PASSOS COELHO, EU TE ABSOLVO!

Eu, que gostava de viver num País que nunca pudesse ser olhado de lado pelos potentados europeus ou outros; que honrasse as suas dívidas, soubesse viver com o que produzisse e não com os empréstimos e os respectivos juro sufocantes -, eu compreendo e absolvo o nosso primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. Precisamos de fornecer ao exterior todos os bons sinais possíveis, toda a obediência canina que pudermos e dar todas as mostras de seriedade e cautela relativamente às nossas contas públicas, descambe ou não descambe a Ilusão Europeia. Temos de olhar como se não existisse o agora anunciado excedente de 2000 milhões de euros que vão ser injectados na economia, graças à transferência dos fundos de pensões da banca para o Estado este ano. Não tenho munições nem raiva patriótica para insultar, desancar, criticar, satirizar Passos Coelho, nesta fase. Gastei quase tudo com José Sócrates numa tentativa de abreviar os seus dias funestos no Poder. Enquanto observar neste Governo o desejo de fazer bem feito, uma defesa intransigente da palavra dada do Estado face ao Exterior, poupar-me-ei a metê-lo no mesmo saco daninho em que ensaquei Sócrates, ASS, Pedro Silva Pereira e toda a fauna de socialistas e comunistas transfugas com adorável propensão para a prosperidade através de débito perpétuo. Ninguém chamou a polícia durante o saque socratista? Não vale a pena insinuar que é preciso chamá-la agora.

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