UM PORTO DE NABOS A DESAPRENDER O FUTEBOL
Dá a impressão que o FC Porto perro e lento que temos visto e abominado nos relvados nacionais e da Europa não pode ser o mesmo que Vítor Pereira vê e de que fala. Ele vê certamente outra coisa que a estranha profusão de passes falhados, as simiescas perdas de bola, a esquisita miséria imaginativa, a perdurante incapacidade de romper, a infinita desinspiração, o apagamento mais desgraçado das estrelas, a inexistência de pressão alta constante, de construção de jogo, seja do que for e foi passado recente e charme sobre a relva e títulos. Em que momento se destruiu uma equipa que estava rotinada a jogar de olhos fechados? Parece que o papel de um treinador não deveria ser o de desorganizar animicamente uma equipa acabada ou desfazer o que se fazia com acerto e sentido. Neste momento, já nem sequer penso no que foi a época passada: acabou, é passado. Espero é ardentemente pelo fim desta, tendo em conta a mediocridade atitudinal, a vulgaridade psíquica patenteada, e tendo em conta o conjunto de nabos em que alguns jogadores se transformaram à imagem, tudo o indica, do nabo que os comanda. Eu bem quero ser indulgente com o Vítor, mas tudo lhe corre assim para o insosso repetido, para o insípido sobre a relva. Ok, foi só um empate, tenhamos paciência. Esperemos por melhores e mais seguros desempenhos, se tivermos coragem de esperar mais de onde parece não pode sair melhor que isto. Sinceramente, começa a faltar-me um cálice dela-paciência para ousar ver este filme até ao fim.


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