A MALEITA GRIPAL DAS SEGUNDAS PARTES
Não fico satisfeito, em momento algum, com o baquear das equipas portuguesas nas competições internacionais, mas se há momentos de triunfo para um blogger ferrinho a dar opiniões, bitaites e comentários, como eu, são precisamente os comentários de ódio em cima de uma derrota ou frustração por amor de meu clube. Ontem, um 'amável' anónimo vinha lembrar-me que o FC Porto, esse «colosso europeu», como eu grafara, acabara de «levar na peida» [sic]. Facilmente se verifica que o futebol é um lugar ingrato para bocas triunfalistas apressadas como essa. No entanto, nós, portistas, vamos tendo de levar com palestras sucessivas acerca da superioridade interna ou nacional — não será fátua? — do Benfica e vamos suportando longas dissertações acerca da ansiedade dos jogadores encarnados, mal contida mas naturalíssima, patente nos desestimulantes jogos da Primeira Liga, onde os desempenhos baixam comparados com os que se manifestam nos grandes jogos da Liga dos Campeões e tal. Pode ser verdade. Mas vai-se a ver e esse impante Benfica europeu de que falam falha como os mais todas as odds. O medo de perder, o terror de arriscar, maleita psicológica dos fracos, inseguros ou azarados, toca a todos, tal como aquela pressão pesa como halteres de homem sobre ombros de hamster. Em suma, vai-se a ver e é como se as anómalas e frequentes horas de mediocridade portista contagiassem com a mesmíssima gripe pré-pneumónica até o glorioso. Pelo menos quanto a segundas partes e a resultados finais menos conseguidos. Repito: isto não me faz minimamente satisfeito. Um Benfica retardatário e ao retardador, nas suas legítimas expectativas de qualificação já nesta jornada, não me deveria aquecer nem arrefecer. Acontece que lamento. O FC Porto viciou-nos de classe e afirmação inequívoca nessa Europa. Nada pior que perder o embalo. Vá lá que há um certo Sporting irreverente e deliciosamente promissor.


Comments
pensei:'houve merda'