RUI PEDRO, ESPADA DE ACUSAÇÃO AO REGIME
Querem um caso que simbolize e resuma o Regime chamado 'democrático' e 'republicano' que mora em Portugal? Ei-lo. É o do desaparecimento do Rui Pedro. Não foi ele apenas alvo de falhas processuais imperdoáveis, mas sobretudo uma fonte de dor insuportável, excruciante mesmo, para a mãe e demais familiares. Mas não deixa de ser estranhíssima a intimidade deenvolvida e consentida entre o Rui e o fulano Afonso Dias, na altura, com vinte e tal anos. As reportagens são muito claras e o que parece nítido agora como deveria ter sido então são os riscos inerentes a esse tipo de convívio. Tratava-se de um menino de 11 anos. Não há amigos para lá da esfera ou do núcleo duro familiar. Toda a prudência será de menos, infelizmente. Os pormenores deste caso estavam debaixo do nariz e com nexo directo com esse Afonso Dias que o ia buscar a casa para irem passear de carro. Passou tempo de mais antes de um mínimo de clarificação e isso envergonha o Regime e gera um asco difícil de purgar. Nesta democracia para quem pode e para quem tem, os indefesos permanecem indefesos, enquanto o dinheiro configura a essência do Regime: determina diferenças clamorosas de tratamento e celeridade e é por isso que podemos ver desfilar diante de nós de um lado os príncipes da impunidade e, do outro, os escravos da ineficiência judiciária.
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