Segunda-feira, Março 28, 2011

O DIABO É A FÉ SEM SORRISO

Há excertos preciosos como este que a Suzana Toscano evidenciou. Não resisti a reproduzi-lo e, modestamente, a melhorá-lo nalguns pormenores de somenos: « Este livro poderia ensinar que libertar-se do medo do diabo é sapiência (…) poderia ensinar aos doutos os enigmas argutos com que legitimar a subversão. (…) O riso desvia por alguns instantes o vilão do medo. Mas a lei impõe-se através do medo e, a partir deste livro, o riso designar-se-ia como a arte nova, para anular o medo (…). ";" — Mentiram-te. O diabo não é o príncipe da matéria, o diabo é a arrogância do espírito, a fé sem sorriso, a verdade que nunca é aflorada pela dúvida (…).”»
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[Diálogo entre Jorge (o velho Monge Cego) e William de Baskerville a propósito do suposto livro perdido da Poética de Aristóteles sobre a Comédia que “vê a disposição para o riso como uma força boa” in O Nome da Rosa, de Umberto Eco (Difel ed.)]

2 comentários:

Anónimo disse...

O livro desaparecido da Poética de Aristóteles

O Nome da Rosa (o livro e o filme) fala de um Livro perdido da Poética de Aristóteles que versaria sobre a comédia. A frase de William de Baskerville fica, lapidar: o riso não nos torna simiescos, porque o Homem é o único animal que ri.
O que assusta o monge cego da abadia, severo guardião dos livros, é que o riso se espalhe, contagie, deforme, revele as insuficiências. Ou seja sinal de diversão, de felicidade, de plenitude.
O riso-feliz é invejável.
É por isso que o monge cego gostaria de o aniquilar.

floribundus disse...

aqui
'o diabo está sempre atrás do portas'