sábado, fevereiro 28, 2009

VITAL, CAUSA BAJULAR NOSTRA


Nenhuma surpresa. Um homem, outro dentro da minoria dos professantes acéfalos da Legislatura, professantes de Sócrates, mate ou enforque, outro langue de bois, teria de ser recompensado com o 'surpreendente' convite para cabeça de lista ao PE, pelo PS. Quatro anos assanhado por cada treta governamental, defendendo o diabo e assassinando o anjo, o mais fiel defensor do Governo, inteiramente servil e licitador da própria consciência numa base quotidiana, arrematada contra a realidade, contra tudo e contra todos, Vital é aquilo que se pode chamar um caso de sucesso da mais regular e sistemática bajulação, causa dele. Boa viagem! «Vital Moreira é o cabeça de lista do PS ao Parlamento Europeu. O anúncio foi feito hoje ao fim da tarde pelo secretário-geral do PS, José Sócrates, no XVI Congresso do PS. José Sócrates considerou que a "história do PS confunde-se com a história do projecto europeu em Portugal".Depois de José Sócrates, Vital Moreira subiu ao palco do Congresso para explicar o quanto o surpreendeu o convite de Sócrates - "a minha surpresa não é menor do que a vossa" - e revelar que aceitou ontem à tarde.Como razões para a sua aceitação, lembrou que colabora com o PS desde os Estados Gerais e que foi deputado independente pelo PS à Assembleia da República, em 1995.»

PARASITISMO ESPONGIFORME PS


O BE não é um partido parasita da desgraça alheia pelo facto de a sistematizar, denunciar, dar-lhe voz, mas o único partido que assume um discurso que elenca a sem-vergonha em que consistiu o esbulho económico da Legislatura, o que melhor caracteriza a falácia e perversão do modelo seguido maquiavelicamente pela Legislatura: pôr o pé impiedoso no gasganete dos mais frágeis, usar da Mentira como caminho de controlo estalinizante dos media e, logo, das mentes, usar de todo o cinismo possível com um discurso oposto à inacção praticada e à olimpica indiferença dos actos e das obras que se anunciam sumptuariamente e não se concretizam. Nunca encontraremos à frente de Portugal alguém socialmente mais Seco e Incapaz de pensar verdadeiramente nas pessoas que Sócrates. Com este PS autocrático e politicamente cretino,há a esperar o pior. O lóbi devorista infrene PS reclama mais poder, nova maioria absoluta para precisamente alimentar o encefalopático parasitismo clientelar espongiforme, todo ele conivente com os mega-interesses de um lucro irresponsável numa sociedade abafada e irrespirável: «O líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, agradeceu hoje a "honra" de ter sido transformado no principal adversário do PS durante o congresso daquele partido, considerando que os socialistas mostraram estar "desesperados com a esquerda"."É uma honra o Bloco de Esquerda ter sido transformado no principal adversário do partido espojoso dos interesses dos mais poderosos", afirmou o líder do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, numa intervenção no almoço comemorativo dos dez anos da fundação do partido». Era o que faltava Alegre alinhar em tal missa negra onde as ideias passam por chutar para canto a Verdade acenando com a treta escapatória das campanhas de calúnia. Mas quem é que em Portugal pode autenticar uma forma de esclarecimento que passe pela fuga para álibis em nuvem de tinta como um polvo?! A mentira é isto. Evitar os factos, contorná-los. Arranjar desculpas. Mau seria se até Alegre alinhasse nesta reedição fascizante e aclamatória da mentira e da despudorada ausência de escrúpulos em forma de gente: «Manuel Alegre não estará presente no XVI Congresso do PS. O esclarecimento foi feito esta tarde através de uma mensagem distribuída aos jornalistas que estão a fazer a cobertura dos trabalhos em Espinho. Na mensagem, Alegre esclareceu que quando foi convidado para a Comissão de Honra do Congresso, “fez saber que aceitaria, mas que não estaria no Congresso”. O convite para a Comissão de Honra do Congresso foi feito pelo presidente do partido, Almeida Santos, como o PÚBLICO divulgou em primeira mão esta semana.» Homem diverso da Fachada Socratinesca, António José Seguro ainda pertence ao grupo dos puros, dos sinceros, dos genuinamente interessados e solidários com a sorte dos portugueses. Certamente que olha para a crassa deriva autoritária socratina com a mesma apreensão com que os espíritos mais lúcidos se arrepelam contra os mesmos abusos absolutistas anti-democráticos gémeos de outros de todos os tempos e regimes e que esta Legislatura tem praticado que denodada sofreguidão. Daí a distância e a reserva: «António José Seguro chegou ao Congresso do PS minutos depois de ter sido anunciado que Manuel Alegre não estaria presente, afirmando que vinha para “ouvir os militantes” com “humildade” e que esperava ver sair do conclave socialista uma “prioridade comum: resolver os problemas dos portugueses”.»

«IRRELEVÂNCIA ESPECTACULAR» DA BLOGA

Se há alguém incapaz de suspender uma retórica de auto-exclusão da bloga nacional e uma retórica subliminar de auto-apologia é o comunistólogo, mediólogo e blogólogo JPP, mesmo quando tem razão em detectar na imprensa uma cedência ao imediatismo espectacular típico da bloga que aliás não se esgota necessariamente nesse imediatismo: «Disse atrás que as censuras mais preocupantes não são estas, são outras, mais invisíveis e mais perigosas porque consentidas. Não as vemos porque se escondem atrás da irrelevância espectacular, das distracções, uma especialidade dos blogues. É também por isso que a bloguização da comunicação social é má para o debate público.» Ora, ele é das poucas vozes de menino capazes de gritar que o lobo já devasta o rebanho. De tanto apartar-se da pluralidade da bloga e de lhe arranjar adjectivos depreciativos e desprezivos, conservando-se a si mesmo irritantemente no Olímpo da intelectualidade analítica e da exclusividade lúcida, vai perdendo relevância que grite ou não grite que o lobo devasta o rebanho.

VELHOS ACÓLITOS DA FALSIDADE


O cúmulo da fantasia no País de Alice ou de Oz é uma governação completamente falhada, superficial, e um líder monstruosamente perigoso, impensavelmente estrangulador da Verdade, cego de glutonaria pelo Poder, egolátrico, mentiroso, alienado e indiferente à realidade ou à sorte das pessoas, aparecerem de repente transfigurados pela retórica salvífica e paradisíaca de António Costa, na Missa de um Congresso aclamativo e unívoco como uma convenção de robots. Isso e o facto de se procurar desesperadamente responsabilizar o Bloco de Esquerda como se tivesse sido este partido a Governar autisticamente Portugal nos últimos treze anos, fazendo opções continuadas para esmagar contra a parede do zero e do nulo multidões sem trabalho e sem esperança em favor do lucro pelo lucro ou de reformas de nome mentiroso, ajuste crápula de contas entre uma Administração Fraca e uma classe profissional docente que convinha decapitar e reduzir à discórdia, ao caos e à desordem mais criminosa. Dividir e mentir. Ocultar os factos que empobrecem Portugal. Escamotear os desmandos que a lógica clientelar impõe às Finanças Islandesas do País. A única Esquerda radical e estalinizante que eu estou a ver mora toda na liderança de José Sócrates e não no PCP ou no BE, composto aliás por portugueses como quaisquer outros. O País está em risco com este casting de horror. ASS, António Costa e Sócrates apropriaram-se de Portugal, têm o país como quinta das suas miragens e ambições de poder eternizado e perpétuo, apesar de um péssimo trabalho pelo bem e valorização do bem-estar das pessoas: «António Costa classificou hoje, em Espinho, o Bloco de Esquerda de “parasita”, ao justificar a necessidade do PS de pedir a maioria absoluta para governar com estabilidade na próxima legislatura, na apresentação da moção de estratégia ao XVI Congresso do PS cujo primeiro subscritor é José Sócrates, intitulada “A Força da Mudança”. Usando como exemplo o caso da Câmara de Lisboa, a que preside, Costa lembrou a ruptura do acordo que o PS tinha com o BE, para demonstrar como o PS não pode “ter ilusões” sobre a viabilidade de futuros acordos pós-eleitorais». Um banho de realidade e uma lição de democracia é tudo quanto Portugal precisa de dar a estes velhos praticantes do paleio encomioso oposto aos próprios actos praticados. O País sufoca com a megalomania aldrabona de esta gente sem escrúpulos. E você, pensa abster-se e deixar este podre alastrar?! Uma abstenção eleitoral alta, em tempos de tirania encapotada e às vezes desavergonhadamente explícita, é Crime lesa-liberdade e lesa-pluralidade, lesa-soberania. Só serve o propósito dos que deprezem e queiram perder os caminhos de autenticidade e apostar na tragédia anacrónica de um poder autocrático concentrado nas mãos de um homem sem escrúpulos, verdadeiramente capaz de tudo, da mentira mais desabrida, o que faz dele um fardo perigoso para o País. O Poder é serviço aos cidadãos, é Transparência e Verdade. Não é manipulação rasca nem é pactuar com ela e cooperar coniventemente com esse modo de proceder, Dr. António Costa. Os praticantes despudorados do contrário de isto - Transparência e Verdade - têm de ser derrotados democraticamente. É imperioso que as pessoas acordem do seu torpor, enquanto é tempo. Votem. Opinem. Mobilizem-se. Há dezenas de partidos e qualquer coisa é melhor que o projecto estalinizante chavista e pinochetiano que mora na cabeça de pseudo-Buda iluminada do desastroso Sócrates.

