CÓDIGO DE BARRAS RODA LIVRE

Júpiter e Antíope, de Antoine Watteau
lkj
A pressa do Governo em aprovar este código é compreensível,
mais naturalmente por todo o peso das questões empresariais puras
que pelo carácter social e laboral:
com as previstas mexidas nas taxas para as empresas,
e com previstos despedimentos mais fáceis,
as medidas de aparente combate à precariedade a incluir na nova lei laboral,
significam um terreno ainda mais perfeito para as empresas
no plano das suas mais valias e capacidade exploratória da mão de obra.
lkj
A redução da taxa social única
em um ponto percentual por cada trabalhador efectivo,
promete representar uma redução significativa nos custos das empresas
com a Segurança Social, e teoricamente baixar o peso
da contratação sem termo em Portugal, uma vez que por cada contrato a termo,
a empresa pagará mais três pontos percentuais e por cada recido verde
passará a descontar para a Segurança Social cinco pontos,
medida esta sem impacto dadas as actuais estatísticas do emprego.
lkj
Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE),
no quarto trimestre do ano passado, mostram que 58% da população empregada
estava com contrato sem termo e apenas 14% tinha contrato a termo.
A porra dos recibos verdes averbava um registo de 898 mil pessoas,
isto é, cerca de 17% do emprego.
lkj
Toda esta pressa em aprovar o Novo Código do Trabalho
prende-se mais com o desafogo proporcionado pela redução da taxa social única,
porque as empresas ficarão com mais recursos libertos para investimento,

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