NÃO HÁ DINHEIRO PARA A BOA VIDA DE POLÍTICO
E de repente, enquanto o Estado Português extingue consulados na Europa e recua no Ensino do Português por essa mesma Europa Rica, há uma coisa de que se deixou de falar. Nem mesmo Luís Duque surge agora a exigi-la ou a nomeá-la. O que está o Governo a fazer para dar o exemplo cortando nos postos clientelares com décadas de vigência? Que é feito no desaparecimento dos institutos, fundações e organismos? Por que não se cessou com a ERC? Onde está a frugalidade do Governo Passos que a queremos ver e ser-lhe apresentados. Aqui estamos nós, rotos, nus, com as nádegas coladas ao chão. Consolem-nos agora com qualquer coisa de desprendido e de palpável. Queremos ministros a andar de vespa e sem subvenções. Queremos os nossos ministros e secretários de estado a imitar os nórdicos no seu desprendimento, espírito de serviço e ausência de regalias: «O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário falou à RDP-Internacional do ensino de português no estrangeiro e da rescisão dos contratos com 49 professores (20 em França, 20 na Suiça e 9 em Espanha) e que vão deixar 5 mil alunos sem aulas no final do ano. José Cesário diz que as coisas são como são, não há dinheiro, não há professores, mas garantiu que em estudo está o aumento da rede para o ensino de português no estrangeiro, rentabilizando os recursos existentes e fazendo parcerias com vista à integração da língua portuguesa nos currículos dos países de acolhimento.» Antena 1
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