STRAUSS-KHAN, HOMEM COMO EU

Apanhado nas suas fraquezas e por causa delas, resulta de toda a saga suportada Strauss-Khan esta coisa singular: podes ter qualidades, ser um humanista dos quatro costados, podes ser filantrópico, podes até ter ideias, mas não podes gostar demasiado de sexo, de mulheres, e de tudo o que gravite em torno de ambas as coisas. Excêntrico aí, perdido para sempre, como se neste mundo os tarados, mesmo os moderados, não tivessem lugar, dado o extremo escrutínio imposto às suas cópulas. Porque toda a questão em torno é política e conspirativa, já cá faltava Claude Guéant, ministro francês do Interior, e um dos homens mais próximos de Nicolas Sarkozy, para apertar a malha do estigma social lançada sobre o ex-director do FMI e ex-presidenciável dos socalistas. Quem mais poderia conhecer que Strauss-Khan fora interpelado pelas autoridades, em 2006, num conhecido local de prostituição de Paris?! E daí?! Já cansa a insídia, processo de levantamento exaustivo da sua vida sexual. Strauss-Khan é um tipo de homem como eu: homem, demasiado homem, para seguir cínico e politicamente correcto uma linha e uma natureza que não são as suas.

Comments

Unknown said…
DSK é uma besta.
Só te comparas com quem escolhes e por motivos que só tu saberás.
Acho que não foste muito feliz nesta opinião.
Cumps.
joshua said…
Não frequento prostitutas, mas entendo que a vitalidade sexual de um potencial candidato não deve transformar-se em argumento político.

[No caso de Berlusconi, a coisa era grave e perversa e faltou mais músculo à Justiça Ítala.]

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