OS ÚLTIMOS DIAS DE PUTIN
Se os Estados Unidos tivesse assim tanto poder mobilizador da sociedade russa perante a última falsificação eleitoral do pessoal instalado, isso só confirmaria a nulidade e estado de usurpação perpetrado por Putin, Medvedev e a maralha oligarca que os ampara. O protesto segue inédito em mais de doze anos de 'governação' de Vladimir Putin e alastra a toda a Rússia, como a imolação pelo fogo de um humilde comerciante tunisino alastrou a toda a Tunísia. Cinquenta mil em Moscovo. Dezenas de milhares de russos em todo o País tomaram a desvergonha eleitoral nas próprias mãos e exigem novas eleições, indignados com as fraudes nas eleições legislativas que a 4 de Dezembro deram, de novo, ao Rússia Unida o controlo da Duma. Estas indignações populares, pacíficas e heróicas, são o que são: nem vêm tarde nem vêm cedo, incham, adocicam, amargam, até cair de maduras e, quando chegam, redundam nos finais simultaneamente tristes e felizes que temos testemunhado entre árabes, persas e quejandos.
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