sexta-feira, setembro 27, 2013

TENHO COMIDO AMORAS DO CAMINHO

Tenho comido frutos silvestres do caminho. Amoras. Uvas. Inaudita doçura. Paro. Fico à beira-ruínas, esticando muito o braço para alcançar os mais túrgidos. Quinze minutos entre colher e comer. Às vezes mais. Ignoro os carros que passam e talvez pasmem por trás do meu atrevimento recolector. Acho que voltei àquela espontânea pureza da primeira infância de não andar nada preocupado senão com cada minuto grávido de si-minuto no meu dia, entre amar, cuidar, entre ler, escrever, correr. Suor. Todos os dias, a cada dia, chova ou não, tenho o meu Mar só para mim, adorado e tocado da minha praia, já esvaziada de hereges cegos ao grande e macio verde, já livre de apóstatas do sagrado rebrilho, espumoso, azul. Uma hora a contemplá-lo e adestro-me para todos os combates estáticos nas vastas estepes da consciência. Cada onda, coleando por sobre rochas milenares, é minha e saúda-me. Cada rumor de maré que brame e brade é voz interior para mim. Setembro crepuscular. Embrenham-se os humanos no que os devora. Conservar o ilusório possuído. Aumentá-lo. Mínimo e Minimal, floresço mais leve, estável, feliz. Nómada de todos os Possíveis, minha Praia, meu Mar voltaram a ser só meus, coisa-pleroma só para mim, único a vê-los.

quinta-feira, setembro 26, 2013

FESTA É FESTA

O Céu está em Festa de Arromba.

VOTAR ALEGRE EM DIA DE ENTERRO

No próximo Domingo, há um País esmagado que vai votar e não tem alternativa senão votar. Vai votar contra o PSD-CDS? Claro que sim. Instintivamente, primariamente, vota-se primeiro no primeiro sócrates fajuto e fraudulento que nos apareça pela frente como em de 2009 para logo depois lamentar ter votado na bancarrota de 2011 só possível por um avolumar corrupto e brutal de dívida. Mas Domingo, esse País também votará, se for inteligente, contra a demagogia primária do PS, contra o eleitoralismo básico do PS, contra a lágrima fácil do Seguro e o condoimento impostor do PS, contra a recusa do diálogo do PS, contra a irresponsabilidade de apoucar Portugal e os esforços portugueses do PS, contra a omissão manhosa da história socialista em quinze anos de governações e respectiva devastação nacional, contra a cegueira aos sinais positivos de evolução da economia, contra a mensagem de desespero e inutilidade dos esforços e grandes privações dos portugueses. Domingo votaremos em quem nos puxa para cima e nos eleva na Esperança, em quem inspira orgulho e enaltece o mérito de empresários locais, de quem não se limita a imputar ao Estado e ao Governo todo o ónus de carregar com as multidões às costas. Votaremos nos que garantem as estratégias de desenvolvimento que promovam a autonomia e a liberdade das pessoas. Afinal, o que impede PSD, CDS e PS de se entenderem contra a eventualidade de um segundo resgate? Nada. Só a baixeza do Regime e a caquexia dos Soares, dos Alegres e de toda a fauna negativista da Esquerda. O Centro e a centralidade decisórias são um nó cego. Temos de apostar é nos autarcas dinâmicos, capazes de pensar fora da caixa, que não se limitam a dizer, como Rui Moreira, «Isso é impossível! Aquilo tem inúmeros inconvenientes. Essa ideia ainda terá de ser pensada.», incapaz de ousar. Domingo, escolheremos autarcas com inteligência para procurar o melhor e fazer o melhor. Não contamos com o Governo do País, mas poderemos e deveremos contar com o Governo da Cidade, não com os que ainda não sabem se farão, mas com os que querem fazer. Se ainda há pouco havia um Estado em Portugal que chegava aos interstícios das mais milimétricas necessidades individuais ou grupais, esse Estado está morto e o melhor que fazemos é espicaçar o burro metafórico das nossas vidas, único animal em que montamos, e seguir em frente, seguir como se não houvesse Governo, somente as minhas mãos, as minhas ideias, a minha capacidade de lutar e acreditar. Esperar pelo Estado é como esperar por uma nova aparição de Fátima. Não aparecerá. No entanto a Aparição-que-houve pode morar no nosso coração e impulsionar-nos em frente. O Governo omnipresente e assistencialista morreu. O Estado Central está a esvair-se e a desaparecer como a bruxa Má do Leste. Era preciso matar a Bruxa Má, qualquer criança sabe isto. Tudo se joga, portanto, ao nível local. Ao nível local ou há soluções para as pessoas ou soluções para as pessoas. Os partidos e as cores políticas digladiando-se não resolvem problemas às pessoas. Portanto, autarcas escolhidos pelas gentes, autarcas preferidos pelas massas que votam, uni-vos! Abram os vossos parques industriais. Dinamizem o mercado de arrendamento. Comportem-se igualmente como se nada, quase nada, coisa nenhuma, dependesse do Estado Central. O Estado Central está morto. Paz à sua Desalma. Viva o Estado Local.

FORMIGUINHA

Goste-se ou não, isto não é para todos: desde o início oficial da campanha, Marco António Costa passou por cerca de 30 concelhos dos distritos da Guarda, Braga, Castelo Branco, Lisboa, Santarém, Viseu, Porto, Viana do Castelo e Leiria.

HÁ QUEM ADORE

PARQUE ESCOLAR E PATROCÍNIO JUDICIÁRIO

Não, a pouca-vergonha não tem fim: «A Parque Escolar foi o recreio da antiga ministra da Educação do governo Sócrates, Lurdes Rodrigues. Esta, depois de sair do governo foi colocada na Fundação Luso-Americana para o desenvolvimento, indicada pelo primeiro-ministro aos fundadores, então presididos por um certo Machete. Foi escolhida e ficou com a vidinha resolvida, podendo assim pagar o avultado empréstimo bancário que contraiu junto da CGD. O recreio continua e não admira que a despesa nacional não diminua, antes pelo contrário, com exemplos destes que permanecem viçosos no pântano da pouca-vergonha nacional. No caso concreto verifica-se que este ano ( praticamente em seis meses) a PE torrou qualquer coisa como 780 mil euros a pagar serviços a escritórios de advogados bem conhecidos. De facto, são apenas quatro os contemplados e são sempre os mesmos, abrangendo um leque ecuménico de sensibilidades políticas. Até lá aparece o escritório em que advoga o filho de Sá Carneiro. Mota Soares, naturalmente, enquanto anda de mota, aprecia a paisagem. Rui Pena, o especialista em administrativo, muito lá de casa dos governos de bloco central. E os demais. Quando é que esta pouca vergonha, este escândalo, acabará?» josé

quarta-feira, setembro 25, 2013

É PRECISO AMAR O FUTURO

Beautiful
Podemos adoptar duas atitudes relativamente ao nosso futuro colectivo imediato. Ou acreditamos nele e apostamos nele. Ou dispomo-nos a desistir, sendo que desistir é morrer. Os desafios colocados pela Troyka, por causa da dívida cavada pela Gestão Política em Portugal, são, na verdade, os velhos desafios colocados pela Política à Portuguesa a si mesma e a nós. Durante anos, mesmo décadas, toda a noção de obra materializava-se em estruturas físicas, basicamente. Chegou a hora em que as dimensões espirituais, culturais e humanísticas farão toda a diferença no grande menu dos principais centros urbanos nacionais. Em vez de uma rotunda, um ciclo de Música Popular; em vez de um Anfiteatro e de uma Sala sumptuosa de Congressos e Espectáculos, uma Semana de Teatro e Poesia e a profusão de grupos onde a arte pontifique. Aqui se inscreve a minha confiança total nos munícipes que investem parte dos recursos autárquicos a manuais escolares gratuitos, a medicamentos comparticipados, a residências municipais sociais com apoio ou mesmo a vacinas fora do plano nacional igualmente gratuitas. As pessoas, primeiro, e não há melhor investimento quanto aquele que dignifica vidas, premeia responsabilidades assumidas e incentiva a excelência. Não alimento qualquer espécie de receio do futuro, no plano local. O futuro já está a ser moldado segundo a pedagogia da escassez do dinheiro e das crassas dificuldades que cada um experimenta só em sobreviver em Portugal. Portanto não concebo as nossas grandes cidades alhearem-se de um apoio muito concreto e inteligente a idosos sós tal como a famílias com baixos rendimentos. Um município rico pode e deve ser um município da gratuitidade em domínios absolutamente incontornáveis no plano social, ensino e saúde, e mesmo no combate ao desemprego pelo desbloquear de um reabilitação urbana acelerada especialmente nos centros históricos, onde a atenção dos turistas se concentra e onde geralmente mais se dispõem a consumir. Não se trata de mais emprego autárquico, de mais empresas municipais. Trata-se de não andar a passo de caracol na revolução da malhar urbana dos centros históricos de Porto, Lisboa ou Coimbra, por exemplo. Entretanto, os cortes apresentam-se-nos no horizonte como inescapáveis para fazer face às nossas necessidades de financiamento de curto, médio e longo prazos. Para garantir mais dinheiro, o Estado Português, nós, dependemos ou de mais impostos ou de mais supressões de despesas fixas. Não há volta a dar, mas qualquer família em que ambos os cônjuges ficaram desempregados sabe como regressar a um módico de equilíbrio financeiro doméstico, com que privações e com que dores, até voltar a levantar a cabeça. Desde logo, mediante um fundo de meneio diligentemente alimentado e irrenunciável. O Estado Português terá de comparecer de testa alta, credível, digno de confiança, junto de quem nos empresta dinheiro, amortizando o máximo de dívida possível, como há dois dias, coisa que se repercutirá na confiabilidade para toda a espécie de novos investimentos provenientes do exterior. Um Estado Dubitativo, Hesitabundo, em crise quanto ao caminho a seguir por um significativo desafogo das nossas contas, não atrai dinheiro, nem inspira confiança. Acabou o investir em estradas? Invista-se nas ideias, nos negócios inovadores com margem de progressão planetária. Não há futuro sem a obtenção do respeito do credor pois as intervenções troykistas só se dão em Países comidos de corrupção, com décadas de descontrolo legífero e hábitos manhosos de indisciplina orçamental a fim de satisfazer os estômagos estabelecidos dos mesmos que, segundo Paulo Morais, fazem do Parlamento a sofisticada plataforma de negócios que em nada interessam aos cidadãos, caos cultivado e acalentado pelos vampiros habituais dos orçamentos, basicamente um conluio entre banqueiros sem escrúpulos, políticos sem escrúpulos e construtoras sem escrúpulos, todos eles bem na vida, todos eles com um tipo de sucesso pessoal que esmaga milhões e os condena, todos eles com bom fato e gravata e o dinheiro como ídolo e finalidade religiosa. Confio inteiramente no futuro em Portugal, mau grado os sinais depressivos, mas é preciso que o PS deixe de vender ilusões e demagogias, é urgente que os partidos de Esquerda, abandando-se com o grande leque do Verbo Rebuscado e a perpétua Indignação profissional, abandonem a retórica ultrapessimista, amarga e sem esperança. Não é com doses de depressão e petrificação mental que se dá a volta ao Pacto de Perversão, criado e atraído por quem perverteu a Política, por quem sujou as mãos com negócios, negociatas, fretes e fellatios, bons para a Banca, bons para as Construtoras e as MegaFirmas de Advogados, horrorosos para nós.