GOVERNOR SCHWARZENEGGER, MY HERO


A situação na Califórnia é preocupante, com o nível de chuvas 25% abaixo do normal, reservatórios importantes do estado estão com menos de 35% de sua capacidade: «O governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger declarou o estado de emergência no estado por causa da seca “devastadora” e avisou que se a situação não melhorar poderá ter de decidir racionar a água. A escassez das chuvas pode ainda provocar a perda de quase cem mil postos de trabalho na agricultura, avisam as autoridades. A economia californiana sofreria assim mais um duro golpe, numa altura em que a taxa de desemprego já ultrapassa os 10 por cento e é uma das mais altas dos Estados Unidos. Estima-se já que as perdas para o sector agrícola possam este ano chegar aos três milhões de dólares por causa da falta de chuva».

BE, O PARTIDO MAIS AFIADO



Qualquer intervenção dos elementos do BE, em particular Louçã, tem superior força crítica e um potencial de desmontagem das opções políticas do Poder em vigor que vale, só por si, como um Programa. É por isso que só o BE carreia a esperança de muitos eleitores, os quais, ainda que não se radiquem numa Esquerda Chique e em todos os seus pressupostos, desejam-na ardentemente. É a necessidade de uma esperança, de uma renovação completa da política nacional. E é um desejo de justiça, transparência, morigeração da vida política, com priorização das pessoas nas políticas como o único lucro decente aquilo que explica a expansão de este partido. O arco do poder está esgotado, falhou, traíu, é profundamente hipócrita e demagógico. Terá de ser apeado pelo voto na Verdade, na Renovação, no BE: «O Bloco de Esquerda (BE) celebra hoje o seu décimo aniversário com um almoço no Mercado da Ribeira, em Lisboa, que será aberto a todos os militantes e onde estarão muitos dos fundadores do partido.Neste almoço de aniversário, os militantes receberão um DVD com um documentário sobre os dez anos do Bloco de Esquerda intitulado “Nasceu Uma Estrela”, realizado por Jorge Costa, membro da comissão política do partido, e Daniel Oliveira, antigo assessor.»

REGIME EM SÍNDROME DE TRÓIA


É grave, mas sintomático e nada de estranhar, que tenha falhado a barreira de um potente anti-vírus, à prova de trojans e de outras pestes invasivas no portátil de um dos titulares do caso Freeport. Este é simplemente um capítulo mais num dossiê onde nada tem faltado, nem a sensação de os titulares estarem a ser escutados, a difusão do tal medo difuso e agora esta tentativa de penetração. Pelo fastio com que muitos se incomodam com a verdade, o horror à verdade que tantos e tantos manifestam, o ideal era esquecer inteiramente este processo, ocultar todos os factos e conservá-lo a marinar mais uns anos até à prescrição vegonhosa na memória colectiva. O mal é que Portugal é como Tróia, o cerco das forças negras do Poder Socialistas está no auge, alojam-se no núcleo do próprio regime - se os eleitores fraquejarem, será o fim da verdade e da liberdade em Portugal, aliás a grande obra da legislatura foi essa degradação cínica e verificável, torção dos números e das pessoas, submissão das consciências de muitos às conveniências de poucos: «O computador de um dos procuradores titulares do “caso Freeport” foi alvo de pirataria, tendo sido infiltrado por um ficheiro vírus tipo “cavalo de Tróia”, que permite aceder remotamente à memória dos computadores, ler, copiar e reenviar ficheiros para um endereço pré-definido, segundo noticia o semanário “Sol” na sua edição de hoje. O jornal fala num “ataque de pirataria” ao sistema informático da Procuradoria-Geral da República (PGR), em cuja dependência funciona o DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal), onde trabalham os magistrados responsáveis pela investigação do caso, Vítor Magalhães e Pais Faria. A intromissão decorreu há cerca de três semanas, tendo atingido o computador de Pais Faria, e o "Sol" diz que o procurador-geral ordenou a abertura de um inquérito a esta situação, que está a decorrer. O sistema foi já auditado por peritos informáricos, que confirmaram a utilização do "cavalo de tróia".»

PLATTERS - SMOKE GETS IN YOUR EYES

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

RETRATO A ÓLEO DE UM DITADOR


Nada mais cruel e desmobilizador que ouvir da boca de um ditador consumado, provado e comprovado as palavras sonantes discursivas que não cumpre, que não pratica e sobretudo em que não acredita: 'pluralismo', 'democracia', 'diálogo', 'causas', 'valores', 'respeito institucional'. Alguém que não respeita nem ouve ninguém, que rasura com treta e tácticas reles o Parlamento, alguém que normalmente faz o que lhe dá na veneta e menoscaba a complementaridade das oposições, dos movimentos e grupos sociais, alguém ágil e convicto a pressionar Jornais e jornalistas, a repisar Professores, mas a dar a bunda pressurosa a Camionistas, certamente por terem mais poder reivindicativo, alguém useiro a abafar opiniões divergentes, afanoso a controleirar tudo o que mexe, alguém que privilegia o monólogo, que na verdade defende o 'anti-diálogo', alguém que se comporta assim e até pior é o quê?! Quatro anos de diálogo?! Falar o Ditador em liberdade, em democracia é uma macaqueação, um insulto e uma provocação descarada, quando nos basta a prática do Ditador para sabermos com que linhas nos cosemos. Olhar para a realidade de quatro anos desastrosos permite-nos concluir tudo o que há a concluir de alguém que não olha a meios, que destruíu as finanças nacionais, mas ainda se atreve a alijar para três anos de PSD, em treze de PS, essa obra danosa e todos os maus frutos da oligarquia PS/PSD. O Ditador é falso, falseia, falsifica e falsariza tudo aquilo em que toca. O Ditador é demagógico e recordista a demagogizar em pleno século XXI que, graças à circulação de informação, nos permite perspicazmente compreender como é que um Ditador come um país e um povo de cebolada. Mas enfim, o Ditador é aclamado por uma multidão autómata da aselhas, esquecidos de em que conta nula ele tem os grupos, as opiniões, as competências técnicas e especializadas, quanto mais a sua dimensão de seres humanos. Só contam como biombo e fachada, eles e os seus Mercedes estacionados lá fora. O Ditador tem quem lhe faça bons discursos, cheios de uma demagogia que já ofende de tão falsária e despudorada, mas o Ditador não presta, não tem arcaboiço de Estado, não tem credibilidade, não tem carácter, não presta e é tudo. Pode ser que nos aconteça mais quatro anos de este Ditador. Está bom para se abafar de 'democracia' e falsificação de alto a baixo em Portugal, de imposturice e incompetência a varrer de alto a baixo a fantasiosa nação que o Ditador calca. Almeida Santos, o fóssil-da-partidarite-crónica-PS e amigo dos pobrezinhos, foi simbolicamente reeleito: «O histórico socialista Almeida Santos foi hoje reeleito presidente do PS, no início do XVI Congresso, que decorre até domingo na Nave Desportiva de Espinho. Almeida Santos, que anunciou ter-se recandidatado pela última vez, recebeu 714 votos dos 720 delegados com capacidade eleitoral. Houve ainda dois votos em branco e quatro votos nulos.» Horrorosamente, o Falso e a Treta do Ditador vão de vento em popa. O estiolar de Portugal talvez prossiga a bem da carreira política do Ditador porque nada lhe é mais caro que a carreira de Ditador, de sucessor natural e providencial do Salazar tutelar e paternalesco de que tantos têm saudades. Ser livre é um fardo. O Ditador incompetente e oportunista em todas as coisas sabe disso e faz por isso. Não há mais ninguém apto, segundo o Ditador, para gerir Portugal senão o Ditador. Imprescindível como a merda, o Ditador consagra-se, diz que se recandidata a primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas em nome dos valores éticos e da decência na vida democrática. E são palavras assassinas como estas o insulto acabado à nossa inteligência e capacidade de sofrimento por causa de quatro anos de Mentira como sistema e modo de vida. Será ele tudo quanto temos a esperar?! Não passa de um óleo de falsidade e mentira em que Portugal continuará a patinar e com o qual com toda a certeza se despista e se estampa. Só o Ditador é que não se enxerga nem tem um surto de vergonha na cara.

ALMEIDA, OS MEDIA E A JUSTIÇA


Não sei por que motivo fazem perguntas incómodas a Almeida Santos. O homem, na sua olimpica beatitude intocável, considera que a comunicação social não respeita presuntos e presunções de 'inocência', mas está enganado. A Comunicação Social tem sido obediente, muito obediente e os factos que ousadamente tem soltado por muito graves que sejam, que fossem, que venham a ser, graças à natureza decrépita do Regime, à sua ronceirice, às lógicas de ocultação e de manipulação em que sul-americanamente ela é pródiga, nunca dão senão em nada. Que mais deseja sua excelência dandi diletante do Regime?! A informação 'Socialista'? Os media com o terço, as laudes e a missa em Socialistês?! Mas não é já isso o que acontece?! Não fazem a RTP e a SIC brochuras e brochuras ao regime e aos factos quotidianos do regime?! Não lhe poupam os calos, os zelos, as sanhas, as pressões, as deformações, os eufemismos da indústria de imagem e marketing político proveniente da Governação Fachada em lavar de cestos?! Toda a gente reconhce, Dr. BláblAlmeida Santos que mesmo a Justiça tem também sido extremamente obediente e paciente com os sinais de apodrecimento do Regime. O Dr. Almeida Santos é uma eminência parda do Regime, o seu tempo já passou e, no entanto, duracelldura-dura-dura porque é doce; os tempos de glória e de pedantaria pseudo-democrática, de classe e pose democrática do Dr. Almeida Santos passaram. Nunca compreenderei como é que a 'democracia' produziu 'príncipes' e 'aristocráticos' como vossa excelência Almeida: «O presidente do PS Almeida Santos afastou hoje a ideia de que o caso Freeport possa vir a “ensombrar” o congresso e manifestou a sua confiança na justiça. “Se se fizer justiça, não ensombra, porque há uma coisa chamada presunção de inocência, que a comunicação social nem sempre respeita”, declarou Almeida Santos à chegada à Nave Polivalente de Espinho, onde vão decorrer os trabalhos do XVI Congresso socialista, que deverá começar dentro de uma hora.»

