Terça-feira, Novembro 22, 2011

UMA GIGANTESCA VERDADE

Uma grande verdade aliada ao facto de que apenas para poder trabalhar muitas vezes as despesas inerentes, altas, para não dizer absurdas, poderiam desmobilizar quem o faz, não fossem os filhos e as obrigações fixas, o que dita em imensos casos, caos familiar, depressão e aquele desânimo inviabilizador do que seja ou se chame produtividade, dado o estado laboralmente esclavagista e moralmente escalavrado para que se caminha: «Não vejo como pode este trabalhador médio dar-se aos “luxos” descritos por Fernanda Câncio. Pelo contrário, se olharmos para as remunerações das mulheres-a-dias chegamos a uma conclusão engraçada. Aqui em Braga, o salário de mercado de uma mulher-a-dias é de €5 por hora. Imagino que no Porto e em Lisboa este salário seja mais alto (possivelmente €6). Admitindo um mês médio de trabalho de 20 a 22 dias, tal corresponderá a um salário mensal entre os €800 e os €1050. Ou seja, muitas mulheres-a-dias estarão entre o primeiro terço de trabalhadores mais bem pagos e, definitivamente, a grande maioria ganha mais do que a maioria dos trabalhadores portugueses por conta de outrem. Ou seja, não só a generalidade da classe média portuguesa não pode contratar uma mulher-a-dias como, pelo contrário, gostaria de ser tão bem pago como uma.» Luís Aguiar-Conraria

2 comentários:

Anónimo disse...

Câncio não passa de uma ressabiada cujo modo de vida é estéril e lesa a noção de decência, de ética e do que "é produtivo" neste pobre país: não me refiro à profissão de jornalista - mas sim ao simulacro de jornalismo que esse sapatão-ex-bomba-sexy-do-Bairro-dos-anos-80 pratica. Câncio permite-se - sempre - dar lições a alguém; sente-se na sua escrita a sua vozinha infeliz e arrogante. Por outro lado, estou certo de que Câncio não precisa de (não quer...) mulher-a-dias porque é ela-própria que mete na máquina-da-louça a sua colecção de dildos-rosa e outros sabres-de-borracha que ficam de lado (já secos) após as festarolas. Coisas privadas, íntimas, sensíveis, femininas, saphicas, vulvares, lindas, santas. Confesso não ter empregada - por ser pobre e porque o meu rendimento é irregular; e também por ser um porcalhão. Existem mesmo, à vez, alguns compartimentos do meu vasto T1 onde só entro à catanada e em algumas estações do ano. Faz-te à vida Câncio!

Ass.: Besta Imunda

Luis Moreira disse...

Rigorosamente verdade. Para além dos 6 E/hora há que pagar a SS e os 2 subsídios que, curiosamente, me tiraram a mim...