terça-feira, setembro 24, 2013

MINHA PRIMEIRA AULA VIA SKYPE

Vendi, pela primeira vez, a minha primeira aula via Skype. O Skype não me deixou de todo ficar mal, coisa que receava: não caiu, não gaguejou-desfasou o som nem "intermitenteou" a imagem. Foi perfeito. Os alunos, desde a longínqua Liverpool-já-ali, também se comportaram impecavelmente. A experiência de assim ensinar Literatura Portuguesa, Língua Portuguesa, 7.º-12.º, Escrita Criativa, Escrita Cooperativa, confesso, é bem estimulante, quem sabe seja esta a minha ubíqua sala de aula por excelência, neste futuro-presente.

FOI NA FACULDADE

... que em mim primeiro cintilou o encantamento pela poética ramos-rosiana. A impressão do gosto, da suavidade, da linearidade, da luz insólita, ficou-me como o frutado de um bom vinho tinto algures na degustação. Desde então, o meu escopo não era bem lê-lo, mas ser-lhe similar, palimpsesto de aromas poéticos rumo ao meu projecto de me tornar num Novo Camões, num Super-Pessoa.

O PROSPECTOR DE PROTAGONISMO

Tinha de ser. Portugal e o Mundo têm agora o privilégio de conhecer Nuno Lobo. Ora, who the fuck is Nuno Lobo? Ninguém. Ninguém que importe. Não é o Papa Francisco. Não é Nelson Mandela. Não é João José Cardoso. Não é o Palavrossavrvs Rex, não é sequer a Catarina Martins de olhos arregalados e voz flauteada. Não é nada de importante, salvo se, provocando despudoradamente os elementos convidados do meu clube, FC Porto, no último Estoril Praia vs. FC Porto, em pleno Camarote, agora se faça de vítima, arrastando a atenção dos media sobre si e mostrando de que é feito um homem: de litigância. Há problemas, um bate-boca, um arrufo, uma cena mais viril, um anda cá a ver se não bebes?! Litiga-se. Há chatices entre homens, empurra-daqui, filho-da-puta-dali?! Litiga-se. Nuno Lobo, tinha de ser, é mais um a querer mimo, atenção e festinhas, para efeitos auto-promotores e tentativa de denegrir outros, arrastando a sua nula importância e ainda mais nula existência à custa do meu FC Porto. Consta que é o Presidente da AF Lisboa. Pois. Mas what a fuck vem a ser a AF Lisboa?!

REQUIEM PELO 1.º PROGRAMA DE RESGATE?

Se houver um segundo resgate é porque a política, o jornalismo e o comentário político falharam. Não sou, jamais serei, como outros que imputam quase exclusivamente a Passos Coelho o malogro do Primeiro Programa de Resgate. Não suporto a linha discursiva ultradestrutiva de Pacheco Pereira. Estranho muito João Gonçalves cujo conhecimento privilegiado da experiência governativa recente não se traduz em qualquer expectativa favorável para Portugal, em confiança no nosso destino, ou no recato de uma lealdade básica, mas apenas no ressabiamento, justificado ou não, pela própria evacuação com a saída de um dos melhores ministros, Álvaro Santos Pereira. Não podemos alegrar-nos por Portugal cair de borco; não se pode fazer figas por que naufraguemos, dadas as desavenças com o timoneiro em plena borrasca. Como é que há gente lucidíssima que traz para a arena pública nada mais que a incontinência dos seus maus fígados, vísceras viciosas de quem detesta outra gente por razões muitíssimo pessoais?! Em todo o caso, se este Primeiro Programa de Resgate falhar, falha por razões bem amplas, até longínquas. Falhará porque terá estado errado? Sem dúvida, especialmente na tentativa de concentrar no tempo um sofrimento esmagador sobre milhões de nós. Quando o PS negociou esta merda já se sabia que seria assim. Antes do Resgate, porém, o País não vivia no paraíso das contas e sem problemas, ilusões ou falácias. Antes deste Primeiro Programa de Resgate, a economia não crescia. Só a dívida, só adjudicações, só o engendramento de pagamentos pesados futuros, só despesa pública, só os ajustes directos da política pré-eleições, só a inefável engenharia dolosa das PPP e dos Swap. Se este Primeiro Programa de Resgate falhar, falhará por acumular erros, sendo que o erro é o efeito da tentativa de acertar por contraponto à esterilidade de apenas opinar. Falhará por causa do calculismo excessivo do CDS-PP sob Portas e da instabilidade idiossincrática de Portas. Falhará por incompetência global, geral, alargada, da sociedade, dos seus políticos, dos seus especialistas, dos seus jornalistas, todos incapazes de se deixarem mobilizar para um objectivo inequívoco, claro, onde nem sequer o pantanoso PS tergiversasse, coisa impossível. Falhará porque uma só eleição, as autárquicas, e a tarefa hercúlea de ganhá-la ou não perder demasiado muda muita coisa, sendo o CDS-PP o primeiro a entrar na mais agitada angústia pelo temor da extinção. Falhará porque a mediocridade e o comodismo das Centrais Sindicais não muda nem consente que se mude uma vírgula ao Portugal fossilizado desde 74, cíclica e sucessivamente falido por défice de replicação dos modelos funcionais de uma AutoEuropa, por exemplo. Falhará porque a incerteza nesta Europa é a nossa certeza acerca do que de mais sádico e cruel urge fazer: cortes, a fim de sossegar os detentores do dinheiro internacional e únicos capazes de financiar dignamente o Estado Português no futuro. Falhará porque o Presidente da República é um Presidente da República ao retardador e falhará porque nos últimos dois anos Seguro fez de conta que o Memorando não era com ele, que o compromisso salvador do País, ainda que crucial, poderia sacrificar-se aos desígnios eleitorais imediatos. Falhará porque, em Política, a esperança covarde e ilusória é sempre a primeira coisa a morrer depois de mendigar em vão as ideias pródigas e psudo-redentoras do sr. Hollande ou a ajoelhar na esperança vã da remoção de Frau Merkel. Falhará, em suma, porque milimetricamente o Tribunal Constitucional, Portas, Seguro, Cavaco, todos contribuíram para as brechas, as inconsistências, as hesitações, os cálculos, a lógica de salvamento do próprio couro antes de mais. Falhará porque as coligações responsáveis só saem bem sucedidas em Países Europeus Prósperos, à prova de Corruptos: num Regime Corrupto, como o nosso, o cidadão sempre amargará, emigrará, suicidar-se-á. Num Regime Corrupto só há salvação para quem rouba a tempo e horas e passa incólume. Uns ficam em prisão domiciliária. Outros exilam-se em Cabo Verde. Outros litigam-isaltinam pelos séculos sem fim, amem. Outros ainda, depois de terem crucificado directamente o próprio Povo com decisões e efeitos duríssimos a repercutir no futuro imediato e devidamente saídos de cena a tempo para parecer que não foram eles, comentam na RTP como quem fuzila. Unhas polidas. Face esfoliada, escanhoada, maquilhada. Corte de cabelo impecável. Fato do mais caro, pose científica, perfeita, fotogénica, a beleza que passa bem, o lixo coberto de ouro e mundanidade. Esta miserável capacidade de nos deixarmos ludibriar, de consentirmos impunidade, explica, desde o doloroso Camões, o Portuense, por que motivo cenas como o Primeiro Programa de Resgate podem falhar, talvez falhem, o mais certo é que falhem. No entanto, ao contrário do Pacheco, do Gonçalves, de tantos e tantas que salivam por que isto dê com os burros na água, necessito de acreditar ser possível salvar os dedos. Contemplando os mais frágeis e sofredores, os mais desvalidos e maltratados, os desempregados, rejeitados, excluídos, recluídos na sua solidão de decepados da vida social e activa, tenho a obrigação de rezar, torcer, sofrer, chorar, babar, por que Portugal resista à tentação derrotista de falhar. Falhar o caralho, portugueses! Quem trouxe a Índia ao Terreiro do Paço e gerou com viagra natural todo o glorioso Colosso Brasil, não falha. Não sabe o que seja falhar. Não chora. Não espera o pior, não vai na cantiga cangalheira do Semedo, da Catarina, do Jerónimo ou do Seguro. Não fomos feitos para um colossal, monumental, vergonhoso, estatelarmo-nos internacional. Não somos, não podemos ser, jamais seremos, helénicos no caos consentido e cultural de não sermos levados a sério, no diz uma coisa e faz outra, tirando o PS e Paulo Portas, claro. 2.º Resgate? Digam-me que não. Assegurem-me que não.

