O DE PROFUNDIS DAS PENSÕES DA BANCA

O meu coração rebenta de escândalo quando o PS abre a boca e fala. Se alguém do PS fala, um Lello, uma merda qualquer, eu irrito-me profundamente e atiro um sapato à TV. A divindade se compadeça de mim, que sou humano e pouco resistente à pátina residente socratesianesca! Então se me aparece um Zorrinho ou um Galamba esgazeados pelo ecrã das TV adentro, sofro um surto urticária moral indescritível e só não me mijo pelas pernas abaixo, como no filme A Testemunha, porque o meu e nosso raptor 2005-2011 não assusta. Só escandaliza grosseiramente. As receitas provisórias ou extraordinárias anunciadas por Passos devem servir para que fins, poderíamos perguntar ao PS? O PS responderia: «Pá, pague-se às pessoas, funcionários, os subsídios e tal.» Mas essas receitas extraordinárias fundos de pensões não são irrepetíveis, ó PS?!  O PS responderia: «São, pá, portugueses, mas há folgas, pá, almofadas, pá. Bora a pagar!» Mas vocês socialistas foderam isto com fugas, contabilidade à canzana, empurraram para o extremo do extremo a necessidade de um resgate externo, pressionaram a Banca doméstica, ameaçaram os Chineses e instaram-nos a comprar dívida. E não há dinheiro. Como é que se fará depois de esgotados esquemas como estes fundos de pensões e outras habilidades tradicionais desde há alguns anos de mentira e traição?! «Pá, sei lá..., o certo é que Passos mente.»

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