NO ASSACAR DE RESPONSABILIDADES


Tal como no Brasil, onde vigora o dito popular «É corrupto, mas faz!»,
em Felgueiras, o caso Fátima Felgueiras está decidido há muito:
o que quer e como quer que os tribunais se pronunciem,
esta antiga autarca pelo PS já ganhou e continuará a ganhar em popularidade
e carinho dos conterrâneos.
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Porventura, só uma minoria nada expressiva verbera a actual detentora do cargo.
Não compreendo o raciocínio geral, mas provavelmente, como a muita gente,
não importa que tipo de publicidade é auferida pela cidade, se boa se menos boa,
o que interessa é que Felgueiras,
cidade onde um fumador flagranteado a fumar num local
expressamente proibido para o efeito (odeio esta fórmula aos pontapés por todo o lado)
mordeu um polícia num pé, através do couro da bota de cano,
seja de todo falada e de todo conhecida. Veja-se, a título exemplicativo,
o excelente, claro, actual e abrangente artigo sobre ela, na Wikipedia:
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«Fátima Felgueiras (Rio de Janeiro, 21 de Abril de 1954)
actualmente presidente da Câmara Municipal da cidade de Felgueiras,
no distrito do Porto. Nascida na então capital do Brasil,
filha de imigrantes portugueses, quando tinha quatro anos
a sua família regressou a Felgueiras, onde Fátima estudou no Externato Dom Henrique.
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Frequentou o Liceu de Guimarães e licenciou-se em Filologia Germânica
na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Foi professora na Escola Secundária de Felgueiras.
Em
1979, foi eleita deputada independente
nas listas do Partido Socialista (PS) para a Assembleia Municipal de Felgueiras;
em 1989 tornou-se vereadora na Câmara Municipal.
Assume o cargo de presidente do município em Outubro de 1995,
quando o então presidente da câmara,
Júlio Faria, tornou-se deputado na Assembleia da República.
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Foi eleita presidente da Câmara Municipal em 1997
e reeleita com uma larga maioria em 2001,
nos dois casos como candidata do PS.
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Em
2003, Fátima Felgueiras viu-se envolvida num escândalo político
de graves proporções. Enquanto presidente da Câmara Municipal,
Fátima Felgueiras foi acusada de corrupção e de financiamento ilegal
da secção local do Partido Socialista.
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Apesar de se declarar inocente
e de contar com o apoio aparente duma boa parte da população local,
Fátima Felgueiras perdeu a confiança da direcção nacional do partido,
e um juiz emitiu uma ordem de prisão preventiva em seu nome.
Fátima Felgueiras conseguiu sair do país
e refugiou-se no Rio de Janeiro.
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Fátima Felgueiras tem duas nacionalidades, portuguesa
portanto nunca seria extraditada pelo Brasil.
Em Setembro de
2005, Fátima regressou a Portugal,
foi presa, mas logo de seguida libertada,
ficando a aguardar julgamento em liberdade.
Nas eleições autárquicas de 9 de Outubro de 2005,
Fátima Felgueiras foi de novo eleita presidente do município
nas listas do movimento independente Sempre Presente.
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No dia
17 de Março de 2006, o Tribunal de Instrução de Guimarães
manteve a acusação de 23 crimes imputados a Fátima Felgueiras,
refutando o recurso apresentado pelo advogado da autarca
que pedia a realização de um novo debate instrutório.»

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