AH-AH! OU "ARRÁ"

segunda-feira, setembro 23, 2013

CU VENEZUELANO EM CRISE DE PAPEL

Se é assim na Venezuela, como será em Cuba ou na Coreia do Norte?

A MULHER MERKEL É SÓLIDA

Podem muitos e muitas não gostar das opções tomadas pela democracia alemã que escolheu repetir Merkel, a Nua e Crua, e ainda com mais respaldo; pode António José Seguro dizer que não aceita mais cortes aos quais o Estado Português está forçado pelas lógicas disciplina orçamental da Merkel; pode a Esquerda Portuguesa alardear outro caminho nunca dantes percorrido para enfrentar Credores, mesmo com o reforço democrático de poderes concedidos à Merkel, nossa Credora por excelência, o certo é que terem os alemães votado tão massivamente nessa mulher corresponde à caução esmagadora das políticas dessa mulher, no plano interno e no plano mais alargado europeu. Doravante, pode a nossa Esquerda e até o nosso bom senso ter argumentos anti-Merda-Merkel, argumentos anti-austeridade e anti-correcção abrupta do défice, a democracia alemã disse que assim é que está bem e que já passaram pelo mesmo sob Gerhard Fritz Kurt Schröder. Ad augusta per angusta, portugueses. Como eles. O que é que podemos fazer para ter uma economia forte e à prova de corruptos e demagogos como a economia stark tutelada pela chancelerina Merkel?! Ter paciência. Não há nada a fazer. Primeiro a solvabilidade do nosso País; primeiro o equilíbrio orçamental em simultâneo com algum crescimento. Depois, só depois, alguma folga no baraço que nos enforca. Mais economia. Menos Estado-Corrupto. Como eles.

JORGE JESUS FOI PEDIR ALGUMA CALMA


UMA VERGONHA COMENTA OUTRA

Quando o ex-primeiro-ministro José Sócrates defende que se fosse líder do Executivo demitiria o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, devido às informações falsas prestadas ao Parlamento acerca das acções do BPN, isso quer dizer que também se teria demitido de Primeiro-Ministro por ter feito da mentira uma forma de vida?! A Mentira da Licenciatura. A Mentira do Freeport. A Mentira da Mentira. A Mentira por grosso. A Mentira por atacado. A Mentira em Promoção. A Mentira em Saldos. O Espectáculo Demagógico da Mentira e da Conspiração Anti-Portugal Travestida de Comentário. E agora um Livro Mentiroso que se escreve a si mesmo. É o que dá um pluralismo cor-de-merda quando foge para Paris.

SEPARADOS À NASCENÇA


domingo, setembro 22, 2013

NEM ANJOS NEM DEMÓNIOS

Estou convencido, caro JP, que no próximo Domingo a passividade e o desânimo nacionais não vão ter demasiadas razões de excitação ou contraste, aconteça o que acontecer, dada a constrição económico-financeira do País e sobretudo dada a espessa incerteza europeia em que vivemos. Os dados estão lançados, hoje, na Alemanha. Alguma mudança no horizonte? Népias. O nosso País está muito além do protesto e muito aquém da esperança, mas a Política, enquanto pretexto para o insulto frustrado e a esperança fundada ou infundada de aperfeiçoamento e progresso, deve concitar das pessoas a importância que realmente merece. Imensa. Nesta medida é que duvido sinceramente que o voto nestas autárquicas exprima essa tal dimensão nacional em que insistes. A família, o bairro, a vila, a cidade, têm aspirações muito radicadas na classe e competência dos bons candidatos locais os quais não podem pagar pelas borradas que pautaram especialmente os anos de baderna socialista-socratista, onde não faltaram malícia e lógicas fascistas de fabricação de factóides publicitários e propagandescos longe, muito longe da verdade. Toda a gente tem defeitos. Nem todos incorrem em excessos. Nem todos defraudam uma cidade, uma região e um País. Uns são simpáticos e incapazes. Outros são neutros e antipáticos mas capazes. E o contrário. As massas depositam o seu voto em quem lhes apresenta energia, obra feita, diligência, capacidade de assumir compromissos e honrá-los, alguma seriedade e moderação, o máximo de empatia humanista e fiabilidade. Lembro-te que, por exemplo, o meu candidato Luís Filipe Menezes, candidato que em absoluto subscrevo para o nosso Porto e o nosso Norte, escuta continuamente, e não só nas freguesias mais negligenciadas do Porto, o sonho das pessoas por actos políticos que assimilem a Invicta à Gaia Ressurrecta e afirmem o Porto e o Norte com a voz forte e firme que merecem. Há que perceber porquê. Rui Moreira, por exemplo, cometeu o enorme deslize de, no debate do Porto Canal, apelidar a nossa Gaia de subúrbio. Imperdoável leviandade. O que lhe passou pela testa, pergunto?! Voltando ao Marco António e, já agora, ao Carlos Abreu Amorim, em cuja inteligência e agilidade nortenha confio, claro que os considero a ambos capazes de vestirem a minha pele e a de milhares de cidadãos no Centro de Emprego na Avenida da República, tal como considero capaz disso e de sensibilidade o teu Eduardo Vítor Rodrigues. Não são anjos. Não são demónios. Acontece que prefiro o Carlos. Gosto dele. Aceito o Marco António tal como o instinto político o forjou. Portanto, votemos. Escolhamos bem, João Paulo. Tudo, menos no registo burlão, comissionista-mercenário, devorista, por que se pautaram os dois últimos Governos Socialistas. Fora de quaisquer dinâmicas passionais o digo e redigo. 

sexta-feira, setembro 20, 2013

LUZ À DÉCIMA AVALIAÇÃO

A Troyka, afinal, prepara-se para ser clemente e compassiva, lenta para a ira, cheia de misericórdia para com com os inefáveis portugueses. Como? Não sabemos. Quando? Pé ante pé. Devagarinho. Veremos as faces mutáveis dos técnicos manipulando o paralelipípedo Portugal com extremo e inefável bom senso e bom gosto, como Homer Simpson uma barra de plutónio. As avaliações, a oitava e a nona, terão de seguir o seu curso exigente e inflexível porque os mercados estão a olhar: não se pode defraudar os mercados. Internamente, o desespero eleitoral acomete quase toda a gente, tendo em conta o casamento imperfeito entre o grau desigual das expectativas dos partidos e partidecos e a aritmética desproporcional das possibilidades de cada um. Vai tudo correr bem, mas à Troyka não mais convirá fatigar-nos com a imagem cilíndrica impassível que amassa um Povo já esmifrado. A desanimada passividade portuguesa é um fenómeno proverbial, mas isto só chegou aonde chegou graças à ampla bovinidade cívica. Paulo Portas está em todas. Olhos nos olhos com a Troyka, à mesa negocial. Olhos nos olhos com o seu resto de eleitorado na grande batalha autárquica. Olhos nos olhos como a secretíssima e talvez sacratíssima reforma do Estado, no Santo dos Santos, inacessível à turba e inescrutinável. Gosto dos credores assim, amiguinhos. Eles serão bons para connosco, mas não para já. Só lá para a décima avaliação. Por agora, cabe-nos fazer o que nos incumbe. Obedecer. Engolir a pílula. Estender a passadeira. Passá-la a pano.

INSUBMISSÃO E LIBERDADE

«Isto, logo após a proclamação da República no nosso país, regime que ajudara a implantar com os seus escritos esbraseantes, mas que desiludido começou a atacar com rara violência e desassombro, na imprensa nacional. Repetia-se com Homem Cristo o que acontecera com outro jornalista de raça, Cunha e Costa. Talvez que os motivos que levavam o moço plumitivo a essa reacção contra a República nascente, fossem aqueles que conduziram o notável advogado lisbonense aos mesmos trilhos de aberta e corajosa hostilidade à política desse tempo: «a verificação de que todos os responsáveis pela consolidação e progressos do regime outra coisa não faziam do que atraiçoar, sucessivamente, a obra da propaganda republicana; o espectáculo triste exposto aos olhos de todos no palco da vida nacional, da turbulenta campanha contra os adesivos, revestida de feroz carácter demagógico; o divórcio insofismável entre a República e o País, convertido o regime no fomento dos interesses de uma casta fechada, de uma oligarquia, de um bando de dentes vorazes e muito alimento; a reincidência por parte dos governantes de todos os erros que haviam perdido a monarquia; a entrada do novo regime numa política estouvada e sectariamente anti religiosa que a consciência pública e a razão de Estado excluía; o conhecimento de que, ao provimento de todos os cargos da República, presidiu o arranjismo, cada qual tratando de anichar, com impudor nunca igualado pela monarquia, os parentes, amigos e aderentes; a constatação de que, fazendo tábua rasa dos elementares ditames do patriotismo, os governantes democráticos pretendiam escamotear, d’emblée, oito séculos de história, assinalando por nascimento, à nação, o dia 5 de Outubro de 1910.» Cláudio Correia d’Oliveira Guimarães

