O CADÁVER OMISSO DE UM CARÁCTER ASSASSINADO

«... a viabilidade da condenação na praça pública (é aí que estamos) pela prática do crime de assassinato de carácter depende da exibição do corpo do delito. Ora, há muito quem defenda que jamais será possível a José Sócrates apresentar o cadáver do carácter assassinado. Pela simples razão de que não tinha um (carácter, entenda-se). Na mesma linha, situam-se os que, admitindo embora que José Sócrates possa ter tido um carácter, afirmam a pés juntos que este teria morrido num grave acidente. Em surdina, sugere-se mesmo a possibilidade de suicídio. Ora, como bem se compreenderá, não é possível assassinar o que já tinha morrido. Estaria em causa não o assassinato de carácter, mas o assassinato de cadáver, situação que, sendo contraditória nos seus próprios termos, não é punível nos termos do Código Social.» Rui Rocha

Comments

Anonymous said…
Muito bom. Excelentes silogismos, cartesiano bom senso.

Ass.: Besta Imunda

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