SÓCRATES É NULO. DEVE IGNORAR-SE A NULIDADE

A nulidade danosa que dá pelo nome de falso Sócrates falou semana passada sobre a dívida dos pequenos Estados, em França, onde se refugiou da Justiça Portuguesa, como Vale e Azevedo, que se refugiou em Inglaterra. O alarido que se levantou em Portugal foi natural, pois não seria nada natural, nem atendível nem suportável, que Vale e Azevedo tivesse moral para falar de política interna, de ética, bons costumes ou Justiça, provado que ficaram os seus esquemas e trafulhices e faltando o que falta para que Justiça Portuguesa e Vale e Azevedo fiquem, por assim dizer, quites. Sócrates e Vale e Azevedo não têm grandes diferenças entre si, a não ser no impacto directo um tive, e outro não, em milhões de vidas portuguesas pelo desastre da teimosia, pela burrice parola mais narcísica, ávida e incapaz. E nem sequer se pode dizer que Vale e Azevedo e Sócrates foram votados ao ostracismo. O ostracismo não quer nada com o bestunto de um ou outro: as jaulas prisionais, sim. Sócrates até pode ter dito o óbvio relativamente às dívidas, mas até esse óbvio lhe cai mal dito ou gaguejado por si-fraude: a dívida, que não geriu e agravou para além do ponto da insanidade, é para ser gerida. Não foi. Quando já todos os sinais estavam no terreno de que a dívida soberana deixara de ser gerível, Sócrates cavou mais fundo, foi mais longe, empurrou a Banca nacional a loucuras até alguém lhe sussurar ao ouvido a loucura que perpetrava. Não vale a pena tentarem repuxar razoabilidade para dentro e para cima de Sócrates, lá, onde só houve desastre, amadorismo e estupidez directamente lesivas dos interesses superiores de Portugal: o prestígio jumentício da governação Sócrates causa asco intelectual por todas as razões que aqui fui enumerando ao longo de quase sete anos. Se for necessário, voltamos a enumerá-las como antídoto para a contumácia dos contumazes.

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