UM PORTO FORTÍSSIMO

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Programa Eleitoral

PERDE-TE

A MINHA DEMAGOGIA É MELHOR QUE A TUA

A citação seguinte faz estarrecer e o texto, na sua globalidade, parece suficientemente demolidor da sacra e seráfica figura rui-rioniana para principiantes e bem-intencionados. Chega-se ao fim e pensa-se no sepulcredo caiado da manufactura política e sobretudo no cinismo de certos ataques e acusações aos adversários ou rivais. A verdade não perdoa nem hostiliza: «Quanto ao Grande Prémio, os seus custos são um embuste. Vá a www.base.gov.pt e descubra que os 700.000 euros que Rio diz custar a coisa são uma falácia; esse valor é o valor que a Câmara adjudica. Depois, são pelo menos mais 1,5 milhões de euros adjudicados pelas Empresas Municipais, em verdadeira engenharia financeira. Junte-lhe 1,4 milhões do Turismo de Portugal, que todos pagámos e... nada de novo, com a agravante que os números do Turismo indicam um crescimento de uma clientela "low-cost", de "city break", provavelmente muito mais interessada no Património Mundial do que no "paddock" das corridas. Também já vimos o IVA do golfe ser reduzido por razões exactamente da mesma ordem demagógica. São 600.000 euros por cada dia de provas. Um verdadeiro "Euro 2004" municipal; há relatórios da Inspecção Geral de Finanças dando conta da pré-falência da Porto Lazer. Mas as Empresas Municipais estão dispensadas do Orçamento, o que se calhar até explica por que é por lá que se paga o dito evento, entre outros.» Nicolau do Vale Pais

CREIO NO METANO MARTISIANO

Creio nos micróbios martisianos. Creio no metano como seu resíduo metabolizado vestigial. Enquanto não tivermos penetrado no subsolo de esse planeta e explorado muito mais, vou continuar a acreditar que a Vida é a Lei do Universo ou dos Multiversos e Arredores. A constante é a Vida. A sua finalidade de tudo é também a Vida.

quinta-feira, setembro 19, 2013

NOTÍCIAS DO BUNKER SOCRATESCO

Esta estória da Ministra com a Estradas de Portugal, enquanto técnica da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, tem as cartas marcadas: a contínua sugestão de que Albuquerque mente serve que propósitos senão ao branqueamento dos decisores socialistas? Pode um swap agregado a um empréstimo com parecer favorável de Albuquerque e decidido pelos incumbentes socialistas empestar o ambiente daquela que deu o parecer e não daqueles que o requereram? Pode. Isto é Portugal. É o Regime. São os socialistas-socratistas a tentar escapar fedendo. Não faltam facadas [as do relatório da DGTF?] a ajudar à cacofonia que estes pretendem instaurar. Bastou que a mulher hostilizasse o sacrossanto múnus socratesco nesta matéria para lhe cair tudo em cima, todo o sistema pastoso e omertàlhoso que o Dr. Soares montou há uma porrada de anos. Ora, eu quero que o Ministério das Finanças me resolva problemas urgentes [o OE2014] e não que me seja o Problema, ou o Problema que o Spin Bunkeriano Socratesco laboriosamente fabrica seja trituração sistemática da idoneidade de Albuquerque. 

O VICE SISTÉMICO E O VICE INSUBMISSO

Moreira da Silva, Ministro do Ambiente e vice-presidente sistémico do PSD, mostra-se demasiado comportadinho para meu gosto e completamente assimilado ao politicamente correcto. Talvez tenha sido por isso que não demos por ele nos dois anos mais pesados da intervenção externa, enquanto vice-presidente do PSD em regime exclusivo. Marco António, pelo contrário, que leva a cruz de organizar a campanha autárquica do PSD, não pode dar-se ao luxo de não falar a linguagem do óbvio que todos falam: o FMI é cínico. Está no seu direito e no seu papel. O papel de um vice-presidente do PSD é o de abrir a boca e arriscar o informalismo da crítica e da polémica, ao contrário de Moreira que nunca teve nada para dizer que se ouvisse, espantalho mudo e quedo, quando, no período 2011-2013, foi mais necessário mobilizar e moralizar as tropas para dar sentido e alento à etapa mais asquerosa desta disciplina austeritária só para alguns. Marco António tem muitos defeitos, mas é insubmisso e de um Norte que não amocha. O Norte que faz falta. Para além de tudo, dispensava-se agora um Partido em conveniente e artificial polifonia, a desafinar na estratégia e na retórica.

NENHUMA SAUDADE DISTO

Ficheiro:Royal Coat of Arms of Spain (1580-1668).svg
Ao mesmo tempo que olhamos com simpatia
o Movimento Independentista Catalão
e os símbolos do seu orgulho.

PUTIN E McCAIN, OLHA QUE DOIS

À sua maneira e variando de grau, quer McCain quer Putin são intolerantes e escrevem umas coisas que não falham o alvo. Putin não errou no argumentário humanista usado com mel no New York Times. Nem McCain no que invectiva ad hominem no jornal russo Pravda online. O problema de ambos é terem escassíssima moral para falar. Putin é um Csar Musculado, cúpula de um sistema mafioso descentralizado, imune às lógicas participativas de uma democracia moderna. Só a morte natural o removerá do exercício dinástico do Poder. Não tem lições a dar sobre justiça, democracia e direitos humanos. McCain ainda não se livrou das pulsões imperialistas, belicistas, com ele e muitos norte-americanos se ungem, a unção da excepcionalidade, coisa que depois dá merda. Portanto, dois galos num espaço apertado. Que se entendam.

AMEDRONTADAMENTE BAÇO

Depois do cinzentismo portista de ontem, espero que os nossos jogadores se revelem em pleno brilho a partir daqui. Longe, bem longe do melhor FC Porto que vi, contra o Nápoles, na pré-época.

quarta-feira, setembro 18, 2013

HYPNOMERKEL

Muito cómico!

AI FODA-SE, GESUNDHEIT!

Atchim! «A União Europeia para Portugal decidiu outro caminho, dividindo com o FMI um programa que na prática é um programa cautelar, servindo de simples fiadora da dívida, ao contrário do resgate ocorrido na Grécia. O resultado são juros proibitivos entre os 3.5% e 5.5%, duas a três vezes mais do que paga a Alemanha pelas suas emissões a 10 anos. Nem os ganhos que o BCE tem obtido com alguma dívida nacional que tem comprado nos foram devolvidos, nem o Estado os pediu, mais uma vez ao contrário da Grécia.» Marco Silva

A TROYKA E A SUA «ENORME RELUTÂNCIA»

Seguro, como sempre, está a ver mal «a enorme relutância da Troyka» em indulgenciar o PS e a sua poção mágica para o défice. Não é que a Troyka tenha sentido uma enorme relutância na flexibilização do défice português. Não. A Troyka, quer dizer, a delegação técnica dela, o que deve ter é necessariamente uma enorme relutância em sentar-se à mesa com o PS, Partido que a convocou em primeiro lugar, Partido que se comporta como se a não tivesse convocado, Partido que já não subscreve [ou diz que não subscreve] o que assinou, o que implicaria pelo menos a boa-vontade de reformar e reformular o assinado, um tal Partido-Farsa só poderia suscitar repugnância, relutância e outras palavras terminadas em ânsia, no plano interno e externo, pois torna estas missões repletas de atrito, risco e incerteza e a incerteza com credores paga-se caro. Nem carne nem peixe, tal como o seu líder, eis um Partido-Sonso de e para Tansos a merecer rejeitância agora e para sempre, amem.

VAI CORRER TUDO BEM

terça-feira, setembro 17, 2013

FODTROYKA-SE

A Troyka mata? Mata. O PS, quando é Governo, também mata, esfola e enterra, coisa que só se sente especialmente quando esse partido é exonerado de funções mediante o plebiscito eleitoral e vai embora, resultado normalmente extraído a ferros, custoso e ranhoso. Depois de terem falido o País, desejam continuar a mandar e-mails. Nós, Portugueses, por alguma razão especial que Mário Soares explicaria, fomos defumados, deFMIados, 'troykados' em 1977, 1983 e agora em 2011 pela mão de Governos PS. É uma vergonha? É. Mas natural. Tão natural e mortífera como o próprio PS.

POR UMA VIDA LONGEVA

Acho estimulante que a ciência explore todas as vias para conhecer e controlar todos os processos biológicos de uma longevidade saudável. Interessa-me muito saber o que fazer para ser mais saudável, mais feliz e harmoniosamente longevo. Aderi ao Jejum Intermitente e à corrida de baixa ou média intensidade como processos para um bom estado geral, mas é sobretudo o meu minimalismo que neutraliza na minha vida as fontes de estresse, ânsias tóxicas em torno das coisas, da sua posse e obtenção. Sossegar o Desejo e olhar bem para dentro é caminho para um sossego justo e permeável à paz, receptivo à divindade. 

アピール

日本人はフランクフルト経由、ポルトガル、快適なA380に来ている可能性があります。私たちを愛し、何かを購入する観光客は、アパート、食品、は非常に歓迎されています。

性别是什么是付出


性别是什么是付出,如果中国共产党给予特别许可.

