FC PORTO: TUDO SOBRE MORRER ÀS PINGUINHAS
Tipicamente, nós, os mais humanos dos humanos, somos compassivos com os demais, temos a lágrima fácil e o coração disposto a ajudar o outro quando postos diante de uma realidade digna de compaixão. Um clube, porém, não pode compadecer-se em competição com resultados aquém dos seus pergaminhos, da sua vocação e da sua valia. Vou mais longe, arredados da Taça de Portugal e da milionária Champeons, considero que, neste momento, do que este FC Porto de Pinto da Costa, não treinado, mas definido por ele, não abre mão é de resgatar das garras do abismo, mais que a nossa equipa e o que resta da época em decurso, o próprio atravessamento ao comprido pela escolha precipitada de Vítor Pereira e, aí, a própria carreira presente e futura de Vítor Pereira. É preciso salvar a face presidencial e salvar-lhe, a ele Vítor, a face e é disso que se trata, o que até se compreende, dada a coragem que o adjunto de Villas-Boas teve em, ele também, atravessar-se todo numa tarefa da magnitude do FC Porto. Por isso, percebendo embora o Octávio, quando escreve: «Pela minha parte, continuo convencido que há fracassos de tal previsibilidade e dimensão que se torna preferível um fracasso ainda maior, mas que seja definitivo e resolutivo.» parece-me, apesar de tudo, não ser desejável um fracasso maior para poder ser resolutivo, pois as conclusões estão todas tiradas. A única coisa que falta é que se manque quem deve mancar-se. Teremos de ter coragem e respirar fundo, enquanto se manifesta, na sua plenitude, o penoso lado B de Vítor Pereira, que muitos consideram ser o seu prodigioso adjunto Rui Quinta. Enfim, nesta época aprenderemos talvez tudo sobre o que é perder aos bochechos, tudo sobre o morrer desportivo às pinguinhas, competição a competição, mesmo num momento em que a equipa passou a agregar-se e a correr em torno do supra-treinador, ventríloquo e bonecreiro Pinto da Costa, enquanto Vítor Pereira gesticula muito, faz caretas, e até já polemiza, nas conferências de imprensa, como obediente boneco. Façamos-lhe, porém, alguma justiça: ontem, um golo, uma vitória, uma passagem à fase seguinte, e seria tudo diferente.
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