OBAMA, O QUE DIFERE É A ESPERANÇA


O desejo de fazer bem, de ser fiável, mobilizador e claro faz o seu caminho com Barack Obama. Muitos ensaístas e escritores afirmam que esta administração e o seu líder poderão mudar a face do mundo. Não sabemos. O certo é que, contra os excessivamente apaixonados pela figura e contra os que, pelo contrário, lhe são detractores, encontro uma via de observação entusiasmada do fenómeno: a credibilidade intelectual, a fé na partilha da informação e na participação directa das pessoas em grande parte das decisões das democracias, nisso aposta e crê Obama e talvez contagie muitos regimes a abrir e a fazer transparentes os seus processos democráticos. Ao passo que por cá é o oposto: o líder desmobiliza, aliena-se das pessoas, afasta-se das plataformas que pensem o País criativamente e pluridisciplinarmente. Por cá a democracia vai sendo uma farsa e o choque tecnológico não cumpre o seu papel interventivo e participante na tessitura decisória da Política e das políticas. Relativamente ao capítulo Iraque, os últimos parágrafos serão escritos em breve: «Barack Obama garantiu hoje que os Estados Unidos não têm qualquer pretensão sobre o território iraquiano, reafirmando que os últimos soldados americanos vão abandonar o país até ao final de 2011. Segundo o plano de retirada anunciado hoje, todas as forças de combate terão deixado o Iraque até Agosto do próximo ano, deixando para trás apenas uma força de apoio.O Presidente norte-americano viajou esta tarde até Camp Lejeune, a base dos Marines na Carolina do Norte, para anunciar “a maneira como a guerra no Iraque vai chegar ao fim”. “A nossa missão de combate no Iraque terá terminado até 31 de Agosto de 2010”. Depois dessa data no Iraque restarão apenas “entre 35 a 50 mil soldados” para treinar as novas forças iraquianas, garantir a segurança do pessoal diplomático e conduzir operações limitadas de contraterrorismo.»

CIMEIRA FINTADA E MALES DO MUNDO

Tem também razão o operário Jerónimo: o mal do mundo não é que o PM não vá à Cimeira. É que continue por cá a mandar foguetes, a apanhar as canas no Congresso e no País. O mal é que prossiga a sua política de uma no cravo e outra na ferradura, sem ouvir quem sabe nem atender a quem precisa, fintando a Crise e a mole de desempregados como coisa de somenos e até animadora. Os males do mundo passam muito por aquilo que se está disposto a alienar em ano de eleições. Quase tudo, em se tratando de esta colheita 'socialista'. «O secretário-geral do PCP desvalorizou hoje a ausência do primeiro-ministro José Sócrates na Cimeira Europeia para discutir a crise mundial, por estar no congresso do PS, em Espinho.“Todos os males do mundo fossem esse”, disse Jerónimo de Sousa aos jornalistas, no final de um encontro com representantes da CGTP-In.»

ULRICH, ELOGIO COM FERRÃO

Confesso a minha crescente admiração por este banqueiro que diz sempre umas coisas com as quais só nos faz bem estar em sintonia mínima. De esta vez, menos arrasador em relação ao Governo contra o que pudemos ler numa entrevista recente, usou de uma velha técnica de diplomacia: primeiro elogia-se, depois atira-se a ferroada. O elogio foi dizer que 'gosta' do actual primeiro-ministro, [um homem que passou a gastar menos nos anúncios dos anúncios das estradas com buffet e Comitiva Comilona (fiquei comovido com a sobriedade de ontem em Leiria e com o discurso de Lino transformando a linguagem das críticas na linguagem do auto-elogio e da própria retractação implícita), isto depois, mas só depois, que a Oposição verberou contra o preço cobrado/pago por evento de encher, na última acareação parlamentar]. A ferroada (escórpio télson) foi dizer que gostava de saber o que se passou realmente no dossiê Freeport, ciente como está de que tudo será a ser tratado para que não haja nada a saber ou, o que houver, envolva figuras menores, disponíveis para pagar o mesmo preço de Oliveira e Costa, de Vale e Azevedo: simbolizarem, e não mais que isso, justiça; serem os bodes sacrificiais para que aguém em número e qualidade escape impune e forrado com o produto do saque: «O presidente executivo do Banco Português de Investimento (BPI) defende que é preciso “fazer opções” no combate à crise económica e financeira porque “dizer todos os dias que o investimento público é bom já não chega”. Fernando Ulrich, que aplaude a resposta inicial do Governo, sobretudo em relação ao sistema financeiro, pede agora “mais reflexão e respostas mais estruturadas”. “Chegou a altura do Governo perceber que é preciso fazer opções, porque senão vamos bater na parede”, disse, numa conferência da Ordem dos Economistas sobre as saídas para a crise. Ulrich alertou – como já tinha feito anteriormente João Salgueiro – para a subida do défice externo, estranhando que “ninguém se está a preocupar muito com isso”. O líder do BPI defende que os estímulos à actividade económica devem ser feitos “numa escala inferior à que tem sido anunciada”. Sobre os problemas que o país deve resolver, além da Justiça e da Segurança – “é mentira que Portugal seja um país muito seguro”, afirmou -, Ulrich falou também do processo de licenciamento urbanístico que “é inaceitável e aumenta a desconfiança dos agentes”. Referindo previamente que tem “boa impressão do eng. José Sócrates” e que o considera “um bom primeiro-ministro”, acrescentou depois que “gostava que o caso Freeport acabasse bem, sobretudo para o nosso primeiro-ministro. Mas já agora gostava de saber o que se passou naquele processo de decisão”.“É preciso aumentar a transparência. Nesta matéria estamos a piorar. É preciso perceber as decisões”, afirmou. Ulrich reiterou também propostas que já referiu noutras ocasiões, como o espaço que defende existir para a criação de novos escalões de IRS para quem tem maiores rendimentos e para uma sobretaxa de IRC para empresas com elevados níveis de lucros».

CHICHI COM ESTILO É NA RYANAIR


Ainda não é um facto consumado de gestão, mas pode bem vir a ser. Ridícula por fora e inteligente por dentro, a julgar pelo uso abusivo que se faz da casa-de-banho durante os vôos, a medida a ser implementada pela Ryanair poderá representar uma fonte inesperada de receita, a coprorreceita graças a uma coprogestão. O que pensar de quem até da merda tira proveito? O melhor possível! «A irlandesa Ryanair, uma das maiores companhias aéreas "low cost" a operar na Europa, poderá começar a cobrar aos passageiros pelo uso da casa-de-banho durante o vôo, disse Michael O’Leary, director executivo da companhia.“Algo que já considerámos antes e que voltamos a considerar agora é a possibilidade de colocar uma ranhura para inserir moedas na porta das casas-de-banho”, disse O’Leary à estação de televisão BBC.»

SEMÂNTICA DA IGNORÂNCIA


É pedir a lua clamar dos promulgadores unilaterais do Acordo Ortográfico clareza e definitivo na respectiva implementação e tomada de decisões consequentes. Mesmo os promotores e promulgadores de esse Acordo mostram necessitar de ajuda para eles mesmos escreverem e acertarem nas novas regras, algumas das quais, devo admitir, vão no sentido intuitivo da minha própria natureza de escritor, pronto a subverter as regras por necessidades expressivas e poéticas. Por ter sido um acto político tão apressado e estulto como encerrar uma Maternidade numa cidade do interior com poucos eleitores ou implementar um modelo grunho de pseudo-Avaliação do Desempenho Docente, e não um movimento que se tivesse imposto por si, unânime e esclarecedor, a estagnação decisória de que dá conta a APP é perfeitamente natural. É Governo. É Sócrates. É Lurdes Rodrigues. É Pinto Ribeiro! Em ano eleitoral, cometem-se loucuras e há coisas que podem sempre esperar por qualquer razão: «A Associação de Professores de Português (APP) pede decisões "claras e definitivas" sobre a implementação do Acordo Ortográfico no ensino, defendendo a entrada em vigor da nova ortografia em simultâneo com o novo programa de Língua Portuguesa."Quem tem de decidir, que decida de uma forma clara, peremptória e definitiva. Há cerca de um ano pedimos esclarecimentos ao Ministério da Educação sobre esta matéria, mas até hoje ainda não nos responderam", lamentou o presidente da APP, Paulo Feytor Pinto, em declarações à Lusa».

VENTOS DE DESASTRE

Só no caso português, há uma massa de cidadãos sem trabalho aos quais é negado o subsídio de desemprego. Ora, pergunta-se, como é que num panorama crescente de desemprego será possível suportar as consequências sociais de este tipo de exclusão. Como tolerar a ocultação para sob o tapete dos casos em que nem sequer se é ou se consta das estatísticas?! «A taxa de desemprego da zona euro aumentou em Janeiro para 8,2 por cento, o nível mais elevado desde Setembro de 2006, traduzindo-se num acréscimo de 256 mil pessoas que ficaram oficialmente sem trabalho, indicou hoje o gabinete de estatística da Comissão Europeia, o Eurostat.»

