PÁTRIA AMARGA: PASSOS PASSA DAS MARCAS

Ao que parece, a massa crítica nacional que se reúne espontaneamente em cafés, na sala de professores e mesmo no metro, não perdoa a excessiva honestidade do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, quando sugere que os professores desempregados emigrem para países lusófonos, realçando as necessidades do Brasil. Dizem uns que Passos deveria continuar a pensar o que quiser, por mais absurdamente incorrecto, mas não dizer o que pense; e dizem outros que deveria fazer como no tempos de Salazar: toda a gente percebia o que fazer  nomeadamente [esta palavra é cómica!] a premência em se evadir cada qual da Pátria Amarga —, sem que o Presidente do Conselho sugerisse fosse o que fosse. Era o que era e era o que havia. Rapidamente e em força. Cedo percebemos que quem não rouba nem herda, vive sempre na merda. 

Comments

floribundus said…
sei por triste experiência própria que a grande maioria dos portugueses não gosta de ser tratado com civismo e honestidade.

dizia Mariano de Carvalho quando PM
«o povo quer albarda»
Daniel Santos said…
Até nisto consegues defender Passos?
joshua said…
Tal como não conseguias atacar Sócrates.

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