SPORT LISBOA E TREMEDEIRA

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Ganhar, o Sport Lisboa e Benfica ganhou, mas a tremer muito, com muito medo e pouca calma, especialmente após os '90. Naturalmente. A tendência é melhorar, com a ressalva de que não há mais nenhum Royal Sporting Club Anderlecht neste Grupo e, com um Maxi a sarrafar a eito, todo o cuidado é pouco. Jesus diz que na 2.ª Parte quiseram gerir o resultado. Quiseram, mas foi difícil.

DEPOIS DE SÁ CARNEIRO E DE SANTANA...

Depois do Sá Carneiro Caloteiro, campanha do PCP, e de Santana Farra e Gajas, alvo do Sistema Corrupto Socialista por dá cá aquela palha, não me lembro de mais nenhum político tão saco de pancada, tão pretexto destrutivo, tão álibi dos lixos alheios. Tinha de ser mulher, tinha de ser ministra, tinha de ser do PSD. Não se chama Pintassilgo. Chama-se Albuquerque. A SIC come-a viva. O Público alimenta-se do fígado dela. O pessoal socratista mina-lhe o caminho. Não era uma decisora. Deu pareceres. Outros, do Salgado ao PM ultra-swapista Sócrates, estão na sombra a escapar ao escrutínio. Por que será?! Porque é Portugal. E cá é assim.

SE ALBUQUERQUE DEVE SER DEMITIDA...

Carlos Costa Pina deverá ser o quê?! Empalado em praça pública? Enrabado por um gorila furioso e careca como o Tony Carreira, há anos em jejum sexual símio? Metido num colete de forças? Atirado para a jaula de Vale e Azevedo e esquecido como o Zé Maria do 1.º BigBrother? O quê? Os swap são uma matéria muito delicada e uma péssima arma de arremesso político. Os ex-incumbentes 2005-2011 não se livram do escândalo efectivo com o engendramento artificioso de mais escândalo. Parece-me óbvio que a Oposição, magistralmente liderada pelo pífio Seguro, secundada pelo sidecar alternante Semedo-Catarina e secundada pela retórica choradinho-clerical de Jerónimo, não tem soluções nem alternativas para oferecer ao País. Só tem vozes de fanfarra do tipo Pedro e o Lobo. Só tem pedidos de demissão. Calma. Primeiro a 8.ª e a 9.ª avaliações bem sucedidas, coisas sérias. Só depois a pequena barganha politiqueira; só depois o pequeno marralhar bonzinho de Seguro, fantasista aterrorizado pelos inimigos internos; só depois a pequena sanha desesperadora e dual de Semedo-Catarina; só depois a Pequena Coreia enfeitada a camaradas de Jerónimo. Mas só depois.

O FACTOR GASPAR

E depois do adeus? Depois de Gaspar, depois da crise de Julho, após a intermitência irra vogal de Portas, nada ficou como dantes, especialmente nos juros da dívida pública nas várias maturidades e na esperança de um regresso do Estado Português à normalidade do financiamento em mercado, na data estipulada. Porquê? Por causa do peso pluma dos actores que sucederam a Gaspar nos dossiês que este detinha: Gaspar era um bloco inamovível sem consideração pelo flato da política e a sua agenda. Portas e Albuquerque, do ponto de vista das marionetas que controlam a volubilidade subjectiva do dinheiro mundial, são o regresso da velha jangada rançosa do Regime movida a gás metano político, com bússula política e leme escaqueirado político. Albuquerque e Portas querem passar por bonzinhos e sensíveis ao lastro que se dependura nos partidos e mostrar a peitaça rebelde na mesa negocial troykaniana. À calamidade de actualmente a 10 anos, as taxas de juro permanecerem próximas dos 7,508% de 3 de Julho e a cinco anos a taxa andar a acima de 7%, subjaz simplesmente o desaparecimento do peso técnico e da fiabilidade técnica de Gaspar. Ainda hoje interpreto como auto-ironia as asserções da sua carta: «Falhei!» O que falhou foi a sua capacidade de persuasão, por falta de moral e perda de prestígio interno como vidente e previdente macroeconómico, para o que deveria ter sido feito aquando da 7.ª avaliação e está agora previsto para o OE2014. O que falhou foi o devido respaldo dentro do Governo para anunciar e fazer então o que fatalmente se anuncia agora no domínio das Pensões, por exemplo. A guerra com os mercados ganha-se sem mariquices nem escrúpulos. Ganha-se com a linguagem dos mercados que é selvática, crua, insensível. Não gostamos, mas não há outra: dura debita sed debita.

segunda-feira, setembro 16, 2013

PÃO CIRCENSE MUNDIAL

Depois do espectáculo negro da tragédia, o espectáculo redentor da mega-engenharia. Admirável. Espectáculo, tudo é espectáculo, e o mundo, como escrevia Shakespeare, O Palco.

POEMA EM LINHA RECURVA

Nunca conheci, na imprensa, nas rádios, nas TV, quem tivesse ousado declarar merdífero e impróprio para consumo-comentário o comentador Sócrates. Todos os meus co-bloggers têm sido esquecediços de tudo quanto lhe respeita. E eu, tantas vezes obcecado por ele, tão lindo a dizer coisas com embrulho mariquesco-gay na RTP, eu, tantas vezes insistente em que ele cheira mal e não tem vergonha nem se enxerga, a não ser o penteado artificialmente grisalho ao espelho, lindo, eu, tantas vezes fetichista com ele nu-nádegas por seviciar com ramos de rosas rubras, eu tantas vezes tresandescamente repetitivo contra ele, indesculpavelmente o mesmo acerca dele, eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para escrever sobre outra merda qualquer senão sobre ele, eu, que tantas vezes tenho sido obtuso, direitolas, elitista, nortista, que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das sinceridades orgânicas e viscerais, que tenho sido prolixo, exaustivo, monótono e pesporrente, que por isso mesmo tenho sofrido enxovalhos, escarros, mil dislikes e engolido, que quando não tenho engolido, tenho sido mais ridículo ainda com palavrões e palavronas; eu, que tenho sido cómico às turistas de hostel e às melgas iliteratas, eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos colegas de ócio e vítimas da dívida, eu, que tenho feito vergonhas vocabulares sem me arrepender, poupado dinheiro como um salazarento sem me indulgenciar sequer com uma cerveja, eu, que, quando a hora dos socos surgiu, me tenho inchado de peito para dentro da possibilidade de calçar socos e abandonar sandálias; eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, dos grandes desprezos e grandes condescendências cínicas e invejosas, eu verifico que não tenho par nisto tudo neste merdi-mundo da bloga. Toda a gente que eu penso que conheço e que posta como eu nunca teve uma sanha ridícula anti-Sócrates, nunca postou enxovalhos a Sócrates, nunca lhe radiografou o recurvo carácter nem o imaginou paliativamente num cárcere húmido, com cheiro a mijo, nunca foi senão rei – todos eles reis – na grande bloga abstinente e incapaz de hostilizar o Poli-Indecente Político por antonomásia e por execrável excelência… Quem me dera ouvir de alguém blogger a voz humana no youtube que confessasse não uma tendência anti-Sócrates, mas uma equidistância anti-Sócrates e semi-pró-Passos; que emitisse, não um post arrasador sobre um Crato, mas um post atoleimado e sanguinolento anti-Sócrates! Não, são todos a Suprema Condescendência e Absoluto Olvido, se os leio e postam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi teimoso e militante anti-maçónicos, anti-jacobinos, anti-ateus, anti-mafiosos socialistas no grande antro do Rato? Ó reis, meus irmãos, arre, estou farto de puritanos e beatos laicos! Onde é que há gente na bloga? Então sou só eu que é obcecado e insistente vigiando um caramelo que abraçou Portugal com as pernas e ainda aspira a repetir a inglória proeza abraçando-o como Presidente da República desta terra? Poderão os leitores não os terem lido, podem ter sido encornados pela sintaxe – mas bloggers anti-Sócrates nunca! E eu, que tenho sido obcecado pela matéria socratesiana sem ter sido distraído, como posso eu postar como os meus iguais sem recalcitrar nesta relíquia culposa que ousa comentar lá, onde é imperdoavelmente culpado? Eu, que tenho sido anti-Sócrates, literalmente anti-Sócrates, anti-Sócrates no sentido milimétrico e atrevido da anti-socratice.

O TERROR NORTE-AMERICANO

O volume de morticínios nos Estados Unidos não surpreende. Surpreende que nada mude e que, no plano político internacional, se arroguem em justiceiros planetários. Está na Hora de enfrentar o terror interno, a não ser que seja mais uma da Al-Qaeda.

MERKEL E O DRONE SEXUAL

Impensável, Merkel esteve completamente à mercê de um drone sexual. Fusiforme, com asas de morcego, a recordar um megavibrador, foi pena que não esguichasse alguma coisa em reforço da tal solidariedade e da tal compaixão entre os povos. Agora a sério, parece óbvio o extremo perigo que a chancelerina correu. Não dá para rir. Dá?