O RECHEIO DA SANTOLA


Não compreendo MFL: então se o PM precisa de ser substituído urgentemente, o melhor mesmo não é que se vá habituando a ser substituído?! A faltar e ao falhar esses compromissos em nome do País, habitua-nos ao facto cristalino de que está a mais e necessita urgentemente de ser substituído. Qualquer figura menor do Governo fará melhor figura. Afinal há ali, em Sócrates, acima de tudo uma carreira política a salvaguardar em face da qual o País pode esperar. Sim, porque, para ele, o País não passa de peanuts. Além disso, é sempre bom dar uma oportunidade a ASS para exercer a sua magnífica intendência santolas, intercedendo babosamente em favor do seu Dark Lord com aquele confessado gosto em malhar. Quando ASS malha, malha a eito, com zelo, com cio, com Oco, o oco da santola: «O ministro dos Assuntos Parlamentares acusou hoje a presidente do PSD de ter uma concepção “empobrecida” da democracia ao criticar o primeiro-ministro por estar ausente da cimeira europeia (no domingo, em Bruxelas) para encerrar o congresso do PS.“Nem quero acreditar que o primeiro-ministro [José Sócrates] possa pôr uma festa de encerramento do congresso [em Espinho] à frente dos interesses do país”, declarou Manuela Ferreira Leite ontem à noite em Braga.Em reacção a esta posição da líder social-democrata, Augusto Santos Silva contrapôs que aquilo que é “inaceitável é a concepção de democracia empobrecida da drª Manuela Ferreira Leite”.»

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

E TUDO O QUE OFEREÇO É O MEU CALOR...

Tive uma sensação e um sabor especial descobrir e ler Talita Porto no seu blogue bem fêmeo e intenso.

PORNOCRACIA POETOCRÁTICA


Fiquei, meu amor, de te falar de um Courbet que tem dado pano.
Prometi descrever-te a peça, pintar-te em palavra uma pintura feita para os olhos,
feita para ti, que nem tens tempo para ócios, só para angústias
o tempo não está para mais. Quadro pintado! Um ventre.
Estirado, um corpo de mulher faz das suas pernas garganta, canyon de carne.
Luz e óleo cintilam nela nua: o entrepernas abre em fenda invitativa,
o púbere é um tufo farto, semelha desfiladeiro
de onde se atiram águas e piam águias.
Tudo é negligente e cuidado.
Abre-se a Arte ao coito, se o quisermos.
lkj
E sinestesias saltam da tela faz-se luz, textura, tacto,
talvez o arfar que lambe e desliza,
séculos de dedos à procura do caminho
em frémitos florestais de fragor e mistério, sem GPS certo para o Cerne,
sem ponto de suco onde sugar em fadiga por sossego.
Negro, o tufo não mais é moda.
lkj
Anda, mulher, vem comigo a olhar e a sorrir com esta A Origem do Mundo, de Courbet.
Depois entrelacemos as almas como que em Missa.
Rezemos pelos restrictores do Belo.
Peçamos que nunca um arrepio na espinha por seu bafo nos ameace ou impeça
sorver o gozo de luz de esta ou outra mulher paisagem,
por acaso um Courbet, talhado para as oras renitentes
de um certo Portugal mais indisposto e zangado
com uma réstia de Gozo ou de Luz.

ASS COM ANA LOURENÇO



Enrolando os factos e escondendo a mão, em nome do Governo, com a Crise Internacional. Ó Augusto, já notaste que toda a gente murmura a respeito do teu gosto em malhar. Malhar! É o que fica em quatro anos! Depois do medo que instilaste por aí e por além, é simplesmente sádico que nos apareça para fazer balanços e badalos. Falhou! A Legislatura foi um Flop e o PM um bluff. Os piores de sempre em 35 anos! Parabéns!

TURKISH AIRLINER SCHIPHPOL CRASH CAUSE


É prematuro concluir definitivamente a causa, mas já se avança com um teoria preliminar: «A queda do avião turco na quarta-feira no aeroporto internacional de Amestedão poderá ter resultado de uma falha num motor, de acordo com declarações de um dos peritos que investiga as causas do acidente, que causou nove mortos – um balanço que pode não ficar por aqui, uma vez que há seis pessoas hospitalizadas em estado considerado crítico."Se perdes velocidade, então cais literalmente do céu”, disse Pieter van Vollenhoven, que chefia a equipa de investigadores, ao canal NOS, da televisão holandesa, acrescentando no entanto que o motivo da aparente avaria ainda não foi estabelecido. Segundo a Turkish Airlines (THY), o avião, um Boeing 737-800, tinha tido uma falha no sistema de alerta, o que levou ao cancelamento, na segunda-feira, de um voo para Madrid. Mas a “peça defeituosa” foi “substituída” e ele fez depois ainda oito descolagens».

ESTADO HERMAFRODITA DA CAIXA


1. A aflição com a recente degradação da imagem interna em que o Banco CGD sai uma vez mais chamuscado com o Dossiê Fino, conduz ao Efeito Declarativo. O que é o Efeito Declarativo? Acabo de inventar agora mesmo a designação e consiste na tentativa de justificar o injustificável, o discricionário, o excepcional, a rasura de uma lei e princípios gerais, mediante o reiterado recurso aos holofotes mediáticos, saturando-nos de Vácuo e de Simulações Explicativas. Por outras palavras, é uma forma solene de mentir com eufemismos supostamente tranquilizadores ou anestesiantes. Vimos precisamente esse Efeito Declarativo na imediata profusão de vezes em que PGAd, Cândida de Almeida, branqueou, subestimando-o, nas TVs, o Caso Freeport no que tange à figura de charneira em todo o processo, apesar de tantas e sucessivas inferências, por exemplo na Carta Rogatória do SFO. Efeito Declarativo presente nas vezes em que o enfadado PGR demonstra o terrível tédio pelos Media ou o quanto lhe fazem espécie as barbaridades (factos e mais factos, documentos e mais documentos, e-mails e mais e-mails) de que a imprensa em boa hora nos dá conta do mesmo caso, o quanto lhe custam as revelações profundas da viciação tremenda de que padece o jogo democrático português, sempre que um suposto segredo de justiça é revelado. Portanto, o Efeito Declarativo também é isto: «A Caixa geral de Depósitos (CGD) vai pagar um dividendo de 300 milhões de euros ao Estado, apesar da descida que registou nos lucros de 2008. Em conferência de imprensa, o banco público anunciou que os lucros de 2008 atingiram os 459 milhões de euros, menos 46,4 por cento em relação ao resultado obtido em 2007. As imparidades registadas pela Caixa com as participações financeiras na Zon Multimédia, no Banco Comercial Português e no sector segurador, atingiram 607 milhões de euros.» A Tenda de Enganar continua, agora circunspecta e seriíssima no seu desprezo por nós. A Caixa e o Estado são uma realidade hermafrodita em espécie ainda bem que dióica que nós é que temos de pagar. Se dúvidas houver, isto, que são factos, fala por si: «O ministro das Finanças disse hoje que não tem de responder "pelos actos de gestão administrativa" da Caixa Geral de Depósitos, remetendo para o comunicado da CGD sobre a compra de quase 10 por cento da cimenteira Cimpor em acções valorizadas em 25 por cento. Teixeira dos Santos falava durante uma interpelação ao Governo do Bloco de Esquerda, depois de ter sido confrontado por Francisco Louçã com o comunicado divulgado hoje pelo banco do Estado sobre o negócio com Manuel Fino. O empresário vendeu um sexto à CGD para amortizar uma dívida que tinha junto da CGD. As acções, para além de terem sido vendidas a um valor 25 por cento superior ao da bolsa, não podem ser vendidas pela CGD nos próximos três anos, a não ser ao próprio Manuel Fino».
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2. Ui! Que mesquinhez, meu Deus! «O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) mostrou-se hoje desagradado pelo negócio da compra de parte da Cimpor ter saltado para a praça pública, garantindo que a instituição age na defesa dos interesses do banco e do Estado."Faz-me muita confusão tanto pôr em causa, que se levante tanta dúvida" sobre a compra de acções representativas de quase dez por cento da Cimpor a Manuel Fino, numa operação de renegociação da dívida do empresário ao banco. Faz-me muita confusão tanto pôr em causa, que se levante tanta dúvida" sobre a compra de acções representativas de quase dez por cento da Cimpor a Manuel Fino, numa operação de renegociação da dívida do empresário ao banco. "Estas matérias não podem ser discutidas na praça pública (...) mesmo em relação ao Governo, um caso particular de um cliente está sob sigilo bancário", recordou o presidente da Caixa, na conferência de apresentação de resultados de 2008, mostrando-se desagradado com a divulgação de informações sobre o negócio». Ui, a Praça Pública tem as costas largas. Temos o dever de reduplicar a vigilância, depois da hecatombe de confiança que representou no BCP as lutas intestinas pelo poder e os danos de que mal se fala, os desmandos grosseiros no BPN, o afundanço sistémico do BPP. Não brinquem connosco. Se é certo que não é saudável andar a Opinião Pública a comentar actos de gestão bancária, é muito menos saudável passar a impressão transparente de que o Banco Público, uma só coisa hermafrodita com o Estado, faz negócios com privados que em boa verdade não lembra ao diabo. Em todo o caso, ui! Esta gente funciona numa lógica despreziva do peso morigerador e da necessidade vigilante de uma Opinião Pública moderna, europeia e avançada.

