de Notícias, pegam com pinças e absoluta desconfiança cada uma das lixeiras curriculares de Sócrates, percurso negro que por muitos meses só o Correio da Manhã ousava denunciar, conforme a sua obrigação. Em resumo: não há nenhum órgão mediático ao serviço da Direita. Falar, aliás, de Direita Portuguesa, que não tem unidade nem projecto nem coesão nem coerência, é, como já escrevi, fazer peito a um ou vários moinhos de vento. 

Mas as geixas de Sócrates não sossegam a piriquita, não dão paz à pachacha e atiram-se ao Presidente da República como nós, que não temos Direita nem Esquerda, nos atiramos a Sócrates. Para nós, Sócrates era a conspiração em pessoa. Conspirava contra todo e qualquer que levantasse cabelo e lhe fizesse frente. Perverteu dois actos eleitorais. Para as gueixas de Sócrates, Cavaco foi eleito pela Direita Portuguesa. E não terá sido o mesmo eleitorado imbecil que elegeu e reelegeu Sócrates?! Ou o eleitorado português é bipolar ou, para as gueixas de Sócrates, a Esquerda Portuguesa é Esquerda Portuguesa às Segundas, Quartas e Sextas, mas elege Cavaco aos Sábados e Domingos. As gueixas de Sócrates são imbecis e não se enxergam.

Para as gueixas de Sócrates, o dueto Passos-Relvas é muito diferente de Sócrates. Muito diferente. Isto é, não foi um percurso em tudo idêntico, pelas escadas favoritistas dos partidos, que os fez aos três. Mas as gueixas de Sócrates tem mais mitos: por exemplo, o grande mito de ter sido o mundo que se afundou na maior crise económica dos últimos 80 anos, seguida de imediato a maior crise da Zona Euro, que permitiu não apenas diabolizar Sócrates, mas também derrubá-lo. Portanto, a crise mundial e a crise do Euro, elas e só elas, derrubaram Sócrates, que a queda de Sócrates deveu-se à calúnia da Direita, aos que macularam o seu nome, aos que lhe assassinaram o carácter, e que isto é um ímpeto cujas raízes são biológicas, nasce do instinto de sobrevivência e é um exacto substituto da agressão física, como se as gueixas de Sócrates e o próprio Sócrates não tivessem acerrimamente passado seis anos através do Câmara Corporativa e outros a caluniar e a rebaixar adversários, a macular nomes e percursos, a assassinar o carácter dos adversários e opositores [as coisas que escreveram de Carrilho, de Henrique Neto e tantos outros], e que todo esse serviço sujo não é um ímpeto cujas raízes são biológicas, nasce do instinto de sobrevivência e é um exacto substituto da agressão física. As gueixas de Sócrates fizeram o mal e a caramunha, agrediram e espezinharam, mas estes comportamentos só são realmente graves se praticados pela Direita Portuguesa. As gueixas de Sócrates cantam a grande gesta de Sócrates agigantando o papel da Direita Portuguesa.

Se, de acordo com as gueixas de Sócrates, o que a Direita Portuguesa pretendia era a morte simbólica do adversário através da sua ostracização, não conseguiu. Não há pecado, nem deslealdade, nem currículo comissionista, nem decisão ruinosa, nem gestão danosa que possam pôr de uma vez por todas Sócrates e as suas gueixas fora de combate. Sócrates faz-se vítima, é o alvo de campanhas de ódio que não têm paralelo na democracia em Portugal, mas para as geixas de Sócrates isto nada teve a ver com o mega-embuste Sócrates, com o megatrambolhão das contas públicas que Sócrates timonava cegamente, fiado na sua dimensão salazariana infalível.  

A Direita Portuguesa, que não existe senão nas cabeças perdidas das gueixas de Sócrates, não tem nenhum dos seus perseguidos: nenhum, nem Cavaco, teve coragem para foder de vez com as contas públicas, nenhum, nem Cavaco, teve uma excepcional capacidade de liderança para foder tudo de uma vez, como Sócrates, nenhum, nem Sócrates nem Cavaco, beliscou ou incomodou os maiores interesses instalados. Isso, ao que se sabe, está a fazê-lo Álvaro Santos Pereira e é por isso que surge como o mais tenro e remodelável. 

As gueixas de Sócrates estão convencidas que fabricaram uma estrela política, um carisma incontornável, graças a milhões de horas de vídeo, fotografia, frases sonantes, imensas primeiras páginas, e que mesmo Passos Coelho o que procurou imitar foi esse modelo de macho com voz de puto, Sócrates. As gueixas de Sócrates são capazes de gastar imenso latim e escrever toda a espécie de merda tal como o cão com sarna persegue a própria cauda. Dizem elas que ele não pertence à Direita Portuguesa. Pois não: Sócrates pertence a quem lhe pagar principescamente, pertence a deus, pertence ao Diabo, pertence à Octapharma, pertence a quem garantir as melhores comissões, pertence à venda de sabões humanos perpetrada pelas agências de comunicação e marketing político, pertence ao grande vício, à grande paixão e fixação dos construtores de mitos e estrelas mediáticas, perfeitamente vácuo e nocivos aos Povos, pertence aos que derem mais para mais uma e mais outra PPP. Sócrates não pertence à Direita Portuguesa: é um híbrido como um mulo, capaz de abraçar com as pernas o mundo e mais além, se atrás disso venha comissão disfarçada com um slogan da treta. 

