UM CROQUETE DE CHUMBO EM CHEIO NOS CORNOS

Durante meses, escrevi por aqui, cassandra e ingloriamente, acerca da lubricidade gonorreica, gastadeira e gastronómica a que o Governo Falido de Sócrates se dava nas múltiplas sessões de inauguração das botas perdidas de Judas. Gastos em pastéis e outras merdas que se esfumam. Basta considerar as duas cerimónias de apresentação pública do novo Museu dos Coches, apenas um pálido apontamento na saga merdeira e pedanteira a que José Sócrates se entregou como um Rei Sol incompetente, pedinte, ganancioso, dispensando abundâncias fictícias para inglês ver, causando prejuízo estapafúrdio ao Erário com nulidades a ficar pelos olhos da cara aos pobres e esbulhados pagadores impostos portugueses. O contrato mais caro foi o da apresentação conjunta do projecto por Manuel Pinho e António Pinto Ribeiro – os custos da sessão ficaram em 43 290,19 euros. Os homens do croquete foram aí Manuel Pinho e José António Pinto Ribeiro, mas as paneleirices do lançamento da primeira pedra presidida pelo próprio José Sócrates para abrilhantar de fosco os trágicos cem dias de Governo, as acções de comunicação propagandesca política, custaram 75 mil euros. Só para que Sócrates colocasse a dita primeira pedra, o Estado teve de gastar quase 30 mil euros. A conta final ascendeu a 29 443,71 euros. E assim se devastaram as nossas contas, de pouquinho em pouquinho, entre coquettes, croquetes e buffets de charme, com folhetos e prospectos e panfletos e portfolios: um homem que não sentava, nem por um minuto, a real regueifa no assento de São Bento; um homem em digressão incansável, gesticulante, com o seu circo fraude optimista do Estado Social, homem dado exclusivamente à manipulação, à politiquice pesporrente, como biombo do vampirismo denodado dos amigos, eleição fraudulenta após eleição fraudulenta  esse homem delirante e ridículo parece isento a quaisquer consequências dos seus actos.

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