DO XYLOGLOSSARIADO CANCIANO


Fernanda, nunca é bom subestimar ninguém. Não me subestime!*

CÂNCIO, LANGUE DE BOIS BAJULAR


Mera langue de bois e sofista ao serviço do Regime, na tradução degenescente-tiranizante da Socratura, f. escreve como uma contorcionista: a Razão e a pureza dos argumentos dão lugar à pragmática do Poder. Brilhante, presunçosa e pedante, cada tiro, cada melro. Parece que esperaremos em vão por outra coisa que o seu xyloglossariado em favor de esta Desastrosa Legislatura. O tratamento ioga que dá à apreensão das reproduções courbetianas no romance Pornocracia é somente confirmação da sua prodigiosa langue de bois.

NOVAS DO CIRCO FUTURÍSTICO PS


Óptimo. Ficámos a saber a data. Entretanto, dentre tantas notícias que lançam o Paraíso e a revolução tecnológica para datas futuras, perde-se e malbarata-se o Presente: «O “apagão analógico” já tem data marcada. A 26 de Abril de 2012 deverá estar concluída a transição para a Televisão Digital Terrestre (TDT), de acordo com uma resolução tomada hoje em Conselho de Ministros. Ainda assim, durante pelo menos um ano, a televisão normal continuará a ser emitida para minimizar problemas e atrasos.» Há um comentador conformista politologamente a perorar neste mesmo momento na SIC-N, Manuel Meirinho Martins: tem um discurso superficial que convém à toxicidade da Socratura. É o Opinião Pública. Os Fora televisivos, cada vez mais limitados temporalmente, ocasionam belos depoimentos de ignorância e conformismo directamente extractados da fauna portuguesa, onde certamente as feromonas e o instinto primário fêmeo fazem muito mais ao salvar a latose de Sócrates que a factura da sua incompetência mostrada e provada em números e factos: «O primeiro-ministro é uma pessoa muito honesta: deixem-no trabalhar»; «Esse senhor tem sido atacado na sua vida privada.» Agora um tal de José Santos diz: «Deixem o senhor trabalhar!». Que tristeza de País! Quanta gente alienada! Sim, portugueses, entretenham-nos. Anunciem-nos rebuçados e guloseimas para anos vindouros. A Burrice Geral, quando recalcitrante, deixa-me doente!

DEVÓNICO: INCISOSCUTUM RITCHIEI


Fascinante que uma segunda reapreciação de um fóssil do Devónico lance uma nova luz sobre a evolução da reprodução, tratando-se de um peixe, a invenção do sexo como interacção feita de interpenetração e escolha. «O Museu de História Natural de Londres tinha uma gravidez escondida dentro de um fóssil de um peixe com 380 milhões de anos. Uma fêmea da espécie Incisoscutum ritchiei carregava dentro do útero um pequeno peixe com cinco centímetros. Até agora pensava-se que o embrião tinha sido a última refeição do fóssil, mas o investigador australiano John Long acabou por descobrir que se tratava de uma gravidez, dando mais pistas para compreender o início da fertilização interna nos vertebrados. A descoberta foi publicada hoje na revista “Nature”. Antes dos répteis e dos anfíbios a vida agitada dos vertebrados estava cingida aos oceanos. O fóssil pertence ao grupo dos placodermos, peixes que existiram até ao final do período geológico do Devónico, que terminou há 360 milhões de anos. “Este peixe mostra algumas das evidências mais antigas da reprodução interna”, disse à BBC News Zerina Johanson do Museu de História Natural. “Esperávamos que mostrasse um tipo de reprodução mais primitiva, onde os espermatozóides fecundassem os óvulos na água e o desenvolvimento dos embriões ocorresse externamente”, acrescentou».

PORTAS E A MERCEARIA DO PODER


Esta disponibilidade para entendimentos com o partido que emirja mais votado nas próximas eleições, se esse partido for o PSD ou o PS, confirma em Portas o estafado camaleão político que sempre foi. Preocupante é não existir naquela ilustre cabeça um discurso de ruptura com a lógica lesiva do País que preside ao Centrão. Normalmente esquecemos que o Centrão dos interesses abarca parte do PP e é por isso mesmo natural que o discurso cáustico anti-situação tenha, pela boca de este líder, os seus limites. Há controleirismo, manipulação, depressão da diversidade e da pluralidade democrática em Portugal em virtude de um apetite voraz do PM em produzir uma hegemonia omnipotente duradoura e asfixiante? Há! Isso incomoda e interessa a Portas? Não. O que lhe interessa é a Política Pura, são linhas de acção, caminhos e ideias alternativos, por exemplo, carreando seriedade às leis penais de brincadeira em Portugal. Move-o a possibilidade de influenciar. Acontece que, com Sócrates, o Regime cruzou tal estrema de putrefacção, de viciação do jogo, de deslealdade directa, olhos nos olhos, com os portugueses, que só uma demarcação de ruptura com este agente e actor político produzirá a devida recredibilização de um PP materializável depois no voto: «O líder do CDS-PP, Paulo Portas, defendeu hoje uma revisão global das leis penais e avisou que "não fará parte nem apoiará" um Governo sem que haja esse compromisso. "Não apoiaremos nem faremos parte de nenhum Governo que não se comprometa a rever as leis penais em Portugal", afirmou Paulo Portas, em declarações aos jornalistas no final de um encontro com representantes do Sindicato dos Profissionais da Polícia. Questionado sobre se admite apoiar qualquer Governo, seja PS ou PSD, que assuma esse compromisso, Paulo Portas afirmou apenas que está a "estabelecer um princípio". "Queremos uma revisão completa desta matéria", afirmou, para acabar com "a política mole e condescendente em relação à delinquência e à criminalidade". "Qualquer novo Governo e nova legislatura", acrescentou, terá também que encarar "o problema da motivação os profissionais da polícia", a nível operacional e salarial.» Até prova em contrário, o PP, o PSD e o PS são as piores faces, com o pior e mais danoso lado da democracia em Portugal. O jogo democrático, com eles, está viciado porque sempre ao serviço dos Finos de Portugal, ao serviço do critério de dois pesos e duas medidas, ao serviço do eterno marinar na inconsequência de quantos processos por corrupção se venham a saber. Contamos com o BE e o PCP para mudar este estado degradado de coisas. Contamos com eles para moralizar e fazer a transparência radical da vida política, dos interesses ocultos, da perversão que é o interesse geral ser constantemente suplantado pelo conluio do Poder Político com o interesse particular. E é bom que agora que estes dois partidos vão crescer mais que a malígna e irresponsável Abstenção nos não falhem nem se aburguesem, convertendo-se na modorra demagógica e irresponsável do Partido do Governo, um Governo que tentou vender gato por lebre, anúncios por acção, falsificando a verdade, a transparência, traindo as mais legítimas e desesperadas expectativas, tratando as pessoas e os grupos profissionais conforme o que pensa deles: irrelevante carne para canhão, nascida para obedecer, para regredir socialmente, para pagar e sobretudo para calar. Ora, como há desmandos infinitos na cúpula, como a contenção, a solidariedade e moderação salarial não atingem as directorias gerais e toda a sorte de sinecuras e cargos por nomeação política, ou há moralidade, ou comem esses. Portas não põe o dedo nesta ferida. A fantochada, o desmando, as unhas de furtar ao mais alto níveis seguem por prestar contas, incólumes e livres para continuar devorar, alternadamente de quatro em quatro anos, também graças ao silêncio do Grande Fotocopiador. Quando escutarem que a estabilidade é um bem necessário à democracia, introduzam no hard drive isto: a estabilidade é boa porque permite pequenos euromilhões para pequenos serventuários do Centrão sem avaliação, prestação de contas e a nossa noção e controlo sobre quanto e porquê andam estes discretos vampiros a ganhar o que andam a ganhar. Pois eu, por mim, não quero mais esta 'estabilidade'. Prefiro a 'instabilidade', prefiro o temor preventivo dos políticos pelo povo comum. A estabilidade minou-nos o crescimento, fez-nos regredir em todos os parâmetros económicos. Temos de arriscar na instabilidade. Votemos no imprevisível e no instável. Chega de Solentes Cretinos!

BANCO É CAIXA DO GOVERNO


Fino agradece. Não é para qualquer um. Qualquer pessoa atenta sente que a arbitrariedade governamental em tantos dossiês, também neste, e por isso mesmo da sua Caixa, anda no ar, não o amor nem qualquer argumento que nos faça sentido. As justificações fornecidas soam à pancada solene no gongo da treta. O casuístico e o anómalo não são a linguagem habitual da Banca: «A Caixa Geral de Depósitos (CGD) defende, hoje em comunicado, que a execução das garantias do empresário Manuel Fino era uma “solução precipitada” e que poderia “também criar forte instabilidade na estrutura accionista da Cimpor”. Esta posição da CGD é defendida para justificar o negócio feito pelo banco do Estado com o empresário, que levou a valorizar em 25 por cento acima do mercado as acções da Cimpor entregues para reduzir um empréstimo, que no total ascende a 500 milhões de euros, segundo o "Diário Éconómico".»

