sexta-feira, março 22, 2013

SÓCRATES, RTP, A INSOLÊNCIA E O DESPUDOR

Não foi o cidadão hoje desempregado ou emigrado, em vias de uma rescisão amigável na Função Pública, com os subsídios decapitados ou envergonhado dos últimos capítulos de um abismo nacional anunciado por Gaspar que decidiu abominar Sócrates unilateralmente. Sócrates fez-nos o favor de mostrar o que é a corrupção moral na Governação. Foi ele que nos ensinou o que é a desonestidade. Foi ele que levou o abespinhamento à sua mais contumaz manifestação como forma estéril e estúpida de estar no Poder, fazendo da confrontação impostora e gratuita a manobra de diversão perfeita enquanto decorria o infinito abichar de comissões à pala do Poder Político, que explicam Paris e explicam o enriquecimento ilícito que a Lei não persegue.

Propaganda esmagadora e burla em doses cavalares deveriam chegar para nos foder a todos. E chegaram. Não é à toa que António Costa e Francisco Assis qualificam a despudorada contratação de Sócrates pela RTP enquanto 'comentador político', outro comendador do Regime Putrefacto, como algo que não parece boa ideia. É uma ideia parida por aflitos e desmiolados, só pode.

Até que ponto esta contratação amesquinhará ainda mais e directamente a liderança do PS, enfraquecendo a oposição violenta e o já peregrino morcão de censura?! Até que ponto atacará as opções mais troykistas do Governo e a acossada coligação parlamentar, divertindo, irritando e desviando as atenções dos grandes dilemas e tesouradas que se preparam na governação?! Sócrates, efectivamente, tem o direito de falar. Ninguém lho negue. Também não é uma questão de medo, mas de nojo, o que conduz mais de cem mil de portugueses à rejeição da sua fronha playboyesca de fugitivo dourado, após anos de saque, oportunismo devastador com que empurrou os problemas com a barriga e aliás os agravou naquela teimosia demente dos coveiros e merdificadores. 

Vem Sócrates afinal comentar o quê? Que abandonou o Poder quando a chantagem sobre a Banca Nacional pela compra de dívida pública lhe rebentou na cara e lhe disseram «Acabou»?! Vem comentar ou historiar de que histrionismo piroso e permanente violentação mediática horrorosa se fez cada dia em que desgovernou?! Vem historiar-se e re-narrar-se a si mesmo e como, sob a sua medíocre memória, foi exarada a sua insignificância histórica e o percurso símio da sua governação trafulha?! Vem comentar o quê? «Fodi com as vossas vidas. Agora deixem-me ser absolutamente claro: não valho a ponta de um corno, é verdade, mas finjo muito bem.»?! 

Temos de conjecturar como é que a RTP, que Relvas apascenta, pôde congeminar esta contratação de Regime: «Você vem fazer comentário para a Estação Pública, vem distrair o pagode que o adora e irritar a Nação Valente que o detesta. Nós afrouxamos o cerco que os seus lixos, currículos de merda e negócios ruinosos, possam gerar no âmbito da pobre Justiça Terceiro-Mundista impotente para casos como o seu. Ela não pune nem aprisiona filhos da puta, esteja descansado. Cabo Verde ou Paris serão sempre doces a quem roubou em grande escala, calma, José.»

Mais tarde ou mais cedo, o dr. Relvas cujos genomas o geminam com a politiquice e o intrincado jogo de Xadrez do Regime como os seus favores e dívidas de amigos, haveria de rebaixar-se à vergonha de ter Sócrates mais à mão. Sim, Sócrates é livre. Livre como um monte de merda que flutua no Rio Sena, tanto pode comer caviar, tomar o seu café e fumar o seu cigarro como representar os mafiosos da Octapharma: as suas prestações serão brilhantes como o mundo de fantasia que o notabilizou até à completa perda de credibilidade do Estado Português, da Banca Nacional e de um feixe de empresas públicas que passaram ao estatuto de lixo num estalar de dedos. 

Uma coisa é certa: está garantida a degradação infecta do que resta da decência nesta democracia de castas. Está assegurada a prossecução da pornografia do Estado de Direito que não dá voz senão aos seus mais sinistros e mais vorazes actores repetidos; podemos estar certos da conspurcação adicional do espaço público, mediante a indecência, a baixaria e a traição a Portugal. Sócrates encarregar-se-á desse trabalho bronco, branqueador, que ninguém, absolutamente ninguém, ousa fazer desses seis anos de cocaína como fuel frenético de uma verve servida em modo hostilizador, seis anos de histeria, de negócios ruinosos de Estado, de corrupção com ajustes directos numa situação de pré-falência, de saque organizado e esbulho ao Futuro de Portugal. 

Sócrates poderia comentar e comentar-se, sim, mas só enquanto arguido de uma burla de alcance nacional. Mas não temos País capaz de esse pouco. Ninguém o suporta. Seguro nunca se lhe refere, nunca o absolveu, nunca o elogiou. Não é parvo. Nenhum comunista ou bloquista o tolera. O espectro completo da vida pública em Portugal execra a fronha do senhor. Há, só pode haver, uma dimensão masoquista em Sócrates querer ressuscitar na grande vaidade do vídeo, laivo de loucura e irracionalidade argumentada, suportada a partir de argumentos guardados e certamente tirados do cu com um gancho. 

Sim, dar-nos-á de beber ao nosso ódio. Não temos culpa. Quem nos fodeu e sorriu e acha que pode expor-se no proverbial despudor insolente é que sabe ao que está disposto. Nós tentamos esquecê-lo e às suas sequelas. Ele e os seus amantes, os valupi, os ladrões de skates e jumentos sem piça, insistem em beatificá-lo. Não vai ser bonito.

4 comentários:

Anónimo disse...

Fodasse,essa prosa é o quê ? mistela tirada do dicionário é ? que cornos te corroem os limos intestinais ?

João Pedro disse...

Perante esta diarreia, começo a simpatizar com Sócrates. A propósito, pensei que o bando cavaquista é que tinha assaltado um banco (BPN)

Anónimo disse...

PORQUE NÃO CHAMAM DEFINITIVAMENTE AO POVO PORTUGUÊS, POVO BURRO E OTÁRIO??? FICARIA MELHOR!!!

Anónimo disse...

O boi joshua andava entupido, faltava-lhe razão para viver.
Anima-te corno.