MATAR SOUSA FRANCO, APEDREJAR PROFETAS
Gosto muito de Matosinhos, especialmente aquele Porto de Leixões que se avista das varandas envidraçadas dos ricos — amplas, luminosas, que agigantam o mar e os barcos que entram e saem dele. Mas depois que um misto de arruaça e insanidade concentradas precisamente em Matosinhos mataram Sousa Franco, nunca mais me cheirou bem. E não é a peixe podre. Há um fino sentido do mediático e demasiadas mulheres mais exaltadas, com crianças ao colo, que não podem andar bem da mona. Demasiadas Carolinas Salgado a bater com a mão nas viatura onde já viajava um Primeiro-ministro que nada teve a ver com a escalada da nossa dívida nem consta que nos ande a intrujar com optimismos assassinos. Os que, pelo contrário, ali saudaram Passos Coelho, dispensando-lhe aplausos e palavras de apreço, são a parte boa de Portugal e de Matosinhos, mais lúcida e mais sábia. Houve um tempo para a fúria e a indignação. Este tempo não pode ser perdido com hostilidade deslocada e requentada. Dispensa-se a grunhice popular picada sabe Deus por que braços do polvo intrujão e manipulador que se compraz no caos desde que seja o caos dos outros. E tudo a propósito da inauguração do CAM.
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Caro Amigo
pode ver:
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