A POBREZA FRANCISCANA DE TÓZÉ SEGURO
Fazer Oposição simultaneamente à Troyka, Mercados, Credores, ao Desastroso Duo Sarkozy e chancelerina Merkel e ser essa Oposição feita a partir precisamente do PS, eis o verdadeiro problema epistemológico da Política portuguesa. Desde logo, o primeiro azar do simpático António José Seguro é ser militante do PS: partido incorrigível devorista do Erário [coisa inscrita nos seus genes e na hipocrisia grosseira do patriarca Soares, filantrópico, apenas quando descansa de quanto abichou com duas de letra ao longo da vida]; partido de ricos, graças a anos de esquemas e jogadas sobre o Erário; em suma, partido que acabou de foder com Portugal por detrás do Biombo Magno da mais Massiva Propaganda e da mais Deslavada Mentira que esta Nação já viu em quase novecentos anos de História, sendo a Propaganda a única coisa 'séria', 'profissional', a única sofisticação, e a derradeira arma desse pessoal demoníaco que se agregou em torno do grande filão de merda, José Sócrates, coisa que no entanto mereceu e merece a benevolência de tantos burros que se torna mister estudo de caso. O segundo azar do TóZé é ter uma chusma de falsos, um exército de hipócritas, a minar-lhe a liderança. A começar pelo Parlamento, parece mais mal acompanhado que só. Sócrates, depois de ter afundado com as nossas mais elementares hipóteses de escapar à necessidade de um Resgate, empurrando a necessidade com a barriga e com o prolongamento do saque dos seus alapados aos lugares como à coisa mais sagrada do Cosmos, Sócrates está a trabalhar, afanosamente, com igual denodo, para que o PS vá para a puta que o pariu e a culpa seja de Seguro como foi posta na Oposição, quando recusou o PEC IV. Brilhante! Ninguém está aqui a insinuar que Seguro saiba bem o que quer ou sequer pense algo de luminoso e messiânico para Portugal. Longe disso. Acontece ter somente quem lhe amarre pesos ao pescoço e o atire ao mar. O mar da idiotia e da leviandade da sua Triste Facção de Perdição, pela qual se expõe ingloriamente aos media todos os dias.
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