CHULÉ OBAMA. COCÓ SARKO
A Europa moribunda não mereceria os líderes que tem. Por outro lado, de Obama não seria de esperar tanta vulgaridade talvez potenciada pela impotência de recursos financeiros e os limites internos sem precedentes a que a sua administração está amarrada: uma década em esforço de guerra parece ter sido mortífero para a economia norte-americana. Não se compreende que, sendo o terror sarkozyano e obamaniano todo assente nos pés de barro da uma dívida atroz dos seus próprios países, ambos se tenham especializado em sacudir as águas pestilentas dos seus capotes e, sem sentido congraçatório de países e mentes, se limitem a apontar os dedos. Por outro lado, Merkel representa tentação alemã de neo dictat assentando a grande nulidade política numa falta clamorosa de sageza e sentido de bloco, o bloco europeu por oposição/competição aos demais emergentes. Parece inevitável, com novos líderes em França, na Alemanha e nos Estados Unidos, augurar qualquer coisa de substancialmente diverso e lúcido em quaisquer dos sucedam a esses flop franco, germânico, norte-americano. Talvez a guerra entre devedores e credores, que ameaça devorar uns e outros no mesmíssimo vórtice, se transforme na paz de todas as oportunidades e do enterramento dos machados do cinismo. Houve tempos em que um presidente francês pensava para além da França e um chanceler alemão muito para além da Alemanha, dentro de uma longa tradição de qualquer presidente norte-americano pensar largamente em consonância ocidental. Que actualmente sejam disso incapazes é toda uma catacrese para a coisa ou loisa Europa e o seu estertor.
Comments