QUANDO O CAOLHO PINA OPINA À CAMÕES
Uma coisa que me chateia é a crítica selectiva no que a fumos de corrupção possa dizer respeito. Anda um homem a escrever a sua crónica quotidiana e, parco, para não dizer nulo, assobiar sistematicamente para o ar sempre que a questão roce os apaniguados da sua Esquerda Charlatanesca, pois o tesão pela sua Esquerda Aldrabona parece valer mais que cortar a direito. É, infelizmente, o caso de Pina, o Manuel António, que tanto a espaços me diverte e faz sorrir de concordância, contentamento e filantropia, como o contrário. É certo, não o posso esquecer, que escrevendo desde o antro cego do JN, onde se defendeu com unhas e dentes Sócrates e as suas aselhices de Esquerda Saqueadora, só pode fazer, como os principais diários portugueses, orelhas moucas ao assunto Universidade Independente e os nexos escabrosos com a licenciatura de José Sócrates. Quoque tu, Pina, és leal à figura execrável? Quando o assunto do dia poderia bem ser a falsificação de documentos em que José Sócrates é forte suspeito de comparticipação, Pina não opina e só o Correio da Manhã recorda que «Morais salva curso de Sócrates» graças àquelas pautas que, assinadas por si, afirmam a autoridade e fiabilidade do papel higiénico após devidamente utilizado. Em suma, Pina não opina. Mas se for para se lançar às canelas de Paulo Portas «em relação à notícia do DN de que se terão misteriosamente evaporado, no caminho entre a proposta inicial e o contrato, 189 milhões das contrapartidas oferecidas pela empresa fornecedora das viaturas "Pandur" para o Exército e Marinha, adquiridas quando Portas foi ministro da Defesa», isso aí são serão outras cantigas capazes de excitar o homem de Esquerda Caolha, cuja opinião se faz naturalmente com um olho à Camões e o outro tão tapado como o do cu. Não há coisa que me chateie mais que esta estranha forma de vida caolha, muito zarolha e tendenciosa, do Pina (tão distante e afinal tão próximo de Marinho e Pinto neste ponto das lealdades loucas), se lhe tocam na Esquerda Espertalhona, Saqueadora e Pirata que esteve na desgovernação. Ó Manuel António Pina, que tal um pouco de liberalidade e equilíbrio e menos sanhazinha?!
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