A OPINIÃO PÚBLICA RETÉM OUTRA COISA


Há sentenças afiadas e justas que, em Portugal, podendo ser, nunca serão pronunciadas.
Esta faz parte daquelas que seriam consabida e necessariamente pronunciadas
nada tendo propriamente a ver com justiça, verdade ou compensação de lesados.
Esta é mais uma óbvia, natural e magnificamente célere.

Comments

Nena said…
Me encanta el blog. Hay cosas que no entiendo bien por el desconocimiento del idioma, pero lo que percibo me llega y me gusta. Saludos desde España.
Anonymous said…
Também tu, Brutus? - apetece dizer ... ora, não somos nós um Estado de Direito onde, até prova em contrário, um cidadão que seja suspeito ou arguido é inocente?

Ao caso, poderei ser iluminado sobre os reais motivos que me levaram a ver, em directo quase,um juíz acompanhado de televisões dirigir-se ao Parlamento para solicitar a prisão de Paulo Pedroso, por exemplo?
KImdaMagna said…
Um engodo /engano esta (in)justiça.

Somos como criancinhas construindo casinhas na vida do faz de conta.

Xaxuaxo
Joaquim Alves said…
Não sei se o homem tem razão ou não, mas se tem deve ser feita justiça.

Veremos se o Ministério Público que em todas as coisas costuma recorrer agora também recorre.

Injusto é também, que aqueles que de quando em vez são presos injustamente não tenham capacidade, sobretudo financeira, para fazerem o estado reconhecer a injustiça.
Manuel Rocha said…
Tenho por principio preferir mil criminosos à solta a um só inocente preso.

Por isso não aceito que se prenda alguém para depois investigar. Aceito ainda pior que a prisão e o julgamento decorram na praça pública antes de os casos chegarem sequer a tribunal. E espero sinceramente que quem tem opinião diferente e não tem por pilar cívico a presunção da inocência, nunca dê por si envolvido em processos kafkianos, para perceber que há situações que não têm reparação. Tudo isto independentemente do caso concreto em apreço.
quink644 said…
Convém não esquecer que esta vítima nem chegou a ir a julgamento pelos 23 crimes de que era acusado... ora concordo, a inocência e a culpabilidade são matéria dos tribunais, mas para isso é preciso que os arguidos lá sejam levados... O que não foi o caso... Depois de ver a intromissão escandalosa, de que só sabemos a ínfima parte, na justiça; não custa a compreender o que se passou depois, agora e se passará depois. Sugiro: http://porquemedizem.blogspot.com/2008/09/dia-sim-dia-no.html#links

Um abraço

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