NA PONTA DE UM CORNO

Até há poucos dias, Portugal parecia recuperar da valente sova macroeconómica que os últimos dois anos comportaram. Pendurados na ponta de um corno, índices como o desemprego sorriam sem parecer martelados ou sazonais. Agosto destruiu essa ilusão. Se há passos, são ténues, mínimos, embora em frente. A surpresa foi geral, mormente para aquelas franjas extremadas que fazem do derrotismo e do mal-fodidismo traves-mestras do combate político e da simplista dicotomia Esquerda-Direita a teoria automática com que se explica o desconcerto do Mundo: para esses, nunca nada está bem e por isso todas as boas notícias têm atenuantes que as transformam em más na mesma. Há eleições? Logo, os números estão ser maquilhados. Concedo a maré de mensagens positivas como espuma de conveniência para os partidos do Poder. Mas nada de dogmas. Se recuperámos, recuperámos como?! Graças a quê? A que milagre? Muitos apontam o turismo nórdico massivo por todo o País. Outros acrescentam que, além dele, temos recebido carradas de asiáticos e norte-americanos com dinheiro para gastar. O Banco Central Europeu parece não ter culpas nem inocências relativamente à ainda alta das taxas de juro, 7,4%, a dez anos para a dívida pública portuguesa nos mercados, apesar dos referidos sinais de recuperação. Preço da pueril crise de Julho? Talvez mais dias de sol, mais dias felizes, nos tenham levado a perder o temor de consumir e lá voltamos aos mínimos de sabor e dignidade, fazendo das tripas coração. Por exemplo, eu, que tenho testado viver segundo um minimalismo extremo, salvaguardando a minha felicidade espiritual e alegria de viver haja o que houver fora de mim, estive três dias em Viana, Ponte de Lima e Braga, sob algum mecenato de uma idosa rapioqueira por quem zelo. Os turistas eram bem mais que os autóctones, desfrutando dos nossos ares, das nossas vetustas pedras, bebendo nas tascas e restaurantes o nosso vinho e a nossa cerveja, olhando com gula as nossas paisagens, gargalhando e convivendo sob um sol audaz de churrasco. O nosso sol. Gente de todas as idades. A mesma coisa no meu Porto, que percorro, sentindo comovido cada ruela sob os meus passos, sob o meu tacto. Os dias frios e sombrios aprestam-se e logo se verá a cor global deste ano. Acredito que algo de bom sucedeu, no meio de tanto sofrimento, que isso ficará patente e poderá ser argumento ao negociar. Porque a dívida é insaciável, exigem-nos ainda mais cortes que lhe garantam a pagabilidade pelos anos advenientes. O serviço da dívida é quem mais ordena. Paira no horizonte mais retracção e angústia. Porém, sem fé não há futuro. Nada mais cancerígeno e tóxico que excesso de pessimismo e a exposição ao enxerto de porrada da realidade. Enfronharmo-nos nela, suprema estupidez. Há sempre esperança na ponta de um corno.

A FAMILIARIDADE DO TOQUE

Ficheiro:Tizian 050.jpg
Noli me tangere. 
Por Ticiano (1512), na National Gallery, em Londres.

domingo, setembro 15, 2013

OS TERRORES DE SEGURO

Seguro tem medo dos resultados de 29 de Setembro? Claro que tem medo. Haverá consequências de uma derrota que será qualquer vitória inexpressiva do seu PS desavindo. Por isso dispara à tolo. Mas tem terror de outra coisa: é que o lado mais lixo do PS, o lado mais nojo desse partido  os sócrates, os soares, todos os melgas da mais terrível e danosa omertà política  anda em perrices anti-Seguro, apoiando desabridamente Costa, em Lisboa, plataforma para o País Socialista ou o que restar dele. Quem está demasiado com Costa por Lisboa não pode estar o mínimo com Seguro pelo País.

AGORA IMAGINEM...

... este Sporting Clube de Portugal renascido e reencontrado a acabar a primeira ronda da Liga à frente do Sport Lisboa e Benfica. Cheira a um Super-SCP! Há claramente um SPC antes de Bruno Carvalho, povoado de ineptos, vampiros e incompetentes, e um SPC depois de Bruno Carvalho. Mas ainda é cedo para avaliar.

MAIS UM ESFORÇO...

... e o Lince Ibérico ultrapassa a população portuguesa na capacidade de procriar. E sobreviver decentemente.

sábado, setembro 14, 2013

NÓS, OS DESEMPREGADOS, E ELES

O desemprego é uma foda. Claro! Mais ainda o de longa duração incidindo sobre gente que não vai para nova, na casa dos quarenta, como eu, ou dos cinquenta. Sofremos numa espécie de limbo do qual ninguém nos tira nem nos tiramos porque um entorpecimento da vontade e uma paralisia emocional remetem-nos para baixíssimas expectativas sob o véu de uma baixíssima auto-estima. Há culpas para todos os gostos, mas a verdade é que por cada mil desempregados há um punhado de dias-loureiros a laurear a pevide, um monte de oliveiras-e-costas em hotel domiciliário, e um aterro de sócrates a botar faladura nas TV como se não tivessem enriquecido com meio mundo de negócios nojentos à pala do Poder. Depois, sim, podemos falar do problema sistémico do Ocidente desindustrializado e da competição global. Mas só depois de digerida a lógica que dita a falência cíclica de um Estado, o nosso, por pura corrupção desde o miolo.

O MEU AMIGO PEER STEINBRÜCK

O dedo em riste de Peer Steinbrück, numa das melhores fotografias artísticas sexy de 2013 [eheheheh], é como uma frase perfeitamente normal descontextualizada e aproveitada pelos adversários. E se deixassem de ser hipócritas e repletos de falsa pudicícia, alemães?! Isto lembra-nos a historieta dos cornos de Manuel Pinho: muito mais saudáveis, éticos e salubres que a substância dos Governos de que fez parte.

ARMAGEDÃO SOCIAL, SIM OU NÃO?!

Se hoje o debate em Portugal é a chegada ou não do Armagedão Social, nos demais países o debate será o mesmo, ainda que por caminhos completamente bizantinos, como em Espanha. No Dubai e na China é que não há debates nem problemas destes e é lá que corre o leite e o mel do dinheiro abundante e das oportunidades. Quem é que [o socialismo!!!!] envenenou e adoeceu o meu País?! De que temos medo?!

sexta-feira, setembro 13, 2013

A DELMIRA DELIRA

Há uma indignação justíssima pelo muito desemprego imprevisto desde há décadas, na Educação, mercê da engenharia de compressão das necessidades docentes levada a cabo crassa e paulatinamente por Crato. Vozes de angústia e revolta erguem-se, perdem o pudor e o temor. [Trago a minha embargada.] Ontem, uma maria, um manuel. Hoje uma Delmira. Fosse a Delmira multimilionária para dar empregos como quem usa cotonetes! 'Bora, Delmira! Estar agora a imprecar um Ministro Liquidatário de Empregos, representante de um Estado castrado, comprometido e endividado, é que é demasiado fácil. O que Crato faz não é nada bonito, concedo. A luta falhou. Teria sido muito mais fácil cilindrar os cratos, as maria-de-lurdes, e as alçadas, num tempo outro, e sobretudo com um Estado não-corrupto e não-falido nem passível de falir. É tarde. Melhor engolir a pílula.

LEVIANDADES DA MANELA

Teria bastado que todos os Governos imorais do passado enfrentassem os problemas de défice a tempo e a horas, corressem riscos, fossem capazes de imoral impopularidade, e nunca teríamos chegado às actuais necessidades fisiológicas imorais de um Estado Corrupto capturado pelo serviço da dívida. As medidas, os cortes, Manela, são imorais. Claro que são. Parte da dívida e quem a contraiu também são imorais. E todos os que instigam cortes na medula cívica. A Europa é imoral. O FMI é imoral. O BCE é imoral. Todos são imorais. Um Estado que vive acima do que pode é imoral. Se fizermos o que nos mandam, as imoralidades troykianas que nos ordenam, sobrevivemos a problemas mais drásticos e à suma imoralidade de falir, perder o pé e a face. Que tenha valido a pena termos sido trucidados pelos imorais.

BOCAS DO BIZARRO PIZARRO

Isto é só bocas com fumaça, Bizarro Pizarro! Esconder o símbolo do PS, nestas autárquicas, é que era avisado, ó Manel Pizarro! Se o símbolo do PSD corporiza uma ofensiva austeritária crudelíssima e sem quaisquer precedentes nas nossas vidas, o símbolo do PS é a imagem do regabofe que lhe preparou o caminho, símbolo da sem-vergonha política, do maquiavelismo atoleimado socratista para o qual havia sempre dinheiro. O dinheiro do depois vê-se.

IMPOSTORES DO CARALHO

Por que é que o súbito amor constitucional do socialista João Ribeiro que concorre à presidência da Câmara de Setúbal, não o faz distribuir exemplares da Constituição com colchões especiais anti-bancarrota, pára-choques anti-corrupção, óculos protectores anti-omertà xuxa?! Eu quero uma Constituição que não me lixe. E tu, ó Ribeiro-Evaristo, tens cá disto?!

E VERGASTAREM-LHE AS NÁDEGAS, NÃO?!

Notícias sobre Isaltino são como notícias sobre a morte. Cansam. Ninguém as quer. Não nos fazem bem. Chega de notícias sobre Isaltino, quer o ilibem, quer o acusem, quer o recomendem, quer o enterrem. Chega. Passemos a outros ainda na penumbra... Isaltino... Isaltino... Com que então o acórdão dos juízes do paço Ratton impede o ex-autarca, a cumprir pena de prisão, de se candidatar nas eleições de 29 de Setembro à Assembleia Municipal de Oeiras?! A sério? E que tal vergastarem-lhe as nádegas dez vezes, todas as semanas, durante um ano ou fazerem o Estado recuperar grossas maquias isaltinadas?! Cassete do caralho! Ou Isaltino ou Vale e Azevedo, ou Vale e Azevedo ou Isaltino. Dois presos. Centenas de soltos. Onde diabo param os outros, todos os outros?! 

ENTRE SOARES E HUMPTY DUMPTY

Ficheiro:Denslow's Humpty Dumpty 1904.jpg
Quando a Natureza imita a Arte e a Arte a Vida, a meio caminho entre Soares e Humpty Dumpty.

quinta-feira, setembro 12, 2013

SAPO NOTÁVEL

Com um pouco de atenção, podemos ver Ferro Rodrigues a saltar desesperadamente para fora do lançamento do LADEE. Notável. Ok, a ser ejectado pelo lançamento do LADEE. Notável na mesma.