Mas as gueixas de Sócrates e Sócrates não se deixam vencer. Não. Regressam ao local do delito as vezes que forem necessárias. O regressado é, antes de mais, uma vítima. Vítima de quem e de quê? Vítima de uma alienação colectiva congénere das grandes perseguições históricas da Inquisição, das Bruxas de Salém, do Ku Klux Klan, do Macartismo. Perceberam? Num momento em que Passos não pode colocar a cabeça de fora da janela do automóvel, a vítima aqui é Sócrates. Vítima homóloga, quando não ainda mais vítima, que todas as vítimas que a História deixou para trás. Conseguem vislumbrar a que grau as gueixas de Sócrates colocam a parada? Mais um esforço e Sócrates destrona Cristo para ser, só ele, a vítima expiatória, não apenas do humanos, mas de todos os humanóides que os Cosmos alberga. As gueixas de Sócrates são patéticas.

Insistem que o olhar colectivo que avalia Sócrates padece de uma deturpação cognitiva a uma escala colectiva, nada o salva das responsabilidades pela devastação e o infrene despesismo em Portugal num debate político decente, nada o desculpa da loucura com que conduziu a Governação, muito menos o contexto internacional que não influenciava a situação nacional ao ponto de hipertrofiar até ao absurdo a responsabilidade do Governo socialista na evolução das contas públicas: às gueixas de Sócrates não faltam desculpas de mau pagador. Se as clientelas garantem o Poder, Sócrates nada fez para beliscar as clientelas. Não mexeu uma palha senão para atirar dinheiro a amigos e incinerá-lo no Zero de efeito. Hoje pagámos a aleivosia.

Vítima. Sempre e em tudo, vítima. Vítima de campanhas negras e planos de espionagem ao mais alto nível, envolvendo magistrados e polícias, de modo a capturar material para continuar a alimentar as campanhas negras e, com sorte, reunir documentos capazes de levar Sócrates a tribunal fosse lá pelo que fosse e desse no que desse. Vítima. Nada faz de errado. É perseguido. é Vítima. A Direita Portuguesa é terrível, conspira contra o santo menino Sócrates que nunca fez mal a uma mosca. Vítima.

Tão perseguido e tão vítima que hoje somos milhões a ter como certo que Sócrates roubou uma quantidade estapafúrdia de dinheiro, que esse dinheiro foi colocado em offshores, que é desse saque que ele vive luxuosamente em Paris e que as autoridades nada fazem para o apanhar porque, antes de subir aos céus deliciosos das jantaradas de Paris, «Lembrai-vos de mim tal como eu me lembrei de vós!». Para as gueixas de Sócrates o mal está na Direita Portuguesa e não naquele Centro de Interesses Instalados sem Direita e sem Esquerda que sufoca a justiça, que protege para ser protegida, que sonega Justiça na proporção dos milhões espertos e atempados colocados onde a arte de corromper aprendeu a colocá-los.

Não, as gueixas de Sócrates, porque não têm mais nada para fazer, atiram-se à Direita Portuguesa, a Direita do Correio da Manhã, a Direita do Pacheco Pereira, a Direita de todos e todas que vêem em Sócrates o Embuste mais perfeito e profissional que a tecnologia norte-americana de vender políticos nos espetou.  Em suma, para as gueixas de Sócrates, a culpa é de Cavaco que não descansou até o derrubar e depois ainda o continuou a maldizer. A culpa é da Direita dos Direitolas Direitistas Direiteiros, a Direita, da Direita, a Direita. As gueixas de Sócrates são gueixas, são putas, são vigaristas, são spinistas. Desprezam a nossa inteligência como o Partido Socialista praticou pesca de arrasto com subsídios à arraia-miúda.

Para nos defendermos das gueixas de Sócrates e de Sócrates, nem que gritássemos mil anos. Nada, de facto, foi feito e preparado para proteger do desemprego e da desgraça os que gritam e cantam mil vezes ao dia o estribilho «Sócrates levou-nos à bancarrota e orientou-se bem no processo». Nada. Estava fadado que a peste e a fome viessem por meio desta gente seriíssima, competentíssima que vive fascinada, obcecada e desvairada com Sócrates e o defende com unhas, dentes e reentrâncias passentas, as gueixas de Sócrates.

2 comentários:

Anónimo disse...

Ainda ninguém reparou na gravidade dos pontos 1 a 6 que estão no último post do Portugal Profundo. Por coincidência tinha logo de ir dar às escutas!

Anónimo disse...

Muito bom.