ESTULTAS SANÇÕES ANACRÓNICAS


Não aguardarei que Saramago reconheça finalmente, sem o PCP saber, que o regime cubano é iníquo, tal como concedeu que as FARC são terroristas. Segue-se que sempre pensei que as sanções contra Cuba funcionavam contra Cuba, contra quaisquer desígnios democratizantes, e não contra o Regime. É pelos produtos mais singelos que muitas vezes a esperança e o alento passam e melhor se sedimentam: «Os Estados Unidos mostram-se dispostos a suavizar o embargo a Cuba: a Câmara dos Representantes aprovou quarta-feira as restrições a viagens dos norte-americanos ou estrangeiros residentes à ilha e outras sanções económicas». Notícias de novos tempos, portanto. Como é que os camelos anteriores não trilharam caminhos imaginativos novos?! Cada vez me convenço que o Mal assume um perfil beato e teimoso, na hora de ser Mau.

MAIS HEATH LEDGER PÓSTUMO


Diga-se o que se disser de quanto se tende a mitologizar as estrelas que precoce morrem, a actuação de Ledger é brilhante e intensa. Ainda bem que há mais Ledger póstumo: «Quando, na madrugada da passada segunda-feira, a Academia de Hollywood atribuiu o Oscar de Melhor Actor Secundário ao australiano Heath Ledger, a título póstumo, pela sua participação no mais recente “Batman”, os familiares do actor recordaram que há ainda um último filme de Ledger para ver: “The Imaginarium of Doctor Parnassus”, realizado pelo ex-Monthy Python Terry Gilliam, já tem estreia marcada no Reino Unido para o próximo Verão, mas pode não chegar a ser visto nas salas norte-americanas.»

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

VERDE BÍLIS, RECITAL DE FIGADEIRA


O calendário pagão e cristão, com as suas pausas e deleites, interfere com o afinamento competitivo das equipas portuguesas, está visto! Será que a desconcentração competitiva se deve ao amolecimento por causa do amor, da família, do bar usual, das meninas habituais, do amante secreto impetuoso, cioso, sôfrego por atenção e casamento?! Não sabemos. Sabemos que logo a seguir ao Natal, ao Carnaval, à Páscoa, se houver competições europeias ou dérbi, é quase certo que alguma das nossas equipas primodivisionárias titubeie largo. Hoje foi vexatório o recital de zero do Sporting. Cinco secos. Só deu verde, má bílis da derrota pesada e já condenatória das mais ténues expectativas. Altamente lamentável, diga-se! No meio do desastre, há sempre quem ouse falar, gaguejando explicações: «O defesa central brasileiro Anderson Polga foi hoje incapaz de explicar a goleada caseira sofrida pelo Sporting na recepção ao Bayern de Munique (0-5), na primeira "mão" dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões em futebol.» Frases feitas e conversa do costume, tmbém dificilmente alguém poderia explicar Polga a Polga e o Sporting ao Sporting.

VAUDEVILLE: COMITIVAS QUE COMEM


Ele disse vaudeville?! Mas o sr. PM tem noção que o facto de as oposições lhe remeterem hoje mesmo a factura dos seus gastos sumptuários em anúncios de anúncios só demonstra ao País que é a sua Política de Fachada que constitui toda uma Legislatura Vaudeville e nada mais?! Não custa assim tanto reconhecer isto, pois não?! Se o Governo e o seu chefe abespinhado fossem sérios, não teriam transformado estes quatro anos em entretenimento de variedades com "circo de horror", com museu barato, com literatura burlesca. Todas as noites, as TVs abafadas pelos serviços de exclusividade governamentais desgastaram-nos com simulacros de acção política, com uma série-em-chuva de números levados ao palco, sem nenhum relacionamento directo entre eles: Pinho e Lino, Jograis Vivos de Sócrates, foram para nós músicos, dançarinos, comediantes, 'animais' treinados, mágicos, imitadores, acrobatas, fizeram peças de um único acto ou cenas de peças, foram atletas, fizeram palestras, pagaram fotos balurdiosas de celebridades caras, inventaram o Allgarve, foram cantores de rua e fizeram filmetes, disseram piadas na China, disseram que tudo estava sob controlo. Sim, ouvi da boca primo-ministerial vaudeville e nem queria acreditar. No Parlamento, Rangel disse coisas em inglês a respeito da Tenda-Alcoviteira-de-Governar. E o PM, o sem semancol PM, foge, como sempre fugiu, a grande velocidade da satisfação a quaisquer perguntas que se lhe façam. Tem aquela cara de pau rançosa para escudar-se nesse Grupo Parlamentar de Bonecragem que montou e amedronta, apanhados cada um nas suas fraquezas, e para escapar das nojeiras com as quais as Oposições ousam confrontá-lo. Não há para ele questões incómodas, o País que se dane. Repete-se. Faz aquelas caretas horríveis de visionário de olho único em terra de cegos do cu, anuncia repetições, sai pelas mesmas portas, reduz o PS parlamentar a uma bosta onde nada do que é candente e grave verdadeiramente se adressa, mas só o "plano tecnológico", sacratíssimo sucedâneo de alguma coisa de palpável e honesto, o pornografável "Magalhães": que nos interessa se «Portugal vai ser o primeiro país no Mundo onde todas as crianças dos seis aos dez anos têm um computador pessoal» se andam mais de cinco mil estudantes do ensino superior endividados com os seus próprios estudos?! Se largas franjas de jovens já perceberam a que vexames e humilhações se têm de obrigar para lobrigarem um emprego temporário, precário, escravo, desalentador?! Este Governo na sua Fantasia Imperturbável não se deixa abalar com a taxa de desemprego que galopa e explode, com as dificuldades simplórias e minimizáveis de imensos Portugueses. Obviamente que o José Sócrates do Governo comporta-se exactamente como os Portugueses que não têm razões para se preocupar consigo mesmos nem sequer têm capacidade para se preocuparam com quem mais precisa de recursos e de imaginação articulada. Para quê a seriedade de convocar os agentes de mudança e de criatividade no País, aliás sufocados pela iniciativa asfixiante do Estado-PS?! Os que estão de pedra e cal no sorvedouro caudaloso de esse Estado-PS pensam em si mesmos, olham por si e pelos seus, apaixonam-se pelos milhares de euros que vão abichando ao fim de cada mês, a cada comissão, e o que pensam é «que se fodam todos os outros». Sim, se nada lhes falta, se fecham os olhos todos os dias ao que se passa à sua volta, tanta gente mal curada, abandonada, esses que foram precipitados na exclusão, que foram perseguidos e excluídos por serem do contra o simulacro de democracia que o Governo-PS malignamente aperfeiçoou, «todos esses que se fodam», pensam. Borram a fotografia dos efeitos aparentes que interessa preservar, borram o panorama sorridente que a Campanha Permante acalenta e protege. Se o leitor pertence ao grupo dos que se salvam a si mesmos e também pensa «que se fodam os demais!», continue como está que está bem, cada qual por si, não é?!: um País perfeito para quem tem tudo a correr às mil maravilhas é para gente que se comporte como se não fosse nada consigo; o País atroz, envelhecido, do lado de fora, fechado e deprimente não é nada consigo. Naturalmente que o edifício social português falece, decai num ritmo alarmante. As peças do dominó social, insolidárias e indiferentes à sorte dos que não contam no computo dos favorecidos políticos com acções e obras pensadas para si, Peões do Partido, essas peças derramam-se, atropelam-se, despenham-se. Arrastarão na voragem a estrutura intocável dos que entretanto se alheiam. A cola que nos mantêm minimamente unidos é feita das pequenas solidariedades laborais ou assistenciais e da gigantesca solidariedade dos que pouco tendo, partilham o que podem, pois na verdade nem as Misericóridas nos merecem crédito: funcionam sem transparência e são aí como o Governo ou até piores na sofreguidão dos que as administram. A Opacidade da nossa 'democracia' serve perfeitamente e exemplifica inteira tudo o que há a esperar em Portugal dos nossos supostos representantes, mesmo das chamadas Misericórdias: um mistério e um silêncio eloquentes que nos danam. Quanto ao momento de estrume do Governo, resume bem o dia parlamentar João Gonçalves: «O governo está como que num limbo "governado" pela crise para a qual só ele, Sócrates, tem "soluções" e um "Magalhães". Mesmo que retóricas, vagas, inúteis ou meros paliativos formais não são admitidas interrogações nem interferências na genialidade com que este este governo os "inventou", às "soluções" e ao "Magalhães". Isto permite que tudo o resto seja tratado com sumário desdém (v.g. a CGD e o sr. Fino, o BPP, os 70 mil novos desempregados, etc., etc.). Até estranhei Sócrates não se ter louvado na Comissão Europeia que elogiou - como se aquilo fosse uma coisa extrordinária ou original - a revisão do PEC português para permitir alargar o défice público». Está tudo sob controlo, ó Mentirosos! Podem continuar a vossa festa. Finjam. Trocem. Passem cuspo e lustro à vossa incompetência e incúria, que o Povo já tem o cu dormente e anestesiado! Nada mais capaz de condensar metaforicamente a vossa obra de dez/quatro anos de trabalho controleiro de sapa que recordar a vossa Comitiva que Come nas Tendas Vaudeville da Legislatura Socratinizante: tendas que Anunciam os vossos Anúncios, tendas que têm dentro camelos amorfos entediados e sempre famintos, e têm dentro folhetos e prospectos a ostentar em tédio infinito a Careta Interminável e Cansante do Iluminado vaudeville por excelência, vosselência, José Sócrates, músico, dançarino, comediante, zootreinado, mágico, imitador, acrobata, atleta, feirante absoluto, treinado, determinado, com o microfone-amarrado-a-um-lenço-e-ao-pescoço, mostrador de aberrações, o palerma janota, o protector canónico dos Gays Maritais, o ciganinho das dez peúgas a cinco euros com o par, o grande gritador no Parlamento, o dispensador de coça às Oposições como se estivessem em funções executivas, o grande plagiador das medidas económicas do PP, do BE, do PCP e do PSD. Porém, sem o Magalhães, que não chega para as encomendas (e mesmo que chegasse!), que seria de Portugal?! Sem o choque-sem/mau-carácteriológico, como sobreviveríamos por nossas próprias pernas?! Conformem-se: Portugal ganhou mais um cromo intocável, com o qual ninguém pode fazer piada na proporção em que o deseje e que o cromo mereça. Esqueçam Avelino, Isaltino, Valentino e a paritária Felgueiras. Têm o Potato Nose, o Zé de Maçada e não encontrarão maior Faz-Tudo. Não bulir, que fede!

