FAST-CANUDOS E SUCESSO A GRANEL



Afrontar os sindicatos, António?
Não era melhor propor que os sindicatos se reconvertessem
e se tornassem mais ágeis, produtivos, corresponsabilizados
pelos próprios professores, pais e agentes sociais?
lkj
O afrontamento dos sindicatos, como método e ainda para mais entregue,

como propões, ao Governo/poder político,
um governo particularmente habituado a afrontar a eito,
salvo na presente época pré-eleitoral,
não me parece que vá conduzir a melhorias no sistema
e é estatizante e vertical, muito pouco liberal
no que a arbítrio e não intervenção estatal diz respeito.
lkj
A entropia do sistema está toda no que se prende

com a cultura da [e a contemporização com a] mediocridade,
está no pacto pelo fast-diploma em detrimento do saber efectivo,
está no nivelamente por baixo, na banalização do mérito
e do saber como coisa massificável, garantida e aleatória.
Está, em suma, na troca-traição das estatísticas abonatórias e lisonjeiras
por pessoas concretas diminuídas nas suas competências.
lkj
É o triunfo da estupidez!

Comments

-Afrontar os sindicatos é também obrigá-los a repensar a sua própria existência. Repara, os sindicatos apenas são fortes na função pública, (educação incluida), e empresas privatizadas cujo capital é detido pelo estado. Serão representativos? Que razões levam os trabalhadores a progressivamente afastarem-se do sindicalismo? Será que os sindicatos defendem mesmo os mais desprotegidos, e até os desempregados, ou tudo não passa dum blá-blá, na realidade os únicos defendidos são alguns, cada vez menos, priviligiados, que pretendem, legitimamente diga-se, manter regalias? Tenho para mim que os sindicatos se extinguirão, se não conseguirem reinventarem-se.

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