O ADJUNTO PUGILISTA

Lida a história desenterrada por Cerejo, conclui-se que Rodrigo Gonçalves necessita de tratamento hormonal para parecer pacífico. Se não resultar, que tal a castração?! Precisamos de mais Ghandi e menos Tyson.

ARRISCA-SE?

Portugal é desigual, sempre foi desigual, será sempre ultradesigual. Evidentemente que toda a desigualdade portuguesa começa e acaba na corrupção de Regime: num Regime Corrupto, com Partidos fantasiosos e glutões como o PS, nos quais a corrupção acaba sempre por parir bancarrotas, a desigualdade veio para ficar. Pagar dívidas é somente a outra face da mesmíssima moeda medíocre regimental.

quarta-feira, setembro 11, 2013

AO CRATO E AOS OUTROS

EM TEMPO DE FOME, PESTE E CORTES

Puta de generosidade pr'amigos em tempo de fome, peste e cortes! Fica sempre mal e dispensa-se dela tomar conhecimento, mas é o que temos.

ZOMBIEFICAÇÃO DE BALSEMÃO

Ouvido na rua: «Balsemão está horroroso. O que a velhice faz a uma pessoa!» Não sei se concordo. Interessa-me mais o estado geral daqueles neurónios e dos maus negócios com o Diabo entretecidos nos anos mais recentes. Pior, muito pior que parecer-se com um zombie ou nem precisar de caracterização para parecer um. A sorte sorri por demais aos balsemões e eu precisava de uns trocos... Ó Balsemão-Evaristo, tens cá disto?!

terça-feira, setembro 10, 2013

DA LEITURA AUTOFÁGICA DAS CAUSAS

É por estas e por outras que ainda me está atravessado o que de obsceno li em Sérgio Lavos acerca de António Borges: «Dizer-se que morreu um homem que lutou para que os salários baixassem é, simplesmente, não se fazer o mínimo esforço para o entender. E na verdade é simples, António Borges acreditava que só uma descida de salários podia evitar o disparar do desemprego. Podia estar errado, mas era nisto que acreditava. Com toda a certeza que Carvalho da Silva, ou Francisco Louçã, ou Tozé Seguro se indignariam se os acusassem de lutar para que o desemprego aumente. A acusação seria absurda. Quando estas pessoas defendem a subida dos salários mínimos (ou um mercado de trabalho mais rígido) não o defendem com o objectivo de que o desemprego aumente. Defendem-no porque acreditam que o desemprego não é (muito) influenciado por estas restrições legais. Da mesma forma, quando António Borges defendia que os salários deviam baixar, não o defendia porque quisesse que os salários baixassem. Na sua cabeça, esta era a melhor forma de evitar que o desemprego disparasse. Adicionalmente, na sua cabeça, o aumento do desemprego leva inevitavelmente a uma queda dos salários. Assim, ao defender uma maior flexibilidade salarial, pretendia apenas evitar os custos do desemprego.» Luís Aguiar-Conraria

NA VERTIGEM DA ALIENAÇÃO

António José Seguro estará sempre desfasado da hora política do País, do sentido de qualquer emergência, enquanto mantiver um registo alienado, populista, demagógico. Tó Zé pende para o lado mais suave, doce e tresloucado da política ao negar evidências estruturais e ao fugir das exigências conjunturais que hoje se nos colocam: cortes a constar no Orçamento, preço da mais imediata negociação bem sucedida com a Troyka. É certo que o PS é uma omertà sequiosa e faminta de benefícios de facção, velho sanguessugadouro de impostos, glorioso na dívida, famélico no pagá-la, mãe de problemas bem emaranhados para a saúde económica do País, mas por vezes poderia disfarçar. Ao não querer ter algo ver com soluções dolorosas mas necessárias e ao não se associar aos resultados positivos e respectivo mérito que começam a avultar, o PS nada terá a oferecer a quem vota. Ainda bem.

REPLETOS DE AMOR

Ficheiro:Francken, Hieronymus the Younger - Parable of the Wise and Foolish Virgins - c. 1616.jpg
O nosso coração é a lâmpada bíblica que as Cinco Virgens Prudentes seguram quando, pelo crepúsculo, vão ao encontro do Noivo. Sem o azeite da Graça, de um coração repleto de amor, perdão e perfeitamente reconciliado, a ténue flama morrerá. Não há vida na vaidade.

sábado, setembro 07, 2013

VULCÃO POPULAR BRASILEIRO

De novo alastrando nas ruas. E nas redes.

A RECUSA

«... esta história tem uma origem" e responsáveis directos, que não está no legislador ordinário, está sim na recusa afirmada e reafirmada do PS em aclarar as dúvidas que podia suscitar. Essa recusa tinha dois objectivos: ou poder imputar ao PSD a responsabilidade de ter alterado uma lei em seu proveito próprio ou - caso não o fizesse, como não poderia eticamente fazê-lo - pôr as candidaturas então já conhecidas na situação de só se poderem afirmar como tal em vésperas das eleições. Esta é a verdade nua e crua da história. A vergonha a que o país assistiu da judicialização desta fase de pré-campanha autárquica é filha exclusiva de uma estratégia dos socialistas para tentarem evitar desastres através de golpes rasteiros de secretaria.» Fernando Seara

quinta-feira, setembro 05, 2013

ERA DA IMPESSOALIDADE

DEMASIADA VIOLÊNCIA, DEMASIADO VLADIMIRO

Não gostei nada do tom com que o vice-presidente da Câmara do Porto, Vladimiro Feliz, vitupera o meu candidato Luís Filipe Menezes num certo comunicado ungulado. Mau sinal. Não gostei, mas parece natural e na esteira de quem inaugurou um tom negativista, pessoalista, destrutivo em relação a outra candidatura, Rio, como se a sua pessoalíssima consciência omnisciente acerca de Menezes, o seu resumo de Menezes, determinassem a missão divina de profetizar contra ele, não olhando nem à linguagem nem aos respectivos limites. Dado que Rio gastou as munições de maledicência na célebre entrevista-fuzilamento de carácter à RTP, dado que se expôs de mais e apanhou universalmente, é a vez de Vladimiro Feliz, o vice, prosseguir e aperfeiçoar as hostilidades. E começa mal ao garantir que Menezes não conhece limites para o despudor, a mentira e a falta de vergonha. Porquê? Porque o meu candidato propôs-se a objectivos novos, a ensaiar processos diferentes, numa etapa de maturidade sua e numa cidade diferente, aproveitando a vasta experiência acumulada?! Vladimiro, Vladimiro, isso é que é entrar a perder numa refrega de ideias que resvala para o agarrar cego de uns colarinhos adversários. Em matéria de verborreia, meu caro Miro, de excesso de informação e contradição informativa, os conceitos de despudor ou mentira ou falta de vergonha são parentes e não se usam gratuitamente apenas porque um candidato apresenta propostas que escandalizam todas as virgens e todos os guardiães do templo da decência. Conviria, aliás, que o Miro inquirisse se os munícipes de Gaia estão satisfeitos ou insatisfeitos com o seu presidente. Coisas simples, efeitos óbvios, que Rio e Miro não conseguem aceitar se alastrem ao Porto e contaminem a população de esperançosa euforia. Se votar é tentar aperfeiçoar, pela eleição livre dos melhores, o modo como a política se aplica às nossas vidas e até que ponto nos deixamos envolver mais e mais nesse processo, participando nele, Menezes, no contacto com todos os portuenses, manifesta-se todos os dias o Homem Certo: próximo das pessoas e sensível aos seus problemas, digam agora o Miro e o Rio o que quiserem. Ora neste momento, o que há é milhares de munícipes portuenses repletos de esperança de qualquer coisa semelhante a Gaia, tocados pela energia do meu candidato: «Faça o mesmo aqui que fez em Gaia», ouvimos amiúde os munícipes dizer por essas nossas ruas, em cada freguesia visitada. E Menezes não se tem poupado a inteirar-se exaustivamente acerca de tudo o que lhes respeita. Quando grafo tudo, é mesmo tudo. Tudo quanto compreende e concerne à vida portuense, pois será com todos, ouvindo todos, que se congraçará uma comunidade e se rasgarão todas as vias que permitam resolver problemas concretos para abrir ainda mais o Porto ao Mundo, destino requintado, destino de excelência, uma cidade suculenta, onde se viva feliz e dê gosto viver. O Miro não gostou da avaliação menezesiana ao modelo de gestão de Rui Rio? Tem de engolir. Já não se pode aspirar a fazer melhor que aquele de quem é vice, nesta cidade? Se fosse para fazer o mesmo, mais do mesmo, com aquela contenção avara e cinzenta, teria de ser outra pessoa, não Menezes, Miro. Alguém mais pardacento, mais inodoro, mais inefável, mais empurrado a contragosto, alguém como o caríssimo e suavíssimo portista Rui Moreira. Mas não é. Miro, Miro, não era preciso subir de tom, rebaixando-o, ou explodir de raiva em adjectivos contundentes como sabres de museu. Menezes quer manter a autarquia no ranking das 20% mais equilibradas do País no plano económico e financeiro? Qual é a heresia, Miro? Menezes pretende assegurar o pagamento permanente a todos os fornecedores de bens e serviços, bem como a empreiteiros de obras públicas, dentro dos prazos previstos na lei? Qual é o alarme, quais as razões para tremores de mãos e palavras que espancam? Depois, o Miro, verdadeiramente desesperado, consultando as notas-chavões vazios que se repetem e repetem, vem dizer que as contas da Câmara de Gaia foram levadas ao descalabro. Falso. O endividamento per capita está dentro da média ou abaixo da média nacional. Vem dizer que Gaia, dezasseis anos depois, apresenta prazos médios de pagamento a fornecedores de oito meses. Inexacto. Há fornecedores e fornecedores, prioridades e prioridades. A boa gestão pode ser casuísta em muitos casos e é aquela que muitas vezes encontra a melhor forma de garantir qualidade dos serviços, avento eu. Vem o Miro dizer ainda que foi pedido o resgate financeiro da câmara ao poder central. Isto é manhoso. Recorde-se que o Poder Central mal pode resgatar um gato pelo rabo. Depois de acalmar, o Miro precisa de entender o que é uma campanha: todos os candidatos, em campanha, desejam ser bons pagadores e de boas contas. Ainda mais Menezes, após anos a aproveitar, como mais ninguém, todas as gotas e migalhas do QREN para fazer de Gaia, conforme fez, sob o máximo de pontos de vista, uma Cidade de Desejo, Lazer e Regresso. Nós, gaienses, apoiantes de Menezes aonde quer que vá, sabemos que dá sempre o corpo ao manifesto. Trabalha com absoluta entrega, com paixão, com zelo, com liderança e frontalidade, rodeando-se dos melhores para fazer o máximo e o melhor. E agora entrega-se ao trabalho de persuasão política, porque ama a cidade do Porto e sabe que pode ajudar-nos a todos a ajudá-lo para que faça a diferença. Não é hora, Miro, para amesquinhar e merceeirizar o modo como a propaganda política se processa. Democracia é isto. Sai Rio. Entra Menezes. Não há legado político nenhum nem nenhum espírito social-democrata especial guardado sacratissimamente num cofre sacro pelo dr. Rio, exclusivo detentor dele-espírito, e que o dr. Menezes vai agora arrojar na lama e estroncar para atirar o sagrado conteúdo aos porcinos. Isso é treta. Calma, Miro. Alguém segure o Miro. A revolta interior deve guardar-se para coisas mesmo graves e não para campanhas eleitorais ou divergência de opiniões. É uma tristeza que a facção tutelada pelo dr. Rui estremeça e desespere apenas porque os cidadãos do Porto prometem votar em massa no dr. Menezes, gostam do dr. Menezes, sentem-se escutados pelo dr. Menezes e não dão qualquer atenção aos avisos de virgens alarmadas que supõem ser o voto municipal em Menezes, um voto mentecapto, imbecil, de simples analfabetos políticos, para usar as trilogias conceptuais do nosso Miro. Mais respeito por quem vota, pois quem vota não é estúpido. Por isso é que votou em Rio. Se há candidato que pode vender promessas credíveis, dada a obra feita, é Menezes. Portanto, Miro, ficamos assim: nada de perdas de controlo e pedras de arremesso, nada de ódios pessoais e ranger de dentes ou transforma-se o insultador na coisa insultada. As lógicas de campanha determinam o sonho dos aperfeiçoamentos, fazer mais, fazer melhor, agir em contraciclo nalgumas matérias e em sintonia com o tempo noutras. Não era preciso atirar-se à jugular do seu adversário, do rival indeglutível do seu Presidente Rio, quando ousa sugerir, por interposto Ricardo Valente, quanto às regras gerais de gestão económico-financeira da Câmara do Porto para o quadriénio 2014/2017, que o Porto não pode continuar a ser a cidade das contas certas com base em nada feito e assente numa política económica e financeira que conserva a cidade pobre com os cofres cheios. É a percepção geral, Vladimiro. É também a vida.

