RITA FERRO FERRA A BURLA FAJUTA
O pessoal de mão que Sócrates deixou para trás para tentar ou absolvê-lo dos lixos perpetrados ou canonizá-lo ou beatificá-lo, empertiga-se solenemente pelo facto de ninguém conceder importância, validade e prestígio ao seu mentor, o mesmo Primadonna. Daí que mal Rita Ferro desanca no personagem, os seus idiotas saltam de desconforto. Inteligentemente, ela não pode acreditar na palavra fraudulenta de Sócrates nem nas entidades telecomandadas que [não] investigaram os casos lançados contra ele e com os quais ele nada teve a ver, coitado. Toda a gente, hoje, percebe que o hominídeo falsificou documentos para se poder apresentar como licenciado e isto é tão límpido como a mais elementar conta de somar. Estranho foi quem, que títeres, lhe respaldaram a burla. Da mesma forma, também ninguém tem quaisquer dúvidas que a família de Sócrates enriqueceu de forma ilícita. Ninguém. Se a Rita Ferro exprime o que o senso comum assimilou, paciência. Onde há fumo, há fogo e Sócrates beneficiou dos extintores certos, nos lugares certos, nos momentos certos. Basta olhar para o Bastonário da Ordem dos Advogados e veremos como esbraveja e se descompõe por amendoins. Durante anos, o pessoal assessor de Sócrates promoveu a artificialidade pífia e exterior de Sócrates, blindou-lhe os flancos por todos os meios do controlo mediático pensável. E a coisa funcionava na medida em que as mentiras fossem coordenadas e o material informativo a comentar obedecesse a um coeso grupo pretoriano de mentes estratégicas. Evidentemente que uma mentira, uma inconsistência humana, não pode passar incólume todo o tempo. Hoje a verdade acerca da figura abate-se sobre a Opinião Pública e isso dói-lhes, aos tais da Propaganda inexpugnável no passado. Sócrates, enquanto impostura política, permanece publicidade ambulante do enriquecimento furão, da habilidade labial. Ele é um cartaz escarninho exibido contra o mérito, contra o esforço intelectual. Ele é um panfleto ambulante denunciando o facto de as burlas perpetradas por políticos reles funcionarem o tempo suficiente para que enriqueçam, saiam airosamente de funções e vão laurear a pevide no provincianismo dos estudos em metrópoles com charme e boa vida. Depois, haverá quem pergunte «então por que não processá-lo por burla, por exemplo?» Porque é caro e inacessível aos cidadãos vítimas da gestão danosa de homens como ele. Porque a Justiça portuguesa está armadilhada a favor de quem abichou milhões à pala do exercício de funções públicas. Abichar milhões a partir do manejo manholas do erário e dos comissionismos da política equivale a todo um atestado de inocência, em Portugal. Rita Ferro sabe disso e sabe que isso é tão certo como aparecer de repente um Pinto Monteiro do Futebol como Procurador pífio desta República equívoca e corrupta. O Estado de direito está comutado como o ânus comuta o que o percorre e é por isso que, perdida há séculos a seriedade da personagem Sócrates, destruída a sua palavra nula, nem magistrados, nem partidos, nem sindicatos, nem ordens, nem grupos cívicos, ninguém se pode importar, sem se cobrir de vergonha e ridículo, que Sócrates seja alvo de vexames na RTP e em qualquer esquina. Entre a prisão e o abismo da infâmia, Sócrates já escolheu. Por isso está em Paris, onde gagueja umas coisas. Paga-se caro a charla a que os videirinhos hipócritas socratistas se dedicaram mas não tão caro como se pagaria se o País fosse para levar a sério.
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