ESFREGAR 4,5% NA TRALHA QUE NOS DEVASTOU
Devemos alegrar-nos com o facto de o Governo Passos Coelho anunciar um défice para 2011 de 4,5%, o que traduz um ir mais longe do que as linhas mandatórias da ingerência externa, Troyka de seu nome. Isto é uma boa notícia para o fim do mundo e do Euro e de tudo anunciado por Eduzinho Pitta e por quase todos os socratinos apeados do bem-bom para eles. Gerir a dívida é, portanto, pagá-la, colocar os interesses de Portugal acima, mas bem acima, dos interesses cabrões da magna corporação de videirinhos do Partido ou da agremiação maçónica. Pagar é importante. Gerir é mais importante que saber que é preciso gerir e não o fazer. Dito isto, venha o outro lado da moeda, porque há dor, raiva e horror no horizonte, soframos o esmagamento quotidiano de 2012, o prometido esganamento de vida, com o estoicismo que se impõe. Se nos derem uma sopa, menos mal. Se no-la não derem, ao menos uma côdea e assim sucessivamente.
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