quarta-feira, setembro 04, 2013

DIZ-ME COM QUEM TE ACOVARDAS...

... … dir-te-ei quem és. Espero que Passos não se acovarde com as pretensões pentelhistas do Santander Totta. Não se pode dar o benefício da dúvida aos Bancos. Com os Bancos, é sempre a perder, apesar do paradoxo de este Mundo não poder viver sem eles e de o seu resgate se mostrar desumano, interminável. Em geral, a Banca pré-2008 foi sacana no aliciamento do cliente e ultra-sacana no pós-2008, esmagando as suas vítimas incumpridoras até ao tutano, duas, três, quatro vezes, acima da medida justa, beneficiando ao mesmo tempo de sucessivas injecções de capital público na peida do Salgado. Nesta vida, não se pode cair uma só vez que seja nas malhas da Banca. O saque soez e a condenação económica de uma só vítima equivalem a muitas mortes muitas vezes. Pelas mãos do BES, morro mil vezes todos os meses. Ora, o Santander Totta, enchendo o peito de ar, interpõe um processo no Tribunal Administrativo de Lisboa contra o IGCP e o Ministério das Finanças à conta de supostos erros no relatório produzido pelo organismo, nomeadamente a referência a uma operação swap com a Metro do Porto que começou desde logo com um valor negativo de cerca de 100 milhões de euros, o que, de acordo com o Banco, não é verdadeiro. Seja ou não seja, relatórios podem ter erros. É humano. A informação é parca. As letras miúdas, as comissões escondidas, o articulado bizantino, blindado, blandício, os dossiês incinerados, verdade e responsabilidade sempre mortas e sempre solteiras. Quem não erra?! Agora que Bancos, quaisquer Bancos, tenham sido capazes de segregar produtos engendrados no inferno, com risco confiscatório-vexatório para os Estados, perdas colossais para os Estados, com populações comprimidas em sofrimento social e encurralamento laboral, isso não é passível de perdão nem de revisão. Quem dera pudessem os cidadãos processar o Santander Totta e quejandos por operações destas e vencer a causa. Já nem falo nos decisores políticos de topo, bem escondidos, num esforço sobre-humano de passar despercebidos. Contam que o véu do sistema os proteja e guarde. E protege. E guarda. Enquanto tu, cidadão totó-totta, quiseres.

COMPRAR AO VIRAR A ESQUINA

A bem ou a mal, todos temos transformado as nossas vidas em razão da crise, da austeridade. Menos restauração e compras mais criteriosas, privilegiando o que é mais saudável, sob o império da racionalização dos consumos. Parece mesmo que o comércio tradicional, pequenas mercearias e supermercados de bairro, cresceu 15,4%, no primeiro semestre. Comprar ao virar a esquina somente o que precisamos para o almoço, o jantar ou o pequeno almoço, ir a pé, não dispersar os sentidos em mil apelos, a socialização e a personalização da compra, eis alguns aspectos que tornam novo e apetecível o comércio tradicional.

ESTERILIZADO

Ariel Castro, demasiado escabroso e mediatizado, dificilmente escaparia aos insondáveis caminhos justiceiros das prisões. Foi certamente suicidado compulsivamente, dado o evidente amor à vida que ostentava.

UM RESSABIADO É UM RESSABIADO

José Silva Rodrigues, ex-presidente da Metro de Lisboa/Carris foi exonerado do cargo em Junho na sequência da polémica dos swaps. Custa-lhe a engolir. Mais ressabiado que o ressabiado Cardeal Bertone, José veio dizer, na comissão de inquérito parlamentar a estes contratos, que o Governo transformou os swap num processo político. E daí?! Melhor que nada. Melhor que escondimento. Melhor que ignorar. Depois acrescenta esta coisa incrível de, enquanto presidente da Carris, 2003-2012, ter autorizado a subscrição de dois derivados tóxicos actuando sempre norteado pela defesa do interesse da empresa e do seu accionista Estado. Vê-se. Estas pessoas conseguem enfrentar uma comissão sem se penitenciarem de erros cometidos e excessos perpetrados. Vivem noutra dimensão. Queria vê-lo sem dinheiro para comprar fruta, iogurtes, carne. 

O MEU MINIMALISMO III

«O minimalismo ficou conhecido como uma corrente artística do século XX que procurava os elementos de expressão essenciais, com maior visibilidade nas artes plásticas, mas que influenciou também a literatura e a música. Ficou célebre a expressão «menos é mais», do arquitecto alemão Mies van der Rohe. No minimalismo aplicado ao estilo de vida, o princípio é o mesmo: identificar o que é essencial para cada um e procurar viver de acordo com esses valores, eliminando tudo o resto. Rita Domingues chama a essas sobras «tralha física ou mental». No seu blogue, The Busy Woman and the Stripy Cat (busywomanstripycat.blogspot.pt), vai contando o seu percurso e desafiando outros a reflectir nas suas vidas sobrecarregadas. Além das suas histórias de desapego, quase todos os dias Rita partilha técnicas de organização pessoal e até métodos para resolver problemas que podem ser tão agudos para as mulheres. Como o exceso de roupa, por exemplo. Os leitores puderam acompanhar, ao longo de meses, como se treinou para acordar mais cedo e fazer exercício, meditar ou escrever antes de ir trabalhar. Criou até, no Facebook, o grupo «Bom dia, manhãs», mobilizando quase seiscentas pessoas que se incentivam mutuamente a madrugar para serem mais produtivas.» Notícias Magazine, #1100 23, Junho, 2013

A UM AMIGO


terça-feira, setembro 03, 2013

DIANA NYAD E OS TUBARÕES

O feito é notável. O espírito humano tem energias e derivas de utopia ilimitadas, mas isto só foi possível porque Diana Nyad, a primeira mulher a fazer a nado sem recurso a uma jaula de protecção as 103 milhas que separam Cuba da Florida, demorando quase 53 horas, nada tinha a temer quanto a tubarões. Ponham-se no lugar dos tubarões.