SE REAL NÃO PODE VENCÊ-LO, JUNTE-SE AO BARÇA
Ontem, o Real pagou um preço elevado, num jogo que seria de tripla em qualquer caso. Começa a ser uma evidência haver demasiados bloqueios, azares, défices de desempenho madrilhenho, diante do rival, pelo que, ao menos diante deste Barcelona embalado e provocador, a única forma talvez de o RM finalmente o vencer seja juntar-se a ele, isto é, jogar como ele. Não se está a ver outra forma de romper com a chata hegemonia dos culers, cuja posse esmagadora de bola it's a pain in the ass; a pain in the butt; a pain in the rear. Por outro lado, embora compreenda a chamada gestão, ou poupança, de jogadores antes de embates como o de ontem, começo a considerar se não serão em muitos casos contraproducentes ao conduzirem, por um lado, ao aumento da ansiedade e, por outro, a um abaixamento de ritmos físico, anímico e, sobretudo, a um notório abaixamento no âmbito da psicologia da competição, da superioridade da confiança, cujo ápice é paradoxalmente proporcional à pressão e ao desgaste. Aí, Cristiano Ronaldo, por ser um perfeccionista inveterado, talvez seja a vítima por excelência de um tal tipo de poupança ou gestão, coisa de que Mourinho já se deve ter dado conta.
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