O EXTRAORDINÁRIO RUFIÃO PEDRO NUNO SANTOS
O deputado socialista, Pedro Nuno Santos é a figura do dia e será, quase pela certa, a figura da semana, na esteira da aparição do Primadonna, semana passada. Fez peito e deu conselhos aos Portugueses, como se tivesse acabado de ser recrutado de um Presídio e quisesse liquidar umas Caixas Multibanco Alemãs, com um cagaçal de chantagens de baixo calibre. Isto, logo partindo de um dos vice-presidentes do grupo parlamentar do PS, embora não surpreenda, escandaliza e atira o respectivo partido ainda mais para os grupos mais anarquistas e extremistas da política planetária: estar-se a «marimbar para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que emprestou», é assim uma coisa inqualificável, tal como sugerir que o País deve suspender o pagamento da sua dívida para deixar «as pernas dos banqueiros alemães a tremer». Esse discurso pertenceria com propriedade a terroristas, caloteiros e mafiosos de pacotilha, não a políticos bonzinhos como os do Partido Socialista, que andam por aí a espumar compensatoriamente contra o Governo Passos, tentando encontrar razões equivalentes às nos faziam enraivecidos com imoralidade da governação socratina. Se este partido-coisa já estava mal, deixado em péssimo estado com o absolutismo personalístico do seu Kadhafi-Pinto-de-Sousa, somado aos desempenhos de Zorrinho e do resto da matilha socratesiana remanescente no Parlamento, agora, com a inspiração extraordinária do Pedro Nuno, segue em modo autodestrutivo e em pantanas-descaracterizado. Tudo nasce e tudo morre.

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numa marca de 'papel higiénico'