BARRETO E A MALÍCIA COOPTANTE SOCIALISTA
Tal como certamente o brilhante e decentíssimo António Barreto, compreenderia quaisquer greves em contexto de desafogo, equilíbrio e prosperidade, contexto nem sequer à vista porque o que está à vista é a falência e toda a espécie de dificuldades, especialmente nas empresas públicas de transportes. Nunca no contexto actual. E quando considera que o PS está a ultrapassar uma fase muito difícil, eu diria que está é a beber lentamente do seu próprio veneno de nulo e descredibilizado, por ter perdido de vista vestígios do bem comum para além de quaisquer mínimos de decência, por ter consentido um videirinho voluntarista fazer de conta que governava, por ter esmagado o contraditório e as vozes livres, por se ter deslumbrado na verticalidade decisória sem participação ou enriquecimento do debate. Mas sobretudo pela perfídia e a ganância corporizadas por não poucos socialistas cooptantes por anos num silêncio comprometido numa tirania, na opacidade reles de uma actuação devorista sobre o erário do Estado Português e com plena consciência das consequências. Como não punir tanto mal feito a Portugal?
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