A DOCE SOLIDARIEDADE DE DAÚTO FAQUIRÁ

Ninguém, nem Daúto Faquirá, poderá negar que a cabeça de Vítor Pereira está no cepo. E as palavras com que, analisando os principais candidatos ao título nacional, dá a primazia ao FC Porto nessa conquista, soam a solidariedade e respaldo a Vítor Pereira temperadas com uma enorme simpatia e compaixão, embora fundamente bem em que medida aponta o FC Porto como «o mais forte dos três candidatos ao título». Como recorda o Zé Luís, por exemplo, Jesualdo, passada uma tormenta de resultados e desempenhos equivalente aos de Pereira, acabou por conseguir algum sucesso, pelo que seria de toda a prudência e bom-senso baixar agora o cutelo ou o chicote psicologizante contra o ex-adjunto de AVB e esperar o que possa suceder... de bom. Acho concebível que Vítor Pereira ainda possa crescer um pouquinho em autoridade e em resultados internacionais, pode alcançar um ou dois títulos, mas dado o magno investimento feito na equipa [inédito, ousado, todo ele a pensar na continuidade gorada de AVB para atacar as receitas da Liga dos Campeões], temo que o preço a pagar por esse crescimento putativo de Pereira possa ser alto de mais: o nosso FC Porto tem agora um dilema: o tempo. O que fazer enquanto ele passa e as principais competições se aproximam de uma definição terrível, basta pensar nos próximos derbies? Despedir o mister ou confiar nele por mais algum tempo? Contrariamente à tese defendida nesse post do Zé, a história não se repete, conforme gostaríamos. Se se repetisse, se se verificasse o desenlace de Jesualdo em 2008, Daúto deveria dedicar-se também às apostas e o Zé Luís poderia jogar ao Bingo ou aos Dados sem medo de se perder na voragem do azar.

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