DA PARITÁRIA ESTUPIDEZ


Numa legislatura sem ideias, mas com muita propaganda de Oco dispendioso, dificilmente encontraremos lei mais estúpida que a Lei da Paridade. Querem paridade? Têm a paridade de Fátima Felgueiras com Isaltino e Ferreira Torres. Eis a Paridade. Era só o que faltava! As mulheres têm portanto peregrinamente um Partido e um Líder fracturante e obtuso nas fracturas, Sócrates, que lhes apascenta com paternalismo a ascenção aos lugares mais cimeiros da estrutura partidária anquilosada PS? Quanto circo e quanta palhaçada! Qual o sentido de uma paridade formal de género na Política, se a negam em quase todos os domínios da vida civil e se a disparidade é lei nas relações sociais e económicas no País?! Que coisa mais artificial, meu Deus! «O secretário-geral do PS, José Sócrates, vai ser forçado a fazer alterações no Secretariado Nacional que será eleito a seguir ao congresso do próximo fim-de-semana em Espinho, já que a actual composição deste órgão não cumpre a lei da paridade. Fonte da direcção do PS disse à agência Lusa que no Secretariado Nacional que saiu do último congresso, em 2006, em Santarém, fazem parte apenas três mulheres num total de 15 elementos: a eurodeputada Edite Estrela e as secretárias de Estado Idália Moniz e Ana Paula Vitorino».

POODLE, O CÃO OU A NÃO-NOTÍCIA


Obviamente que o assunto é delicioso e deprimente. O portuguese poodle andará na boca de meio-mundo, pelos próximos quatro a oito anos, graças à opção dos inquilinos da Casa Branca. Canina a frase e o enternecimento paralelo seguir-nos-ão: "it's portuguese, it's a poodle"! Também não faltarão anedotas e narrativas caninas com portuguese dentro ou nem isso. Depois de Cristinano Ronaldo, da falta de semancol e competência da nossa classe política envelhecida nas ideias e nos vícios de rapina encapotada, apesar de em pleno vicejo da meia-idade, o nome da raça canina abençoar-nos-á a irrelevância presente que porventura nunca tivemos em séculos idos, quando o odor do nosso prestígio e a ousadia da nossa diplomacia ainda tinham restos da virilidade e do orgulho mínimos de um Albuquerque: «É oficial: a “corrida” ao lugar de mascote da família presidencial dos EUA foi ganha pelo cão de água português. Os Obama estão à procura de um exemplar com a “idade certa” e que “se adeque” à dinâmica da família, confidenciou Michelle Obama, mulher do Presidente americano, à revista “People”.» Bem-vindo à glória da notícia, ó meu querido cão portuguese poodle!

LOAS AO SORVEDOURO VIÁRIO


Nós sabemos que o PSD e agora o PS têm gastado o nosso dinheiro onde já não interessa: Estadas. Corrupção é também falhar nas prioridades estabelecidas e que acabam por zelar por interesses que são espúrios em relação ao que importa. Há pelo menos dez anos que o País não necessita propriamente de priorizar a construção de estradas para as quais, aliás, há menos utentes, uma vez que as opções de circulação se encaminham para percursos mais lentos e mais económicos. Em certo sentido e eleitoralmente, como o PSD fazia, e agora o PS pobremente reproduz, o grande problema presente transformas-se também em futuro: estradas a mais, economia a menos, desperdício de investimento público a chover no molhado: «O líder da bancada do PSD, Paulo Rangel, acusou o Governo de estar a construir, em nome do investimento público, a terceira auto-estrada Lisboa/Porto, que resulta “da soma das quatro concessões rodoviárias” lançadas nos últimos meses.“ É esta a solução do Governo para a crise, é a política da auto-estrada cor-de-rosa, a terceira junto ao litoral que está a consumir o investimento público”, afirmou Paulo Rangel, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro no Parlamento.» Observações até pertinentes, mas que assentariam bem melhor a quem não tenha sido governo e, por imperativo patriótico, recuse embarcar nas loucuras gastadoras no viário redundante, sorvedouro viário nacional. «Deo gratias! Som cortesão! Deo gratias! Demos caçada!»

EM PLENO ESPLENDOR IDOLÁTRICO



Com grande piada, o João Gonçalves relaciona, provocatório, os factos recentes de zelo policial em Braga com a célebre provocação literária de Luiz Pacheco "O Libertino passeia por Braga, a idolátrica, o seu esplendor". À cidade cerne da polémica (que bloga e imprensa têm escrutinado) não é muito favorável esta ideia de repressão minudente equivocada. E nem sequer tudo isto releva propriamente de um problema religioso ali mais exacerbável. O que é excessivo é um certo pudor demencial, sarro de pesadas inibições antigas, que em nada faz justiça ao bom senso na gestão de estes assuntos da nudez. Mas são precisamente os excessos repressivos e castradores prontos a catar toda a pulga descomposta; é precisamente a violência de um pudor que violenta em detrimento de um humor que alivia e humaniza, o que mais carece da devastação satírica mais excêntrica. Para isso nasceu Luiz Pacheco. São servidos?!

KJELL NORDSTROM: SEDUZIR, INOVAR


Há entrevistas com estímulos e mensagens claramente positivos: de viagem para Lisboa, onde vai participar na conferência “Business Innovation in 2009”, o sueco Kjell Nordstrom concedeu ao Público uma entrevista onde se pronunciou sobre que tipo de empresas e líderes vão sobreviver à Crise. É considerado um dos melhores gurus do mundo dos negócios e, entre várias coisas, refere que, mais do que nunca, a inovação e a emoção têm de dominar. A caminho de Portugal para falar sobre como a inovação pode conduzir-nos através de tempos difíceis, pensa que a inovação é agora, mais do que nunca, necessária, pois, «numa crise como a actual, fazer o mesmo que todos os outros fazem é uma má ideia. Ninguém quer pagar mais por uma cópia ou por algo que se parece como outra coisa qualquer». A ler, no Público, naturalmente.

UMA LEI GERAL TRIBUTÁRIA BABÉLICA


Registo as considerações simplificadas de António Pires de Lima recentemente, diante de Ana Lourenço, no 'Dia D', quando por outras palavras qualificou de labiríntica e intragável a nossa Lei Geral Tributária por culpa - disse! - do Governo, que a não reformou, antes deu livre curso à intrincada e inextricável legislação que, entre outras coisas dissuade literalmente o investidor estrangeiro de investir cá, pelo que o facto de o sistema estar bloqueado com milhares de pendências é naturalíssimo. Em Portugal legisla-se tanto, paga o Estado milhões em parecerística legal com o efeito inverso do desejado. Começamos a compreender que, longe de simplificações que tornem fluente e escorreito o sistema, o que se faz é minar e corroer de desânimo e descredibilidade a economia. Esta lógica pode ser transposta um pouco para tudo: «Ano após ano, a história repete-se. Dão entrada nos tribunais tributários mais de 10 mil processos, e mesmo com o número de processos concluídos a aumentar, os que ficam para trás não param de crescer. No final de 2007, já havia mais de 38 mil processos fiscais a que os juízes não conseguiram dar vazão, o que leva a que cada um dos 31 juízes dos tribunais administrativos e fiscais afectos à resolução dos conflitos de impostos tivesse mais de 1300 processos entre mãos.»

TURKISH AIRLINER SCHIPHPOL CRASH


1. Eis ao que parece e se sabe de momento mais um final satisfatório em novo acidente aéreo. A proporção entre os danos visíveis na aparelho colapsado e o número e qualidade das vítimas é espantosamente mínima. Gostaria de compreender quais os aspectos técnicos que possibilitaram este desfecho, a julgar pelas explicações avançadas: novos materiais compósitos na estrutura do avião? Nova tecnologia anti-fogo? «Um avião das linhas aéreas estatais turcas despenhou-se no aeroporto de Schiphol, em Amesterdão, às 10h40 locais, tendo-se partido em três partes ao embater no solo, ao lado da pista de aterragem. Seguiam a bordo 135 passageiros mais oito tripulantes, de acordo com os media turcos e holandeses – tendo pelo menos 50 pessoas saído totalmente ilesas deste acidente. Os primeiros relatos no local, avançados pelo canal britânico Sky News, dão conta de um morto e pelo menos 20 feridos. Mas a ministra do Interior turca diz que não há registo de vítimas mortais na sequência do violento embate no solo da aeronave, que se despenhou numa área de campo aberto fora do perímetro do aeroporto.»
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2. Novos desenvolvimentos do acidente aéreo em Schiphol: «Pelo menos nove pessoas morreram no despenhamento de um avião turco – com 135 passageiros e oito tripulantes – esta manhã no aeroporto principal da capital holandesa, Amesterdão, de acordo com os primeiros números oficiais. Relatos de uma jornalista do canal de televisão local NOS já tinham referido quatro ou cinco mortos».

terça-feira, fevereiro 24, 2009

ARRANCA. PÁRA. MARCHA ATRÁS!


