SELVÁTICO E GAY
Para os blogues do Poder (Câmara Corporativa, Jugular, Aspirina B e Da Literatura), Mário Crespo vitimizou-se. Empolou a polémica para vender melhor o seu livro. Qualquer pessoa, mesmo em funções de Estado, tem direito a cuspilhar desabafos e soluções mediáticas para dementes. A crónica impublicada de Mário Crespo não era de todo desagradável à direcção do jornal para o qual trabalhava. Tinha era vícios de forma. Vinha enviezada de dubitativo. Por isso e só por isso não foi publicada. Por isso e só por isso os serviços do Mário foram também dispensados. Em suma, para o Poder e os Blogues do Poder, Mário Crespo sabe é muito. Também se excedem em espertezas maldosas Marcelo Rebelo de Sousa, Manuela Moura Guedes, José Eduardo Moniz, Pedro Lomba, João Miguel Tavares, Ana Leal, Carlos Enes, Júlio Bagulho, Cristina Ferreira, Paulo Ferreira e José Manuel Fernandes. Todos sornas. Todos sonsos e interesseiros. Se opinam, opinam de má-fé. Se relatam, relatam com sofisma e sem fidedignidade. Esta legislatura, tal como a anterior, é extremamente sensível com a questão gay. Selvática, porém, com jornalistas demasiado livres, ousados, impreparados. Loucos. Assim é que está bem e nem poderia ser de outra maneira. Curvemo-nos em adoração à excelsa socratinidade que nos ofusca.

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