BISPOS BONZINHOS COMO O LOBO MAU

Os homens da espiitualidade deveriam usar daquela propriedade vocabular que ao mesmo tempo que salvaguardasse compostura e realismo não escandalizasse as inteligências mais agudas. Ora o que é urgente não é «garantir o trabalho e o emprego para todos» porque isto é quimérico e insultuoso exigir. Bastaria que os bispos portugueses dissessem nas suas notas pastorais e anotações sentimenais de bondade e concórdia que, sobre a actual situação irracional, o homem deverá ter o primado. Pena a agência Ecclesia debitar inanidades e frases de estilo sob o título “Crise, discernimento e compromisso”, matando, de uma assentada, a força argumentativa dos tais princípios fundamentais do pensamento social católico. Nunca pensei que «a dignidade humana e o bem comum» tivessem uma crise de asma, esta noite, entre desmaios e taquicardia por não ter tomado os comprimidos contra a ineficiência retórica.

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