Parece que as certezas sobre o que deve o Governo fazer de essencial para debelar a situação no BPP não eram muitas. Meses depois, acena-se com uma espécie de clarificação por que muitos de nós clamávamos desde a primeira hora. O que deve fazer e fará o Governo no caso BPP?! Uma coisa são depósitos. Outra são investimentos em negócios de risco fora ou dentro do âmbito da completa consciência do investidor que entretanto delegou no seu gestor de conta. Risco é risco. Por muito doloroso que isto seja, não há muito a fazer. A não ser retirar uma boa lição sobre o que acontece quando se procura privatizar ao máximo o lucro, mas, quando as coisas correm francamente mal, socializar o mais possível o prejuízo. Eis uma coisa reles e injusta em muitos casos. Muitas das vítimas de Madoff, por exemplo, não sabiam de que forma o seu dinheiro estava a ser aplicado. Mas queriam aflitivamente as vantagens especiais da aplicação, aliás promovidas, prometidas e cumpridas enquanto tal foi possível. Arriscaram. Rebentaram. O que de similar tenha aconteçido no BPP terá de ser visto a esta luz de modo a não penalizar ainda mais os contruibuintes e é uma pena que o Governo, para profunda desilusão de inúmeros cidadãos, só agora venha clarificar um caminho procedimental que não vimos ser adressado de imediato, para suspeita grossa do pior: «O PSD e o PCP consideraram hoje que a decisão do Governo em não utilizar recursos públicos para solucionar o problema de gestão de carteiras no BPP é correcto mas necessita de mais explicações."A decisão do Governo parece que vai no bom caminho mas carece de ser esclarecida", afirmou Paulo Rangel. O líder do grupo parlamentar frisou que "o PSD foi o primeiro partido a levantar a questão num debate de actualidade a 04 de Novembro" e que "logo aí manifestou uma grande divergência quanto à utilização de recursos públicos" no Banco Privado Português.» Em certo sentido, o Governo arrancou com os avales e os avales combinados a toda a velocidade, mas agora está a travar e talvez, só talvez!, retroceda! Como tudo é demasiado nebuloso e opaco em Portugal, como em nada se procura esclarecer e informar as pessoas com palavras verdadeiras, podemos ouvir todas as palavras doces, mas esperar sempre o pior. De incompetentes e fingirores por sistema não temos muito mais a esperar.

NASA: DEUSA EUROPA LUA


Na mitologia clássica, Zeus/Júpiter tinha escapadelas extra-Hera/Juno com entidades femininas humanas ou de natureza híbrida diva. São célebres as suas paixões por Europa, que era uma princesa, filha de Aginor e Telefasa; por Dánae, princesa de Argos, filha do rei Acrísio; por Leda, esposa do rei Tíndaro, de Esparta; por Acmena; por Calisto; por Io; por Antíope; por Égina; por Sémele; por Ganímedes, fora o que os mitos não narram por défice de imaginação. Agora, passando radicalmente para outro plano, é excitante saber e fascinante antecipar que a escolha exploratória da NASA por vida intra-Sistema Sola recaia sobre a Lua Europa, promessa de aventuras certamente intensas da Ciência a fim de que os humanos, apesar de mesquinhos uns com os outros, nunca cessem de pasmar com a extensão, riqueza e complexidade harmoniosa e ordenada do por isso mesmo Cosmos: «Europa versus Titã. São duas luas do sistema solar exterior, ambas rodando em torno de gigantes gasosos, mas diferentes uma da outra quanto é possível duas coisas serem diferentes entre si. Uma está na órbita de Júpiter e tem uma crosta de gelo indicando a presença a grande profundidade de um oceano submarino. A outra está na órbita de Saturno e tem uma atmosfera espessa, um clima tempestuoso, lagos de hidrocarbonetos líquidos, chuvas de metano e dunas de material orgânico da cor de uma plantação de café. Ambas foram celebradas pelo cinema e pela literatura de ficção científica: Europa tem um papel chave no filme 2010, a sequela menor do clássico "2001: Uma Odisseia no Espaço"; Titã aparece em "As Sereias de Titã" como o lar de um viajante do planeta Tralfamadore perdido no espaço».

GOVERNAMENTAL ZELO CONTROLEIRO


1. Querem que pensemos o quê perante estes sinais que ciclicamente temos revisitado e comentado no programa CITIUS? As irregularidades, ingerências e estranhezas ferem a nossa sensibilidade ao delicado momento político presente, particularmente claustrofóbico e perigoso em virtude dos demais sinais da enorme vocação controleira do PS Governamental, onde pontifica por exemplo o medo e a reverencialidade das instituições justiciárias ao poder político, mas outras coisas preocupantes a cada passo reveladas: «Dois processos surgiram encerrados no sistema informático de um tribunal português, sem o estarem. Noutro tribunal, a promoção de um magistrado do Ministério Público foi apagada por um técnico de informática, a pedido de uma funcionária. As circunstâncias em que estas duas situações se registaram estão agora sob inquérito. Estes são dois exemplos que explicam as "sérias reservas e preocupações" manifestadas, ontem, em conferência de imprensa, pelo presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), António Martins, relativamente à segurança oferecida pelo sistema Citius do Ministério da Justiça, que permite a tramitação dos processos em suporte informático.» A ideia de informatização é excelente, mas pode ser manipulada para efeitos falsificatórios e deturpatórios com um alcance e um perigo enorme para a confiança que nos devem merecer os agentes da justiça. De um Estado desonesto, chico-esperto e controleiro tudo temos a temer.
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2. O Porto histórico dá pena. Quem sobe ou desce a Mousinho sente calafrios dada a degradação e o deserto de abandono já com décadas: edifícios magníficos quase todos velhos, e quase todos mortos. O poder político dos TGV e das grandes babadelas por endividamento e desperdício não têm feito nada para ressuscitar a minha cidade, renová-la, rejuvenescê-la: «Uma pequena casa desabitada ardeu hoje no Largo da Fontinha, na Baixa do Porto, disse à Lusa fonte dos Sapadores Bombeiros da cidade. De acordo com a fonte, o alarme foi dado às 10h11, tendo os bombeiros controlado as chamas em poucos minutos. Desconhece-se ainda a origem do incêndio, que ocorreu no número 33 do Largo da Fontinha.» Qualquer pessoa compreende que toda aquela área está à mercê de tragédias por incúria continuada e bizantinice burocrática antes de efectivamente se intervir e reabilitar o que é preciso.
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3. Tornou-se moda - é sensibilidade geral! - que, com o advento de esta legislatura, haja muita coisa, comportamento, crispação relacional, com ferrete estalinizante em Portugal. Desde a besourice analfabeta redaccional de uma Margarida Moreira à cegueira punitiva da entidade brutal que tutela o Saúde 24 e suspendeu por delito de opinião uma enfermeira experiente e responsável: «O realizador José Fonseca e Costa afirmou hoje, em declarações à Lusa, que o sistema de apoio à produção, tutelado pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), "além de profundamente injusto, é dirigismo puro, uma coisa digna do estalinismo".O cineasta, homenageado pelo 29º Fantasporto, que lhe dedica uma retrospectiva, considerou que "o ICA é a degenerescência do antigo Instituto Português do Cinema (IPC), instituição decisiva para o cinema português criada no tempo de Marcello Caetano".» O mais curioso é que nada acontece às pessoas e às instituições menores onde se bloqueia a liberdade e se propugna pelo pensamento único do chefe, imposto à grunho.
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4. O meu Gmail está inacessível. É por ele que conspiro directamente com amigos e com milhares de desconhecidos para que a verdade e a liberdade se transformem na nossa moeda espiritual. Quando Sampaio despediu Santana e Cavaco falava que a moeda boa expulsava a moeda má, eu estava longe de imaginar que ao Poder Executivo em Portugal ascenderia não a moeda Má, só Má, mas uma Moeda tão Falsa. «O serviço de correio electrónico da Google, o Gmail, está indisponível desde hoje cedo, pelo menos desde as 09h30 (hora portuguesa), em praticamente todo o mundo. A empresa já confirmou o problema, reconhecendo que os utilizadores “estão a ter dificuldade em aceder ao Gmail”, sem indicar, porém, quanto tempo levará até que o problema fique resolvido. A nota da Google assegura apenas que a empresa está a trabalhar para resolver o problema, que está a afectar milhões de pessoas em todo o mundo. Estima-se que o Gmail possa alcançar as 43 milhões de contas apenas nos Estados Unidos durante este ano, superando – por um milhão – o popular Hotmail.» Por piada, desejo imaginar e faz sentido para mim pensar que os elementos dos Serviços de Segurança Portugueses criaram um problema sério ao Google por estar este servidor a comprometer os desígnios obscurantistas da legislatura e que só alguns empresários benevolentes e muita sabujice bajulatrix não vê. Mas não vê porque não quer ver. Não lhe interessa. Claro que isto é apenas uma piada. O SIS não é o autor do blackout do meu Gmail. Do nosso. Deve ser um problema técnico grave.
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5. O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, defendeu hoje uma "estratégia mínima comum" entre os países da esfera Ibero-Americana para a segurança rodoviária, afirmando que seria uma "mais-valia"."Esta estratégia poderia, apesar das especificidades nacionais, apontar um caminho comum ao nível da uniformização de regras e da sua fiscalização, no domínio da formação de condutores e instrutores e no âmbito da assistência a vítimas de acidentes", defendeu o governante, em Madrid, numa sessão sobre segurança rodoviária no espaço Ibero-Americano e Caraíbas.