GALAMBA SOCRATESIANO: O IGNOTO CROWDING OUT
É inadmissível que, dentre a tralha socratista que permanece no Parlamento no seu papel desestabilizador de António José Seguro e do resto que aparecer pela frente, João Galamba não mude nem se transforme em qualquer coisa de mais asseado, e sobretudo não saiba o que é o crowding out. Toda a gente sabe o que é, menos ele. «Se não sabe o que é "crowding out", vá aprender.» Evidentemente que Carlos Costa, o Governador do Banco de Portugal, não tinha tempo para explicar ao deputado do PS, após aquela insistência em interrupções desconstrutivas e deselegantes apenas para brilhar como a noite ou tentar brilhar na grande praça pífia do socratesiano veneno remanescente. Ó João Galamba, então você não vê que é ignorante?! Não sou eu que o digo. É o Governador. E se o Governador o diz, quem sou eu para desdizê-lo [também nunca o faria porque és Galamba, pim]?! «Desculpe, deixa-me acabar porque isso é uma ignorância total», asseverou o Governador. Ah, grande homem! A tua fibra nada tem a ver com a desfibrada natureza bravia, brutóide, enguia, inapreensível, inefável do amigo galambaniano Constâncio. Vá lá, Galamba, eu e o Governador explicamos-te o que é o crowding out: «Quando o senhor tem um montante total de crédito, este distribui-se por três sectores, público, privado/empresarial e o sector das famílias. Se o senhor tira de um lado, o outro necessariamente sofre. A isto chama-se "crowding out" em teoria». Pois é, Galamba, tu és um chato e também deves ter chatos que te fazem mexer muito na cadeira da Comissão e estar nervoso e querer mais cafés para parecer activo e enérgico e esperto e brilhante como um vidro fosco. Esse teu mau feitio começou com isso de, para o teu Sócrates, chegar e bastar ser pantomineiro, estar bem penteado e parecer bonito. Agora precisas de urgente reciclagem porque as exigências são outras. A Esquerdífera imagem não colhe quando se tem fome. Ninguém, nem eu, nem sequer o Governador te perdoamos a «de má-fé intelectual» de que o mestre Sócrates te impregnou. «Peço desculpa, isto ultrapassa os limites do bom senso». Não, Governador Carlos Costa, não peça desculpa. Que a peçam o Galamba com todo o seu galambismo socratesiano que conduziu o barco português a um oceano de merda. «... o BCE avisou os bancos nacionais que estes já não tinham colaterais para se financiarem em Frankfurt, e que não existia liquidez para continuarem a alimentar os leilões de dívida pública portuguesa o que ditou o pedido de ajuda à troika. É a realidade em que chegamos em Abril [data em que Sócrates pediu a intervenção externa]. Se não querem reconhecer a realidade, não a reconheçam. Mas a realidade é sempre mais resistente que a cabeça». É uma pena que esta tralha não fique higienicamente caladinha, a assobiar para o lado, a ver se não reparamos que ela existe e nos causou tanto lixo.
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